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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Opinião - The Dead Town

Ficha Técnica:
Autor: Dean Koontz
Páginas: 358
Editor: HarperCollins
ISBN: 9780007353859

Sinopse:
The war against humanity is raging. As the small town of Rainbow Falls, Montanam comes under siege, scattered survivors join together to weather the onslaught.

Victor Frankenstein's nihilistic plan is to remake the future: a future in which mankind will be annihilated. To accomplish this aim he has created nothing less than the shock troops of the Apocalypse.

Now the alliance of the good make their last, best stand and do battle against overwhelmig odds. And Deucalion, Frankenstein's original and flawed attempt at replicating life, must finally confront his evil creator. In a climax that will shatter every expectation, the fate of humanity hangs in the balance...

Opinião:
Neste último capítulo da saga Frankenstein de Dean Koontz finalmente vemos Victor a ser derrotado de uma vez por todas.

Mais uma vez este é um livro cheio de acção do início ao fim, onde nos é dada a possibilidade de seguir os acontecimentos através dos olhos de diferentes personagens. O que me continua a cativar nestes livros não é propriamente a acção, mas sim os personagens. A capacidade de adaptação e aceitação face ao desconhecido, o facto de que como seres humanos somos capazes de coisas extraordinárias se assim nos propusermos a isso. A capacidade para a entreajuda e para nos sacrificarmos em prol do bem estar dos outros. Dean Koontz mostra-nos o que de melhor temos de uma forma que não se torna patética, nem nos faz revirar os olhos. O autor consegue que todas estas características sejam reveladas de um modo que se adequa ao tom da história, o que nos faz apreciar ainda mais personagens que já de si são tão cativantes.

No entanto houve algo neste livro que me provocou sentimentos dispares. Por um lado achei fascinante como o autor nos mostra o facto de que os vilões pensam sempre que são invencíveis, que nada poderá correr mal nos seus planos e que quando as coisas começam a correr mal acreditam muitas vezes que é apenas um pequeno contratempo e que tudo se irá resolver. Acreditando piamente nisto até ser tarde de mais. Contudo achei que o autor levou esta característica ao extremo e para o final do livro começou a tornar-se irritante a desconsideração do Victor para com a quantidade de problemas com que se deparava.

Para finalizar achei o culminar de todos os acontecimentos e a destruição de Victor algo chochos. Estava à espera de algo mais bombástico.

Apesar das falhas que possa ter encontrado ao longo deste livro final e da série no geral, esta é uma daquelas séries que merece ser lida.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Opinião - Lost Souls

Ficha Técnica:
Autor: Dean Koontz
Páginas: 350
Editor: HarperCollins
ISBN: 9780007353842

Sinopse:
The master storyteller creates a bold new legend in a powerful reworking of one of the classic stories of all time.

Dr Frankenstein lives on, seemingly indestructible, more sinister than ever. Terrifyingly, with each new incarnation the technology he can use to build a new human race - which he will control - is vastly improved.

His first monster, Deucalion, has spent two hundred years trying to kill his evil creator. When the new Frankenstein clone, Victor Helios, starts work on some grotesque new creations, financed by an enigmatic billionaire, Deucalion is drawn to a small Montana town.

A spectacularly advanced race of monsters is about to be released on the world. Even if Deucalion can bring Helios down, it may be too late...

Opinião:
Pensavam que tudo tinha acabado? Desenganem-se. Victor Frankenstein está de volta, e desta vez com um plano ainda mais maníaco que o anterior.

Se anteriormente Victor já era assustador com todos os planos que tinha para a sua raça e para os humanos o seu clone acaba por ser mais doentio pelo simples facto de lhe faltar a faceta humana. Este clone pretende não só exterminar todos os seres humanos como eventualmente toda a raça. Além disso é o criador de um dos seres mais arrepiantes que podemos ver ao longo desta série. 

Será óbvio para todos que foi com imenso prazer que voltei a encontrar Carson e  Michael, bem como Erika 5 e Jocko. Todos eles são personagens que ao longo dos três livros anteriores cativaram os leitores e por isso é impossível ficar indiferente ao seu aparecimento.

Contudo o que mais me cativou foi a história contada pelo ponto de vista dos novos personagens. Todos eles contribuíram para uma melhor percepção de como é que as alterações em Montana se foram processando. Ao mesmo tempo é fascinante ver como pessoas tão normais e por vezes debilitadas física ou psicologicamente são capazes de fazer tudo, enfrentar tudo para sobreviver sme nunca perder a esperança. Afinal estes novos personagens não fazem ideia do que está a acontecer, contudo não baixam os braços e tentam fazer o melhor com aquilo que têm. É isso que torna os capítulos tão interessantes. Espero sinceramente que eles tenham importância para o final da história. Ficaria decepcionada se personagens tão interessantes e com quem passamos tanto tempo não viessem a contribuir de forma significativa para o fechar da história.

Uma vez mais posso dizer que este livro é um que fica na memória de tão bem escrito e bem conseguido. Uma nova luz sobre a história originalmente escrita por Mary Shelley. Uma série que vale a pensa todo o tempo perdido.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Opinião - Princesa Mecânica

Ficha Técnica:
Autor: Cassandra Clare
Título Original: Clockwork Princess
Páginas: 392
Editor: Planeta
ISBN: 9789896574482
Tradutor: Nuno Daun e Lorena

Sinopse:
Último livro da sequela de sucesso da série Caçadores de Sombras, que nos mostra as suas Origens. Tessa Gray devia estar contente, como todas as noivas! Mas, enquanto se prepara para o casamento, uma rede de sombras envolve os Caçadores de Sombras do Instituto de Londres. Surge um novo demónio, ligado pelo sangue e secretismo a Mortmain, o homem que tenciona usar um exército de impiedosos autómatos, os Instrumentos Infernais, para destruir os Caçadores de Sombras. O perigo, a traição, os segredos, os feitiços, o amor e a morte entrelaçam-se quando os Caçadores de Sombras quase se autodestroem na conclusão de cortar a respiração da trilogia de os Caçadores de Sombras, as Origens.

Opinião:
Neste livro que é o último da série ficamos a conhecer o destino dos diversos personagens que nos acompanharam ao longo desta história. Ao mesmo tempo ficamos a saber em concreto quem e o que é Tessa e o motivo pelo qual Mortmain a quer.

No geral o livro continua com um passo bastante acelerado sem no entanto deixar de ter tempo para os momentos mais calmos e mais introspectivos. Na maioria das vezes estes momentos introspectivos prendem-se com os sentimentos dos personagens relativamente uns aos outros. E isso de certa forma foi um pouco desconcertante, visto que o centro de tudo eram os seus sentimentos e não os acontecimentos estranhos e perigosos que estavam a ocorrer.

Com isto tudo quero simplesmente dizer que apesar de ter achado o livro bem escrito e interessante o facto de que tudo gira à volta de Tessa deixou-me algo aborrecida. Gostava que tivesse sido dado mais ênfase aos dilemas da Clave e tudo aquilo porque estavam a passar. Ao mesmo tempo gostava que os personagens principais se mostrassem um pouco mais preocupados com o que poderia acontecer aos Caçadores de Sombras quando Mortmain atacasse do que o que ele poderia querer de Tessa. Outro aspecto que me aborreceu foi parte da explicação do porquê de Mortmain estar tão interessado em Tessa. Durante toda a narrativa é transmitida a ideia de que Tessa é necessária a Mortmain por se conseguir transformar em outros seres e adquirir as suas memórias e que ela foi "criada" com esse propósito. Pois, toda essa ideia está incorrecta porque o propósito inicial da sua criação é bastante diferente e "inocente" e portanto toda esta situação ficou-me um pouquinho entalada.

Claro que é impossível não gostar da maior parte dos personagens. Muitos deles crescem e evoluem neste último livro para versões melhores de si mesmas e conseguimos imaginar como é que aquilo que lhes aconteceu irá influenciar as gerações futuras. Gostei particularmente do que a autora fez com o Jem, Foi algo inesperado, mas que serviu o seu propósito e foi divertido constatar que já conhecíamos o Jem por outro nome e que ele teve um papel relevante na trilogia Caçadores de Sombras. Contudo não posso deixar de referir que o final que a autora escreveu para Tess e Jem foi algo dúbio na medida em que uma pessoa muda ao longo do tempo e o que era antigamente pode hoje em dia não o ser.

Em resumo, apesar de parecer que só tenho coisas negativas a apontar ao livro a verdade é que esta é uma história que agarra o leitor e que tem situações bastante emocionantes e tocantes, bem como alturas de pura acção, havendo um bom equilíbrio entre as duas partes. A única coisa que estes pontos fizeram foi impedir-me de apreciar o livro tanto como gostaria. 




sábado, 21 de março de 2015

Opinião - A Cidade dos Anjos Caídos

Ficha Técnica:
Autor: Cassandra Clare
Título Original: City of Fallen Angels
Páginas: 312
Editor: Planeta
ISBN: 9789896572464
Tradutor: Irene Daun e Lorena & Nuno Daun e Lorena

Sinopse:
A Guerra Mortal acabou e Clary Fray está de volta a Nova Iorque, entusiasmada com todas as novas possibilidades que se apresentam à sua frente. Está a treinar para ser uma Caçadora de Sombras e poder usar o seu poder único. A mãe vai casar-se com o amor da sua vida. E, mais importante do que tudo o resto, Clary já pode finalmente chamar a Jace seu namorado.

Mas tudo tem o seu preço.

Alguém anda a assassinar Caçadores de Sombras, provocando tensões que podem conduzir a uma segunda guerra sangrenta. O melhor amigo de Clary, Simon, não pode ajudá-la. A mãe dele acabou de descobrir que o filho é um vampiro e, agora, Simon não tem casa onde viver. Para onde quer que se vire, alguém o quer do seu lado, a ele e ao poder da maldição que lhe está a destruir a vida. E eles estão dispostos a fazer o que for preciso para conseguirem aquilo que pretendem. Para agravar as coisas, Simon anda com duas belíssimas e perigosas raparigas – e nenhuma delas sabe da existência da outra.

Opinião:
E pronto. Eu sabia que me devia ter ficado pelos três livros que consistem da trilogia original. Porque raio é que eu fui meter na cabeça que tinha que ler os outros três para ficar com a histórica completa? Estes são daqueles livros que provam que muitas vezes o autor devia ter ficado quieto e os leitores não o deveriam ter incentivado a escrever mais livros sobre os mesmo personagens.

Depois do final fantástico que tivemos no livro anterior, a vida continua a decorrer normalmente (dentro dos possíveis), para cada uma das personagens que já conhecemos. Claro que algo de trágico tinha que acontecer, e claro que tinha que estar ligado a Clary e a Jace, afinal eles são os preferidos dos leitores e os protagonistas principais e super especiais da história. Se a autora tinha mesmo que continuar a escrever neste tempo acho que teria sido mais inteligente criar um novo mal, um novo problema, e que esse problema afectasse os personagens principais mas fosse dirigido a uma outra pessoa do grupo.

Se a história teve alguns pontos interessantes? Sim teve, sempre que o Simon entrava em cena ou sempre que a cena era sobre o Simon a coisa tornava-se interessante. Ver como ele está a lidar com todas as coisas que estão a acontecer consigo, e as novas possibilidades que a sua transformação traz para a sua vida é interessante. Ver como a sua relação com a Isabel se desenvolve e como pode vir a tornar-se algo mais é interessante. Ver os momentos que vão partilhando é ternorento. Ver como o Jace continua a insistir que não é bom o suficiente para Clary e como herdou tudo do seu pai adoptado é extremamente irritante.

Assim sendo vou concerteza continuar a série e ler os dois livros que me faltam porque tenho tendências masoquistas e gosto imenso de perder tempo com coisas que não valem a pena.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mini-Opinião - A Ironia e Sabedoria de Tyrion Lannister

Ficha Técnica:
Autor: George R.R. Martin e Jonty Clark (ilustrador)
Título Original: The Wit & Wisdom of Tyrion Lannister
Páginas: 160
Editor: Bertrand
ISBN: 9789896376093
Tradutor: Jorge Candeias

Sinopse:
Venha conhecer Tyrion Lannister, uma das personagens mais memoráveis de As Crónicas de Gelo e Fogo…

Os Sete Reinos podem chamar-lhe depreciativamente de Duende, mas não passaria pela cabeça de ninguém acusar Tyrion Lannister de ser um tolo. A sua língua melíflua já lhe salvou a vida inúmeras vezes e a sua inteligência refinada deu-lhe muitas vitórias e ainda mais dissabores.

Tyrion é odiado e temido pela corte, mas os seus amigos conhecem-no pela lealdade e compaixão que demonstra pelos mais fracos. No palco das intrigas, a sua família é o seu maior inimigo, mas combate-os com uma fina ironia e perspicácia sem rival. A sua irmã que o diga!

Divertido e irreverente, por vezes profundo e sensato, A Ironia e Sabedoria de Tyrion Lannister pode ser um livrinho pequeno como Tyrion, mas as pérolas que contém mostram a grandeza desta personagem, uma das mais memoráveis da literatura fantástica.

Opinião:
Não há muito a dizer acerca deste pequeno livro, afinal ele é apenas um livro onde são compiladas as frases mais icónicas deste personagem. O livro está essencialmente dividido mediante o assunto das frases que vamos ler. Se por um lado foi engraçado ler as pérolas ditas por Tyrion ao longo das Crónicas de Gelo e Fogo a verdade é que muito se perdeu por as frases estarem soltas e não contextualizadas. Muitas das piadas feitas por Tyrion têm piada no contexto em que são ditas, mas fora dele acabam por não fazer muito sentido e não criam muito impacto.

As imagens estão fascinantes. Acho que o ilustrador fez um excelente trabalho não só a dar vida a Tyrion, mas também a criar imagens que estivessem de acordo com as frases e os assuntos a serem abordados naquela parte do livro.

Se houve algo que me deixou algo triste foi o facto de uma das frase mais conhecida e importante de Tyrion não aparecer no livro:
“The oft repeated jape about his father was just another lie, Lord Tywin Lannister in the end did not shit gold.”

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Opinião - O Grande Gatsby

Ficha Técnica:
Autor: F. Scott Fitzgerald
Título Original: The Great Gatsby
Páginas: 176
Editor: Presença
ISBN: 9789722313698
Tradutor: José Rodrigues Miguéis

Sinopse:
Considerado a obra-prima de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby tornou-se não só um clássico da literatura do século XX, como o retrato mais expressivo da «idade do jazz», em todo o seu esplendor e decadência. Jay Gatsby é o herói que personifica o materialismo obsessivo e o desencanto do pós-Primeira Guerra Mundial. Esta edição de O Grande Gatsby foi traduzida e prefaciada por José Rodrigues Miguéis. Uma nova adaptação cinematográfica deste romance estreia em 2013, produzida e realizada por Baz Luhrmann e com Leonardo di Caprio no papel principal.

Opinião:
 A primeira coisa que tenho a dizer acerca deste livro? Se apanho o sacana do tradutor e do revisor à frente passo-lhes com o carro por cima, várias vezes, até conseguir fazer desaparecer toda a raiva que senti ao ler esta história fantástica. Sim, porque esta é uma história fantástica, um acontecimento fascinante que estas duas pessoas quase conseguiram arruinar. Nem costumo reclamar muito quando encontro uma gralha ou outra nos livros, é normal que passe, mas neste caso é o descalabro. Os erros são mais que muitos, letras trocadas, palavras sem sentido, frase estranhas... tudo contribuiu para que a fluidez da narrativa fosse constantemente quebrada e o encadear da narrativa se perdesse. Até eu fazia um trabalho de revisão muito melhor que isto.

Depois do desabafo permitam-me então falar da história. Esta tem um ambiente quase surreal. As festas, as atitudes, a procura da concretização de um grande sonho sem olhar aos meios. O destroçar destes sonhos e o encontro com a realidade. Tudo isso nos é apresentando rodeado de um ambiente inebriante que cativa o leitor e o puxa para a narrativa. Toda a história transmite uma sensação de desassossego, de movimento, de inevitabilidade. Parece que a todo o momento as sensações estão à flor da pele e que é difícil controlá-las e lidar com elas.

Também os personagens são cativantes, desde o Gatsby, ao Nick e à Jordan. Cada um tem a sua maneira de ser e tentam lidar com a loucura do mundo em que se encontram de formas bastantes diferentes. No entanto o clima de deboche acaba por os afectar a todos e trazer consequências drásticas para alguns deles. O Nick é uma pessoa mais terra à terra e tenta lidar com tudo de uma maneira natural. Vê-se que apesar de tudo ele tem realmente amizade a Gatsby, o que não acontece com os outros personagens. Já Jordan encara o mundo de frente e tenta sempre fazer-se passar por alguém muito confiante. Daisy é uma personagem indecisa, que acaba por não saber o quer quer e acobardar-se quando confrontada com determinados acontecimentos. Acabando esta por ser a sua maior força, o facto de ser uma pessoa sensível acaba por fazer com que os outros se tentem moldar às suas necessidades.

Em suma, é um livro bastante interessante de ser lido e que aconselho vivamente a cada leitor. Mas não na versão portuguesa, com toda a certeza.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Opinião - A Rapariga dos Pés de Vidro

Ficha Técnica:
Autor: Ali Shaw
Título Original: The Girl with Glass Feet
Páginas: 312
Editor: Guerra&Paz
ISBN: 9789898174949
Tradutor: Ana Figueiredo

Sinopse:
Ida Maclaird sofre de um mal misterioso e assustador – lentamente o seu corpo começa a transformar-se em vidro. Regressa então à Terra de Santo Hauda, onde acredita que tudo teve início, com a vaga esperança de encontrar o único homem que poderá ser capaz de curá-la. Midas Crook é um jovem solitário, que viveu toda a vida naquelas ilhas. Quando conhece Ida, sente que há qualquer coisa naquele espírito triste e desafiador que perpassa as suas defesas emocionais. Poderá o amor de Midas impedir que Ida se transforme em vidro?

Opinião:
A melhor definição que consigo arranjar para este livro é estranho. E porquê estranho? Porque tudo nele o é! Desde a história, aos personagens, à maneira como esta é contada, tudo transmite ao leitor uma sensação de estranheza e de inevitabilidade, uma sensação de catástrofe prestes a acontecer.

Midas é um dos primeiros personagens que conhecemos, é uma pessoa bastante tímida e introvertida, que carrega um grande peso aos ombros, o próprio pai. Ou seja, para onde quer que este personagem se vire ele sente que o pai, morto à algum tempo, o acompanha. O imobiliza e lhe guia os passos. Ou seja, apesar de não presente fisicamente o pai de Midas continua a influenciá-lo e a ter grande peso nas suas decisões, pois Midas continua a viver com um certo medo e ódio ao pai. Já Ida é uma rapariga "normal" tirando o seu pequeno problema de se estar a transformar em vidro, começando pelos pés. Ida é alguém que procura uma forma de contacto no que podem ser os seus últimos momentos, e encontra esse contacto através de Midas.

Já outros personagens como Carl e Henry são personagens que vamos conhecendo e que tiveram passados amorosos que os marcaram profundamente e que ainda hoje os influenciam de uma forma negativa. Impedindo-os de viver plenamente. Este passado vai também influencias as suas relações com os personagens actuais visto que Henry gostava da mãe de Midas e Carl da mãe de Ida. Outra personagem que adorei foi a Denver, a filha do melhor amigo de Midas, que apenas com 7 anos é extremamente inteligente e sábia. Fazendo um bom contraponto para Midas que muitas vezes se sente perdido.

A história desenrola-se basicamente através da tentativa de uma descoberta de uma cura para Ida. Através desta busca os personagens vão-se descobrindo a si mesmos e acabam por perceber que se não viverem o momento, se não fizerem o que podem quando podem, as oportunidades podem não voltar. Afinal nunca se sabe quanto tempo a vida pode durar. Esta é uma das lições que o livro pretendo transmitir, mas na realidade existem mais temas abordados ao longo do livro.

Quanto ao ambiente da história, este é algo estranho. O autor passa a história a dar a entender que naquelas ilhas existe algo de mágico, de surreal, que afecta as populações. Desde algo que transforma tudo em que toca em branco, até à transformação das pessoas em vidro. No entanto nada destas coisas é explicada com clareza. Nunca chegamos a compreender o que é que transforma tudo em branco ou como o faz. Nem chegamos a perceber como é que as pessoas se começam a transformar em vidro. É uma doença? Uma maldição? Algo em que tocam? A verdade é que nunca chegamos a saber e isso transmite uma aura de mistério à narrativa que poderá deixar muita gente insatisfeita, mas que para mim funcionou porque achei que se enquadrava plenamente no tipo de história que nos estava a ser contada.

Resumindo, foi um livro do qual gostei bastante, mas que não me parece que seja para todos os tipos de leitores.

domingo, 4 de janeiro de 2015

2015 Mount TBR Reading Challenge

E como incentivos para acabar com a pilha nunca são de mais este ano mantém-se o desafio Mount TBR e escolhe-se o mesmo grau de dificuldade. Vou tentar ultrapassá-lo, mas tendo em conta que este ano já foi difícil atingi-lo nem quero imaginar como raio é que o tenciono ultrapassar. Uma pequena alteração ao desafio original, supostamente para a pilha só contam livros comprados antes de 01 de Janeiro de 2015, mas como a minha intenção é ler livros meus físicos não vou diferenciar se foram comprados antes de 2015 ou durante esse ano. O que quero é efectivamente não ler tantos livros no Kindle ou emprestados. Assim sendo escolho o Mt. Vancouver: Read 36 books from your TBR pile/s.

Tal como anteriormente este poste vai sendo actualizado com os livros lidos para o desafio.