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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Opinião - Mais Forte que o Desejo

Ficha Técnica:
Autor: Cheryl Holt
Título Original: Deeper than Desire
Páginas: 340
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260797
Tradutor: ?

Sinopse:
Com a família a atravessar uma grave situação financeira, Olivia Hopkins dispõe-se a conseguir uma proposta de casamento do já maduro conde de Salisbury. Contudo, o plano cai por terra quando ela descobre um livro erótico na biblioteca do conde. O livro incendeia o corpo de Olivia, que não consegue pô-lo de lado, até ser apanhada em flagrante pelo diabolicamente bonito filho do conde, um homem que lhe acelera o coração e lhe preenche o imaginário com pensamentos escaldantes… Phillip Paxton não consegue acreditar na sua boa sorte. O facto de ter apanhado Olivia com aquele livro picante confere-lhe a maravilhosa oportunidade de humilhar o pai que despreza. Servindo-se do livro como isco, Phillip atrai Olivia para uma ligação eletrizante que resulta em ardentes lições de paixão. Phillip não esperava apaixonar-se pela sua encantadora aluna, mas o que começa como um esquema libertino em breve se transforma num romance genuíno e que Phillip protegerá a qualquer custo…

Opinião:
É o segundo livro que leio da autora e pelo que andei a ver parece que este é tão medíocre como o outro que li. O que me leva a crer que vou ficar por aqui e que não vou ler mais nada da autora.

As personagens são insípidas, a história não é propriamente interessante e também não está nada bem contada. Ao ler a sinopse a ideia com que se fica é que a história é acerca de Olivia e Philip. Guess what? A meio do livro é sobre Olivia e Philipl, Edward e Winnie e ainda Penélope e mais alguém cujo nome nem me consigo lembrar. Acho que já deu para perceber a ideia. O livro é uma mixórdia de  acontecimentos e casais. Os antagonistas são completamente deprimentes e é atirada com cada coisa para a história que eu até fiquei parva.

A sério. Não funciona definitivamente para mim. Eu gosto de livros deste género, mas os desta autora deixam muito a desejar. Não sei o que hei-de dizer acerca do livro porque li-o só mesmo para passar o tempo e porque não tinha mais nada para fazer. É que o livro nem tem nenhum problema flagrante que eu possa apontar e ficar a discorrer sobre ele. Simplesmente é completamente sem sal.

É uma autora que pela pouca experiência que tive não aconselho.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Opinião - The Path of Daggers e Winter's Heart

Ficha Técnica:
Autor: Robert Jordan
Série: Wheek of Time, #8 e #9
Páginas: 685 e 780
Editor: Tor Books
ISBN: 0812550293 e 081257558X

Sinopse:
The Path of Daggers:
The Seanchan invasion force is in possession of Ebou Dar. Nynaeve, Elayne, and Aviendha head for Caemlyn and Elayne's rightful throne, but on the way they discover an enemy much worse than the Seanchan.

In Illian, Rand vows to throw the Seanchan back as he did once before. But signs of madness are appearing among the Asha'man.

In Ghealdan, Perrin faces the intrigues of Whitecloaks, Seanchan invaders, the scattered Shaido Aiel, and the Prophet himself. Perrin's beloved wife, Faile, may pay with her life, and Perrin himself may have to destroy his soul to save her.

Meanwhile the rebel Aes Sedai under their young Amyrlin, Egwene al'Vere, face an army that intends to keep them away from the White Tower. But Egwene is determined to unseat the usurper Elaida and reunite the Aes Sedai. She does not yet understand the price that others—and she herself—will pay.


Winter's Heart:
Rand is on the run with Min, and in Cairhein, Cadsuane is trying to figure out where he is headed. Rand's destination is, in fact, one she has never considered.

Mazrim Taim, leader of the Black Tower, is revealed to be a liar. But what is he up to?

Faile, with the Aiel Maidens, Bain and Chiad, and her companions, Queen Alliandre and Morgase, is prisoner of Savanna's sept.

Perrin is desperately searching for Faile. With Elyas Machera, Berelain, the Prophet and a very mixed "army" of disparate forces, he is moving through country rife with bandits and roving Seanchan. The Forsaken are ever more present, and united, and the man called Slayer stalks Tel'aran'rhiod and the wolfdream.

In Ebou Dar, the Seanchan princess known as Daughter of the Nine Moons arrives--and Mat, who had been recuperating in the Tarasin Palace, is introduced to her. Will the marriage that has been foretold come about?

There are neither beginnings or endings to the turning of the Wheel of Time. But it is a beginning....

Opinião:
Tendo em conta que normalmente é um castigo para ler um destes livros achei que o melhor que tinha a fazer visto estar embalada era despachar os que pudesse. Foi complicado arranjar coragem para começar o primeiro, não porque a história não preste ou seja desagradável, mas porque já sei o que a casa gasta, ou seja, já sei que vou ter que ter paciência para a quantidade de palha que os livros têm, pelo menos para mim. E já sei que vou ter que estar com disposição para estar constantemente a ir à internet porque se há coisa com que sou péssima é nomes. Ainda bem que existi uma wiki dedicada a WoT, se não não sei o que iria fazer à minha vida.

Continuamos então a seguir o caminho dos mais diversos personagens. Não vou estar aqui a falar do que é que cada um anda a fazer se não nunca mais saiu daqui. Suficiente será dizer que as pessoas se começam a movimentar, se bem que ainda existe algum caminho a percorrer até estar tudo alinhado. Ainda por cima são tantos personagens a mexer que dificilmente conseguiremos ter todos a atingir os objectivos ao mesmo tempo. Assim sendo alguma coisa tem que ir acontecendo para manter todos mais ou menos no mesmo plano e trazer novas mais valias.

A única coisa que por vezes me aborrece é chegar ao fim do livro e parecer que nada de realmente importante aconteceu. Isso dá cabo de mim. Se bem que em Winter's Heart até existem alguns desenvolvimentos importantes o que me deixa bastante satisfeita por ter avançado com a leitura. Algumas coisas que eu sabia que estavam para acontecer finalmente aconteceram o que me deixa curiosa para saber o que daí irá advir.

Existiram alguns pontos da história que ficaram por explicar ou esclarecer. Acontecimentos que pareceram ter surgido do nada, mas que espero, sem muita certeza, ver esclarecidos no futuro.

As personagens já nossas conhecidas continuam muito fiéis a si próprias, o que é sempre positivo. Adoro ver como vão crescendo e se vão aperfeiçoando se contudo perder as características que as tornam nelas mesmas. Adoro ler acerca da Cadsuane e quero ver o que ela ainda tem para oferecer.

Os acontecimentos do último capítulo trazem muitos pontos de interrogação e agora tudo pode acontecer.

Para não varias a única coisa que continuo a não conseguir aceitar é o facto de o Rand amar a Elayne, a Min e a Aviendha. Peço desculpa, mas é algo que me faz extremamente confusão nem eu sei muito bem porquê. Eventualmente por causa da educação que tive.Não há muito que possa fazer quanto a isso.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Opinião - Harry Potter e a Crianças Amaldiçoada

Ficha Técnica:
Autor: J. K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
Título Original: Harry Potter and the Cursed Child
Série: Harry Potter, #8
Páginas: 368
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9722359053
Tradutor: Marta Fernandes e Helena Sobral

Sinopse:
A oitava história dezanove anos depois

Baseada numa nova história de J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada- a nova peça de teatro de Jack Thorne -, cuja estreia mundial decorreu no West End, em Londres, no passado dia 30 de julho, é a primeira história oficial de Harry Potter a ser apresentada na versão teatral.

Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pais de três crianças em idade escolar.
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Opinião:
É tão bom estar de volta a um mundo que me acompanhou de forma assídua durante tantos anos e que ainda me vai acompanhando. Levei mais tempo a pegar neste livro do que aquilo que queria, mas a realidade é que teatro não é propriamente a minha onda. Já tentei ler e por norma não consigo apreciar na totalidade aquilo que estou a ler.

Pegar num livro relacionado com Harry Potter é basicamente como voltar a casa depois de uma longa estadia fora. Gostei de cada momento passado com os personagens que já conhecemos. Gostei de ficar a conhecer a descendência dos personagens que amamos e daqueles que amamos odiar.

Gostei da história que a autora nos apresenta, gostei de ver como os personagens cresceram e o que é feito deles. Fico triste que alguns personagens se tenham deixado abater pelos acontecimentos e que de certa forma tenham perdido o norte. 

Mais uma vez ninguém pode ficar indiferente às lições que a autora nos tenta transmitir através da sua escrita. Que todos nós crescemos e que as dificuldades nos podem mudar. Que à vezes só queremos ser aceites e que isso pode trazer consequências terríveis se nos deixarmos levar pelo desespero. Que se todos fossemos mais humanos se calhar era mais difícil de o medo e o terror reinarem entre nós.

A grande revelação do livro deixou-me um pouco de pé atrás. Deixou-me de pé atrás porque a linha temporal deixou-me um pouco baralhada e não vejo como é que tal coisa possa ter acontecido. Mas como eu também sou péssima com linhas temporais vou acreditar que o problema seja mais meu que da história.

Para finalizar só posso dizer que achei que os diálogos estão bastante bem escritos e que dava tudo para poder estar em Londres a ver a peça!

sábado, 16 de dezembro de 2017

Opinião - Imriels's Trilogy

Ficha Técnica:
Autor: Jacqueline Carey
Série: Imriel's Trilogy, #1, #2 e #3
Páginas: 944, 880 e 653
Editor: Grand Central Publishing
ASIN: 044661002X, 0446610143 e 0446500046

Sinopse:
KIushiel's Scion:
Imriel de la Courcel's blood parents are history's most reviled traitors, but his adoptive parents, the Comtesse Phèdre and the warrior-priest Joscelin, are Terre d'Ange's greatest champions.

Stolen, tortured, and enslaved as a young boy, Imriel is now a Prince of the Blood, third in line for the throne in a land that revels in art, beauty, and desire. It is a court steeped in deeply laid conspiracies ... and there are many who would see the young prince dead. Some despise him out of hatred for his birth mother Melisande, who nearly destroyed the realm in her quest for power. Others because they fear he has inherited his mother's irresistible allure - and her dangerous gifts. And as he comes of age, plagued by dark yearnings, Imriel shares their fears.


At the royal court, where gossip is the chosen poison and assailants wield slander instead of swords, the young prince fights character assassins while struggling with his own innermost conflicts. But when Imriel departs to study at the famed University of Tiberium, the perils he faces turn infinitely more deadly. Searching for wisdom, he finds instead a web of manipulation, where innocent words hide sinister meanings, and your lover of last night may become your hired killer before dawn. Now a simple act of friendship will leave Imriel trapped in a besieged city where the infamous Melisande is worshiped as a goddess; where a dead man leads an army; and where the prince must face his greatest test: to find his true self.

Kushiel's Justice:

The son of Terre d'Ange's most infamous traitors and the adopted son of its greatest champions, Imriel de la Courcel returns from his year at university a little older and a little wiser. But perhaps not wise enough. He and Sidonie, the Queen's daughter and heir to the throne, begin a torrid, forbidden affair—until Imriel's obligations as a royal family member compel him to marry an Alban princess. By choosing duty over love, Imriel and Sidonie transgress their religion's central precept: Love as thou wilt. And when dark powers in Alba, who fear an invasion by Terre d'Ange, seek to use the lovers' passion to bind Imriel, the gods themselves take notice.

Before the end, Kushiel's justice will be felt in heaven and on earth.


Kushiel's Mercy:
Having learned a lesson about thwarting the will of the gods, Imriel and Sidonie publicly confess their affair, only to see the country boil over in turmoil. Younger generations, infatuated by their heart-twisting, star-cross romance, defend the couple. Many others cannot forget the betrayals of Imriel's mother, Melisande, who plunged their country into a bloody war that cost the lives of their fathers, brothers, and sons.

To quell the unrest, Ysandre, the queen, sets her decree. She will not divide the lovers, yet neither will she acknowledge them. If they marry, Sidonie will be disinherited, losing her claim on the throne.

There's only one way they can truly be together. Imriel must perform an act of faith: search the world for his infamous mother and bring her back to Terre d'Ange to be executed for treason.

Facing a terrible choice, Imriel and Sidonie prepare ruefully for another long separation. But when a dark foreign force casts a shadow over Terre d'Ange and all the surrounding countries, their world is turned upside down, alliances of the unlikeliest kind are made, and Imriel and Sidonie learn that the god Elua always puts hearts together apurpose.

Opinião:
Já à alguns anos que tinha esta trilogia por casa, mas nunca tinha conseguido pegar nela. Por diversas vezes tentei, mas acabava sempre por nem sequer abrir o livro e passar para outras leituras. Ao início era mais por saber que me ia sentir um bocado perdida com tantos nomes, terras, casas e afins (a minha memória é péssima), depois começou a ser também porque andando a fazer pesquisa pela net me deparei com aquilo que parecia ser magia, e achei que isso era impossível de encaixar no livro, logo eu não iria gostar. A realidade é que por um lado estava certa e por outro errada.

Gostei bastante dos dois primeiros livros, o modo como o Imriel vai crescendo, as verdades que é obrigado a aprender, os medos que aprende a ultrapassar e as amizades que acaba por forjar. O seu caminho enquanto pessoa é extraordinário. Apesar de todas as adversidades acaba por chegar ao fim da sua jornada como uma pessoa com princípios e bondosa, que sabe que tem escuridão dentro de si, mas que sabe que a mesma contrabalança a luz que também existe e que cabe a ele usá-la da melhor maneira.

O primeiro livro é mais focado no desenvolvimento sexual do Imriel, como ele lida com o facto de se sentir excitado, como lida com a proximidade do outro sexo e afins. Parecendo que não este ponto é bastante importante tendo em conta tudo aquilo porque ele passou na trilogia anterior. Por outro lado ficamos a conhecer um mistério que vem desde o início dos livros que é onde é que o Anafiel aprendeu tudo aquilo que sabia acerca de espionagem. Gostei dessa parte porque se veio a mostrar importante no decorrer da história.

O segundo livro seria aquele que poderia mostrar que os meus receios eram fundados, contudo fui surpreendida pela positiva. É uma realidade que existe uma espécie de magia, mas essa magia está bem contextualizada. Além disso faz-me lembrar as magias mais ligadas à terra, como as relacionadas com a mãe natureza. E assim consegui seguir a leitura bastante agradada. Fiquei a conhecer um pouco mais deste mundo que a autora criou, mais um povo com as suas lendas e crenças e consegui ver o nosso mundo reflectido naquele que Carey me apresenta.

O terceiro livro foi a decepção. Não que tenha sido mau, mas teve aquela componente da magia que tinha receio. Enquanto que nos livros anteriores tudo estava extremamente bem fundado, fazia sentido na história tanto a nível religioso como a nível de desenvolvimento da acção, achei que neste livro tudo caiu do céu. Não consegui perceber porque é que de repente Terre d'Anges foi invadida, o motivo soava quase a só porque sim e isso é algo a que não estou habituada nesta autora. Ao mesmo tempo o modo como o "vilão" conseguiu esta proeza foi um pouco estranho. Parecia quase um feitiço daqueles que não fazem sentido nenhum e que mais parecem falsos do que outra coisa e não consegui encaixá-lo neste mundo que já venho conhecendo à alguns livros.

Compreendo que a autora tivesse que arranjar maneira do Imriel provar que nunca iria trair a coroa e que o amor dele e da Sidonie é verdadeiro e sincero, mas achei que o terceiro livro foi todo muito precipitado e sem pés nem cabeça. Claro que gostei do início ao fim, mas não me encheu as medidas como os anteriores.

Não posso deixar de referir que foi de derreter o coração ver personagens que já conhecia. Ver como estão e como continuam a viver a sua vida de forma simples e cheia de amor. Adorei conhecer novos personagens cheios de garra, e confesso que fiquei com lágrimas nos olhos quando me tive que despedir de alguns deles. Gostei de ver como o Imriel vai crescendo e vai passando a aceitar quem é e qual é o seu legado e não deixar que ele o domine.

Se irei ler a outra trilogia que se passa neste mundo? Não faço ideia. Possivelmente sim porque estamos a falar de uma descendente da Alais e eu adorei esta miúda. É aguardar para ver.

domingo, 26 de novembro de 2017

Opinião - Sangue e Ouro

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Blood and Gold
Série: The Vampire Chronicles #8
Páginas: 438
Editor:Europa-América
ISBN: 9721051004
Tradutor: ?

Sinopse:
As Crónicas do Vampiro prosseguem agora com o regresso de Marius.
O belo e louro filho da Roma Imperial, antigo mentor do vampiro Lestat, revela-nos, com uma voz intensa mas intimista, os segredos da sua existência de dois mil anos. Cercada de luxo mas também de tragédia, a vida de Marius vai conhecer os cenários da queda do Império Romano, da nova civilização em Constatinopla e dos ambientes mágicos de Florença e Veneza. É nessa Itália renascentista que ele vai conhecer o misterioso Armand… E uma outra personagem que o vai enfeitiçar: o genial Botticelli…
Trágico, sensual e arrepiante, como sempre, Sangue e Ouro é Anne Rice no seu melhor.

Opinião:
Não há muito a dizer acerca deste livro. Essencialmente é-nos contada a história de Marius e parte dessa história já era nossa conhecida devido ao livro do Armand. Se bem que aqui ficamos a conhecer a história do ponto de vista de Marius, a realidade é que as ilações que o Armand fez acerca das acções que moviam o Marius são bastante aproximadas dos seus reais intentos, por isso acaba por ser um pouco o repetir de uma história que já conhecemos.

Claro que existem novas componentes que ficamos a conhecer um pouco melhor, como a sua relação com Pandora, e o modo como levou a sua vida solitária durante longos anos, apenas acompanhado pelo Pai e pela Mãe. Este é mais um livro de reflexão, e de recordação. Marius pretende não só contar a sua história como também revivê-la e de certo modo estudá-la tendo em conta os desenvolvimentos recentes.

Esta história é contada a um personagem que parece ter sido criado apenas com o propósito de ouvir Mário e de a seguir se sacrificar por ele ao mesmo tempo que consegue atingir o seu objectivo. Assim sendo não faço ideia se iremos ver algo mais dele, o que significa que sinto que este livro não trouxe nada novo que possa fazer propriamente a narrativa avançar. Vou assumir que este livro funciona um pouco como uma pausa na história, onde a autora apenas nos queria dar a conhecer um pouco mais das suas personagens.

Mais uma vez, mais que os acontecimentos, são os personagens que pretendem a atenção do leitor. Como já dito nos livros anteriores, todos eles são bastante complexos e todos buscam algo. Algo esse que é uma perfeita comunhão com outro ser. Contudo por alguma motivo este objectivo parece acabar sempre por ser mais do que os personagens conseguem suportar porque acabam sempre por meter os pés pelas mãos e fazer alguma coisa que acabe por os impedir de atingir o seu objectivo.

Fico agora a aguardar o próximo livro.

domingo, 19 de novembro de 2017

Opinião - Merrick

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Merrick
Série: The Vampire Chronicles #7
Páginas: 348
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721049680
Tradutor: ?

Sinopse:
Neste romance hipnótico, a autora das Crónicas do Vampiro e da saga das Bruxas Mayfair demonstra mais uma vez o seu dom para a criação do mito e da magia.

Desta vez ela vai juntar vampiros e bruxaria para criar um ambiente verdadeiramente arrepiante.

No centro da história encontra-se Merrick, a «Bruxa de Endor», a bela e misteriosa feiticeira, descendente de uma sociedade mestiça de Nova Orleães familiarizada com as cerimónias de voodoo. Entre os seus ancestrais encontram-se também as grandes Bruxas Mayfair — de quem ela nada conhece senão o poder e a magia que herdou.

E a ela junta-se David Talbot — vampiro, herói, aventureiro e contador de histórias, companheiro dos já conhecidos Vampiros Lestat e Louis de Point du Lac. É ele quem vai narrar a lenda de Merrick, uma lenda que nos leva da Nova Orleães do passado e do presente às selvas da Guatemala, das ruínas Maias a civilizações ainda mais antigas e inexploradas.

Esta é, assim, uma história cheia de tensão, onde dois seculares poderes ocultos se juntam numa dança de sedução, morte e renascimento.

Opinião:
Antes de prosseguir com a minha opinião tenho que confessar que os últimos livros que tenho lido da autora têm sido lidos em inglês apesar de ter as versões portuguesas. O que tenho verificado é que tem sido muito mais fácil ler na língua original que na língua traduzida. Enquanto que os primeiros livros li em português e me custou imenso a avançar na história, os últimos têm sido lidos em inglês e têm sido lidos com uma fluidez imensa. Talvez um dia tenha paciência para ler um dos livros metade em português e metade em inglês para perceber se o problema é realmente da tradução.

Quanto a este livro, é-nos introduzida uma nova personagem, Merrick. A Merrick é uma bruxa, uma bruxa muito poderosa que trabalha para a Talamasca e que foi estudante directa do David. É devido ao facto de o Louis pretender entrar em contacto com Claudia que Merrick nos é apresentada. E é através de David que ficamos a saber da sua história. Uma história complexa, cheia de personagens interessantes e com grande poder.

Mas uma vez Rice escreve um livro que intriga o leitor desde o início até ao fim. Não porque existam aventuras incontáveis, ou uma constância de acção, mas sim porque os personagens apresentados são extremamente cativantes nas suas dualidades. Ao mesmo tempo a autora apresenta-nos algo novo, as bruxas Mayfair, sendo que existe uma vertente "branca" e uma vertente "negra" e estas designações têm a ver com a cor da pele.  Aqui o que me deixou aborrecida foi o facto de a autora dar a entender que as Mayfair "brancas" são más, mas não o explicar. Se isso não acontecer nos próximos livros vou ficar bastante chateada porque não me apetece ser obrigada a ir ler a série dedicada às mesmas.

No final acabamos por perceber que existe muito mais acerca da história da Merrick do que aquilo que o David sabe e nos conta. As suas atitudes vão influenciar os próximos movimentos dos vampiros, visto que estes são obrigados a sair de Nova Orleães quando são ameaçados pela Talamasca. Ao mesmo tempo existe uma alteração na condição do Louis que pode alterar a relação que este tem com os outros personagens. Estou para ver se as coisas se vão manter ou se o bando se vai acabar por dispersar, principalmente agora que Lestat decidiu voltar à vida. Sim, porque no livro anterior e na maior parte deste o Lestat estava simplesmente num estado moribundo. Duvido que venhamos a saber exactamente o que se passou na sua cabeça depois de ter voltado da viagem com Memnock, mas quem sabe?

Assim sendo só me resta aguardar a oportunidade de ler o próximo livro para saber o que vai acontecer agora com os nossos personagens.

sábado, 4 de novembro de 2017

Opinião - O Vampiro Armand

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Vampire Armand
Série: The Vampire Chronicles, #6
Páginas: 440
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721048508
Tradutor: ?

Sinopse:
Em mais um volume das «Crónicas do Vampiro», Anne Rice invoca mundos deslumbrantes para nos trazer a história de Armand, eternamente jovem, com o rosto de um anjo de Botticelli. Armand surgiu pela primeira vez há trinta anos, em toda a sua glória negra, no já clássico Entrevista com o Vampiro, primeiro volume de «Crónicas do Vampiro», romance que tornou a autora famosa em todo o mundo como magnífica contadora de histórias e criadora de reinos mágicos. Acompanhamos assim, nesta obra, Armand através dos séculos até à Kiev Rus da sua infância — uma cidade em ruínas sob o domínio mongol — e à antiga Constantinopla, onde os assaltantes tártaros o vendem como escravo. Num magnífico palazzo da Veneza do Renascimento, encontramo-lo em escravidão emocional e intelectual com o vampiro Marius, que se disfarça entre os humanos como pintor misterioso e recluso e o qual confere a Armand o dom do sangue vampírico. À medida que o enredo se aproxima do seu ponto culminante, atravessando cenários de luxo, elegância, emboscadas, incêndios e adoração ao demónio, passando pela Paris do século XIX e pela Nova Orleães da actualidade, veremos este herói romântico, eternamente vulnerável, ser forçado a escolher entre a imortalidade na escuridão ou a salvação da sua alma.

Opinião:
Não há muito mais a acrescentar sobre a escrita da autora e os temas que foca para além daquilo que já foi dito nos livros anteriores.

Basicamente a autora continua a focar-se na condição humana, no certo e errado, na beleza das coisas mais simples e naquilo que é considerado o amor na sua forma mais pura. Desta vez ficamos a conhecer o ponto de vista de Armand acerca destes assuntos, e como ele lida com tudo aquilo que lhe vai acontecendo ao longo dos séculos. Ao contrário dos outros personagens, Armand tem uma relação muito estreita com a religião devido à educação que teve enquanto criança. Essa relação é explorada e serve para justificar as suas atitudes no final do livro anterior.

Houve alguns aspectos que me fizeram alguma confusão. Nomeadamente a componente de relação sexual e afins muito mais explícita e libertina do que nos livros anteriores. A relação física entre Marius e Armand antes de o último se tornar num vampiro deixou-me algo desconfortável pela sua carnalidade ausente nos livros anteriores. Outra situação que não me agradou por aí além foi o facto de existir um acontecimento no livro para o qual não recebemos uma explicação. O próprio Armand diz que não sabe como tal coisa foi possível. Assim sendo questiono-me se a própria autora não soube muito bem como descalçar a bota, ou se fui eu que não consegui perceber muito bem o que estava subentendido.

Assim sendo este foi mais um livro do qual gostei bastante. Foi uma leitura relativamente rápida comparada aos primeiros que li da autora. Estou curiosa para ver o que mais virá.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Opinião - Possessão e Immortal

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Título Original: Possession
Série: Fallen Angels, #5 e #6
Páginas: 524 e 388
Editor: Quinta Essência e Piatkus Books
ISBN: 9789897261503 e 9780349405261
Tradutor: ?

Sinopse:
Possessão:
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido.
Quando Cait Douglass decide recuperar do seu desgosto de amor, despojar-se das suas inibições e começar realmente a viver, não está preparada para os dois homens sensuais que se atravessam no seu caminho. Dividida entre eles, não sabe qual escolher - ou que tipo de consequências terríveis podem surgir.
Jim Heron, anjo caído e salvador relutante, está na guerra mas coloca tudo em risco quando tenta fazer um acordo com o diabo - literalmente. Quando mais uma alma é involuntariamente apanhada na batalha entre ele e o demónio Devina, a sua fixação numa inocente presa no inferno ameaça desviá-lo do seu dever sagrado...
Pode o bem ainda prevalecer se o amor verdadeiro enfraquece um salvador? E será que o futuro de uma mulher é a chave, ou a maldição, para toda a humanidade? Só o tempo, e os corações, dirão.


Immortal:
The Creator invented the game. The stakes were nothing less than the immortal fate of mankind. Yet when fallen angel Jim Heron was challenged to play, he had no idea the voracious demon Devina would be so formidable an adversary-or that the carnal depths to which he was willing to go could prove so fatal.

Devina's more than ready to claim victory in this war and has her next scheme already underway: Sissy, a defenseless woman under the influence and an unwitting player in the fight for Heron's heart.

At the defining crossroads between salvation and damnation, Heron is ready to do anything it takes to succeed-a suicide mission that will take him into Heaven and Hell, and into the darkest and most sensual shadows that lie in wait at the end of the world . . .

Opinião:
E com estes dois livros termino finalmente esta série. Andei a ver o que tinha achado dos livros anteriores e posso dizer que a minha opinião não difere muito daquilo que já disse. Essencialmente ficamos a conhecer as três últimas almas a ser jogadas. E devido ao Jim decidir trocar uma bandeira pela liberdade de Sissy as coisas tornam-se um bocado tremidas. O que leva a consequências que acho que ninguém estava bem à espera.

Não achei os protagonistas nada de especial, não achei que havia uma ligação entre eles.Não me importo quando a relação começa por ser sexual e depois evolui. Mas gosto que essa evolução tenha conteúdo, que seja notória, que haja partilha de momentos. Aqui não senti isso e portanto não me preocupava propriamente o que pudesse acontecer aos personagens.

Quanto ao último livro, enfim. Acho que era um bocado óbvio. Pelo menos eu acho que a autora o fez um bocado óbvio com todas as alusões a algo que só a Sissy consegue ver. Não podia estar ser mais esfregado nos olhos do leitor e contudo ninguém na história se apercebeu disso, o que para mim se tornou bastante frustrante e estúpido. Para além de não falar como as almas foram salvas. Não houve uma decisão consciente em que se pesava os prós e os contras. Simplesmente estalou-se os dedos e pronto, questão resolvida. Nhe, comigo não pegou.

A única coisa que ainda foi salvando os livros foi a Devina, com as suas psicoses e a ideia ridícula que o Jim realmente gosta dela. E a minha suspeita de que dois personagens completamente inconspícuos eram na realidade representações de Deus. E claro, o facto de aparecerem dois personagens da outra série da autora e de ser mencionada uma outra. Vamos ver o que sai daqui.

No geral achei que a série foi fraquinha, e por isso o final foi-lhe adequado porque também ele foi fraquinho. O que é uma pena, visto que adoro a outra série dela. Simplesmente esperava mais.

domingo, 22 de outubro de 2017

Opinião - O Reino Mais Além das Ondas

Ficha Técnica:
Autor: Stephen Hunt
Título Original: The Kingdom Beyond the Waves
Série: Jackelian, #2
Páginas: 492
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373962
Tradutor: Alberto Simões

Sinopse:
A Professora Amelia Harsh está obcecada em encontrar a civilização perdida Camlante, a cidade lendária cuja sociedade perfeita terá acabado com a fome, guerra e doença. Mas quando regressa a casa de uma aventura arqueológica fracassada, descobre que a Universidade a despediu em retaliação pela sua investigação herética.
Sem fundos oficiais, Amelia não tem escolha senão aceitar o auxílio de um homem que culpa pelo suicídio do seu pai, o incrivelmente poderoso Abraão Quest. Este acaba de encontrar provas de que as ruínas camlantes poderão estar enterradas sob os estranhos lagos das selvas de Gelileão
Amelia embarca então numa expedição ao coração negro da selva, na companhia de velhos amigos e uma tripulação de caçadores lunáticos, mulheres mercenárias e presidiários. Mas o que ela desconhece é que a busca pela sociedade perfeita pode levar à destruição do seu próprio mundo…

Opinião:
Este é um daqueles livros que provavelmente iria ficar eternamente na estante caso não tivesse a sorte de se enquadrar num dos meus desafios literários. Isto acontece, essencialmente, porque o primeiro livro não me cativou minimamente e foi uma dor de cabeça tentar perceber o que quer que fosse que estava a ler.

Não haja dúvida que este livro continua a ser uma grande bagunça. Vários povos e mitos são apresentados ao leitor, sem contudo existir uma explicação racional ou um contexto, ou seja, mais uma vez cai-nos tudo de pára-quedas no colo e o leitor não tem nenhuma base para se tentar situar na narrativa. Basicamente andei à cabeçada aí com 1/3 do livro até decidir que não valia a pena o esforço de tentar contextualizar aquilo que estava a ler e tentar perceber as relações entre os personagens a leitura começou a correr ligeiramente melhor e a tornar-se ligeiramente mais interessante.

Dois dos personagens principais entraram no livro anterior, e, para mal dos meus pecados, só me lembro de um deles. Basicamente só me lembro da Professora Harsh, talvez por causa da sua profissão ou da característica estranha dos seus braços. O outro personagem, tenho a ideia de ter tido um papel até importante no livro anterior, mas sinceramente não me consigo lembrar de nada. Ao mesmo tempo sinto que me faltam algumas referências e existe um personagem que eu não consigo localizar e que tenho a sensação que deveria ser capaz de o fazer.

Foi interessante ficar a conhecer um pouco mais da história deste mundo, ao mesmo tempo que o autor explora a questão se a guerra alguma vez é resposta e se é mais importante morrer pelos nossos ideais ou ir contra ele de modo a poder mantê-los.

O vilão é bastante interessante. Ao início não se percebe muito bem o que ele quer e quais os seus motivos, mas ao longo do tempo acabamos por perceber o quão deturpada a sua maneira de ser é. Acho que o autor fez um trabalho ligeiramente melhor neste livro. Ao contrário do anterior eu consegui relacionar-me com os personagens e gostar deles, o que não aconteceu no livro anterior. Pode ser que isso faça com que numa próxima leitura me consiga lembra de um pouco mais deste mundo.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Opinião - A Vingança Serve-se Quente

Ficha Técnica:
Autor: M. J. Arlidge
Título Original: Liar Liar
Série: Helen Grace, #4
Páginas: 352
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898839060
Tradutor: ?

Sinopse:
SEIS INCÊNDIOS EM VINTE E QUATRO HORAS,
DOIS MORTOS E VÁRIOS FERIDOS…

Na calada da noite, três violentos incêndios iluminam os céus da cidade. Para a detetive Helen Grace, as chamas anunciam algo mais do que uma coincidência trágica — este cenário infernal de morte e destruição revela uma ameaça nunca antes vivenciada.
No decurso da investigação, descobre-se que aquele que procuram não é apenas um incendiário em busca de emoções fortes — os atos criminosos denunciam um assassino meticuloso e calculista. Alguém que pretende reduzir as suas vítimas a cinzas…
Uma nuvem negra de medo e desconfiança estende-se sobre a cidade, à espera da faísca que provocará a próxima tragédia. Conseguirá Helen descobrir a tempo quem será a próxima vítima?

Opinião:
Este foi um daqueles livros cuja revelação me apanhou completamente desprevenida. Nunca, em parte alguma do livro imaginei que o incendiário fosse a pessoa que se revelou ser.

Mais uma vez Arlidge faz um óptimo trabalho a apresentar-nos os acontecimentos que levam Helen Grace ao limite. Desta vez estamos a lidar com fogo posto, e sem dúvida que as diversas mortes, além de horríveis deixam marcas profundas em toda a gente que é tocada pelos acontecimentos.

Apesar de a história revolver essencialmente à volta dos assassínios e na tentativa de Helen tentar descobrir quem é que está a colocar os fogos, a verdade é que o autor deixa bastante espaço para o desenvolvimento dos personagens. A Helen está cada vez mais desequilibrada, devido a todas as pressões que tem sofrido e também devido ao facto de cada vez se sentir mais só. Durante o livro comete algumas falhas que supostamente ficam resolvidas, mas que eu tenho a sensação que ainda vão voltar para lhe dar cabo da vida. Também existe um bom desenvolvimento da Charlie, e aqui vemos aquilo porque passa uma mãe polícia. O medo de não voltarmos para casa, o trauma de pensar que tudo aquilo se podia passar com a nossa família. Acho que a Charlie é uma excelente personagem que nos mostra o que está do outro lado do espelho e que nós, como civis, muitas vezes ignoramos.

Não há muito mais a acrescentar visto que este já não é o primeiro livro do autor. A fórmula é sensivelmente a mesma, funcionando umas vezes melhor e outras pior. O que me deixa curiosa para o próximo livro, além da sinopse claro, é o final deste livro. A Grace tem um novo superior, e digamos que durante todo o livro o achei impecável. Até ao final. Aí fiquei completamente arrepiada. Questiono-me se o autor nos vai mostrar um pouco mais do que se passa na cabeça dele no próximo livro ou se ainda vamos ter que aguardar algum tempo.

sábado, 16 de setembro de 2017

Opinião - Memnoch, o Demónio

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Memnoch the Devil
Série: Vampire Chronicles, #5
Páginas: 424
Editor: Europa-América
ISBN: 9721044342
Tradutor: Rosário Durão e Carmo Romão

Sinopse:
Estamos em Nova Iorque.
A cidade está coberta por um manto de neve.
No meio dessa brancura, Lestat procura Dora, a bela e carismática filha de um barão da droga, a mulher que desperta nele sentimentos de ternura como nunca outra mortal o fizera antes. Dividido entre as suas paixões de vampiro e o amor avassalador que sente por Dora, é a seguir confrontado com o misterioso e demoníaco Memnoch. Arrancado ao mundo por este adversário temível, Lestat é levado até ao reino dos Céus e depois até ao Purgatório. Aí terá de decidir se acredita em Deus ou no Demónio e, por fim, qual dos dois escolherá servir.
Nas primeiras quatro Crónicas do Vampiro, Anne Rice convocou mundos fantásticos e distantes e tornou-os tão ressonantes, reais e imediatos como o nosso. Neste romance, o mais negro e ousado de todos os que escreveu, ela transporta-nos, na companhia de Lestat, para o universo mítico que nos é mais precioso — o reino da teologia de cada indivíduo.

Opinião:
Não há muito a dizer acerca do quinto livro de uma série a não ser falar do que acontece durante o próprio livro. A escrita da autora é essencialmente a mesma, mas confesso que não achei este livro tão massudo como os anteriores. Achei-o mais leve e de fácil leitura, o que será uma diferença relativamente aos livros anteriores.

Eventualmente esta situação está relacionada com o facto de que este livro não é acerca de Lestat e dos seus dilemas semi-humanos. Aqui basicamente ficamos a conhecer a história da criação, da nossa evolução e qual o jogo que existe entre o demónio e Deus. Basicamente Lestat é levado por Memnoch aka Lúcifer a dar uma voltinha pela história da criação, o céu e o inferno. Ao mesmo tempo que o tenta convencer a ceder a sua alma de modo a ajudá-lo na sua batalha contra Deus. Segundo li algures este é um livro mais teológico do que outra coisa, e por isso mesmo receio que tenham existido ali algumas nuances e ideias que me tenham escapado. Ao mesmo tempo não consegui concordar propriamente com a teoria de Deux, bem como a do demónio também me pareceu fraca. Só mesmo Lestat para se deixar embrenhar numa coisa destas.

Claro que teria que existir um pouco de livro acerca de Lestat e esse pouco é essencialmente o início e o fim. Em que Lestat conhece Dora que no final acaba por o abandonar. Pergunto-me se ainda a vamos ver algures num livro futuro. Ao mesmo tempo sei que pelo menos um vampiro conhecido, supostamente, morre neste livro, pelo que estou curiosa para saber se ele morreu mesmo ou não. É esperar para ver.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Opinião - A Torre dos Espinhos

Ficha Técnica:
Autor: Juliet Marillier
Título Original: Tower of Thorns
Série: Blackthorn e Grim, #2
Páginas: 408
Editor: Planeta
ISBN: 9789896577827
Tradutor: ?

Sinopse:
Para Blackthorn e Grim, o regresso à vida tranquila na pequena quinta à beira da Floresta dos Sonhos nunca poderia durar muito. Escassas semanas passaram desde que o mistério do Lago dos Sonhos foi resolvido e já um novo desafio paira no horizonte. O príncipe de Dalriada recebeu um pedido de ajuda da parte de Geiléis, a Senhora de Bann, cujas terras medram sob a força de uma estranha maldição. Uma criatura sem nome instalou-se na velha torre que se ergue numa ilha do rio Bann e, do nascer ao pôr do Sol, os seus gritos incessantes impedem o gado de crescer, secam os campos e a vontade dos homens e instalam a semente da loucura nos espíritos mais sãos. Cercada de espinhos venenosos, a misteriosa torre encerra um segredo secular. Caberá a Blackthorn e Grim mergulharem nas trevas de um amor impossível e libertarem o povo de Bann do coração tempestuoso de uma rainha do Povo Encantado. Pelo meio, a curandeira e o seu companheiro terão de enfrentar o silêncio de quem sabe e atravessar uma teia de mentiras urdida ao longo de vários séculos. Quem será o estranho habitante da Torre de Espinhos. Um homem, um monstro? Uma força destruidora ou apenas uma vítima? No fim, o amor será a única redenção.

Opinião:
Em A Torre dos Espinhos continuamos a seguir o percurso de Blackthorn e Grimm, percurso este que se prende maioritariamente com a sua evolução enquanto pessoas depois de todas as situações traumáticas que viveram.

A escrita da Juliet continua soberba, tal como os seus personagens continuam a ser bastante cativantes e humanos. É difícil não nos sentirmos apegados a eles, não sentirmos as suas dores. E em específico neste livro essa sua vertente é bastante importante pois faz com que percebamos que não existe realmente um vilão. Aqueles que parecem querer o mal de Blackthorne na verdade pretendem apenas salvar-se a si mesmos e às suas famílias. Pretendem paz e é fácil compreendê-los e aceitar os seus defeitos.

Neste livro temos então uma maldição que só poderá ser quebrada num determinado dia num determinado período de um ano. Este parece-me ser o maior mistério da história. O que é que aconteceu para a maldição ter sido lançada e o que é que esta maldição acarreta. Fiquei um pouco decepcionada porque desde início percebi a quem é que a maldição estava associada, e aos poucos vi as minhas suposições confirmadas.

Houve uma outra reviravolta que essa apanhou-me desprevenida. Não estava realmente à espera que tal acontecesse e fiquei positivamente surpreendida.

Gostei bastante de ficar a conhecer um pouco mais da história do Grimm, se bem que ainda não consigo perceber muito bem o porquê do seu sentimento de culpa, mas creio que isso tem a ver com o facto de termos personalidades bastantes distintas. Apesar disso este é um dos personagens que encanta pela sua inteligência e calma. É alguém que é fácil ignorar-mos ao início, mas que aos poucos percebermos ser alguém de grande importância.

Mais um excelente livro da Juliet. Espero ter oportunidade de ler o final da trilogia o quanto antes.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Opinião - Love, Come to Me

Ficha Técnica:
Autor: Lisa Kleypas
Páginas: 400
Editor: Signet
ISBN: 0451236335

Sinopse:
When strong and handsome Heath Rayne pulled Lucinda Caldwell from a winter river, he rescued her from an icy death. But soon he was plunging her into a torrid torrent of passion that this New England beauty had never suspected could claim her. Heath was unlike any other man Lucy had ever known: a dashing, mocking, sensuous Southerner who came as a stranger to Lucy's town-and stayed as he stripped away her last shreds of resistance to the demands of desire and the flaming fulfillment of love...

Opinião:
Esta é uma autora que não considero propriamente extraordinária, mas que serve para me entreter quando pretendo ler um romance histórico simples e que me vá entreter. E mais uma vez funcionou na perfeição e foi de encontro às minhas expectativas.

Quanto aos personagens, é fácil gostar da personalidade de ambos. O Heath é uma pessoa bastante à vontade, sem preconceitos e sem uma postura na rígida na sociedade. É alguém que pretende mudar o mundo através da palavra e que acredita que as coisas devem ser abordadas de uma maneira crua, sem embelezamentos. A Lucinda tem uma personalidade determinada. Sabe o que quer e não deixa que outra pessoa dite o seu comportamento. Ao mesmo tempo é uma pessoa bastante inteligente que sabe que o mundo não é preto e branco, e que tem a capacidade para ver para além daquilo que rotula as pessoas. O romance de ambos vai evoluindo ao longo do tempo, não é apressado, a autora cria momentos de conexão entre os personagens que fazem o leitor acreditar na sua relação. Isto apesar de todos os contratempos. Apesar de serem vários, não me senti frustrada nem fiquei com a sensação que a autora estava só a arranjar problemas porque sim. Achei que os problemas que foram surgindo foram naturais e bem introduzidos.

Outro aspecto do livro que gostei foi os temas, o modo como se vivia a escravatura, o modo como a guerra fez uma nação ficar dividida e cada facção considerar-se superior à outra. Como o sítio onde uma pessoa nasceu a define mesmo que na realidade esta não tenha os mesmos valores que os seus conterrâneos praticam. A guerra é uma coisa feia que muda as pessoas e traz muitas vezes ao de cima o pior que cada um tem em si. Ao mesmo tempo mostra-nos novamente como as mulheres eram consideradas umas tontinhas e no geral eram os homens que as governavam e que lhes diziam como se comportar. Claro que tal não iria acontecer com os personagens principais, mas continuam a existir bastantes exemplos que deixam uma pessoa triste pelo simples facto de se ver como as mulheres eram tratadas.

Assim sendo foi um romance que alcança os seus objectivos, entreter o leitor e deixá-lo com uma sensação de fofura devido à história amorosa do casal principal.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Opinião - A União Sagrada e Vozes da Profecia

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The Sacred Band
Série: Acácia, #3.1 e #3.2
Páginas: 383 e 320
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896376710 e 9789896377380
Tradutor: João Pinto e Fernanda Semedo

Sinopse:
A União Sagrada:
Três irmãos ainda sobrevivem, líderes que traçam um novo caminho para o Mundo Conhecido. Estarão à altura dos desafios que se lhes deparam?

A Rainha Corinn domina o mundo com o seu conhecimento profundo dos feitiços encontrados em A Canção de Elenet. O seu irmão mais novo, Dariel, torna-se numa figura mítica nas Outras Terras, enquanto a sua irmã, Mena, viaja até ao Norte Distante para defrontar uma invasão desencadeada por uma raça violenta decidida a conquistar o Mundo Conhecido. Os seus percursos individuais acabam por convergir em batalhas tumultuosas e os desafios que terão que enfrentar podem alterar a terra em que vivem para sempre…


Vozes da Profecia:
No último livro desta saga épica têm lugar confrontos de poderes e energias inconcebíveis, personagens veem o seu destino cumprido e os desígnios para Acácia serão elevados até à glória redentora.

A Rainha Corinn restaurou a dinastia Akaran ao conseguir manipular a magia terrível sobre o mundo conhecido. O seu irmão mais novo, Dariel, prossegue na sua jornada pelas Outras Terras, tendo-se tornado num defensor da liberdade dos escravos. E Mena avança para norte liderando um exército para aniquilar uma ameaça latente a Acácia, o povo semi-imortal Auldek.
Com punho de ferro e hábeis estratégias políticas, a jovem Rainha reprime uma insurreição e impede a violência de se alastrar no reino… mas à noite é atormentada com sonhos horrendos. Resta-lhe manter a força de espírito para assegurar algo quase impossível: a prosperidade e união pacífica de todas as raças.

Opinião:
E finalmente chegamos à recta final. É tnaõ neste soids livros que tudo chega a uma conclusão e que os personagens acabam por encontrar o seu destino bem como criar uma vida melhor para o povo de Acácia.

Enquanto que me recordo de ter gostado bastante dos dois livros anteriores, estes voltaram a desapontar-me um pouco. Isso acontece essencialmente porque achei que o autor andou a enrolar grande parte dos livros.

A história continua a seguir o ponto de vista dos quatro irmãos, enquanto lutam as suas batalhas, bem como outros pontos de vista de personagens que já conhecemos.

Sem dúvida que as partes que mais gostei de ler foram as relativas a Mena. Adoro o facto de ela ser uma completa arma de guerra, mas ao mesmo tempo ser alguém capaz de tanto amor. A Corrin continua a ser personagem de que menos gostei. Fria e calculista, foi preciso acontecer uma desgraça para que finalmente começasse a percorrer um caminho diferente que a levasse à redenção.

Aqui acabamos por ficar a saber quem são realmente os Santhoth e a proveniência da canção de Elenet. Ao mesmo tempo ficamos a conhecer a proveniência dos Lothan Uklun e de como eram capazes de fazer as suas supostas magias. No fim percebemos que tudo tem a ver com vingança, e para não variar quem paga é o povo.

Apesar de a maior parte das explicações serem devidamente dadas e de o autor finalizar a história de cada personagem, houve pelo menos uma situação que achei que não foi bem pensada. Isto tem principalmente a ver com a forma como Aliver resolve a guerra. Ao fim e ao cabo as crianças da quota ficaram com as Outras Terras. Assi sendo os Auldek não tem propriamente para onde voltar. Não sei até que ponto as coisas vão realmente resultar, ou se não poderão existir conflitos sobre quem é que fica com o quê.

Considero então que a trilogia não foi nada de extraordinário. Se bem que houve alturas em que me senti sentimental para com os destino e as acontecimentos de algumas personagens a verdade, é que a história em si não me tocou nem cativou. De certo modo foi bom para que aprenda a não me deixar levar pelos outros e não comprar os livros todos sem ter primeiro experimentado. Ao menos já acabou e não tenho que me preocupar mais com esta série, podendo dedicar o tempo a coisas que mais me agradam.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Opinião - HIstória do Ladrão do Corpo

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Tale of the Body Thief
Série: The Vampire Chronicles, #4
Páginas: 416
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721038127
Tradutor: Teresa de Sousa Gomes

Sinopse:
Lestat, vampiro, herói, sedutor consumado, cansado da busca que já dura há dois séculos para penetrar nos meandros da sua obscura existência, está desesperado por ser ver livre do pesadelo da sua imortalidade. Ansiando por renascer homem, por pensar, sentir e respirar como um mortal, Lestat empreende uma incursão apaixonada pela vida.

A forma como Lestat se torna novamente mortal e como descobre aquilo que já tinha esquecido - a angústia do ser humano, a fragilidade, a odisseia da existência humana - é contada com toda a paixão, colorido e imaginação que distingue os extraordinários romances de Anne Rice.

Opinião:
Pode-se dizer que este livro foi um autentico desafio, não porque o tenha achado pior ou mais massador do que os anteriores, mas simplesmente porque ando novamente a passar por uma fase em que a preguiça é grande, e é com extrema dificuldade que começo a ler um livro.

Continuamos então a acompanhar Lestat e as peripécias que este vive. Mais uma vez a impetuosidade deste vai metê-lo em sarilhos e só muito a custa as coisas se vão resolver e mesmo assim vão existir algumas consequências e acontecimentos que vão alterar o decurso da história.

Mais uma vez o que cativa não é propriamente a história do personagem, mas as reflexões que este vai fazendo ao longo da narrativa. Desta vez Lestat foca-se mais na questão do que é estar "realmente vivo" e das ilusões com que vivemos e que são estilhaçadas de um momento para o outro. É fácil recordar o passado com encanto e acreditar que aquilo que não temos é o que queremos, quando não queremos olhar para nós mesmos e acreditar que podemos ser pessoas que na realidade gostam de poder e controlo e outros que mais.

Como disse acima houve ainda alguns acontecimentos que fazem o leitor questionar-se sobre o que virá a seguir. Confesso que gostava de rever alguns personagens de histórias anteriores, saber o que é feito deles, como é que evoluíram na sua maneira de estar. Espero sinceramente que me seja dada a possibilidade de responder às minhas questões dentro em breve.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Opinião - Mary Poppins

Ficha Técnica:
Autor: P. L. Travers
Título Original: Mary Poppins
Série: Mary Poppins, #1
Páginas: 208
Editor: Relógio d'Água
ISBN: 9789896414191
Tradutor: ?

Sinopse:
Jane e Michael não gostavam da sua antiga ama. Também não tinham a certeza de ir gostar da nova: Mary Poppins. Rapidamente mudaram de ideias quando a viram deslizar pelo corrimão acima - e retirar de seguida várias coisas empolgantes de um saco de alcatifa vazio. Agora a única preocupação deles é que ela não parta, pois Mary Poppins apenas prometeu ficar «até que os ventos mudem

Opinião:
O ano passado enquanto via os livros do dia da FdL deparei-me com este e decidi que tinha que o comprar. A Mary Poppins fez parte da minha infância e sempre achei o filme fantástico, logo fiquei com curiosidade em conhecer a história do livro. A verdade é que fiquei um pouco desapontada.

Lembro-me da Mary Poppins como alguém rígido, mas ao mesmo tempo acessível e divertida. Contudo a Mary Poppins do livro não me lembra em nada a personagem de que me recordava. Esta Mary Poppins pareceu-me bastante rígida e desapegada, bem como bastante preocupada apenas consigo mesma e com o seu aspecto. Apesar das aventuras extraordinárias que as crianças vivem na sua companhia não me pareceu que ela gostasse realmente delas e que tivesse o intuito de as ajudar. Ao mesmo tempo não me parece que as crianças fossem tão traquinas como aquilo que me lembrava.

Eventualmente esta minha percepção pode estar a ser influenciada pelo facto de o filme se basear em mais do que o primeiro livro. Assim sendo conto ler os restantes para pelo menos perceber se a visão que tenho se encontra realmente deturpada.

Tirando esta desilusão a história não deixa de ter os seus méritos. As personagens apresentadas são sem dúvida únicas e as aventuras vividas pelas crianças são tudo aquilo que desejávamos que nos tivesse acontecido enquanto crianças.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Opinião - A Rainha dos Malditos Vol I e II

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Queen of the Damned
Série: The Vampire Chronicles #3
Páginas: 272 e 260
Editor: Europa-América
ISBN: 9721041653 e 9721041688
Tradutor: Clarisse Tavares

Sinopse:
A Rainha dos Malditos Vol I:
A continuação de Entrevista com o Vampiro e O Vampiro Lestat.

A viagem de Lestat até uma caverna numa ilha grega desperta Akasha, rainha dos malditos e mãe de todos os vampiros, do seu sono de seis mil anos. Desperta e sedenta de sangue, Akasha traça o seu maléfico plano para dominar o mundo dos vivos.
Num concerto em São Francisco, Lestat ignora que entre os fãs há centenas de vampiros dispostos a destruí-lo por ter revelado a condição dos seus semelhantes.
Um misterioso sonho é partilhado por um grupo de homens e vampiros. Quando todos se aproximam, o sonho torna-se mais claro e tudo aponta para uma tragédia indescritível.

Anne Rice é a autora consagrada de vários best-sellers na área da literatura de fantasia e gótica. Entre êxitos como A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, um clássico que redefiniu a literatura de vampiros e foi adaptado ao cinema por Neil Jordan.


A Rainha dos Malditos Vol II:
O segundo volume d’ A Rainha dos Malditos, a continuação de Entrevista com o Vampiro e d’ O Vampiro Lestat.

Após ter despertado Akasha, a mãe de todos os vampiros, do seu sono de seis mil anos, Lestat ignora que corre perigo e que, num concerto em São Francisco, há entre os fãs centenas de vampiros dispostos a destruí-lo por ele ter revelado a condição dos seus semelhantes. Um misterioso sonho é partilhado por um grupo de homens e vampiros. Quando todos se aproximam, o sonho torna-se mais claro e tudo aponta para uma tragédia indescritível.

Opinião:
Quando li Entrevista com o Vampiro, não fiquei fã da autora ou da sua escrita. Entretanto decidi ler O Vampiro Lestat e senti que afinal a autora tinha criado personagens extremamente complexas, com uma maneira de ver o mundo de uma forma bastante peculiar. Personagens que tinham passado por bastante tendo em conta o tempo de vida que têm e que por isso as suas histórias eram fascinantes. A Rainha dos Malditos não é diferente. Ao longo destes livros ficamos a conhecer mais da história de Akasha e do modo como se tornou o primeiro vampiro. Já tínhamos uma ideia do que tinha acontecido, mas apenas uma ideia geral.

Neste livro ficamos a conhecer exactamente os acontecimentos que levaram a esta transformação, e esses acontecimentos são-nos transmitidos através do aparecimento de dois novos personagens, Maharet e Khayman. O primeiro volume conta essencialmente os dias que antecedem o concerto de Lestat através da perspectiva de vários personagens diferentes. A segunda parte conta o que acontece depois de Akasha se apoderar de Lestat. Sem dúvida que a parte mais interessante é a segunda, mas a primeira faz um bom trabalho em criar suspense no leitor enquanto este tenta perceber o que está a acontecer e quais são os objectivos de Akasha.

Sem dúvida que foi bastante interessante perceber a origem dos vampiros e como é que tudo aconteceu, mas o mais interessante continua a ser os dilemas dos personagens. As suas dúvidas e receios, a sua necessidade de manter uma parte de si mesmos humanos. As lutas interiores constantes sobre aquilo que são e aquilo que querem para eles próprios. Sem dúvida que os personagens mais cativantes a nível intelectual e emocional são Lestat e a própria Akasha. Akasha pela maneira como se comporta, pela sua necessidade em arranjar justificações para os seus actos corrosivos. Pela sua necessidade em ser adorada e achar que pode controlar tudo e todos e que este é o seu dever, arranjando justificações a torto e a direito só para que sinta que aquilo que está a fazer é correcto. É triste e doentio ver como uma pessoa com tanto poder e que poderia fazer o bem se deixa levar pela sua necessidade de sangue e violência.

Já Lestat encontra-se durante todo o livro num grande dilema. Por um lado conseguiu aquilo que porque sonhava, acordar Akasha e ter uma relação com esta. Tudo isso traz-lhe imensa felicidade e fá-lo sentir-se em êxtase. Contudo os objectivos de Akasha começam a destruí-lo por dentro, começam a arruinar o vampiro que é, levando a que se comece a perder nas suas convicções. Como é possível gostar tanto de alguém, não a querer abandonar, ter uma necessidade premente de estar com ela e ao mesmo tempo ver o mal que ela é, sentir que está a abandonar tudo aquilo que é e não conseguir fazer nada para o impedir? Adorei ler as lutas interiores de Lestat. 

Contudo todos os outros personagens também têm muito para dar. Todos eles são bastante complexos, e adoro as suas complexidades. Se há algo que adoro ver é a maneira como se amam uns ou outros independentemente do sexo, tendo em conta apenas aquilo que são interiormente. E o final. O final foi fascinante pela sua brutalidade e pela maneira como as coisas se resolvem. Estou curiosa para pegar no próximo livro. Tentar perceber as consequências que os acontecimentos deste livro têm no futuro dos personagens, e tentar perceber quais os sarilhos em que Lestat se vai meter da próxima vez.

domingo, 28 de maio de 2017

Opinião - Kingdom of Shadows

Ficha Técnica:
Autor: Barbara Erskine
Páginas: 772
Editor: Warner Books
ISBN: 0747401306

Sinopse:
In a childless and unhappy marriage, Clare Royland is rich and beautiful - but lonely. And fueling her feelings of isolation is a strange, growing fascination with an ancestress from the distant past. Troubled by haunting inexplicable dreams that terrify - but also powerfully compel - her, Clare is forced to look back through the centuries for answers.

In 1306, Scotland is at war. Isobel, Countess of Buchan, faces fear and the prospect of untimely death as the fighting surrounds her. But passionate and headstrong, her trials escalate when she is persecuted for her part in crowning Robert the Bruce, her lover.

Duncairn, Isobel's home and Clare's beloved heritage, becomes a battleground for passions that span the centuries. As husband Paul's recklessness threatens their security, Clare must fight to save Duncairn, and to save herself from the powers of Isobel...

Opinião:
Os livros desta autora acabam por ser bastante semelhantes na sua concepção. Essencialmente o que muda é a história a contar, mas a maneira como essa história é contada acaba por ser praticamente a mesma. Neste caso a personagem principal é como que assombrada por uma sua antepassada.

A personagem principal é Clare, uma rapariga que desde cedo percebermos guardar em si uma solidão extrema, solidão essa que a mesma contraria invocando imagens da sua antepassada Isobel. O problema começa a aparecer quando Clare começa a deixar de ter controlo sobre as suas invocações, conseguidas através da meditação, e estas se começam a dar sem que a mesma as tenhas chamado. Ao longo da narrativa vamos então acompanhando a vida de Clare, e a sua tentativa em encontrar um significado para a sua vida bem como para as visões que tem. Ao mesmo tempo vamos ficando a conhecer as tribulações de Isobel. Ambas são dignas de respeito e compaixão, pois na realidade nenhuma delas trilha um caminho fácil de percorrer.

No caso de Clare este caminho mostra-se bastante conturbado essencialmente por causa do seu marido, Paul. Paul é uma pessoa bastante controladora e que não vê a meios para atingir os seus objectivos. Desde o início que faz de tudo para controlar a herança de Clare, levando os outros a acreditar que Clare está completamente louca quando na realidade é ele que cada vez mais se começa a desligar da realidade. Foi assustador ver como a mente de Paul se foi degradando ao longo da narrativa e as artimanhas que este usava para controlar todas as pessoas à sua volta.

Existem outros personagens que vão aparecendo, principalmente os parentes de Paul, mas não os acho propriamente dignos de relevância. Na maior parte das vezes mostram ser tão implacáveis como o seu irmão ou limitam-se a ver a realidade apenas como lhes convém em vez de tentar perceber e ajudar realmente Clare.

Apesar de o livro ser bastante semelhante a outros que já li da autora, a realidade é que até gostei bastante da história e de como esta foi contada. Essencialmente por causa do percurso de Clare. Confesso que às vezes senti que a autora procrastinava um pouco o que não me permitiu gostar tanto do livro como poderia. Contudo foi uma leitura agradável e bastante rápida tendo em conta a dimensão do livro.

sábado, 22 de abril de 2017

Opinião - Blood of Tyrants

Ficha Técnica:
Autor: Naomi Novik
Série: Temeraire, #8
Páginas: 486
Editor: Del Rey
ISBN: 0345522907

Sinopse:
Naomi Novik’s beloved Temeraire series, a brilliant combination of fantasy and history that reimagines the Napoleonic wars as fought with the aid of intelligent dragons, is a twenty-first-century classic.

Shipwrecked and cast ashore in Japan with no memory of Temeraire or his own experiences as an English aviator, Laurence finds himself tangled in deadly political intrigues that threaten not only his own life but England’s already precarious position in the Far East. Age-old enmities and suspicions have turned the entire region into a powder keg ready to erupt at the slightest spark – a spark that Laurence and Temeraire may unwittingly provide, leaving Britain faced with new enemies just when they most desperately need allies instead.

For to the west, another, wider conflagration looms. Napoleon has turned on his former ally, the emperor Alexander of Russia, and is even now leading the largest army the world has ever seen to add that country to his list of conquests. It is there, outside the gates of Moscow, that a reunited Laurence and Temeraire – along with some unexpected allies and old friends – will face their ultimate challenge . . . and learn whether or not there are stronger ties than memory.

Opinião:
Demorei imenso tempo a começar a ler este livro. Mas mais uma vez assim que comecei não consegui parar. Tenho andado outra vez sem vontade de fazer nada, o que acaba por se reflectir nas minhas leituras. Ao menos quando começo a ler passa-me a preguiça e a coisa até corre bastante bem. O problema é mesmo começar. Mas pronto, neste momento está o livro lido e é isso o que é importante.

Continuamos a seguir a história de Laurence e Temeraire na sua luta contra o exército de Naoleão. Confesso que houve alguns pormenores dos quais já não me lembrava, o que ajudou a que o livro me surpreendesse pela positiva. Confesso que o livro também começou logo a grande velocidade, o que ajudou a que me mantivesse interessada durante toda a história.

A nível de qualidade o livro não difere muito dos anteriores, houve durante a série ali um ou dois livros em que achei a história dos personagens deficiente e os acontecimentos aborrecidos, mas ultimamente isso não se tem verificado. Têm existido adições constantes de personagens interessantes que vêm dar novo vigor à história. Ao mesmo tempo os personagens que basicamente nos acompanham durante o início também vão passando por situações que os transformam. Por exemplo neste livro, Laurence perde a memória dos últimos 8 anos, mas existem certas coisas que permanecem com ele involuntariamente. O amor e respeito que sente pelo Temeraire e pelas pessoas que estão à sua guarda, a sua maneira de pensar. São coisas que estão profundamente enraizadas nele e que apesar de ele não as conseguir explicar, o que o torna algo apreensivo, existem de facto e ele não consegue fazer nada para as mudar.

Quanto ao rumo da história, não sei o que vai sair dali, também porque não conheço propriamente o percurso da guerra. Mas deduzo que ainda venham por aí muitas surpresas e muitas delas não muito boas. Estou curiosa para saber que dragão vai ser o cruzamento entre o Temeraire e a Iskierka. Uma personalidade bem peculiar vai ter de certeza, mas será que vai herdar as capacidades da mãe ou do pai? Questões, questões...

A única coisa que não me agradou por aí além no livro foi a passagem da parte I para a parte II. Achei um bocadinho atabalhoada e confusa. A parte II começa logo com algo estrondoso a acontecer e eu nem sequer consegui perceber de onde é que vieram aqueles acontecimentos, o que me deixou um pouco baralhada.

Fico então a aguardar a possibilidade de ler o último livro, espero que seja pelo menos ao nível deste para que a série possa acabar em beleza.