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domingo, 2 de setembro de 2018

Opinião - Siege and Storm e Ruin and Rising

Ficha Técnica:
Autor: Leigh Bardugo
Série: the Grisha, #2 e #3
Páginas: 448 e 369
Editor: Henry Holt and Co
ASIN:B00AAYF8TY e B00GVRVEG0

Sinopse:
Siege and Storm
Darkness never dies.

Hunted across the True Sea, haunted by the lives she took on the Fold, Alina must try to make a life with Mal in an unfamiliar land. She finds starting new is not easy while keeping her identity as the Sun Summoner a secret. She can’t outrun her past or her destiny for long.

The Darkling has emerged from the Shadow Fold with a terrifying new power and a dangerous plan that will test the very boundaries of the natural world. With the help of a notorious privateer, Alina returns to the country she abandoned, determined to fight the forces gathering against Ravka. But as her power grows, Alina slips deeper into the Darkling’s game of forbidden magic, and farther away from Mal. Somehow, she will have to choose between her country, her power, and the love she always thought would guide her--or risk losing everything to the oncoming storm

Ruin and Rising
The capital has fallen.

The Darkling rules Ravka from his shadow throne.

Now the nation's fate rests with a broken Sun Summoner, a disgraced tracker, and the shattered remnants of a once-great magical army.

Deep in an ancient network of tunnels and caverns, a weakened Alina must submit to the dubious protection of the Apparat and the zealots who worship her as a Saint. Yet her plans lie elsewhere, with the hunt for the elusive firebird and the hope that an outlaw prince still survives.

Alina will have to forge new alliances and put aside old rivalries as she and Mal race to find the last of Morozova's amplifiers. But as she begins to unravel the Darkling's secrets, she reveals a past that will forever alter her understanding of the bond they share and the power she wields. The firebird is the one thing that stands between Ravka and destruction—and claiming it could cost Alina the very future she’s fighting for.

Opinião:
E ao fim de tanto tempo finalmente decidi terminar esta série. Uma das muitas que tinha parada cá por casa à espera da sua vez. Na altura em que o primeiro livro saiu acabei por não pegar nos seguintes porque me fiquei a sentir bastante desiludida. Toda a gente falou louvores acerca do livro e do Darkling e eu cheguei ao fim e achei que o livro era fixe mas que não era nada de extraordinário. a não ser, eventualmente, o Darkling. É quase impossível ficar impassível perante o Darkling. Apesar de ser um vilão, o homem exala charme e quase que consegue fazer os outros acreditar que aquilo que está a fazer é o correcto.

No segundo livro a Alina e o Mal andam fugidos, mas rapidamente são encontrados pelo Darkling, e o problema é que ele voltou mais forte do que era e com uns quantos truques novos bastante assustadores. É neste livro que ficamos a conhecer Nikolai, o príncipe mais novo de Ravka. Não haja duvida de que ele é bastante carismático. É impossível uma pessoa ficar-lhe indiferente. É um personagem irónico, que parece nunca estar a falar a série, mas que ao mesmo tempo dá para perceber que é bastante sábio, e que se se tenta aproveitar das pessoas é só para que possa salvar o seu país, não para seu próprio interesse.

Também adorei conhecer os gémeos, Tolya e Tamar. Tão diferentes na maneira de estar e na sua aparência, mas tão semelhantes nos seus valores. São duas pessoas que não me importava de ter sempre junto de mim a proteger-me.

É também neste segundo livro que a Alina adquire o segundo amplificador, o que faz com que cada vez mais se torne algo obcecada por tentar arranjar o último. Não só para tentar salvar Ravka e destruir o Darkling, mas porque infelizmente quanto mais poder uma pessoa tem, mais quer e isso acaba por a afectar. O Mal torna-se um bocado irritante durante este livro e também em parte do terceiro porque não percebe a necessidade da Alina em ajudar e em querer lutar. Não entende a necessidade dos jogos políticos e está constantemente a fazer birra por tudo e por nada. Por um lado enquanto se percebe que a Alina amadureceu, percebe-se que o Mal de certa forma regrediu.

O livro acaba de uma forma que achei bem conseguida, de uma forma que causa impacto para o leitor e que é fácil perceber que de certa forma vai mudar o jogo no futuro.

Quanto ao terceiro livro, a história avança, de forma lenta, principalmente enquanto a Alina está presa de baixo de terra, protegida contra a sua vontade. Depois de ser libertada as coisas começam a melhorar. Claro que muita coisa acontece durante o terceiro livro. O ataque do Darkling ao esconderijo do Nikolai é um dos pontos altos do livro. Em consequência desse ataque há diversas coisas que acontecem e marcam o leitor, sendo que a que a mim mais me tocou foi quando a mãe do Darkling decidi enfrentá-lo. A maneira como essa cena acaba é simplesmente de partir o coração.

Depois dessa cena o que resta é tentar encontrar o terceiro amplificador. Quando finalmente o descobrem é uma surpresa. Se pelo que percebi houve quem tenha adivinhado o que ou quem era o talismã a verdade é que eu nunca teria lá chegado. Mas tal como a autora queria, após essa descoberta, muitas coisas se tornaram bem mais claras.

O final foi também algo inesperado, a maneira como a escuridão é destruída mostra que Ilya Morozova, a pessoa que criou os amplificadores, tinha um sentido de humor bastante retorcido, e sinceramente gostei disso. Ao mesmo tempo, quando finalmente ficamos a conhecer a sua história percebemos o quão triste realmente foi e o quão injusta também. Não é fácil ser-se um génio.

O final acaba por ser um bocado agridoce, mas não é nada de que não se estivesse à espera pelo tom que o livro estava a tomar. De qualquer maneira acho que o epílogo faz um bom trabalho ao mostrar como é que a vida da Alina e do Mal ficou, como apesar dos bons momentos de vez em quando ainda aparece aquela tristeza por tudo o que foi perdido.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Opinião - Paige's Turn

Ficha Técnica:
Autor: Jennifer Peel
Páginas: 206
Editor: ?
ASIN: B01MRBAD77

Sinopse:
With the encouragement of her beloved Aunt Mitzi, plain and overlooked Paige James left her hometown of Bella Port ten years ago and never looked back. But free-spirited Aunt Mitzi had plans for Paige to stop being pushed into the background. Those plans included leaving Paige as sole heir to her fortune and owner of her bookstore, Paige’s Turn. Begrudgingly, Paige returns home to fulfill her aunt’s last wishes, no longer the girl who’d left in baggy jeans and an ill-fitting t-shirt.

Paige discovers, though, that Mitzi’s last wishes include a lot of meddling in her love life. From the grave, and with the help of some friends, Mitzi has set out to make sure Paige and Bella Port’s most eligible bachelor, Sam Kennedy, find true love together. What Mitzi didn’t foresee is the firestorm and gossip she created that paints Paige as a swindler and liar, leaving Sam to wonder about the grown woman Paige has become. It doesn’t help when Paige fires him after their first meeting. But as friendship blossoms between Paige and Sam, they find each other hard to resist.

Was Mitzi right about the two of them? Will Paige finally have her turn?

Opinião:
Leitura de Verão, um livro leve e despreocupado como esta estação. Um romance com um pouco de comédia e também praia à mistura.

 Paige nunca se sentiu bem na sua família. Sempre foi alguém à parte, diferente de qualquer um dos seus pais e irmã. As únicas pessoas por quem Paige sentia afecto era pelo seu irmão e pela Tia Mitzi. Paige perdeu primeiro um e depois o outro. Ao perder Mitzi Paige ganhou muito dinheiro. Dinheiro que nem sequer sabia que existia. E como se sabe, o dinheiro pode trazer muitos problemas.

Além de ter deixado toda a sua herança a Paige, a tia Mitzi também lhe deixou uma série de cartas, bem como um plano para que esta se apaixonasse e ficasse com Sam. É hilariante ver como toda a gente que adora Paige a empurra para Sam, numa tentativa de fazer com que o plano de Mitzi resulte. Além disso as cartas são fenomenais, cheias de humor e muito amor. Algumas delas chegaram a trazer-me lágrimas aos olhos. a Mitzi era sem dúvida uma peça!

Mas a história não se fica pelo romance. Existe também um segredo a desvendar mais para a frente. Além disso é também um livro acerca de segundas oportunidades. De se tentar construir pontes onde antes não existia nada. É acerca de descobrir que nem tudo o que parece é, e que às vezes é preciso dar-mos uma oportunidade a nós mesmos e aos outros.

E sim, o Sam é giro e fofinho e tem lá os seus problemas. Mas quem definitivamente rouba o espectáculo é a Mitzi, A Mitzi e a Paige, tão segura de si em determinadas alturas e noutras tão cheia de dúvidas. É uma personagem com quem é fácil relacionarmo-nos e com quem é fácil simpatizarmos. Apesar de todos os contratempos e de todas as dúvidas, não deixa de se esforçar, não deixa de tentar encontrar o seu caminho, de tentar transformar as coisas da Mitzi nas suas coisas, mas sem lhes tirar a essência.

Resumindo, foi um livro de que gostei e que foi uma boa escolha para o desafio deste mês.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Opinião - Na Boca do Lobo e O Anjo da Morte

Ficha Técnica:
Autor: M. J. Arlidge
Título Original: Little Boy Blue e Hide and Seek
Série: Helen Grac, #5 e #6
Páginas: 316 e 336
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898849540 e 9789898855435
Tradutor: ?

Sinopse:
Na Boca do Lobo
Um homicídio num clube noturno. Uma vítima asfixiada até à morte. E o jogo perverso ainda agora começou... Quando a detetive Helen Grace encontra a vítima no chão, presa a uma cadeira, percebe que não se trata apenas de um jogo sexual que terminou mal — as provas demonstram que o agressor dispusera dos meios para libertar o seu refém, mas decidira não o fazer. Ao remover a fita adesiva do rosto da vítima, Grace reconhece-a: trata-se de alguém com quem mantinha um relacionamento de que ninguém pode saber. Helen inicia uma autêntica caça ao assassino, ao mesmo tempo que luta por manter a sua vida privada em segredo. Contudo, as várias pistas seguidas revelam-se infrutíferas, e surge um novo homicídio.Travando uma batalha contra o tempo, Helen enfrenta uma escolha impossível: confessar os seus segredos mais obscuros e perder o controlo do caso, ou ocultar a verdade e arriscar-se a cair numa armadilha.


O Anjo da Morte
UMA CELA FECHADA.
UM CORPO ESCRUPULOSAMENTE MUTILADO JAZ NO SEU INTERIOR…
Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo.
Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer… se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

Opinião:
E mais uma vez Helen Grace chega e domina. Ainda bem que li os dois livros de seguida, porque o segundo acaba por ser um seguimento mais directo do primeiro do que normalmente encontramos nesta série.

No primeiro livro é-nos mostrado o homicídio de um personagem que já conhecemos relativamente bem dos livros anteriores, bem como mais dois homicídos de dois personagens, mas que não tiveram tanto tempo de antena.

Estas mortes foram bastante bem arquitectadas e Helen vê-se a braços com uma investigação que tem tudo para dar errado. O homicida é extremamente inteligente e sabe bem o que está a fazer. É tarde de mais que Helen se apercebe do que se está a passar e acaba tudo por descambar de uma maneira inacreditável.

Existe pelo menos um personagem que me deu vontade de esganar devido à sua atitude mesquinha e à sua falta de ética. Houve um outro personagem que se deixou levar pelos acontecimentos e que não parou para pensar que tudo o que se passava era bastante estranho. Por fim temos a Charlie, que continua a ser uma constante na vida da Helen e a sua única verdadeira amiga.

Desta vez as coisas não acabam bem e é aí que partimos então para o segundo livro. Aqui Helen encontra-se na prisão e até aqui não tem descanso.

Existem homicídios a decorrer e acaba por ser Helen a desvendar o caso apesar das partes envolvidas e do facto de os seus recursos serem quase nulos. Não haja dúvida que fiquei um bocado chocada quando descobri quem era o perpetuador. Não estava de todo à espera. Muito menos estava à espera para o motivo retorcido que deu para cometer os homicídios. É definitivamente de uma pessoa doente!

O que mais gostei de ver neste segundo livro, além do desenrolar dos acontecimentos, foi o facto de que apesar de Helen estar no meio de condenados, de pessoas que mataram alguém, nos ser apresentado bondade. Houve reclusos que se aproximaram de Helen, que lhe estenderam uma mão amiga e que tomaram conta dela quando foi preciso. Isso mostra que pode existir bondade em qualquer pessoa se a soubermos procurar.

No final fiquei satisfeita com o destino que foi dado ao mesquinho que falei a cima. Quanto à pessoa que mandou Helen para a prisão, esta finalmente abriu os olhos e não mais foi influenciada pelas suas aspirações e pelas pessoas que a rodeavam. Quanto à Charlie, esta foi durante todo o livro impecável. Sempre a acreditar na Helen, a fazer de tudo para resolver o caso, mesmo que isso implicasse perder o seu trabalho. Isto sim é acreditar e confiar.

Acho que já deu para perceber que mais uma vez gostei bastante dos livros. Os personagens continuam a evoluir, a crescer. Dá para perceber que muita coisa ainda aí vem e que a Helen ainda tem muito para dar. É uma viagem alucinante desde a primeira até à última página. Fica a vontade de ler o próximo livro e de perceber como é que tudo o que se passou irá afectar a maneira de estar dos personagens.

domingo, 24 de junho de 2018

Opinião - Mansfield Park

Ficha Técnica:
Autor: Jane Austen
Páginas: 432
Editor: 019282757X
ISBN: 019282757X

Sinopse:
'there certainly are not so many men of large fortune in the world, as there are pretty women to deserve them'

Mansfield Park is a study of three families--the Bertrams, the Crawfords, and the Prices--with the isolated figure of the heroine, Fanny Price, at its centre. Fanny's quiet passivity, her steadfast loyalty and love for the son of the family who regard her as the poor relation, and who have taken her under their roof, are among the qualities whose true worth is not appreciated until they are tried against the brilliant and witty Mary and Henry Crawford, the unfortunate consequences of whose influence are felt by everyone. Jane Austen uses Fanny's emotional involvement with the people around her to explore the social and moral values by which she and they try to order their lives.

First published in 1814, the text of this edition is taken from R.W. Chapman's Oxford edition, edited by James Kinsley, with a new bibliography and introductory essay by Marilyn Butler.

Opinião:
Mais um clássico para a colecção. Mansfield Park conta-nos a história de Fanny, uma personagem da qual gostei bastante.

Numa história onde toda a gente pensa apenas em si própria e no seu bem estar, Fanny é uma lufada de ar fresco. A maior parte dos personagens tenta destacar-se enxovalhando as pessoas que o rodeiam, ou tentando manipular as acções dos outros para ser proveito. Há também aquelas que simplesmente não têm interesse em nada e que não conseguem ver para além do seu umbigo. São tão passivas que até faz confusão.

A Fanny não é nada disto. Pode parecer uma pessoa bastante simples na sua maneira de estar, mas é uma pessoa extremamente genuína, o que faz com que se destaque no meio de toda a gente. A Fanny preocupa-se realmente com as pessoas que a acolheram e das quais aprendeu a gostar. Mesmo para aquelas que a tratam "mal", a Fanny é sempre bem educada e respeitadora e nem sequer se autoriza a pensar mal delas. Das poucas vezes que isso acontece ela castiga-se bastante e fica a sentir-se mal com isso. Ao mesmo tempo a Fanny é alguém extremamente correcto, que não se deixa influenciar pelos outros. Se há algo com que não concorda não deixa que mudem a sua opinião e mantém-se fiel a si própria independentemente daquilo que lhe possam dizer. Além disso é bastante observadora e apercebe-se de várias coisas que os outros negligenciam.

A autora apresenta-nos ainda um contraste gritante entre a vida em Mansfield Park e a vida noutros locais. Enquanto que em Mansfield Park tudo é ordem, tudo tem beleza, no local onde nasceu reina o caos e a escuridão. As descrições que a autora nos apresenta de ambos os locais são bastante vividas o que nos faz apreciar cada vez mais Mansfield Park, tal como Fanny acaba por apreciar. É nessa altura que ela realmente percebe onde se sente em casa e que tipo de vida quer para si.

Através da sua perseverança Fanny acaba por conseguir aquilo que quer. Acaba por ter o respeito dos seus pares que há muito era devido. Consegue o seu final feliz sem que tenha tido necessidade de ser algo mais do que ela mesma.

sábado, 28 de abril de 2018

Opinião - The High Mountains of Portugal

Ficha Técnica:
Autor: Yann Martel
Páginas: 370
Editor: Spiegel & Grau
ASIN: B00X2FDZ7K

Sinopse:
In Lisbon in 1904, a young man named Tomas discovers an old journal. It hints at the existence of an extraordinary artifact that--if he can find it--would redefine history. Traveling in one of Europe's earliest automobiles, he sets out in search of this strange treasure.

Thirty-five years later, a Portuguese pathologist devoted to the murder mysteries of Agatha Christie finds himself at the center of a mystery of his own and drawn into the consequences of Tomas's quest.

Fifty years on, a Canadian senator takes refuge in his ancestral village in northern Portugal, grieving the loss of his beloved wife. But he arrives with an unusual companion: a chimpanzee. And there the century-old quest will come to an unexpected conclusion.

The High Mountains of Portugal--part quest, part ghost story, part contemporary fable--offers a haunting exploration of great love and great loss. Filled with tenderness, humor, and endless surprise, it takes the reader on a road trip through Portugal in the last century--and through the human soul.

Opinião:
Este foi um livro deveras estranho. Não sei bem o que pensar dele. Se por um lado gostei bastante das histórias individuais, por outro lado a lógica do livro escapou-me completamente.

Basicamente somos presenteados com três histórias que na sua essência falam acerca da morte de um ente querido e como cada um lida com essa situação. Há mistura temos alguns momento surreais, principalmente na segunda história. Cada história funciona bastante bem sozinha, e é também fácil o leitor perceber a ligação entre a ligação, o fio condutor, entre as três histórias. Os personagens que se cruzam, os acontecimentos que ligam os personagens que vamos conhecendo.

Além do discurso acerca da morte, existem também referências e debates acerca da religião e ao modo como ela é percebida por diferentes pessoas.

Gostei bastante da escrita do autor e adorei o facto de estar a ler um livro em inglês onde aparecem frases e expressões portuguesas, principalmente porque o autor não é português. Acho que dá algum encanto ao livro e faz ao leitor sentir que o autor se esforçou no seu papel. Ao mesmo tempo é interessante ver os nomes das nossas ruas, os locais que conhecemos serem descritos por alguém que, essencialmente, não tem Portugal como a sua casa.

O que me ficou a faltar foi perceber onde o autor queria chegar com a ligação entre as histórias. Não conseguir compreender a revelação que é feita no final e por isso não compreendo a lógica da decisão do autor. Possivelmente estará escondido algum significado mais profundo que não consegui desvendar e que poderá trazer a iluminação que me faltou.

De qualquer modo foi um livro que gostei de ler e que prefiro ver como três histórias separadas de modo a poder apreciá-lo devidamente.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Opinião - Agnes Grey

Ficha Técnica:
Autor: Anne Brontë
Título Original: Agnes Grey
Páginas: 152
Editor:Europa-América
ISBN: 9789721058118
Tradutor: ?

Sinopse:
Agnes Grey é um retrato gritante do isolamento, estagnação intelectual e apatia emocional que rodeava muitas das governantas de meados do século XIX.
Uma novela em tom muito intimista, escrita a partir da experiência da própria autora, afirmou-se como um marco da literatura que lida com a evolução social e moral da sociedade inglesa.

Opinião:
E este livro começou de uma forma excelente, com as duas primeiras páginas da história em branco. Imaginem bem como é que eu fiquei! E pior, afinal faltam-me mais duas páginas um pouco mais para a frente. Como devem calcular, acabei a ler o livro em inglês só para não ter que me chatear.

Este foi o primeiro livro que lida da autora e posso dizer que gostei bastante. É uma crítica à sociedade bastante bem construída. É impossível não perceber onde é que a autora quer chegar. Ao mesmo tempo é fácil relacionarmo-nos com a personagem principal. Pelos momentos de desespero pelos quais ela passa, pelo quão implacável era o seu tratamento, e quão pouco podiam fazer para que isso mudasse. Deixa-me algo triste pensar que este livro será baseado nas vivências da própria autora. Não sei se conseguiria aguentar tão estoicamente tudo aquilo porque a protagonista passa.

E a protagonista em si é para mim uma mais valia.  A Agnes é uma pessoa extremamente bondosa e calma (dentro dos possíveis), que se tenta mostrar sempre bastante bem comportada e que não gosta de grandes alaridos. É uma pessoa simples, mas que de simples não tem nada tendo em conta os seus valores e o modo como os segue. É algo que me toca, ver como é possível desenvolver-se uma relação entre duas personagens, sem que muito seja dito, sem que haja alarido. A compostura da Agnes simplesmente cativa-me.

Tenho ainda o outro livro dela para ler. Daquilo que andei a ver foi um livro que provocou bastante choque na altura em que foi editado. Vamos lá ver o que sai dali!


 

domingo, 11 de março de 2018

Opinião - Plague

Ficha Técnica:
Autor: Michael Grant
Série: Gone, #4
Páginas: 492
Editor: Katherine Tegen Books
ASIN: 0061449148

Sinopse:
It's been eight months since all the adults disappeared. Gone. They've survived hunger. They've survived lies. But the stakes keep rising, and the dystopian horror keeps building in Plague, Michael Grant's fourth book in the New York Times bestselling Gone series.

A highly contagious fatal illness is spreading at an alarming rate, while sinister, predatory insects terrorize Perdido Beach. Sam, Astrid, Diana, and Caine are plagued by a growing doubt that they'll escape—or even survive—life in the FAYZ. With so much turmoil surrounding them, what desperate choices will they make when it comes to saving themselves and those they love?

Opinião:
Passaram-se alguns aninhos desde que li alguma coisa deste autor. Na altura comecei a ler a série em português, mas quando deixaram de editar a série eu deixei de a ler até que o ano passado decidi que estava na hora de começar a acabar as séries que tinham ficado penduradas em português.

Apesar de já não me lembrar de muitas coisas não foi propriamente difícil voltar a entrar na história. Lembro-me dos personagens de uma maneira vaga e geral, bem como dos acontecimentos que antecederam este livro.

Um dos receios que tinha era que o livro não me interessasse ou cativasse como me tinham cativados os primeiros à anos atrás. E sim, apesar de, se calhar, agora  achar que alguns acontecimentos são um bocado disparatados, a verdade é que continuo a ter vontade de saber o que vai acontecer a seguir.

Uma das coisas que achei algo disparatada é a maneira como a gripe que apareceu afecta as pessoas. Se por um lado percebo que estamos perante um mundo em que qualquer coisa pode acontecer, a verdade é que a mecânica da coisa não foi muito bem pensada. Mas pronto, serviu para soltar umas gargalhadas, o que já não é mau.

Houve também coisas que achei que não estavam muito bem explicadas, contudo isso pode ser consequência de já ter lido os livros anteriores à bastante tempo. Houve explicações que me pareceram lago superficiais e sem sentido. Mas lá está, posso estar a esquecer-me de algo.

É difícil ficamos indiferentes ao modo como a FAYZ vai transformando as pessoas aos poucos. A Astrid cada vez mais se enfia num buraco sem fundo porque não reconhece a pessoa em que se está a tornar. Isso associado às decisões difíceis que tem que tomar estão a fazer com que ela se recolha em si mesma afastando-se de todas as pessoas que a rodeiam. O Sam continua a seguir um caminho muito próprio, em que faz o que é preciso para manter todos a salvo, mesmo quando as pessoas não querem ver o que ele está disposto a sacrificar por elas. Uma surpresa foi a Diana. Algo extraordinário e inesperado acontece com ela, o que faz com que a sua atitude mude. Tenho curiosidade em saber como é que este acontecimento vai influenciar as suas acções no futuro.

Mas enquanto que existem pessoas que se estão a ir a baixo e a perder neste mundo isolado, existem pessoas que se sentem libertas e que desenvolvem um enorme potencial. Pessoas que sentem que aquilo em que se tornaram é aquilo que sempre deveriam ter sido.

Houve algumas mortes pelo caminho, mas nenhuma que tenha sido realmente significativa. Se bem que acredito que isso mude daqui para a frente. A luta está cada vez mais renhida e não é fácil sobreviver.

Quanto ao Pete, não se sabe bem o que lhe aconteceu. Espero que seja explicado no próximo livro e espero que consigam descobrir uma maneira de derrotar o inimigo e voltar ao contacto com o mundo exterior.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Opinião - A Filha da Minha Melhor Amiga

Ficha Técnica:
Autor: Dorothy Koomson
Título Original: My Best Friend's Child
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 9720041241
Tradutor: Vera Falcão Martins

Sinopse:
A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração? Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração.

Opinião:
É a primeira vez que leio algo da autora, mas tenho a ideia que já me tinham falado bastante bem dela. Confesso que apesar de ter gostado do livro não me cativou ao ponto de ficar fã e sentir a necessidade de ler todos os livros da autora.

Neste livro ficamos a conhecer a história de Kamryn. Uma pessoa com uma personalidade muito particular da qual não é fácil gostar, mas que é completamente leal aos seus. Até que algo acontece que faz com que Kamryn termine o seu noivado e deixe de falar com a sua melhor amiga. Mas não é neste ponto que a história começa. A realidade é que a história começa a meio. Adele está a morrer e pede a Kamryn que adopte a sua filha quando morrer. E é durante a viagem interior de Kamryn que ficamos a conhecer o tipo de pessoa que é, o tipo de relação que tinha com as pessoas que amava, e a pessoa em que se está a transformar.

A viagem que Kamryn empreende é fascinante pela relação que acaba por desenvolver com Tegan e com as pessoas que são atraídas por esta. Tegan é uma menina extremamente inteligente e capaz e que também tem um difícil caminho a percorrer. Foi gratificante ver que no final algumas das suas atitudes mostravam que o medo que uma vez existiu dentro dela deixou de existir. Quanto a Kamryn, esta começa a acreditar mais em si mesma e nas suas capacidades, o que acaba por a transformar numa pessoa diferente aos olhos dos outros.

O que não me agradou muito no livro foi a indecisão de Kamryn quanto a Nate. Compreendo que ele era o amor dela e que tudo acabou muito de repente, mas ela teve dois anos para lidar com isso e assim que ele aparece na vida dela ela acaba por parecer uma barata tonta que diz uma coisa, mas parece acreditar noutra. Fico contente pela opção que a autora tomou, mas achei a maneira como foi realizada um pouco meh. Aquele final deu-me algumas agonias porque foi tudo perdoado muito facilmente e não vejo como isso poderia ser possível.

 Assim sendo foi uma leitura relativamente rápida e agradável, com algumas falhas a nível de concepção, mas que no geral se saiu bem.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Desafios da Joana - 2018 Monthly Motif Reading Challenge

Mais um desafio que se mnatém desde o início do Blog e que a não ser que deixe de existir manter-se-à. Infra podem ver as categorias para cada mês. Como é normal vou tentar arranjar livros que estejam na minha TBR e só se não conseguir é que vou optar pelo kindle.

(original aqui)

JANUARY – Diversify Your Reading
Kick the reading year off right and shake things up. Read a book with a character (or written by an author) of a race, religion, or sexual orientation other than your own.

FEBRUARY – One Word
Read a book with a one word title.

MARCH – Travel the World
Read a book set in a different country than your own, written by an author from another country than your own, or a book in which the characters travel.

APRIL – Read Locally
Read a book set in your country, state, town, village (or has a main character from your home town, country, etc)

MAY- Book to Screen
Read a book that’s been made into a movie or a TV show.

JUNE- Crack the Case
Mysteries, True Crime, Who Dunnit’s.

JULY – Vacation Reads
Read a book you think is a perfect vacation read and tell us why.

AUGUST- Award Winners
Read a book that has won a literary award or a book written by an author who has been recognized in the bookish community.

SEPTEMBER- Don’t Turn Out The Light
Cozy mystery ghost stories, paranormal creeptastic, horror novels.

OCTOBER- New or Old
Choose a new release from 2018 or a book known as a classic.

NOVEMBER- Family
Books where family dynamics play a big role in the story

DECEMBER- Wrapping It Up

Winter or holiday themed books or books with snow, ice, etc in the title or books set in winter OR read a book with a theme from any of the months in this challenge (could be a theme you didn’t do, or one you want to do again).


  1. Dorothy Koomson - A Filha da Minha Melhor Amiga
  2. Michael Grant - Plague, Gone #4
  3. Anne Brontë - Agnes Grey
  4. Yann Martel - The High Mountains of Portugal 
  5. Jane Austen - Mansfield Park 
  6. M. J. Arlidge - Na Boca do Lobo, Helen Grace #5
  7. Jennifer Peel - Paige's Turn