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sábado, 11 de agosto de 2018

Opinião - Light

Ficha Técnica:
Autor: Michael Grant
Série: Gone #6
Páginas: 464
Editor: Egmont Books Ltd
ISBN: 1405277092

Sinopse:
It's Lord of the Flies for the Heroes generation. All eyes are on Perdido Beach. The barrier wall is now as clear as glass and life in the FAYZ is visible for the entire outside world to see. Life inside the dome remains a constant battle and the Darkness, away from watchful eyes, grows and grows ...The society that Sam and Astrid have struggled so hard to build is about to be shattered for good. It's the end of the FAYZ. Who will survive to see the light of day? A tour-de-force from global sensation, Michael Grant, Light is the final heartstopping installment in this bestselling series. "I love these books" - Stephen King

Opinião:
E cheguei ao final da série original. Digo desde já que não faço ideia se algum dia irei pegar na continuação. Vai depender da minha vontade.

Depois de tudo o que as crianças da FAYZ passaram finalmente chegamos ao final da tormenta, ou não.

O Gaiafago (Gaia) tornou-se extremamente poderoso ao ter adquirido um corpo e vai atrás de todas as crianças de modo a tentar garantir a sua sobrevivência. Isto porque os corpos físicos ajudam a conter e concentrar o poder e caso o pequeno Pete perceba que pode possuir um corpo Gaia corre o risco de ser destruída.

Diga-se já de passagem que a Gaia é bastante assustadora. Desde que nasce que se mostra bastante psicótica. O que gosta mais de fazer além de matar é mesmo de brincar com as pessoas antes de o fazer. Talvez se já fosse uma jovem de 14 ou 15 anos não faria tanta confusão, mas apesar do seu crescimento rápido, ela ao início é apenas uma criança e é assustador ler uma criança fazer aquilo que ela faz.

Existem várias mortes neste livro, não fosse ele o livro final. Eventualmente teria ficado mais chocada se não soubesse o que ia acontecer, mas para não variar já sabia os pontos mais importantes. De qualquer modo não deixou de ser uma morte horrível para a maior parte dos personagens. Houve alguns que tiveram uma morte gloriosa, outros nem por isso. Independentemente disso não deixam de ser mortes de personagens que conhecemos desde o início da série.

Houve algumas personagens que acabaram por surpreender pela positiva. O Orc já tinha mostrado que tinha mudado, e neste livro vemos ainda mais isso. Mas não é só o Orc, também o Caine acaba por evoluir ao longo do livro depois de tudo aquilo porque passou. E no final do livro é uma pessoa muito diferente daquilo que era no início da história. Não haja dúvida que ele se despede em grande.

Claro que dá para perceber que no final Gaia acaba por ser derrotada, mas isso não acontece facilmente, e depois da barreira vir a baixo a verdade é que é fácil perceber que muitos miúdos continuam a viver numa prisão dentro das suas próprias cabeças. É fácil de perceber o porquê depois daquilo porque passaram, principalmente aqueles que de algum modo se tornaram líderes ou que tinham poderes. Se por um lado existe uma tentativa de adaptação à normalidade, a realidade é que há sempre momentos em que algo não está bem ou onde eles não se encaixam.

Penso que poderia ter sido um final ainda mais épico, acho que houve algumas coisas que foram apressadas. Contudo não deixou de ser um bom final. Fica a dúvida se irei pegar na continuação. Talvez quando a mesma estiver terminada, mas como disse inicialmente, vai sempre depender da minha vontade.

 

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Opinião - Amor em Quarto Crescente

Ficha Técnica:
Autor: Sherrilyn Kenyon
Título Original: Bad Moon Rising
Série: Dark-Hunter, #17
Páginas: 384
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789897102561
Tradutor: ?

Sinopse:
Fang Kattalakis não é apenas um mero lobo. É o irmão de dois dos mais poderosos membros do Omegrion: o concelho que rege as leis dos Predadores de Homens. E quando a guerra irrompe entre os licantropos, todos terão de escolher um lado e inimigos são forçados a aceitar frágeis alianças. Mas quando a mulher que Fang ama é acusada de trair o seu povo, a sua única esperança é que Fang acredite nela. Para a poder salvar, Fang terá de quebrar a lei da sua raça e virar as costas aos irmãos. Uma fratura que poderá ditar o fim de ambas as raças e mudar o mundo para sempre…

Opinião:
Quanto mais livros leio desta série, mais me convenço que tenho que pegar na série do Nick. Fico sempre com a sensação que me está a escapar alguma coisa que não percebo muito bem. E isso aconteceu-me principalmente no livro anterior, e neste. Em que ainda por cima neste ficamos a conhecer os Hellchasers, seres que segundo percebi, patrulham a actividade demoníaca. Ao mesmo tempo sinto que devia também ler todas as outras séries da autora, mas mesmo quando vou ao site dela para tentar perceber a reading order fico um bocado baralhada.

Uma vez mais não existe muito a acrescentar relativamente à opiniões anteriores. Este é um livro um bocado diferente porque vai desde o passado até ao presente. Ou seja, o livro não começa no final do livro anterior, muito pelo contrário. Começa quase no início da série e termina perto do final do livro anterior. Pelo menos segundo aquilo que eu consigo perceber, o que neste momento já não é muito...

Existem algumas informações interessantes, a maior parte delas faladas por mim logo no primeiro parágrafo, por isso tenho algum receio de onde é que esta confusão toda na minha cabeça possa ir parar. Gostava de conseguir encontrar um esquema em que viesse a ordem de leitura de todas as séries que fazem parte do dark hunter universe, por isso se alguém souber de alguma avisem sff!

Basicamente tenho que pensar muito bem no próximo passo a dar relativamente a esta leitura. Possivelmente irei ler os livros das Nick Chronicles até este momento para ver se consigo perceber mais alguma coisa.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Opinião - Na Boca do Lobo e O Anjo da Morte

Ficha Técnica:
Autor: M. J. Arlidge
Título Original: Little Boy Blue e Hide and Seek
Série: Helen Grac, #5 e #6
Páginas: 316 e 336
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898849540 e 9789898855435
Tradutor: ?

Sinopse:
Na Boca do Lobo
Um homicídio num clube noturno. Uma vítima asfixiada até à morte. E o jogo perverso ainda agora começou... Quando a detetive Helen Grace encontra a vítima no chão, presa a uma cadeira, percebe que não se trata apenas de um jogo sexual que terminou mal — as provas demonstram que o agressor dispusera dos meios para libertar o seu refém, mas decidira não o fazer. Ao remover a fita adesiva do rosto da vítima, Grace reconhece-a: trata-se de alguém com quem mantinha um relacionamento de que ninguém pode saber. Helen inicia uma autêntica caça ao assassino, ao mesmo tempo que luta por manter a sua vida privada em segredo. Contudo, as várias pistas seguidas revelam-se infrutíferas, e surge um novo homicídio.Travando uma batalha contra o tempo, Helen enfrenta uma escolha impossível: confessar os seus segredos mais obscuros e perder o controlo do caso, ou ocultar a verdade e arriscar-se a cair numa armadilha.


O Anjo da Morte
UMA CELA FECHADA.
UM CORPO ESCRUPULOSAMENTE MUTILADO JAZ NO SEU INTERIOR…
Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo.
Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer… se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

Opinião:
E mais uma vez Helen Grace chega e domina. Ainda bem que li os dois livros de seguida, porque o segundo acaba por ser um seguimento mais directo do primeiro do que normalmente encontramos nesta série.

No primeiro livro é-nos mostrado o homicídio de um personagem que já conhecemos relativamente bem dos livros anteriores, bem como mais dois homicídos de dois personagens, mas que não tiveram tanto tempo de antena.

Estas mortes foram bastante bem arquitectadas e Helen vê-se a braços com uma investigação que tem tudo para dar errado. O homicida é extremamente inteligente e sabe bem o que está a fazer. É tarde de mais que Helen se apercebe do que se está a passar e acaba tudo por descambar de uma maneira inacreditável.

Existe pelo menos um personagem que me deu vontade de esganar devido à sua atitude mesquinha e à sua falta de ética. Houve um outro personagem que se deixou levar pelos acontecimentos e que não parou para pensar que tudo o que se passava era bastante estranho. Por fim temos a Charlie, que continua a ser uma constante na vida da Helen e a sua única verdadeira amiga.

Desta vez as coisas não acabam bem e é aí que partimos então para o segundo livro. Aqui Helen encontra-se na prisão e até aqui não tem descanso.

Existem homicídios a decorrer e acaba por ser Helen a desvendar o caso apesar das partes envolvidas e do facto de os seus recursos serem quase nulos. Não haja dúvida que fiquei um bocado chocada quando descobri quem era o perpetuador. Não estava de todo à espera. Muito menos estava à espera para o motivo retorcido que deu para cometer os homicídios. É definitivamente de uma pessoa doente!

O que mais gostei de ver neste segundo livro, além do desenrolar dos acontecimentos, foi o facto de que apesar de Helen estar no meio de condenados, de pessoas que mataram alguém, nos ser apresentado bondade. Houve reclusos que se aproximaram de Helen, que lhe estenderam uma mão amiga e que tomaram conta dela quando foi preciso. Isso mostra que pode existir bondade em qualquer pessoa se a soubermos procurar.

No final fiquei satisfeita com o destino que foi dado ao mesquinho que falei a cima. Quanto à pessoa que mandou Helen para a prisão, esta finalmente abriu os olhos e não mais foi influenciada pelas suas aspirações e pelas pessoas que a rodeavam. Quanto à Charlie, esta foi durante todo o livro impecável. Sempre a acreditar na Helen, a fazer de tudo para resolver o caso, mesmo que isso implicasse perder o seu trabalho. Isto sim é acreditar e confiar.

Acho que já deu para perceber que mais uma vez gostei bastante dos livros. Os personagens continuam a evoluir, a crescer. Dá para perceber que muita coisa ainda aí vem e que a Helen ainda tem muito para dar. É uma viagem alucinante desde a primeira até à última página. Fica a vontade de ler o próximo livro e de perceber como é que tudo o que se passou irá afectar a maneira de estar dos personagens.

domingo, 24 de junho de 2018

Opinião - Mansfield Park

Ficha Técnica:
Autor: Jane Austen
Páginas: 432
Editor: 019282757X
ISBN: 019282757X

Sinopse:
'there certainly are not so many men of large fortune in the world, as there are pretty women to deserve them'

Mansfield Park is a study of three families--the Bertrams, the Crawfords, and the Prices--with the isolated figure of the heroine, Fanny Price, at its centre. Fanny's quiet passivity, her steadfast loyalty and love for the son of the family who regard her as the poor relation, and who have taken her under their roof, are among the qualities whose true worth is not appreciated until they are tried against the brilliant and witty Mary and Henry Crawford, the unfortunate consequences of whose influence are felt by everyone. Jane Austen uses Fanny's emotional involvement with the people around her to explore the social and moral values by which she and they try to order their lives.

First published in 1814, the text of this edition is taken from R.W. Chapman's Oxford edition, edited by James Kinsley, with a new bibliography and introductory essay by Marilyn Butler.

Opinião:
Mais um clássico para a colecção. Mansfield Park conta-nos a história de Fanny, uma personagem da qual gostei bastante.

Numa história onde toda a gente pensa apenas em si própria e no seu bem estar, Fanny é uma lufada de ar fresco. A maior parte dos personagens tenta destacar-se enxovalhando as pessoas que o rodeiam, ou tentando manipular as acções dos outros para ser proveito. Há também aquelas que simplesmente não têm interesse em nada e que não conseguem ver para além do seu umbigo. São tão passivas que até faz confusão.

A Fanny não é nada disto. Pode parecer uma pessoa bastante simples na sua maneira de estar, mas é uma pessoa extremamente genuína, o que faz com que se destaque no meio de toda a gente. A Fanny preocupa-se realmente com as pessoas que a acolheram e das quais aprendeu a gostar. Mesmo para aquelas que a tratam "mal", a Fanny é sempre bem educada e respeitadora e nem sequer se autoriza a pensar mal delas. Das poucas vezes que isso acontece ela castiga-se bastante e fica a sentir-se mal com isso. Ao mesmo tempo a Fanny é alguém extremamente correcto, que não se deixa influenciar pelos outros. Se há algo com que não concorda não deixa que mudem a sua opinião e mantém-se fiel a si própria independentemente daquilo que lhe possam dizer. Além disso é bastante observadora e apercebe-se de várias coisas que os outros negligenciam.

A autora apresenta-nos ainda um contraste gritante entre a vida em Mansfield Park e a vida noutros locais. Enquanto que em Mansfield Park tudo é ordem, tudo tem beleza, no local onde nasceu reina o caos e a escuridão. As descrições que a autora nos apresenta de ambos os locais são bastante vividas o que nos faz apreciar cada vez mais Mansfield Park, tal como Fanny acaba por apreciar. É nessa altura que ela realmente percebe onde se sente em casa e que tipo de vida quer para si.

Através da sua perseverança Fanny acaba por conseguir aquilo que quer. Acaba por ter o respeito dos seus pares que há muito era devido. Consegue o seu final feliz sem que tenha tido necessidade de ser algo mais do que ela mesma.

domingo, 3 de junho de 2018

Opinião - Silence Fallen

Ficha Técnica:
Autor: Patricia Briggs
Série: Mercy Thompson, #10
Páginas: 371
Editor: Ace Books
ISBN: 0425281272

Sinopse:
In the #1 New York Times bestselling Mercy Thompson novels, the coyote shapeshifter has found her voice in the werewolf pack. But when Mercy's bond with the pack and her mate is broken, she'll learn what it truly means to be alone...

Attacked and abducted in her home territory, Mercy finds herself in the clutches of the most powerful vampire in the world, taken as a weapon to use against alpha werewolf Adam and the ruler of the Tri-Cities vampires. In coyote form, Mercy escapes only to find herself without money, without clothing, and alone in the heart of Europe...

Unable to contact Adam and the rest of the pack, Mercy has allies to find and enemies to fight, and she needs to figure out which is which. Ancient powers stir, and Mercy must be her agile best to avoid causing a war between vampires and werewolves, and between werewolves and werewolves. And in the heart of the ancient city of Prague, old ghosts rise...

Opinião:
Oh Mercy! Acredito que já tenha disto anteriormente, mas não vejo a hora desta rapariga ter descanso! Ninguém merece tanta desventura!

 Não tenho nada de especial a acrescentar às minhas opiniões anteriores relativamente a personagens, maneira de contar a história e afins. Briggs é bastante constante e por norma sei exactamente aquilo para que vou.

Uma das coisas que mais me impressionou neste livro foi o facto de se passar basicamente em 2/3 dias. Como é que é possível a autora encaixar tanta coisa em tão pouco tempo e o leitor não se sentir assoberbado? Como é que ela é capaz de fazer com que nós ao lermos sintamos que os personagens estão a lidar com aquilo que lhes acontece de uma maneira que não parece forçada? A sério, para mim isto é de génio! Não é nada fácil condensar tanto em tão pouco tempo e mesmo assim fazer o leitor sentir que os personagens têm tempo para lidar com tudo aquilo que lhes está a acontecer.

Um bónus deste livro foi ficarmos a conhecer um pouco mais acerca da história do Bran e de um dos lobos que faz parte do pack do Adam e que apareceu do nada num livro anterior, o Zack. Visto que descobrimos um pouco mais acerca deste tenho esperança que no próximo livro possa vir a saber-se um pouco mais. Para não variar a Mercy ficou a saber um pouco mais acerca dos seus poderes como caminhante. Questiono-me o que mais é que ainda aí virá.

Ficamos ainda a conhecer um vampiro poderoso, vampiro esse a que já tinham existido alusões anteriores, e que se trata do amor da Marsilia. Não consegui perceber muito bem um dos intuitos deles, mas parece que a situação ficou esclarecida, o que não me chateia por aí além.

A cena final foi algo de ternurento, o que me dá esperança para que as coisas possam vir a tornar-se cada vez melhores para esta família tão desconexa. A ver se entretanto pego no livro que me falta e no que está para sair de Alpha e Omega para ficar com tudo em dia visto que este ano não há Mercy.

domingo, 13 de maio de 2018

Opinião - Lady of Hay

Ficha Técnica:
Autor: Barbara Erskyne
Páginas: 760
Editor: Penguin
ISBN: 0722133596

Sinopse:
With a story as mesmerizing as it is chilling, Lady of Hay explores how Jo, a journalist investigating hypnotic regression, plunges into the life of Matilda, Lady of Hay-who lived eight hundred years earlier. As she learns of Matilda's unhappy marriage, her troubled love for Richard de Clare, and the brutal treatment she received from King John, it seems that Jo's past and present are hopelessly entwined. Centuries later, a story of secret passion and unspeakable treachery is about to begin again-and she has no choice but to brave both lives if she wants to shake the iron grip of history.

Opinião:
Se por um lado gosto do tipo de história que a autora conta, por outro lado quanto mais livros leio dela, menos vontade tenho de ler.

Não é que a história não seja interessante ou que esteja mal contada. Não é que os personagens não sejam cativantes ou dimensionais. É que a autora conta sempre a história da mesma maneira. A fórmula é sempre a mesma. Em todos os livros que já li. O objectivo é sempre contar a história de alguém que ficou com algo por fazer, ou que foi traída, ou algo do género. Chega a uma altura em que isso cansa. Gostava que a autora tivesse uma abordagem diferente para com as suas histórias. Não sei bem que abordagem, mas que fosse diferente.

Além disso a autora gosta de arrastar a narrativa. Isto não é propriamente um thriller, ou um policial ou algo do género, em que é suposto manter-mos o leitor em suspensa e irmos revelando os pormenores aos poucos. Eu percebo que a autora queira criar suspense, mas chega a uma altura em que é de mais. A informação é passada a conta gostas. São-nos dadas informações importantes para o desenrolar da narrativa, mas depois para-se no tempo durante capítulos e não acontece nada que desenvolva essas revelações. Eu tive que desistir e comecei a saltar as partes do enrolanço. Não gosto muito de fazer isso, mas entre andar ali a arrastar o livro quando tenho tanto para ler e despachar o que me aborrece prefiro a segunda opção. Podia também optar por simplesmente deixar o livro a meio, mas sou teimosa, além de que estava realmente curiosa para saber o final.

Em específico acerca deste livro, posso acrescentar que não consegui perceber a escolha da autora relativa ao interesse amoroso da protagonista. Tendo em conta que o presente está ligado com o passado, não consegui perceber porque raio é que a autora optou por juntar a Jo ao Rei John quando em nenhum momento eu senti que eles podiam ter tido uma história de amor e que mereciam uma segunda oportunidade. A sério, fiquei completamente parva com a escolha da autora. Mas pronto. Provavelmente irei mais um que tenho aqui por casa e depois acabou-se.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Opinião - Out of Oz

Ficha Técnica:
Autor: Gregory Maguire
Série: The Wicked Years, #4
Páginas: 568
Editor: William Morrow Paperbacks
ISBN: 0060859733

Sinopse:
Oz is knotted with social unrest: The Emerald City is mounting an invasion of Munchkinland, Glinda is under house arrest, the Cowardly Lion is on the run from the law, and Dorothy is back. Amid chaos and war, Elphaba’s green granddaughter born at the end of "Son of a Witch", comes of age. Rain will take up her broom, and bring the series to a close.

Opinião:
E ao fim de uma série de anos lá acabei por ler o último livro desta tetralogia. Confesso que se não fosse o facto de o livro se enquadrar num dos desafios que tenho provavelmente continuaria enfiado numa caixa lá por casa a aguardar a sua vez. A leitura dos três primeiros livros foi feita com edições portuguesas e a experiência foi péssima. Sono era a palavra de ordem cada vez que pegava num dos livros. Mas como sou teimosa achei que os devia terminar.

Não sei se era a tradução que era má, não sei se o autor evoluiu bastante neste último livro, ou se por ventura fui eu que cresci enquanto leitora de há anos para cá. A verdade é que gostei bastante deste livro. Mais do que alguma vez poderia imaginar! E se por um lado isso me deixa bastante contente, por outro deixa-me com vontade de bater em mim própria por ter demorado tanto tempo a pegar nele.

Há muitos factos dos quais não me lembro, muitos pormenores que eventualmente me passaram ao lado. Sinto também que eventualmente deveria ler a série original em que se baseiam estes livros. Mas mesmo assim fui capaz de apreciar a narrativa.

Gostei bastante da escrita do autor, do que ele ainda tinha para contar. Gostei das relações entre os personagens e da maneira como interagem uns com os outros. Gostei especialmente da Rain com o seu feitio tão peculiar e com a sua maneira de ver as coisas tão diferente dos outros.

O final traz-nos algumas surpresas e deixa algumas questões em aberto. A maior parte dos personagens acaba por ter um final aberto, onde muita coisa ainda pode acontecer, deixando o leitor com um sabor agridoce na boca. Contudo não deixa de ser um final satisfatório. Ver a Rain a crescer e a desenvolver-se, a tornar-se uma espécie de herdeira da Elphaba, foi gratificante.

Foi um prazer conviver com os personagens, apesar de já só me lembrar dos mais icónicos. Existem alguns que são simplesmente hilariantes por causa de toda a sua má disposição!

Fica o desejo de um dia ter tempo para reler a série em inglês para tentar perceber se dessa forma sou capaz de a apreciar melhor.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Opinião - Agnes Grey

Ficha Técnica:
Autor: Anne Brontë
Título Original: Agnes Grey
Páginas: 152
Editor:Europa-América
ISBN: 9789721058118
Tradutor: ?

Sinopse:
Agnes Grey é um retrato gritante do isolamento, estagnação intelectual e apatia emocional que rodeava muitas das governantas de meados do século XIX.
Uma novela em tom muito intimista, escrita a partir da experiência da própria autora, afirmou-se como um marco da literatura que lida com a evolução social e moral da sociedade inglesa.

Opinião:
E este livro começou de uma forma excelente, com as duas primeiras páginas da história em branco. Imaginem bem como é que eu fiquei! E pior, afinal faltam-me mais duas páginas um pouco mais para a frente. Como devem calcular, acabei a ler o livro em inglês só para não ter que me chatear.

Este foi o primeiro livro que lida da autora e posso dizer que gostei bastante. É uma crítica à sociedade bastante bem construída. É impossível não perceber onde é que a autora quer chegar. Ao mesmo tempo é fácil relacionarmo-nos com a personagem principal. Pelos momentos de desespero pelos quais ela passa, pelo quão implacável era o seu tratamento, e quão pouco podiam fazer para que isso mudasse. Deixa-me algo triste pensar que este livro será baseado nas vivências da própria autora. Não sei se conseguiria aguentar tão estoicamente tudo aquilo porque a protagonista passa.

E a protagonista em si é para mim uma mais valia.  A Agnes é uma pessoa extremamente bondosa e calma (dentro dos possíveis), que se tenta mostrar sempre bastante bem comportada e que não gosta de grandes alaridos. É uma pessoa simples, mas que de simples não tem nada tendo em conta os seus valores e o modo como os segue. É algo que me toca, ver como é possível desenvolver-se uma relação entre duas personagens, sem que muito seja dito, sem que haja alarido. A compostura da Agnes simplesmente cativa-me.

Tenho ainda o outro livro dela para ler. Daquilo que andei a ver foi um livro que provocou bastante choque na altura em que foi editado. Vamos lá ver o que sai dali!


 

domingo, 11 de março de 2018

Opinião - Plague

Ficha Técnica:
Autor: Michael Grant
Série: Gone, #4
Páginas: 492
Editor: Katherine Tegen Books
ASIN: 0061449148

Sinopse:
It's been eight months since all the adults disappeared. Gone. They've survived hunger. They've survived lies. But the stakes keep rising, and the dystopian horror keeps building in Plague, Michael Grant's fourth book in the New York Times bestselling Gone series.

A highly contagious fatal illness is spreading at an alarming rate, while sinister, predatory insects terrorize Perdido Beach. Sam, Astrid, Diana, and Caine are plagued by a growing doubt that they'll escape—or even survive—life in the FAYZ. With so much turmoil surrounding them, what desperate choices will they make when it comes to saving themselves and those they love?

Opinião:
Passaram-se alguns aninhos desde que li alguma coisa deste autor. Na altura comecei a ler a série em português, mas quando deixaram de editar a série eu deixei de a ler até que o ano passado decidi que estava na hora de começar a acabar as séries que tinham ficado penduradas em português.

Apesar de já não me lembrar de muitas coisas não foi propriamente difícil voltar a entrar na história. Lembro-me dos personagens de uma maneira vaga e geral, bem como dos acontecimentos que antecederam este livro.

Um dos receios que tinha era que o livro não me interessasse ou cativasse como me tinham cativados os primeiros à anos atrás. E sim, apesar de, se calhar, agora  achar que alguns acontecimentos são um bocado disparatados, a verdade é que continuo a ter vontade de saber o que vai acontecer a seguir.

Uma das coisas que achei algo disparatada é a maneira como a gripe que apareceu afecta as pessoas. Se por um lado percebo que estamos perante um mundo em que qualquer coisa pode acontecer, a verdade é que a mecânica da coisa não foi muito bem pensada. Mas pronto, serviu para soltar umas gargalhadas, o que já não é mau.

Houve também coisas que achei que não estavam muito bem explicadas, contudo isso pode ser consequência de já ter lido os livros anteriores à bastante tempo. Houve explicações que me pareceram lago superficiais e sem sentido. Mas lá está, posso estar a esquecer-me de algo.

É difícil ficamos indiferentes ao modo como a FAYZ vai transformando as pessoas aos poucos. A Astrid cada vez mais se enfia num buraco sem fundo porque não reconhece a pessoa em que se está a tornar. Isso associado às decisões difíceis que tem que tomar estão a fazer com que ela se recolha em si mesma afastando-se de todas as pessoas que a rodeiam. O Sam continua a seguir um caminho muito próprio, em que faz o que é preciso para manter todos a salvo, mesmo quando as pessoas não querem ver o que ele está disposto a sacrificar por elas. Uma surpresa foi a Diana. Algo extraordinário e inesperado acontece com ela, o que faz com que a sua atitude mude. Tenho curiosidade em saber como é que este acontecimento vai influenciar as suas acções no futuro.

Mas enquanto que existem pessoas que se estão a ir a baixo e a perder neste mundo isolado, existem pessoas que se sentem libertas e que desenvolvem um enorme potencial. Pessoas que sentem que aquilo em que se tornaram é aquilo que sempre deveriam ter sido.

Houve algumas mortes pelo caminho, mas nenhuma que tenha sido realmente significativa. Se bem que acredito que isso mude daqui para a frente. A luta está cada vez mais renhida e não é fácil sobreviver.

Quanto ao Pete, não se sabe bem o que lhe aconteceu. Espero que seja explicado no próximo livro e espero que consigam descobrir uma maneira de derrotar o inimigo e voltar ao contacto com o mundo exterior.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Opinião - A Quinta de Blackwood

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Blackwood Farm
Série: The Vampire Chronicles, #9
Páginas: 516
Editor: Europa-América
ISBN: 9721052892
Tradutor: Inês Gromicho

Sinopse:
Bem vindos à Quinta de Blackwood. Nas profundezas dos pântanos da Louisiana ergue-se uma mansão senhorial de elevadas colunas brancas, salões espaçosos e jardins inundados pela luz solar. Este é o mundo de Quinn Blackwood, um jovem brilhante, assombrado desde a nascença por Goblin, um espírito vindo de um mundo de sonhos. Movendo-se através do tempo, desde a infância de Quinn até à Nova Orleães da actualidade, desde a antiga Atenas até à Nápoles do século XIX, Quinn procura o lendário vampiro Lestat, pois só este o pode libertar deste espectro que o atrai para o pântano de Sugar Devil e para os horrendos segredos que este esconde.

Opinião:
Sei que é um bocado mau dizer isto, mas sinto-me extremamente feliz com o facto de só me faltar mais um livro da colecção da Europa-América para ficar com os livros que tenho da autora lidos. Atenção, não é que não goste da história ou da escrita da autora ou algo do género. Simplesmente são livros com uma escrita mais complexa, livros nos quais demoro mais tempo a entrar no ritmo e que muitas vezes tenho que me forçar um pouco a lê-los até ganhar balanço, o que quer dizer que muitas vezes me ponho a procrastinar.

Passando agora ao livro em si. Este é contado sobre o ponto de vista de um novo vampiro, vampiro esse que não fazemos a mais pálida ideia de quem é e de qual a sua relação com os personagens que conhecemos. Na realidade não existe propriamente uma relação. Quinn foi criado por um(a) vampiro(a) do(a) qual também nunca ouvimos falar (pelo menos que me recorde), e vai à procura de Lestat porque é assombrado por uma entidade, Goblin, que se torna cada vez mais perigoso. A história começa com uma carta de Quinn para Lestat, a explicar por alto o motivo do seu contacto, mas rapidamente passa para uma história mais detalhada quando Lestat fica curioso e pede para conhecer a sua história na integra.

Se por um lado Quinn teve uma infância cheia de amor, a realidade é que também teve uma infância bastante solitária, onde as pessoas nunca acreditaram nele completamente. Apesar disso Quinn nunca perdeu o seu entusiasmo, a sua inocência. Esta acaba por lhe ser roubada aos poucos quando o seu avô morre, tornando-o o homem da casa. É nesta altura que Quinn começa a ficar curioso com a história das sua família, o que acaba por levar a que seja transformado num vampiro contra a sua vontade.

Uma vez mais o que é interessante de se ler é a evolução do personagem, o caminho que percorreu desde a sua formação até àquele momento. Os sentimentos que tem e que viveu e que o transformaram. Acho que ainda não tinha visto nenhum vampiro a amar um humano da mesma maneira que Quinn ama a sua família. É algo que permanece do seu tempo de humano e que espero que nunca venha a perder.

O que menos gostei no livro foi sem dúvida o final. Aquele final deu cabo de mim. Achei-o precipitado, sem nexo e sem qualquer contextualização. Não sei se alguma vez vou ter aquilo que mereço, mas tenho a sensação que não.

Por aquilo que li algures este livro acaba por fazer a ligação entre a série das Mayfair Witches e das Vampire Chronicles, como não li a série das Mayfair Witches não sei o que isso quer propriamente dizer. Contudo também já li algures que no próximo livro eles explicam tudo do início ao fim por isso não devo ter muitos problemas.

Questiono-me se estes dois vampiros terão verdadeira importância no decorrer da série, visto que Lestat parece amar tanto Quinn como encantar-se pela Mona. Só as próximas leituras o dirão.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Opinião - A Filha da Minha Melhor Amiga

Ficha Técnica:
Autor: Dorothy Koomson
Título Original: My Best Friend's Child
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 9720041241
Tradutor: Vera Falcão Martins

Sinopse:
A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração? Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração.

Opinião:
É a primeira vez que leio algo da autora, mas tenho a ideia que já me tinham falado bastante bem dela. Confesso que apesar de ter gostado do livro não me cativou ao ponto de ficar fã e sentir a necessidade de ler todos os livros da autora.

Neste livro ficamos a conhecer a história de Kamryn. Uma pessoa com uma personalidade muito particular da qual não é fácil gostar, mas que é completamente leal aos seus. Até que algo acontece que faz com que Kamryn termine o seu noivado e deixe de falar com a sua melhor amiga. Mas não é neste ponto que a história começa. A realidade é que a história começa a meio. Adele está a morrer e pede a Kamryn que adopte a sua filha quando morrer. E é durante a viagem interior de Kamryn que ficamos a conhecer o tipo de pessoa que é, o tipo de relação que tinha com as pessoas que amava, e a pessoa em que se está a transformar.

A viagem que Kamryn empreende é fascinante pela relação que acaba por desenvolver com Tegan e com as pessoas que são atraídas por esta. Tegan é uma menina extremamente inteligente e capaz e que também tem um difícil caminho a percorrer. Foi gratificante ver que no final algumas das suas atitudes mostravam que o medo que uma vez existiu dentro dela deixou de existir. Quanto a Kamryn, esta começa a acreditar mais em si mesma e nas suas capacidades, o que acaba por a transformar numa pessoa diferente aos olhos dos outros.

O que não me agradou muito no livro foi a indecisão de Kamryn quanto a Nate. Compreendo que ele era o amor dela e que tudo acabou muito de repente, mas ela teve dois anos para lidar com isso e assim que ele aparece na vida dela ela acaba por parecer uma barata tonta que diz uma coisa, mas parece acreditar noutra. Fico contente pela opção que a autora tomou, mas achei a maneira como foi realizada um pouco meh. Aquele final deu-me algumas agonias porque foi tudo perdoado muito facilmente e não vejo como isso poderia ser possível.

 Assim sendo foi uma leitura relativamente rápida e agradável, com algumas falhas a nível de concepção, mas que no geral se saiu bem.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Desafios da Joana - 2018 Mount TBR Challenge

Mais uma moedinha, mais uma voltinha. Este desafio acompanha-me desde os primórdios do Blog e assim vai continuar. Todos os anos tem resultado, principalmente o ano passado. Vou manter a meta do ano anterior, Mont Blanc - 24 livros, porque uma vez tentei ser mais ambiciosa e a coisa não correu bem.


(original aqui)


  1. Anne Rice - A Quinta de Blackwood, Vampire Chronicles #9
  2. Dorothy Koomson - A Filha da Minha Melhor Amiga
  3. Anne Rice - Cântico de Sangue, Vampire Chronicles #10
  4. Michael Grant - Plague, Gone #4
  5. Barbara Erskyne - Lady of Hay
  6. Sherrillyn Kenyon - Amor Em Quarto Crescente, Dark-Hunter # 17
  7. Patricia Briggs - Silence Fallen, Mercy Thompson #10
  8. Juliet Marillier - O Covil dos Lobos, Blackthorne & Grimm #3
  9. Anne Brontë - Agnes Grey
  10. Barbara Erskine - Child of the Phoenix 
  11. Gregory Maguire - Out of Oz, The Wicked Years #4 
  12. Peter V. Bret - O Grande Bazar e Outras Histórias
  13. Jane Austen - Mansfield Park 
  14. M. J. Arlidge - Na Boca do Lobo, Helen Grace #5
  15. M. J.Arlidge - O Anjo da Morte, Helen Grace #6
  16. Michael Grant - Fear, Gone, #5 
  17. Michael Grant - Light, Gone #6