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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Opinião - A Quinta de Blackwood

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Blackwood Farm
Série: The Vampire Chronicles, #9
Páginas: 516
Editor: Europa-América
ISBN: 9721052892
Tradutor: Inês Gromicho

Sinopse:
Bem vindos à Quinta de Blackwood. Nas profundezas dos pântanos da Louisiana ergue-se uma mansão senhorial de elevadas colunas brancas, salões espaçosos e jardins inundados pela luz solar. Este é o mundo de Quinn Blackwood, um jovem brilhante, assombrado desde a nascença por Goblin, um espírito vindo de um mundo de sonhos. Movendo-se através do tempo, desde a infância de Quinn até à Nova Orleães da actualidade, desde a antiga Atenas até à Nápoles do século XIX, Quinn procura o lendário vampiro Lestat, pois só este o pode libertar deste espectro que o atrai para o pântano de Sugar Devil e para os horrendos segredos que este esconde.

Opinião:
Sei que é um bocado mau dizer isto, mas sinto-me extremamente feliz com o facto de só me faltar mais um livro da colecção da Europa-América para ficar com os livros que tenho da autora lidos. Atenção, não é que não goste da história ou da escrita da autora ou algo do género. Simplesmente são livros com uma escrita mais complexa, livros nos quais demoro mais tempo a entrar no ritmo e que muitas vezes tenho que me forçar um pouco a lê-los até ganhar balanço, o que quer dizer que muitas vezes me ponho a procrastinar.

Passando agora ao livro em si. Este é contado sobre o ponto de vista de um novo vampiro, vampiro esse que não fazemos a mais pálida ideia de quem é e de qual a sua relação com os personagens que conhecemos. Na realidade não existe propriamente uma relação. Quinn foi criado por um(a) vampiro(a) do(a) qual também nunca ouvimos falar (pelo menos que me recorde), e vai à procura de Lestat porque é assombrado por uma entidade, Goblin, que se torna cada vez mais perigoso. A história começa com uma carta de Quinn para Lestat, a explicar por alto o motivo do seu contacto, mas rapidamente passa para uma história mais detalhada quando Lestat fica curioso e pede para conhecer a sua história na integra.

Se por um lado Quinn teve uma infância cheia de amor, a realidade é que também teve uma infância bastante solitária, onde as pessoas nunca acreditaram nele completamente. Apesar disso Quinn nunca perdeu o seu entusiasmo, a sua inocência. Esta acaba por lhe ser roubada aos poucos quando o seu avô morre, tornando-o o homem da casa. É nesta altura que Quinn começa a ficar curioso com a história das sua família, o que acaba por levar a que seja transformado num vampiro contra a sua vontade.

Uma vez mais o que é interessante de se ler é a evolução do personagem, o caminho que percorreu desde a sua formação até àquele momento. Os sentimentos que tem e que viveu e que o transformaram. Acho que ainda não tinha visto nenhum vampiro a amar um humano da mesma maneira que Quinn ama a sua família. É algo que permanece do seu tempo de humano e que espero que nunca venha a perder.

O que menos gostei no livro foi sem dúvida o final. Aquele final deu cabo de mim. Achei-o precipitado, sem nexo e sem qualquer contextualização. Não sei se alguma vez vou ter aquilo que mereço, mas tenho a sensação que não.

Por aquilo que li algures este livro acaba por fazer a ligação entre a série das Mayfair Witches e das Vampire Chronicles, como não li a série das Mayfair Witches não sei o que isso quer propriamente dizer. Contudo também já li algures que no próximo livro eles explicam tudo do início ao fim por isso não devo ter muitos problemas.

Questiono-me se estes dois vampiros terão verdadeira importância no decorrer da série, visto que Lestat parece amar tanto Quinn como encantar-se pela Mona. Só as próximas leituras o dirão.

domingo, 26 de novembro de 2017

Opinião - Sangue e Ouro

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Blood and Gold
Série: The Vampire Chronicles #8
Páginas: 438
Editor:Europa-América
ISBN: 9721051004
Tradutor: ?

Sinopse:
As Crónicas do Vampiro prosseguem agora com o regresso de Marius.
O belo e louro filho da Roma Imperial, antigo mentor do vampiro Lestat, revela-nos, com uma voz intensa mas intimista, os segredos da sua existência de dois mil anos. Cercada de luxo mas também de tragédia, a vida de Marius vai conhecer os cenários da queda do Império Romano, da nova civilização em Constatinopla e dos ambientes mágicos de Florença e Veneza. É nessa Itália renascentista que ele vai conhecer o misterioso Armand… E uma outra personagem que o vai enfeitiçar: o genial Botticelli…
Trágico, sensual e arrepiante, como sempre, Sangue e Ouro é Anne Rice no seu melhor.

Opinião:
Não há muito a dizer acerca deste livro. Essencialmente é-nos contada a história de Marius e parte dessa história já era nossa conhecida devido ao livro do Armand. Se bem que aqui ficamos a conhecer a história do ponto de vista de Marius, a realidade é que as ilações que o Armand fez acerca das acções que moviam o Marius são bastante aproximadas dos seus reais intentos, por isso acaba por ser um pouco o repetir de uma história que já conhecemos.

Claro que existem novas componentes que ficamos a conhecer um pouco melhor, como a sua relação com Pandora, e o modo como levou a sua vida solitária durante longos anos, apenas acompanhado pelo Pai e pela Mãe. Este é mais um livro de reflexão, e de recordação. Marius pretende não só contar a sua história como também revivê-la e de certo modo estudá-la tendo em conta os desenvolvimentos recentes.

Esta história é contada a um personagem que parece ter sido criado apenas com o propósito de ouvir Mário e de a seguir se sacrificar por ele ao mesmo tempo que consegue atingir o seu objectivo. Assim sendo não faço ideia se iremos ver algo mais dele, o que significa que sinto que este livro não trouxe nada novo que possa fazer propriamente a narrativa avançar. Vou assumir que este livro funciona um pouco como uma pausa na história, onde a autora apenas nos queria dar a conhecer um pouco mais das suas personagens.

Mais uma vez, mais que os acontecimentos, são os personagens que pretendem a atenção do leitor. Como já dito nos livros anteriores, todos eles são bastante complexos e todos buscam algo. Algo esse que é uma perfeita comunhão com outro ser. Contudo por alguma motivo este objectivo parece acabar sempre por ser mais do que os personagens conseguem suportar porque acabam sempre por meter os pés pelas mãos e fazer alguma coisa que acabe por os impedir de atingir o seu objectivo.

Fico agora a aguardar o próximo livro.

domingo, 19 de novembro de 2017

Opinião - Merrick

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Merrick
Série: The Vampire Chronicles #7
Páginas: 348
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721049680
Tradutor: ?

Sinopse:
Neste romance hipnótico, a autora das Crónicas do Vampiro e da saga das Bruxas Mayfair demonstra mais uma vez o seu dom para a criação do mito e da magia.

Desta vez ela vai juntar vampiros e bruxaria para criar um ambiente verdadeiramente arrepiante.

No centro da história encontra-se Merrick, a «Bruxa de Endor», a bela e misteriosa feiticeira, descendente de uma sociedade mestiça de Nova Orleães familiarizada com as cerimónias de voodoo. Entre os seus ancestrais encontram-se também as grandes Bruxas Mayfair — de quem ela nada conhece senão o poder e a magia que herdou.

E a ela junta-se David Talbot — vampiro, herói, aventureiro e contador de histórias, companheiro dos já conhecidos Vampiros Lestat e Louis de Point du Lac. É ele quem vai narrar a lenda de Merrick, uma lenda que nos leva da Nova Orleães do passado e do presente às selvas da Guatemala, das ruínas Maias a civilizações ainda mais antigas e inexploradas.

Esta é, assim, uma história cheia de tensão, onde dois seculares poderes ocultos se juntam numa dança de sedução, morte e renascimento.

Opinião:
Antes de prosseguir com a minha opinião tenho que confessar que os últimos livros que tenho lido da autora têm sido lidos em inglês apesar de ter as versões portuguesas. O que tenho verificado é que tem sido muito mais fácil ler na língua original que na língua traduzida. Enquanto que os primeiros livros li em português e me custou imenso a avançar na história, os últimos têm sido lidos em inglês e têm sido lidos com uma fluidez imensa. Talvez um dia tenha paciência para ler um dos livros metade em português e metade em inglês para perceber se o problema é realmente da tradução.

Quanto a este livro, é-nos introduzida uma nova personagem, Merrick. A Merrick é uma bruxa, uma bruxa muito poderosa que trabalha para a Talamasca e que foi estudante directa do David. É devido ao facto de o Louis pretender entrar em contacto com Claudia que Merrick nos é apresentada. E é através de David que ficamos a saber da sua história. Uma história complexa, cheia de personagens interessantes e com grande poder.

Mas uma vez Rice escreve um livro que intriga o leitor desde o início até ao fim. Não porque existam aventuras incontáveis, ou uma constância de acção, mas sim porque os personagens apresentados são extremamente cativantes nas suas dualidades. Ao mesmo tempo a autora apresenta-nos algo novo, as bruxas Mayfair, sendo que existe uma vertente "branca" e uma vertente "negra" e estas designações têm a ver com a cor da pele.  Aqui o que me deixou aborrecida foi o facto de a autora dar a entender que as Mayfair "brancas" são más, mas não o explicar. Se isso não acontecer nos próximos livros vou ficar bastante chateada porque não me apetece ser obrigada a ir ler a série dedicada às mesmas.

No final acabamos por perceber que existe muito mais acerca da história da Merrick do que aquilo que o David sabe e nos conta. As suas atitudes vão influenciar os próximos movimentos dos vampiros, visto que estes são obrigados a sair de Nova Orleães quando são ameaçados pela Talamasca. Ao mesmo tempo existe uma alteração na condição do Louis que pode alterar a relação que este tem com os outros personagens. Estou para ver se as coisas se vão manter ou se o bando se vai acabar por dispersar, principalmente agora que Lestat decidiu voltar à vida. Sim, porque no livro anterior e na maior parte deste o Lestat estava simplesmente num estado moribundo. Duvido que venhamos a saber exactamente o que se passou na sua cabeça depois de ter voltado da viagem com Memnock, mas quem sabe?

Assim sendo só me resta aguardar a oportunidade de ler o próximo livro para saber o que vai acontecer agora com os nossos personagens.

sábado, 4 de novembro de 2017

Opinião - O Vampiro Armand

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Vampire Armand
Série: The Vampire Chronicles, #6
Páginas: 440
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721048508
Tradutor: ?

Sinopse:
Em mais um volume das «Crónicas do Vampiro», Anne Rice invoca mundos deslumbrantes para nos trazer a história de Armand, eternamente jovem, com o rosto de um anjo de Botticelli. Armand surgiu pela primeira vez há trinta anos, em toda a sua glória negra, no já clássico Entrevista com o Vampiro, primeiro volume de «Crónicas do Vampiro», romance que tornou a autora famosa em todo o mundo como magnífica contadora de histórias e criadora de reinos mágicos. Acompanhamos assim, nesta obra, Armand através dos séculos até à Kiev Rus da sua infância — uma cidade em ruínas sob o domínio mongol — e à antiga Constantinopla, onde os assaltantes tártaros o vendem como escravo. Num magnífico palazzo da Veneza do Renascimento, encontramo-lo em escravidão emocional e intelectual com o vampiro Marius, que se disfarça entre os humanos como pintor misterioso e recluso e o qual confere a Armand o dom do sangue vampírico. À medida que o enredo se aproxima do seu ponto culminante, atravessando cenários de luxo, elegância, emboscadas, incêndios e adoração ao demónio, passando pela Paris do século XIX e pela Nova Orleães da actualidade, veremos este herói romântico, eternamente vulnerável, ser forçado a escolher entre a imortalidade na escuridão ou a salvação da sua alma.

Opinião:
Não há muito mais a acrescentar sobre a escrita da autora e os temas que foca para além daquilo que já foi dito nos livros anteriores.

Basicamente a autora continua a focar-se na condição humana, no certo e errado, na beleza das coisas mais simples e naquilo que é considerado o amor na sua forma mais pura. Desta vez ficamos a conhecer o ponto de vista de Armand acerca destes assuntos, e como ele lida com tudo aquilo que lhe vai acontecendo ao longo dos séculos. Ao contrário dos outros personagens, Armand tem uma relação muito estreita com a religião devido à educação que teve enquanto criança. Essa relação é explorada e serve para justificar as suas atitudes no final do livro anterior.

Houve alguns aspectos que me fizeram alguma confusão. Nomeadamente a componente de relação sexual e afins muito mais explícita e libertina do que nos livros anteriores. A relação física entre Marius e Armand antes de o último se tornar num vampiro deixou-me algo desconfortável pela sua carnalidade ausente nos livros anteriores. Outra situação que não me agradou por aí além foi o facto de existir um acontecimento no livro para o qual não recebemos uma explicação. O próprio Armand diz que não sabe como tal coisa foi possível. Assim sendo questiono-me se a própria autora não soube muito bem como descalçar a bota, ou se fui eu que não consegui perceber muito bem o que estava subentendido.

Assim sendo este foi mais um livro do qual gostei bastante. Foi uma leitura relativamente rápida comparada aos primeiros que li da autora. Estou curiosa para ver o que mais virá.

sábado, 16 de setembro de 2017

Opinião - Memnoch, o Demónio

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Memnoch the Devil
Série: Vampire Chronicles, #5
Páginas: 424
Editor: Europa-América
ISBN: 9721044342
Tradutor: Rosário Durão e Carmo Romão

Sinopse:
Estamos em Nova Iorque.
A cidade está coberta por um manto de neve.
No meio dessa brancura, Lestat procura Dora, a bela e carismática filha de um barão da droga, a mulher que desperta nele sentimentos de ternura como nunca outra mortal o fizera antes. Dividido entre as suas paixões de vampiro e o amor avassalador que sente por Dora, é a seguir confrontado com o misterioso e demoníaco Memnoch. Arrancado ao mundo por este adversário temível, Lestat é levado até ao reino dos Céus e depois até ao Purgatório. Aí terá de decidir se acredita em Deus ou no Demónio e, por fim, qual dos dois escolherá servir.
Nas primeiras quatro Crónicas do Vampiro, Anne Rice convocou mundos fantásticos e distantes e tornou-os tão ressonantes, reais e imediatos como o nosso. Neste romance, o mais negro e ousado de todos os que escreveu, ela transporta-nos, na companhia de Lestat, para o universo mítico que nos é mais precioso — o reino da teologia de cada indivíduo.

Opinião:
Não há muito a dizer acerca do quinto livro de uma série a não ser falar do que acontece durante o próprio livro. A escrita da autora é essencialmente a mesma, mas confesso que não achei este livro tão massudo como os anteriores. Achei-o mais leve e de fácil leitura, o que será uma diferença relativamente aos livros anteriores.

Eventualmente esta situação está relacionada com o facto de que este livro não é acerca de Lestat e dos seus dilemas semi-humanos. Aqui basicamente ficamos a conhecer a história da criação, da nossa evolução e qual o jogo que existe entre o demónio e Deus. Basicamente Lestat é levado por Memnoch aka Lúcifer a dar uma voltinha pela história da criação, o céu e o inferno. Ao mesmo tempo que o tenta convencer a ceder a sua alma de modo a ajudá-lo na sua batalha contra Deus. Segundo li algures este é um livro mais teológico do que outra coisa, e por isso mesmo receio que tenham existido ali algumas nuances e ideias que me tenham escapado. Ao mesmo tempo não consegui concordar propriamente com a teoria de Deux, bem como a do demónio também me pareceu fraca. Só mesmo Lestat para se deixar embrenhar numa coisa destas.

Claro que teria que existir um pouco de livro acerca de Lestat e esse pouco é essencialmente o início e o fim. Em que Lestat conhece Dora que no final acaba por o abandonar. Pergunto-me se ainda a vamos ver algures num livro futuro. Ao mesmo tempo sei que pelo menos um vampiro conhecido, supostamente, morre neste livro, pelo que estou curiosa para saber se ele morreu mesmo ou não. É esperar para ver.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Opinião - HIstória do Ladrão do Corpo

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Tale of the Body Thief
Série: The Vampire Chronicles, #4
Páginas: 416
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721038127
Tradutor: Teresa de Sousa Gomes

Sinopse:
Lestat, vampiro, herói, sedutor consumado, cansado da busca que já dura há dois séculos para penetrar nos meandros da sua obscura existência, está desesperado por ser ver livre do pesadelo da sua imortalidade. Ansiando por renascer homem, por pensar, sentir e respirar como um mortal, Lestat empreende uma incursão apaixonada pela vida.

A forma como Lestat se torna novamente mortal e como descobre aquilo que já tinha esquecido - a angústia do ser humano, a fragilidade, a odisseia da existência humana - é contada com toda a paixão, colorido e imaginação que distingue os extraordinários romances de Anne Rice.

Opinião:
Pode-se dizer que este livro foi um autentico desafio, não porque o tenha achado pior ou mais massador do que os anteriores, mas simplesmente porque ando novamente a passar por uma fase em que a preguiça é grande, e é com extrema dificuldade que começo a ler um livro.

Continuamos então a acompanhar Lestat e as peripécias que este vive. Mais uma vez a impetuosidade deste vai metê-lo em sarilhos e só muito a custa as coisas se vão resolver e mesmo assim vão existir algumas consequências e acontecimentos que vão alterar o decurso da história.

Mais uma vez o que cativa não é propriamente a história do personagem, mas as reflexões que este vai fazendo ao longo da narrativa. Desta vez Lestat foca-se mais na questão do que é estar "realmente vivo" e das ilusões com que vivemos e que são estilhaçadas de um momento para o outro. É fácil recordar o passado com encanto e acreditar que aquilo que não temos é o que queremos, quando não queremos olhar para nós mesmos e acreditar que podemos ser pessoas que na realidade gostam de poder e controlo e outros que mais.

Como disse acima houve ainda alguns acontecimentos que fazem o leitor questionar-se sobre o que virá a seguir. Confesso que gostava de rever alguns personagens de histórias anteriores, saber o que é feito deles, como é que evoluíram na sua maneira de estar. Espero sinceramente que me seja dada a possibilidade de responder às minhas questões dentro em breve.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Opinião - A Rainha dos Malditos Vol I e II

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Queen of the Damned
Série: The Vampire Chronicles #3
Páginas: 272 e 260
Editor: Europa-América
ISBN: 9721041653 e 9721041688
Tradutor: Clarisse Tavares

Sinopse:
A Rainha dos Malditos Vol I:
A continuação de Entrevista com o Vampiro e O Vampiro Lestat.

A viagem de Lestat até uma caverna numa ilha grega desperta Akasha, rainha dos malditos e mãe de todos os vampiros, do seu sono de seis mil anos. Desperta e sedenta de sangue, Akasha traça o seu maléfico plano para dominar o mundo dos vivos.
Num concerto em São Francisco, Lestat ignora que entre os fãs há centenas de vampiros dispostos a destruí-lo por ter revelado a condição dos seus semelhantes.
Um misterioso sonho é partilhado por um grupo de homens e vampiros. Quando todos se aproximam, o sonho torna-se mais claro e tudo aponta para uma tragédia indescritível.

Anne Rice é a autora consagrada de vários best-sellers na área da literatura de fantasia e gótica. Entre êxitos como A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, um clássico que redefiniu a literatura de vampiros e foi adaptado ao cinema por Neil Jordan.


A Rainha dos Malditos Vol II:
O segundo volume d’ A Rainha dos Malditos, a continuação de Entrevista com o Vampiro e d’ O Vampiro Lestat.

Após ter despertado Akasha, a mãe de todos os vampiros, do seu sono de seis mil anos, Lestat ignora que corre perigo e que, num concerto em São Francisco, há entre os fãs centenas de vampiros dispostos a destruí-lo por ele ter revelado a condição dos seus semelhantes. Um misterioso sonho é partilhado por um grupo de homens e vampiros. Quando todos se aproximam, o sonho torna-se mais claro e tudo aponta para uma tragédia indescritível.

Opinião:
Quando li Entrevista com o Vampiro, não fiquei fã da autora ou da sua escrita. Entretanto decidi ler O Vampiro Lestat e senti que afinal a autora tinha criado personagens extremamente complexas, com uma maneira de ver o mundo de uma forma bastante peculiar. Personagens que tinham passado por bastante tendo em conta o tempo de vida que têm e que por isso as suas histórias eram fascinantes. A Rainha dos Malditos não é diferente. Ao longo destes livros ficamos a conhecer mais da história de Akasha e do modo como se tornou o primeiro vampiro. Já tínhamos uma ideia do que tinha acontecido, mas apenas uma ideia geral.

Neste livro ficamos a conhecer exactamente os acontecimentos que levaram a esta transformação, e esses acontecimentos são-nos transmitidos através do aparecimento de dois novos personagens, Maharet e Khayman. O primeiro volume conta essencialmente os dias que antecedem o concerto de Lestat através da perspectiva de vários personagens diferentes. A segunda parte conta o que acontece depois de Akasha se apoderar de Lestat. Sem dúvida que a parte mais interessante é a segunda, mas a primeira faz um bom trabalho em criar suspense no leitor enquanto este tenta perceber o que está a acontecer e quais são os objectivos de Akasha.

Sem dúvida que foi bastante interessante perceber a origem dos vampiros e como é que tudo aconteceu, mas o mais interessante continua a ser os dilemas dos personagens. As suas dúvidas e receios, a sua necessidade de manter uma parte de si mesmos humanos. As lutas interiores constantes sobre aquilo que são e aquilo que querem para eles próprios. Sem dúvida que os personagens mais cativantes a nível intelectual e emocional são Lestat e a própria Akasha. Akasha pela maneira como se comporta, pela sua necessidade em arranjar justificações para os seus actos corrosivos. Pela sua necessidade em ser adorada e achar que pode controlar tudo e todos e que este é o seu dever, arranjando justificações a torto e a direito só para que sinta que aquilo que está a fazer é correcto. É triste e doentio ver como uma pessoa com tanto poder e que poderia fazer o bem se deixa levar pela sua necessidade de sangue e violência.

Já Lestat encontra-se durante todo o livro num grande dilema. Por um lado conseguiu aquilo que porque sonhava, acordar Akasha e ter uma relação com esta. Tudo isso traz-lhe imensa felicidade e fá-lo sentir-se em êxtase. Contudo os objectivos de Akasha começam a destruí-lo por dentro, começam a arruinar o vampiro que é, levando a que se comece a perder nas suas convicções. Como é possível gostar tanto de alguém, não a querer abandonar, ter uma necessidade premente de estar com ela e ao mesmo tempo ver o mal que ela é, sentir que está a abandonar tudo aquilo que é e não conseguir fazer nada para o impedir? Adorei ler as lutas interiores de Lestat. 

Contudo todos os outros personagens também têm muito para dar. Todos eles são bastante complexos, e adoro as suas complexidades. Se há algo que adoro ver é a maneira como se amam uns ou outros independentemente do sexo, tendo em conta apenas aquilo que são interiormente. E o final. O final foi fascinante pela sua brutalidade e pela maneira como as coisas se resolvem. Estou curiosa para pegar no próximo livro. Tentar perceber as consequências que os acontecimentos deste livro têm no futuro dos personagens, e tentar perceber quais os sarilhos em que Lestat se vai meter da próxima vez.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Opinião - O Vampiro Lestat II

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Vampire Lestat
Série: The Vampire Chronicles, #2
Páginas: 263
Editor: Europa-América
ISBN: 9721040320
Tradutor: Sophie Vinga

Sinopse:
Na sequela de Entrevista com o Vampiro, Lestat é um excêntrico e sedutor vampiro que, ao longo de várias eras, procura as suas origens e quer desvendar o segredo da sua obscura imortalidade. Essa vertiginosa viagem leva-o da Inglaterra dos druidas aos lupanares de Paris do século XVIII e à Nova Orleães finissecular.
Avesso ao código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa.

Opinião:
Como gostei bastante do volume I decidi começar com o volume II logo de seguida. Apesar de ter continuado a gostar mais deste volume do que de Entrevista com o Vampiro, não gostei tanto como do primeiro volume.

Neste volume continuamos a seguir o percurso de Lestat enquanto este se afasta de Paris e o que ela representa, até ao encontro com Marcus e o seu regresso à civilização. Basicamente Lestat continua a ser governado pelo seu medo da solidão. Quase todo o livro revolve à cerca deste medo. Lestat receia a solidão, prosseguir sozinho pela sua vida fora, sem alguém a quem amar e que o compreenda e compartilhe consigo a verdade daquilo que ele é. Ao mesmo tempo Lestat sente uma grande necessidade de se revelar ao mundo, de não viver em mentira. Para ele a libertação consiste em ser quem ele é realmente, sem ter que se esconder. Além disso o seu amor pela humanidade consome-o e não o deixa ser desprendido tal como acontece com Gabrielle.

No geral gostei bastante do livro. A escrita da autora prende o leitor e o fio condutor da narrativa também. Existe sempre algo a acontecer e a luta interior do personagem é bastante cativante, bem como o seu crescimento. É impossível não sentir as dores de Lestat e acompanhá-lo na sua agonia através dos anos. Contudo desta vez houve determinadas alturas em que achei o discurso e pensamentos dos personagens algo confusos, em que achei difícil apreender o significado do "quadro" que determinado personagem estava a tentar "pintar". Uma vez mais ou andava muito cansada ou então é da tradução que não ajuda. E sim, este livro continua cheio de gralhas. O que me deixa bastante apreensiva para os próximos.

Apesar de não termos visto os acontecimentos entre Louis e Lestat do ponto de vista deste último algumas coisas são-nos explicadas e é mais fácil compreender e aceitar determinados acontecimentos descritos em Entrevista com o Vampiro. Gostei bastante de ficar a conhecer Marius, parece ser um vampiro bastante sábio e capaz, um vampiro bastante intrigante pela sua maneira de estar e viver a vida que lhe foi concedida. A sua história é também impressionante e não me importava de ler um livro apenas acerca dele. Outros personagens são-nos apresentados, como por exemplo Pandora, pela qual sinto imensa curiosidade, nem que seja pelo seu nome. Relativamente a Armand, cada vez gosto menos dele. Parece-me ser um vampiro ardiloso, que não tem escrúpulos para conseguir aquilo que quer. Nomeadamente magoar Louis para o conservar por perto. Parece ser também um vampiro fraco pois rapidamente se deixa levar por aquilo que os outros querem sem usar a cabeça para tirar conclusões tal como Lestat faz.

Ficamos também a saber quem e o que são "Aqueles que devem ser cuidados/protegidos". Akasha e Enkel são sombrios e assustadores e trazem para a história algo completamente diferente daquilo que se poderia esperar.

O final é algo surpreendente e tenho curiosidade para saber o que dali advém. Tenho receio sobre o que Akasha poderá fazer à comunidade de vampiros e à humana, depois de ter estado adormecida durante tanto tempo. É uma questão de se aguardar para ver e esperar que tanto a tradução como a revisão dos próximos livros esteja melhor.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Opinião - O Vampiro Lestat I

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: The Vampire Lestat
Série: The Vampire Chronicles, #2
Páginas: 254
Editor: Europa-América
ISBN: 9721040029
Tradutor: Sophie Vinga

Sinopse:
Lestat, personagem de Entrevista com o Vampiro, tem uma história para contar. O segundo volume da saga «Crónicas dos Vampiros» acompanha Lestat ao longo de várias eras, à medida que ele procura as suas origens e desvenda o segredo da sua obscura imortalidade.
Extravagante e apaixonado, Lestat mergulha nos lascivos lupanares de Paris do século XVIII, na Inglaterra dos druidas e na Nova Orleães finissecular. Após um sono profundo de cinquenta e cinco anos, Lestat está fascinado pelo mundo moderno. Quando quebra o código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se ergam e se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa

Opinião:
Quem tem por hábito seguir o blog sabe, e quem não tem fica a saber, que apesar de ter achado Entrevista com o Vampiro um livro interessante, a verdade é que este não foi capaz de me prender e cativar por aí além. Assim sendo foi sem qualquer tipo de expectativas que comeei a ler O Vampiro Lestat. Neste momento posso dizer que se não sinto a adoração que toda a gente tem por Anne Rice, me vejo muito mais perto de que isso aconteça.

O Vampiro Lestat inicia-se com Lestat a contar-nos um pouco do seu presente. De certa forma a dizer-nos o que lhe aconteceu depois de ter sido abandonado por Louis. Daí partimos para a biografia da sua vida. Vemos um Lestat diferente das outras pessoas que o rodeiam e de certa forma incompreendido. Alguém que tem alguma maturidade tendo em conta a sua juventude. Alguém que quer deixar de ter todas as responsabilidades e gozar a vida. Lestat tem ainda um grande fascínio com a morte, e não no bom snetido. Este teme a morte como teme poucas coisas.

Seguimos então a vida de Lestat em Paris, para onde se muda numa tentativa de se libertar das grilhetas que o prendem à família. Aqui Lestat transforma-se em vampiro e isso acarreta alterações na sua pessoa. Se muitas delas não são positivas a verdade é que Lestat continua a ter rectidão nas suas atitudes e a preocupar-se com aqueles que lhe são queridos. Pelo menos inicialmente. Com o decorrer da narrativa vemos Lestat começar a perder alguns escrúpulos quanto às mortes que provoca, regozijando-se com estas.

Gostei também de ver as suas interacções com Armand. Ver como este era e compará-lo com o Armand que conhecemos em Entrevista com o Vampiro.

Tenho curiosidade em saber que acontecimentos mais vão ocorrer até Lestat se transformar no vampiro que conhecemos no livro anterior. Isto porque apesar de não ter problemas com alimentar-se a verdade é que Lestat parece ser uma pessoa ponderada e preocupada com os outros, tentando não lhes causar sofrimento. Tenho também curiosidade em saber se vamos ter direito a ver a vida de Lestat e Louis do ponto de vista do primeiro.

Contudo não é apenas LEstat que captura o interesse do leitor, Gabrille com o seu desprendimento para com todos os seres vivos, mas com um amor profundo pelo seu filho que sempre escondeu. E Nicolas, que se considera o contraponto de Lestat, que cosidera ser a escuridão para a luz de Lestat.

A escrita da autora é musical e deixa o leitor completamente embalado. Ainda teria resultado melhor se o livro não estivesse repleto de gralhas, como falta de letras e palavras, ou letras trocadas.

Assim sendo recomendo este livro e irei com certeza pegar de seguida na continuação.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Opinião - Entrevista com o Vampiro

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Interview With The Vampire
Páginas: 276
Editor: Europa-América
ISBN: 9721037508
Tradutor: Teresa de Sousa Gomes

Sinopse:
Obra já clássica no seu género, Entrevista com o Vampiro é o primeiro volume da saga «Crónicas dos Vampiros» e granjeou o estatuto de livro de culto, comparável a Drácula de Bram Stoker.
Das plantações oitocentistas do Luisiana aos becos sombrios e cenários sumptuosos de Paris, do Novo Mundo à Velha Europa, Claudia e Louis fogem de Lestat, o seu criador e companheiro imortal. E o cruel vampiro que tirara partido do desespero de Louis e da fragilidade da órfã Claudia, no bairro francês da Nova Orleães assolada pela peste, move-lhes uma perseguição sem tréguas no submundo parisiense, entre a trupe Théâtre des Vampires do misterioso Armand e criaturas das trevas.

Opinião:
Toda a gente fala de quão fantástica Anne Rice é. E muito provavelmente têm razão. Eu consigo perceber o encanto que este tipo de livros terão para a maior parte das pessoas, contudo eu sein-me algo desiludida com esta leitura. Não é que o livro seja mau ou que as personagens não sejam cativantes. Muito pelo contrário.

As personagens são dotadas de uma profunidade fascinante. Bastante complexas. Principalmente Louis é um personagem que evolve bastante ao longo do livro. Sofrendo transformação atrás de transformação na sua maneira de estar e ver o mundo. Louis é um tipo de vampiro bastante particular que se agarra com todas as forças ao pouco de humano que ainda tem em si mesmo.

Quanto aos outros personagens todos eles são bastante bem construídos, carecendo quase completamente de humanidade. São no geral personagens calculistas e frios, mas que agem de completo acordo com as suas personalidades. É assim impossível ficar contra a sua frieza porque a autora faz-nos compreender que esta é a essência de um vampiro e nós aceitamo-los tal como eles são.

Fico curiosa para saber mais de Lestat e Armand. Principalmente de Lestat. Será que depois de ver Louis pela última vez acabou por morrer ou encontrou de algum modo a salvação? O que terá levado na realidade a que se tivesse tornado no vampiro que vemos no final? Quanto a Armand gostava de conhecer mais do seu passado e de como chegou ao que é actualmente.

Tudo isto levaria a crer que gostei bastante do livro, e a verdade é que ele tem todos os ingredientes para ser um excelente livro. Confesso que o problema aqui se prende mais com o estado físico da minha pessoa. Este é um livro que deverá ser lido com a cabeça limpa de modo a que seja fácil seguir os sentimentos e discursos dos personagens. Tendo em conta que na altura que li o livro andava bastante cansada havia alturas em que os diálogos e os significados dos mesmos se perdiam. O que levava a que houvessem passagens que não compreendia.

Assim sendo tenciono pegar nos próximos dois livros quando estiver com melhores capacidade de modo a que possa apreender na totalidade o quão fantástico é esta série.