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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Opinião - A União Sagrada e Vozes da Profecia

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The Sacred Band
Série: Acácia, #3.1 e #3.2
Páginas: 383 e 320
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896376710 e 9789896377380
Tradutor: João Pinto e Fernanda Semedo

Sinopse:
A União Sagrada:
Três irmãos ainda sobrevivem, líderes que traçam um novo caminho para o Mundo Conhecido. Estarão à altura dos desafios que se lhes deparam?

A Rainha Corinn domina o mundo com o seu conhecimento profundo dos feitiços encontrados em A Canção de Elenet. O seu irmão mais novo, Dariel, torna-se numa figura mítica nas Outras Terras, enquanto a sua irmã, Mena, viaja até ao Norte Distante para defrontar uma invasão desencadeada por uma raça violenta decidida a conquistar o Mundo Conhecido. Os seus percursos individuais acabam por convergir em batalhas tumultuosas e os desafios que terão que enfrentar podem alterar a terra em que vivem para sempre…


Vozes da Profecia:
No último livro desta saga épica têm lugar confrontos de poderes e energias inconcebíveis, personagens veem o seu destino cumprido e os desígnios para Acácia serão elevados até à glória redentora.

A Rainha Corinn restaurou a dinastia Akaran ao conseguir manipular a magia terrível sobre o mundo conhecido. O seu irmão mais novo, Dariel, prossegue na sua jornada pelas Outras Terras, tendo-se tornado num defensor da liberdade dos escravos. E Mena avança para norte liderando um exército para aniquilar uma ameaça latente a Acácia, o povo semi-imortal Auldek.
Com punho de ferro e hábeis estratégias políticas, a jovem Rainha reprime uma insurreição e impede a violência de se alastrar no reino… mas à noite é atormentada com sonhos horrendos. Resta-lhe manter a força de espírito para assegurar algo quase impossível: a prosperidade e união pacífica de todas as raças.

Opinião:
E finalmente chegamos à recta final. É tnaõ neste soids livros que tudo chega a uma conclusão e que os personagens acabam por encontrar o seu destino bem como criar uma vida melhor para o povo de Acácia.

Enquanto que me recordo de ter gostado bastante dos dois livros anteriores, estes voltaram a desapontar-me um pouco. Isso acontece essencialmente porque achei que o autor andou a enrolar grande parte dos livros.

A história continua a seguir o ponto de vista dos quatro irmãos, enquanto lutam as suas batalhas, bem como outros pontos de vista de personagens que já conhecemos.

Sem dúvida que as partes que mais gostei de ler foram as relativas a Mena. Adoro o facto de ela ser uma completa arma de guerra, mas ao mesmo tempo ser alguém capaz de tanto amor. A Corrin continua a ser personagem de que menos gostei. Fria e calculista, foi preciso acontecer uma desgraça para que finalmente começasse a percorrer um caminho diferente que a levasse à redenção.

Aqui acabamos por ficar a saber quem são realmente os Santhoth e a proveniência da canção de Elenet. Ao mesmo tempo ficamos a conhecer a proveniência dos Lothan Uklun e de como eram capazes de fazer as suas supostas magias. No fim percebemos que tudo tem a ver com vingança, e para não variar quem paga é o povo.

Apesar de a maior parte das explicações serem devidamente dadas e de o autor finalizar a história de cada personagem, houve pelo menos uma situação que achei que não foi bem pensada. Isto tem principalmente a ver com a forma como Aliver resolve a guerra. Ao fim e ao cabo as crianças da quota ficaram com as Outras Terras. Assi sendo os Auldek não tem propriamente para onde voltar. Não sei até que ponto as coisas vão realmente resultar, ou se não poderão existir conflitos sobre quem é que fica com o quê.

Considero então que a trilogia não foi nada de extraordinário. Se bem que houve alturas em que me senti sentimental para com os destino e as acontecimentos de algumas personagens a verdade, é que a história em si não me tocou nem cativou. De certo modo foi bom para que aprenda a não me deixar levar pelos outros e não comprar os livros todos sem ter primeiro experimentado. Ao menos já acabou e não tenho que me preocupar mais com esta série, podendo dedicar o tempo a coisas que mais me agradam.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Opinião - Outras Terras e O Povo das Crianças Divinas

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The Other Lands
Série: Acacia, #3 e #4 aka #2
Páginas: 336 e 336
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374822 e 9789896375379
Tradutor: Maria Correia

Sinopse:
Outras Terras:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

A luta apocalíptica contra os Mein terminou. Uma vitoriosa Corinn Akaran reina no Império Acaciano do Mundo Conhecido. Apoiada no seu conhecimento de artes mágicas do livro A Canção de Elenet, ela reina com mão de ferro. E reconstruir um império desgastado pela guerra não é fácil. Das misteriosas Outras Terras, chegam à corte notícias inquietantes, e Corinn envia o seu irmão, Dariel, como emissário pelos mares tempestuosos das Encostas Cinzentas.

Ao chegar àquele distante continente, este antigo pirata é apanhado numa rede de velhas rivalidades, ressentimentos, intrigas e uma crescente deslealdade. A sua chegada provoca um tal tumulto que o Mundo.

Conhecido é de novo ameaçado pela possibilidade de invasão — algo que tornaria os anteriores perigos numa brincadeira de crianças. Sem aparentes obstáculos, um novo ciclo de acontecimentos que irá arruinar e remodelar o mundo está prestes a começar…


O Povo das Crianças Divinas
Um império com perigosos aliados e demasiados inimigos. Quatro príncipes determinados a cumprir um destino. Uma rede de intrigas que atravessa gerações. Manter o trono de Acácia poderá revelar-se uma tarefa fatal.

Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios interesses.

Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas, vai enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém imaginava que um dia pudessem voltar.

Opinião:
Não me lembro se já tinha dito isto ou não. Mas eu detesto a Corinn. Muito a sério. É a personagem que eu mais detesto em toda a saga. Se bem que para o final do quarto livro, em português, tenha começado a não a odiar tanto a verdade é que continuo a não a suportar. Nem os vilões da história, que basicamente são a Liga e o povo "irmão" dos numrek, me conseguem fazê-los detestá-los tanto.

Não haja dúvida que gostei de ficar a saber mais acerca do que existe para lá do Mundo Conhecido. Quais e como são os povos, as suas características, o porquê de necessitarem tão desesperadamente da Quota. Não haja dúvida que algumas coisas começam a fazer sentido. Mas aquilo que foi  feito às crianças? Damn, é preciso ser-se completamente distorcido e amoral. 

Gostei mais deste(s) livro(s) que do(s) anterior(es). Achei que a história está melhor escrita e não haja dúvida que ao chegarmos ao fim da narrativa precisamos de um novo livro para ligar todas as pontas soltas e trazer um final definitivo a tanta confusão.

Este é um livro intermédio, e tal como se podia esperar as peças vão-se alinhando para o final. A Corinn continua a governar o reino com mão de ferro, usando e abusando de todos sem pensar neles como pessoas ou família, mas simplesmente como peões. Assim sendo envia Dariel com a Liga para o lado desconhecido do Mundo, o que vai dar asneira. Ao mesmo tempo envia Meena matar as aberrações que apareceram devido aos Santoth. No primeiro caso a coisa apesar de dar para o torto acaba por ajudar Dariel a libertar-se das amarguras que o consumiam, já Meena acaba por se sentir cada vez mais morta por dentro, até que encontra Elia, o que vem mudar a sua vida. A única coisa que não gostei foi o facto de que estava a ler acerca da maneira como a Meena e a Elia se tornam parceiras e estava sempre a pensar em Daenerys... Foi um bocado irritante.

Existem novas peças a serem introduzidas na narrativa, como Shen. Que sinceramente me pareceu um pouco caída do céu e ainda estou para tentar perceber qual é realmente o seu intuito. Espero que seja realmente uma criança inteligente e sábia como parece e não um novo joguete nas mãos de alguém. Já existem demasiados joguetes nesta narrativa. A não ser Corinn parece que mais ninguém tem vontade própria.

O que realmente mais gostei no livro foi ver as peças a alinharem-se para o grande final e começar a perceber o que é que realmente aí vem. Ao mesmo tempo adorei ficar a conhecer um pouco mais deste mundo e o que está para lá do mundo conhecido de Acácia. Enquanto que no primeiro livro apenas tínhamos especulações aqui os conhecimentos tornam-se reais e são muito mais interessantes do que aquilo que se poderia esperar. Os auldek são um povo bastante requintado em determinados aspectos, sendo que noutros são completamente assustadores. Espero poder vir a ver mais da sua maneira de ser.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Opinião - Ventos do Norte e Presságios de Inverno

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The War With the Mein
Série: Acacia, #1
Páginas: 339 e 341
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373238 e 9789896373955
Tradutor: Maria Correia

Sinopse:
Ventos do Norte:
Um assassino enviado das regiões geladas do norte numa missão.
Um império poderoso cercado pelo seu mais antigo inimigo.
Quatro príncipes exilados, determinados a cumprir um destino.
Prepara-te, leitor, para entrar no mundo deslumbrante de Acácia.

Leodan Akaran, rei soberano do Mundo Conhecido, herdou o trono em aparente paz e prosperidade, conquistadas há gerações pelos seus antepassados. Viúvo, com uma inteligência superior, governa os destinos do reino a partir da ilha idílica de Acácia. O amor profundo que tem pelos seus quatro filhos, obriga-o a ocultar-lhes a realidade sombria do tráfico de droga e de vidas humanas, dos quais depende toda a riqueza do Império. Leodan sonha terminar com esse comércio vil, mas existem forças poderosas que se lhe opõem. Então, um terrível assassino enviado pelo povo dos Mein, exilado há muito numa fortaleza no norte gelado, ataca Leodan no coração de Acácia, enquanto o exército Mein empreende vários ataques por todo o império. Leodan, consegue tempo para colocar em prática um plano secreto que há muito preparara. Haverá esperança para o povo de Acácia? Poderão os seus filhos ser a chave para a redenção?



Presságios de Inverno:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros…
Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?

Opinião:
Decidi escrever a opinião dos dois livros em conjunto porque no original trata-se de apenas um. O primeiro livro faz-nos a introdução do mundo em que a acção de se passa. Ao mesmo tempo apresenta-nos os personagens principais enquanto o Rei Leodan é vivo, e os acontecimentos que levam à sua morte e ao separar dos seus filhos. A segunda parte passa-se essencialmente 9 anos depois da morte do Rei Leodan e mostra-nos aquilo em que os personagens se tornaram e o seu reencontro que dá início à tentativa de recuperar o poder em Acácia.

A história é contada do ponto de vista de vários personagens o que é benéfico pois ajuda-nos a ter um melhor entendimento daquilo que cada um é e da maneira como evolui ao longo do tempo. Achei que a maior parte dos personagens estava bem construído e caracterizado, sendo que cada um deles tem várias nuances, não sendo intrinsecamente bom ou mau. Isto aplica-se essencialmente a Hanish, que supostamente é o vilão. É ele que maquina a queda de Acácia e que acaba por ocupar o trono em lugar dos Akaran. Tudo isto porque os Tunishnevre pretendem voltar a caminhar sobre a terra. De certa forma é triste ver como uma pessoa tão capaz e inteligente acaba por se moldado pelas crenças e pelos desejos dos outros. As dúvidas com que ele se depara ao longo da narrativa fizeram-me sentir triste porque senti que era um personagem que tinha tanto para dar. Até ao último momento acreditei que ainda houvesse redenção para ele.

Sem dúvida que grande parte do foco acaba por ser direccionado para os filhos de Leodan, Aliver, Corinn, Mena e Dariel. De todos eles não posso deixar de dizer que a minha personagem preferida foi Mena. Desde criança que mostra uma sabedoria extrema e aquilo porque passou levou a que fosse temperada como aço. O seu percurso não foi um dos mais fáceis porque a realidade é que cresceu rodeada de desconhecidos, sem ninguém que a conhecesse ou que tivesse como função tomar conta dela. A sua personalidade e aquilo em que se transforma é simplesmente extremamente cativante no meu ponto de vista. Aliver e Dariel são outros dois personagens de que gostei. Apesar de completamente diferentes Dariel tem uma adoração enorme pelo irmão mais velho e é fácil perceber que o amor entre ambos é bastante forte. Enquanto Alive cresceu para ser um guerreiro e um líder nato, Dariel tem uma postura mais descontraída, mas que ao mesmo tempo inspira confianças e lealdade.

A única personagem de quem não consegui gostar foi Corinn. Achei-a simplesmente calculista, vingativa e alguém que apenas pensa no que é bom para si. Ignorou e desdenhou completamente daquilo que os irmãos queriam para Acácia. Apesar daquilo porque passou achei-a de uma frieza extrema, e as ideias que tem para o futuro são algo assustadoras.

Existem outros personagens secundários aos quais me afeiçoei pela sua bravura e pelo seu bom coração. Muitos deles não chegaram ilesos ao final do livro e houve até alguns que achei a morte desnecessária. 

Para finalizar posso dizer que o primeiro livro é mais parado e dá uma sensação de introdução, enquanto que o segundo livro tem muito mais acção. Ver como as jogadas de cada personagem influenciam o resultado final foi interessante, mas não achei que existisse assim tanta intriga como fui levada a crer.

Se por um lado tenho curiosidade por saber o que vai acontecer depois, por outro lado acho que este final funcionaria perfeitamente e não ficaria insatisfeita se não soubesse o que vem a seguir.