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domingo, 24 de julho de 2016

Opinião - Another Day

Ficha Técnica:
Autor: David Levithan
Série: Every Day, #2
Páginas: 300
Editor: Knopf Books for Young Readers
ASIN: B00QE1DLUA

Sinopse:
The eagerly anticipated companion to David Levithan’s New York Times bestseller Every Day

In this enthralling companion to his New York Times bestseller Every Day, David Levithan (co-author of Will Grayson, Will Grayson with John Green) tells Rhiannon’s side of the story as she seeks to discover the truth about love and how it can change you.

Every day is the same for Rhiannon. She has accepted her life, convinced herself that she deserves her distant, temperamental boyfriend, Justin, even established guidelines by which to live: Don’t be too needy. Avoid upsetting him. Never get your hopes up.

Until the morning everything changes. Justin seems to see her, to want to be with her for the first time, and they share a perfect day—a perfect day Justin doesn’t remember the next morning. Confused, depressed, and desperate for another day as great as that one, Rhiannon starts questioning everything. Then, one day, a stranger tells her that the Justin she spent that day with, the one who made her feel like a real person . . . wasn’t Justin at all.

Opinião:
E mais uma vez aconteceu. Uma série em que eu detestei o primeiro livro e adorei o segundo. Andava à imenso tempo para ler este livro, mas como tinha gostado tão pouco do primeiro estava complicado arranjar força de vontade para pegar neste. Entretanto por puro acaso e sem qualquer tipo de plano da minha parte peguei nele e acabei por gostar bastante.

Neste segundo livro é-nos contada a mesma história, mas do ponto de vista da Rhiannon. Gostei muito mais da maneira como ela conta a história, achei-a mais real e balançada. Ao mesmo tempo achei as lutas interiores da Rhiannon muito mais interessantes. A maneira como acredita que o que sente por Justin é amor e como não quer abrir mão disso, mas como ao mesmo tempo se começa a aperceber que pode existir mais e melhor do que aquilo que tem actualmente.

Gostei de ver como ela vai crescendo ao longo da narrativa e como tenta tornar-se numa pessoa melhor. Como tenta a todo o custo descascar os aparatos e concentrar-se apenas naquilo que é realmente A, mas ao não conseguir fazê-lo também admite a sua fraqueza e confronta A com o modo como se sente.

Gostei especialmente do final porque nos mostra um pouco mais para além daquilo que já conhecíamos do livro anterior. Ficamos a saber o que acontece depois da Rhiannon acordar, o que deixa o leitor curioso para saber o que virá a seguir. Será que Rhiannon consegue voltar a contatar A e que juntos vão conseguir arranjar uma solução para os seus problemas? O que será realmente A. Esperemos que estas questões sejam respondidas num terceiro, e último, livro.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Opinião - My True Love Gave to Me

Ficha Técnica:
Autor: Holly Black, Ally Carter, Matt de la Peña, Gayle Forman, Jenny Han, David Levithan, Kelly Link, Myra McEntire, Stephanie Perkins, Rainbow Rowell, Laini Taylor, Kiersten White
Páginas: 355
Editor: Macmillan
ISBN: 9781447272793

Sinopse:
On the first day of Christmas, my true love gave to me ...This beautiful collection features twelve gorgeously romantic stories set during the festive period, by some of the most talented and exciting YA authors writing today. The stories are filled with the magic of first love and the magic of the holidays.

Opinião:
Apesar de já não estarmos na época natalícia, apeteceu-me pegar neste livro de contos, que comprei o ano passado, com a intenção de ler pelo Natal. Como, obviamente, isso não aconteceu, ainda estamos no Inverno e ainda por cima no mês do dia de São Valentim, esta pareceu-me ser uma boa leitura temática para este Fevereiro.

Vamos então à opinião de cada conto?

Midnights de Rainbow Rowell
Apesar de não ter achado nada de especial, gostei de ler este conto. A história de Mags e Noel é engraçada: são dois melhores amigos que desde que se conheceram formalmente, andaram sempre juntos, até chegar o momento de ir para a faculdade (um momento crucial para o conto), e que na verdade sempre gostaram um do outro.
Achei piada aos "dramas alimentares" de Noel devido às suas inúmeras alergias e a autora tece algum humor em torno da situação. Para além disso também gostei da forma como a história nos é apresentada, contando-nos apenas o que se passou nas várias passagens de ano desta dupla, pelo ponto de vista de Mags. 

The Lady and the Fox de Kelly Link
Gostei deste conto, achei-o muito giro, mas a conclusão deixou a desejar, pareceu-me apressada e ficaram pontas por atar. Contudo, gostei de Miranda e Fenny. Sendo que este último é-nos apresentado como uma personagem muito misteriosa, sem idade, que surge apenas na noite de Natal e quando neva, com o seu enigmático casaco, que dá ares do século XVIII. Já Miranda é uma rapariga com um grande gosto e talento para a costura, que vemos crescer até quase entrar na idade adulta
The Lady and the Fox, é uma história que se passa essencialmente no Natal e que tem uma agradável aura mágica, contudo um pouco mal aproveitada.

Angels in the Snow de Mat de la Peña
Neste terceiro conto acompanhamos alguns dias da vida de Shy, um rapaz de ascendência Mexicana, estudante universitário, que devido às dificuldades financeiras da família não pode ir passar o Natal a casa e por isso, se encontra a fazer catsiting, ou seja, a tomar conta da gata de um amigo. 
Apesar do personagem principal estar a passar por um momento complicado e um pouco triste, trata-se uma história com um cariz algo divertido, pois Shy tende a utilizar muito o calão, o que proporciona algumas passagens engraçadas.
A personagem feminina, Halley, não me disse muito, apesar de ser uma jovem com bom coração. No entanto achei piada à interacção destes dois, que se dava essencialmente com a partilha de pequenas histórias sobre as suas vidas, com a finalidade de se conhecerem melhor.

Polaris is Where You'll Find Me de Jenny Han
Este foi o primeiro conto do livro, escrito por uma autora que eu já tinha lido antes, e por sinal adorado. Curiosamente, ou não, também adorei esta pequena história de Jenny Han.
Criei facilmente empatia com a personagem principal, Natalie, uma rapariga Coreana de 15 anos, que imagine-se, foi adoptada pelo Pai Natal, quando a encontrou, recém-nascida, abandonada numa cestinha e que desde então vive no Polo Norte com o seu pai e os Elfos. Por diversos motivos, Natty acaba por se sentir um pouco sozinha e sem amigos, exceptuando o seu único amigo, um Elfo chamado Flynn, por quem ela sempre teve uma paixoneta.
Achei este conto mesmo muito giro e aconchegante, só tive pena que não fosse mais longo, especialmente porque fiquei a querer saber o que terá acontecido depois.

It's a Youletide Miracle, Charlie Brown de Stephanie Perkins
Neste conto de Stephanie Perkins conhecemos a história de Marigold e North, que foi um prazer ler. Gostei bastante desses dois personagens, das suas personalidades e dos seus diálogos, maioritariamente divertidos. A história das suas vidas foi interessante de se ler e deu-me algumas surpresas. Em suma, gostei de ler todos aqueles momentos, desde o encontro na loja de árvores de Natal, às situações caricatas com a vizinha de Marigold e às arrumações... Sem dúvida uma leitura muito agradável, que despertou o meu interesse e vontade em investir noutras histórias da autora.

Your Temporary Santa de David Levithan
Este conto pouco me disse. Ao contrário das outras histórias, em Your Temporary Santa, não vemos um casal a formar-se, mas sim um já formado há algum tempo. Trata-se de um casal gay, onde um dos rapazes, Connor, pede ao outro para se vestir de Pai Natal na noite de Natal para a sua irmã mais nova, continuar a acreditar por mais um ano.
Gostei do humor presente no conto, mas não o achei muito claro. Existe, obviamente, toda uma questão em torno de quem costumava vestir o dito fato, e o autor permite-nos imaginar quem seria e o que eventualmente lhe aconteceu, mas ficou-se por aí. David Levithan lança-nos um mistério, que se espelha nas diversas personagens e seus diálogos, mas no fim não o conclui satisfatoriamente.

Krampuslauf de Holly Black
Já tinha ouvido falar de Holly Black e se antes tinha curiosidade em experimentar certos livros dela, depois deste conto ficou assente que o irei fazer. Gostei bastante da história criada, do ambiente e simbolismo do Krampuslauf e simpatizei facilmente com a personagem que nos narra a história, que me deixou até ao final curiosa por saber o seu nome, Hanna. 
Krampuslauf é um conto mágico, bem construído, com o seu toque de fantasia, o género da autora (e também o meu), que me prendeu a atenção do início ao fim.

What the Hell Have You Done, Sophie Roth? de Gayle Forman
Ora aqui está um conto que me deu um grande prazer ler. Gostei muito das personagens principais (Sophie e Russell) e do seu humor irónico. 
Foi bom ver duas pessoas que se sentiam tão isoladas, juntarem-se e por momentos, na presença um do outro, conseguirem ser elas próprias e sentirem-se bem com isso. O sentimento terá sido, no mínimo, libertador.

Beer Buckets and Baby Jesus de Myra McEntire
Mais uma escritora que nunca ouvi falar e que me apresentou um conto que foi uma delícia de se ler.
Gostei de Vaughn, o rapaz das partidas, sempre metido em sarilhos e também da sua paixoneta, Gracie, a rapariga certinha, filha de pastor de igreja. Ambos formam um casal engraçado, já que em conjunto, trazem ao de cima o melhor das personalidades de cada um.
Foi um conto giro, que retrata a importância das segundas oportunidades e que nos mostra, como um rapaz perito em partidas, também consegue empregar o seu talento para trazer felicidade aos que o rodeiam.

Welcome to Chistmas, CA de Kiersten White
Achei este conto adorável. As personagens são fáceis de gostar e a história acaba por girar, um pouco, em torno das boas e confortáveis refeições preparadas por Ben, e como estas podem melhorar o dia de alguém. Para além disso, e apesar de secundário, gostei do facto de também abordar um importante tema como os relacionamentos abusivos, mostrando que com coragem e o apoio das pessoas certas é possível sair deles. 
Outra questão que me agradou ver abordada, foi a importância do diálogo, nomeadamente no seio familiar, já que a sua ausência pode levar a grandes mal entendidos, que felizmente, nesta história, foram esclarecidos antes de poderem causar maiores desgostos. 

Star of Bethlehem de Ally Carter
Para mim este foi, sem qualquer dúvida o pior conto deste livro. Muito absurdo e irreal, sem qualquer lógica ou credibilidade. Vejamos, assim só para começar: Duas adolescentes desconhecidas, em plena porta de embarque, trocam os seus bilhetes de avião. Até me deu vontade de rir perante tamanha estupidez, já que para além de ser impossível algo assim dar certo, isto passa-se num aeroporto dos EUA. No entanto, contra toda a lógica do mundo real, elas não só conseguem fazê-lo, como a protagonista não faz ideia para onde vai! Como não sabe?! Não está escrito no bilhete? Na porta de embarque? Não anunciam no avião? E melhor! Tem de ser a assistente de bordo a acordá-la, porque já tinham aterrado há tempos e toda a gente já tinha saído... Nem tenho palavras para o quão irreal isto é.
E o conto desenrola-se, disparate atrás de disparate até ao final. Nem o romance convenceu, já que nem dei por ele acontecer. Só gostei e achei amorosos os momentos da tia Mary.

The Girl Who Woke the Dreamer de Laini Taylor 
Para uma leitora de fantasia como eu, este último conto foi a cereja no topo do bolo. O seu conceito é excelente e super cativante. Quer as personagens, quer o mundo criado são muito interessantes, bem como toda a história. Só é pena a autora ter optado por pegar nesta belíssima ideia e ter construído apenas um conto, em vez de uma história maior e mais desenvolvida.
Gostaria imenso de saber mais sobre os Dreamers e sobre aquele mundo e todos os acontecimentos narrados. Agradar-me-ia bastante se, um dia, a autora resolvesse revisitar esta ideia e com ela construísse algo maior e mais complexo.

Para concluir, e porque a opinião já vai longa, quero dizer que, no geral, este livro de contos proporciona bons e agradáveis momentos de leitura, já que apesar de existir um conto ou outro menos bem conseguido, a grande maioria é de qualidade e cativa o leitor.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Opinião - A Cada Dia

Ficha Técnica:
Autor: David Levithan
Título Original: Every Day
Páginas: 288
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898800107
Tradutor: Susana Sessão

Sinopse:
A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga.

A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:

Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.

Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.

Opinião:
A Cada Dia é um livro que aborda situações fora do comum e que obriga o leitor a pensar fora da zona de conforto. A premissa de que A é um ser sem sexo e que só consegue habitar por um dia no corpo de outra pessoa é o que dá o mote à história. Contudo é o seu encontro inesperado com Rhiannon que o vai levar a ver a vida de uma maneira diferente.

David Levithan abora várias temáticas interessantes no livro, principalmente o que é o amor. É acerca do sexo (M ou F)? É acerca da cor que temos? É acerca da distância? Enquanto vai saltando de copor em corpo A vai percebendo as diferentes formas do que é amar. E o que amar significa na realidade. Ao mesmo tempo A começa a debater-se cada vez mais com o facto de que pode alterar a vida das pessoas para melhor ou pior, mas será que deve? Até que ponto é correcto para ele alterar a vida das pessoas em que toca só para poder satisfazer os seus caprichos? Será correcto roubá-los da sua personalidade e das suas vidas nem que seja só por um dia. Afinal, como Rhiannon diz, ele é apenas um convidado.

É interessante ver como ao longo da narrativa A se vai apercebendo das diferentes opções que tem e como estas podem ser certas ou erradas, até que tudo converge para a sua decisão final, que apesar de ser radical é o melhor que poderia ser feito dadas as circunstâncias.

O modo como o autor nos vai apresentando os diferentes temas está bem conseguido, bem como o modo como ele os discute através das personagens de A e Rhiannon. A voz dos personagens adequa-se bastante bem ao modo como a história é contada e às suas personalidades. A escrita do autor é cativante pelo modo directo como apresenta as situações e as aborda sem receios.

Gostei da volta que o autor deu à história e de como introduziu o vilão. Foi uma reviravolta da qual não estava à espera e que me despertou curiosidade por saber mais acerca do que é A, de onde veio e qual é o objectivo da sua existência.

Contudo senti que o livro ficou aquém das expectativas e apesar de ter gostado senti que lhe faltava algo que lhe desse aquele pedaço de grandeza.

(Livro lido em parceria com o Segredo dos Livros)