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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Opinião - Papisa Joana

Ficha Técnica:
Autor: Emmanuel Rhoides, Lawrence Durrell
Título Original: Πάπισσα Ιωάννα
Páginas: 160
Editor: Guerra & Paz
ISBN: 9789897020179
Tradutor: Mário Avelar

Sinopse:
Esta é a marcante e insólita história de uma jovem mulher que viaja por toda a Europa do século IX disfarçada de monge e que acaba a comandar os destinos da cristandade durante dois anos como Papa João VIII, antes de morrer de forma repentina e surpreendente. Quando Papisa Joana foi publicado pela primeira vez em Atenas, em 1886, criou enorme polémica: o livro foi proibido e o autor excomungado. Apesar disso, e também por isso, a obra e o autor ficaram famosos, e Papisa Joana tornou-se um marco na história da literatura grega moderna. Posteriormente, Durrell, um dos mais importantes escritores britânicos do século XX, traduziu e adaptou o texto, criando uma obra de arte com cunho próprio.


Opinião:
Talvez por ter ido para esta leitura com uma ideia pré-concebida completamente diferente daquilo que o livro trata não fui capaz de apreciar tão bem a história como queria.

A Papisa Joana é uma das minhas personagens históricas (fictícia ou não) preferidas. Até podia ser só o nome, mas não. É o facto de ser alguém que ousou ir mais longe e fugir das convenções daquela época. Já tinha lido pelo menos dois romances históricos acerca desta personagem e pesei que este livro fosse algo semelhante. Não podia estar mais enganada.

Este livro, escrito por Emmanuel Rhoides e adaptado por Durrell, conta realmente a história da papisa, mas em forma de sátira. Por um lado adorei a maneira como autor satiriza tudo aquilo que advém da igreja e nos faz ver como as coisas eram e como muitas delas ainda são. Mas por outro lado mostrou uma Joana que se adequa completamente à mentalidade dos homens naquela época, alguém guiado pela luxúria, pelo desejo de poder e pela insensatez. Alguém que não cumpre com os desígnios da igreja e que não fez nada por melhorar as condições dos seus súbditos.

Sinceramente não gostei muito do retrato que o autor nos pinta da personagem. Não quero por isso dizer que esta versão está errada e as outras incorrectas. Simplesmente acho que ninguém gosta de ver uma das suas personalidades preferidas denegridas do modo que o autor o faz. Não gostei que ele a utilizasse para mostrar a corrupção e "gozar" com a igreja católica. Atenção que isto não quer dizer que não perceba, ou não respeite ou não goste do humor do autor. Simplesmente preferia que ele tivesse utilizado uma outra personagem.