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sábado, 16 de dezembro de 2017

Opinião - Imriels's Trilogy

Ficha Técnica:
Autor: Jacqueline Carey
Série: Imriel's Trilogy, #1, #2 e #3
Páginas: 944, 880 e 653
Editor: Grand Central Publishing
ASIN: 044661002X, 0446610143 e 0446500046

Sinopse:
KIushiel's Scion:
Imriel de la Courcel's blood parents are history's most reviled traitors, but his adoptive parents, the Comtesse Phèdre and the warrior-priest Joscelin, are Terre d'Ange's greatest champions.

Stolen, tortured, and enslaved as a young boy, Imriel is now a Prince of the Blood, third in line for the throne in a land that revels in art, beauty, and desire. It is a court steeped in deeply laid conspiracies ... and there are many who would see the young prince dead. Some despise him out of hatred for his birth mother Melisande, who nearly destroyed the realm in her quest for power. Others because they fear he has inherited his mother's irresistible allure - and her dangerous gifts. And as he comes of age, plagued by dark yearnings, Imriel shares their fears.


At the royal court, where gossip is the chosen poison and assailants wield slander instead of swords, the young prince fights character assassins while struggling with his own innermost conflicts. But when Imriel departs to study at the famed University of Tiberium, the perils he faces turn infinitely more deadly. Searching for wisdom, he finds instead a web of manipulation, where innocent words hide sinister meanings, and your lover of last night may become your hired killer before dawn. Now a simple act of friendship will leave Imriel trapped in a besieged city where the infamous Melisande is worshiped as a goddess; where a dead man leads an army; and where the prince must face his greatest test: to find his true self.

Kushiel's Justice:

The son of Terre d'Ange's most infamous traitors and the adopted son of its greatest champions, Imriel de la Courcel returns from his year at university a little older and a little wiser. But perhaps not wise enough. He and Sidonie, the Queen's daughter and heir to the throne, begin a torrid, forbidden affair—until Imriel's obligations as a royal family member compel him to marry an Alban princess. By choosing duty over love, Imriel and Sidonie transgress their religion's central precept: Love as thou wilt. And when dark powers in Alba, who fear an invasion by Terre d'Ange, seek to use the lovers' passion to bind Imriel, the gods themselves take notice.

Before the end, Kushiel's justice will be felt in heaven and on earth.


Kushiel's Mercy:
Having learned a lesson about thwarting the will of the gods, Imriel and Sidonie publicly confess their affair, only to see the country boil over in turmoil. Younger generations, infatuated by their heart-twisting, star-cross romance, defend the couple. Many others cannot forget the betrayals of Imriel's mother, Melisande, who plunged their country into a bloody war that cost the lives of their fathers, brothers, and sons.

To quell the unrest, Ysandre, the queen, sets her decree. She will not divide the lovers, yet neither will she acknowledge them. If they marry, Sidonie will be disinherited, losing her claim on the throne.

There's only one way they can truly be together. Imriel must perform an act of faith: search the world for his infamous mother and bring her back to Terre d'Ange to be executed for treason.

Facing a terrible choice, Imriel and Sidonie prepare ruefully for another long separation. But when a dark foreign force casts a shadow over Terre d'Ange and all the surrounding countries, their world is turned upside down, alliances of the unlikeliest kind are made, and Imriel and Sidonie learn that the god Elua always puts hearts together apurpose.

Opinião:
Já à alguns anos que tinha esta trilogia por casa, mas nunca tinha conseguido pegar nela. Por diversas vezes tentei, mas acabava sempre por nem sequer abrir o livro e passar para outras leituras. Ao início era mais por saber que me ia sentir um bocado perdida com tantos nomes, terras, casas e afins (a minha memória é péssima), depois começou a ser também porque andando a fazer pesquisa pela net me deparei com aquilo que parecia ser magia, e achei que isso era impossível de encaixar no livro, logo eu não iria gostar. A realidade é que por um lado estava certa e por outro errada.

Gostei bastante dos dois primeiros livros, o modo como o Imriel vai crescendo, as verdades que é obrigado a aprender, os medos que aprende a ultrapassar e as amizades que acaba por forjar. O seu caminho enquanto pessoa é extraordinário. Apesar de todas as adversidades acaba por chegar ao fim da sua jornada como uma pessoa com princípios e bondosa, que sabe que tem escuridão dentro de si, mas que sabe que a mesma contrabalança a luz que também existe e que cabe a ele usá-la da melhor maneira.

O primeiro livro é mais focado no desenvolvimento sexual do Imriel, como ele lida com o facto de se sentir excitado, como lida com a proximidade do outro sexo e afins. Parecendo que não este ponto é bastante importante tendo em conta tudo aquilo porque ele passou na trilogia anterior. Por outro lado ficamos a conhecer um mistério que vem desde o início dos livros que é onde é que o Anafiel aprendeu tudo aquilo que sabia acerca de espionagem. Gostei dessa parte porque se veio a mostrar importante no decorrer da história.

O segundo livro seria aquele que poderia mostrar que os meus receios eram fundados, contudo fui surpreendida pela positiva. É uma realidade que existe uma espécie de magia, mas essa magia está bem contextualizada. Além disso faz-me lembrar as magias mais ligadas à terra, como as relacionadas com a mãe natureza. E assim consegui seguir a leitura bastante agradada. Fiquei a conhecer um pouco mais deste mundo que a autora criou, mais um povo com as suas lendas e crenças e consegui ver o nosso mundo reflectido naquele que Carey me apresenta.

O terceiro livro foi a decepção. Não que tenha sido mau, mas teve aquela componente da magia que tinha receio. Enquanto que nos livros anteriores tudo estava extremamente bem fundado, fazia sentido na história tanto a nível religioso como a nível de desenvolvimento da acção, achei que neste livro tudo caiu do céu. Não consegui perceber porque é que de repente Terre d'Anges foi invadida, o motivo soava quase a só porque sim e isso é algo a que não estou habituada nesta autora. Ao mesmo tempo o modo como o "vilão" conseguiu esta proeza foi um pouco estranho. Parecia quase um feitiço daqueles que não fazem sentido nenhum e que mais parecem falsos do que outra coisa e não consegui encaixá-lo neste mundo que já venho conhecendo à alguns livros.

Compreendo que a autora tivesse que arranjar maneira do Imriel provar que nunca iria trair a coroa e que o amor dele e da Sidonie é verdadeiro e sincero, mas achei que o terceiro livro foi todo muito precipitado e sem pés nem cabeça. Claro que gostei do início ao fim, mas não me encheu as medidas como os anteriores.

Não posso deixar de referir que foi de derreter o coração ver personagens que já conhecia. Ver como estão e como continuam a viver a sua vida de forma simples e cheia de amor. Adorei conhecer novos personagens cheios de garra, e confesso que fiquei com lágrimas nos olhos quando me tive que despedir de alguns deles. Gostei de ver como o Imriel vai crescendo e vai passando a aceitar quem é e qual é o seu legado e não deixar que ele o domine.

Se irei ler a outra trilogia que se passa neste mundo? Não faço ideia. Possivelmente sim porque estamos a falar de uma descendente da Alais e eu adorei esta miúda. É aguardar para ver.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Opinião - Kushiel's Avatar

Ficha Técnica:
Autor: Jacqueline Carey
Série: Phèdre's Trilogy, #3
Páginas: 702
Editor: Tom Doherty Associates
ISBN: 1405034149

Sinopse:
The land of Terre d'Ange is a place of unsurpassed beauty and grace. It's inhabited by the race that rose from the seed of angels, and they live by one simple rule: Love as thou wilt.

Phèdre nó Delaunay was sold into indentured servitude as a child. Her bond was purchased by a nobleman who recognized that she was pricked by Kushiel's dart, chosen to forever experience pain and pleasure as one. Phèdre's path has been strange and dangerous. She has lain with princes and pirate kings, battled a wicked temptress, and saved two nations. Through it all, the devoted swordsman Joscelin has been at her side, following the central precept of the angel Cassiel: Protect and serve.

But Phèdre's plans will put his pledge to the test, for she has never forgotten her childhood friend Hyacinthe. She has spent ten long years searching for the key to free him from his eternal indenture to the Master of Straights, a bargain with the gods to save Phèdre and a nation. The search will take Phèdre and Joscelin across the world and down a fabled river to a forgotten land. . . and to a power so intense and mysterious, none dare speak its name.

Opinião:
Depois de ter tido coragem para voltar a pegar em Kushiel e de ter gostado tanto do 2ª livro rapidamente peguei no 3º.

Desta vez a premissa é algo diferente na medida em que as aptidões de Phédre como espia e cortesão não são utilizadas propriamente na intriga da corte, mas sim na tentativa de descobrir uma maneira de libertar Hyacinthe e salvar o filho de Melisande de um destino desconhecido.

Sendo que passaram dez anos desde os acontecimentos do último livro, a Phédre e o Joscelin apresentados estão mais maduros. Joscelin finalmente compreende e aceita completamente aquilo que Phédre é, bem como a relação que têm. Existem determinadas alturas em que nos são apresentados momentos mais tensos entre ambos, contudo não existe rancor, ira ou qualquer outro sentimento negativo de um para com o outro.

Pela primeira vez encontramos uma Phédre completamente perdida. Não pela sua incapacidade de encontrar Imriel (o filho de Melisande), mas pela sua incapacidade em perceber quais os desígnios de Kushiel. O que é que Imriel poderá ter feito para merecer tal destino como o que lhe está reservado? Na mesma a história a autora aprenta-nos ainda uma Phédre quebrada. Há determinadas linhas que quando ultrapassadas não têm retorno e pode danificar a alma dessa pessoa para sempre. Phédre cruzou uma dessas linhas e o que daí adveio não foi bonito de se ver. Contudo acabou por recuperar e o susto que a autora prega ao leitor acaba por passar.

Adorei conhecer Imriel. Ele é uma rapaz rebelde, determinado e com um espírito que é fogo. Contudo é também um rapaz bondoso, com uma capacidade de amar enorme e com um sentido de responsabilidade bastante desenvolvido para alguém tão novo. É fácil apaixonarmo-nos por ele e querermos saber em que espécie de homem ele se vai tornar sob a tutelagem de Phédre e Joscelin.

Contudo não foi apenas o descrito acima que me cativou. Neste livro Phédre e Joscelin viajam por locais mesmo muito distantes, alguns deles mitos. Mesmo assim em cada novo local eu consegui fazer um paralelismo com um povo ou uma religião que conhecemos do mundo real. Estas alusões são-nos apresentadas de tal forma que o leitor não consegue mais do que ficar encantado. Mas para mim o que mais me impressionou no livro foi a capacidade da autora conseguir desenvolver de forma igual as duas linhas condutoras da história, a libertação de Hyacinthe e a descoberta de Imriel. Quando Phédre alcança a meio do livro uma das duas não senti que tivesse atingido o clímax do livro e que agora ir-se-ia começar a fazer crescer a história de início. O que senti foi que um dos objectivos tinha sido atingido, mas que a história ainda não tinha terminado. Não houve uma quebra de ritmo ou emoção. Este feito é extremamente importante para mim porque já vi utilizarem esta técnico num outro caso e não resultou de todo, o que me arruinou a leitura.

Assim sendo fica a vontade de iniciar a próxima trilogia, que tem como protagonista o Imriel. Sinto grande curiosidade para saber o que dali vem.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Opinião - Kushiel's Chosen

Ficha Técnica:
Autor: Jacqueline Carey
Páginas: 678
Editor: Tom Doherty Associates
ISBN: 0765345048

Sinopse:
Mighty Kushiel, of rod and weal
Late of the brazen portals
With blood-tipp'd dart a wound unhealed
Pricks the eyen of chosen mortals


The land of Terre d'Ange is a place of unsurpassed beauty and grace. The inhabiting race rose from the seed of angels and men, and they live by one simple rule: Love as thou wilt.

Phèdre nó Delaunay was sold into indentured servitude as a child. Her bond was purchased by a nobleman, the first to recognize that she is one pricked by Kushiel's Dart, chosen to forever experience pain and pleasure as one. He trained Phèdre in the courtly arts and the talents of the bedchamber—and, above all, the ability to observe, remember, and analyze.

When she stumbled upon a plot that threatened the very foundations of her homeland, she gave up almost everything she held dear to save it. She survived, and lived to have others tell her story, and if they embellished the tale with fabric of mythical splendor, they weren't far off the mark.

The hands of the gods weigh heavily upon Phèdre's brow, and they are not finished with her. While the young queen who sits upon the throne is well loved by the people, there are those who believe another should wear the crown... and those who escaped the wrath of the mighty are not yet done with their schemes for power and revenge.

Opinião:
A primeira e última vez que li Kushiel foi à anos e se por um lado adorei o que li por outro sentia-me um pouco renitente com o tamanho dos livros. Não é que não goste de livros grandes ou que estes me assustem, mas com a quantidade de livros que tinha para ler pretendia ler a mais quantidade possível no menos tempo possível. Felizmente este ano decidi-me a pegar no seguinte livro. Foi uma das minhas melhores opções literárias. Tinha-me esquecido do quão fascinante Terre d'Ange é. Quão fascinantes e complexas são as suas personagens.

Uma vez mais a autora mostra-nos uma história cheia de intrigas políticas em que nem tudo o que parece é e qaqueles que julgams serem poderosos inimigos demonstram ser os maiores aliados e vice-versa, A história continua a girar em torno de Melisande e da sua tentativa de conquistar o reino para si e para os seus. E mais uma vez será Phédre a fazer de tudo para frustrar os seus planos.

Ao longo da história Phédre passa por uma série de peripécias, na sua maior parte completamente sozinha, ou seja, sem Joscelin ao seu lado para a proteger e apoiar. Isto porque as coisas entre ambos nao estão famosas. Joscelin não consegue aceitar a e compreender aquilo que Phédre realmente é, e Phédre acaba por se tornar cruel, tentando constantemente magoar Joscelin em resposta à frieza com que ele a trata. Voltando às peripécias, estas permitiram ao leitor conhecer um leque bastante vasto de outras terras e outras crenças, bem como personagens secundários bastante interessante e bem construídos, nomeadamente Kazan Atrabiades, um pirata com bastante personalidade que carrega uma maldição não muito simpática.

A fórmula que o livro segue é essencialmente a mesma do livro anterior. Contudo o leitor não se sente maçado porque ao mesmo tempo a autora acrescenta alguns novos elementos, como por exemplo a procura de uma forma de libertar Hyacinthe.

Assim sendo apesar do seu tamanho este é um livro que se lê com facilidade. Tive alguns problemas com as casas, relações familiares e nomes de terras porque sou algo má com nomes  estava sempre a baralhar e confundir tudo e mais alguma coisa. O que me foi safando foi a listagem disponibilizada ao início do livro com estas informações.

Em jeito de conclusão, posso dizer que a leitura do último livro está para breve.