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quarta-feira, 2 de março de 2016

Opinião - P.S. Ainda Te Amo

Ficha Técnica:
Autor: Jenny Han
Título Original: P.S. I Still Love You
Série: A Todos os Rapazes que Amei, #2
Páginas: 272
Editor: Topseller
ISBN: 9789898800770
Tradutor: Leonilda Santana

Sinopse:
Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito atribulada, pelo menos na sua imaginação. Ela jamais imaginou que as cartas que escreveu a despedir-se dos rapazes por quem se apaixonou, mas a quem nunca teve coragem de confessar o seu amor, chegassem às mãos dos seus destinatários. E por causa disso meteu-se numa grande confusão. Para escapar à vergonha, começou um namoro a fingir com o Peter Kavinsky.
Lara nunca esperou apaixonar-se a sério pelo Peter. E por isso está mais confusa do que nunca.
Agora, ela terá de aprender a estar num relacionamento que, pela primeira vez, não é a fingir. Porém, quando um outro rapaz do seu passado reaparece na sua vida, Lara percebe que também nutre por ele sentimentos mais profundos. Será possível uma rapariga estar apaixonada por dois rapazes ao mesmo tempo?
Uma história dedicada e encantadora, que nos mostra que o amor não é fácil, mas que é por isso mesmo que é tão fascinante apaixonarmo-nos.

Opinião:
Desde que li o livro anterior desta duologia, A Todos os Rapazes que Amei, que andava com vontade de ler a sua continuação e saber qual o derradeiro desfecho. Por isso, assim que soube que ia sair por cá em inícios de Fevereiro, não resisti em insinuar o quão adequado seria como presente de dia de S. Valentim *cof, cof* (Sim, adivinharam, fui bem sucedida :p )

Ao pegar neste P.S. Ainda te Amo, contava desfrutar, tal como da outra vez, de uma leitura ligeira, descontraída, reconfortante e amorosa e, felizmente, não me enganei. Obtive tudo isso e ainda diversos momentos divertidos graças à Kitty, a irmã mais nova da protagonista, que é uma espevitada adorável, mas terrível.

Neste livro, continuamos a acompanhar Lara Jean, agora namorada a sério de Peter Kavinsky, e todas as atribulações deste seu primeiro relacionamento amoroso, que não foram poucas. Vemo-la crescer e amadurecer com o passar das páginas, tornar-se mais firme com as suas escolhas, mesmo que isso lhe custe e venha a trazer algum sofrimento. Gostei de a ver menos dependente e menos na sombra de outras pessoas, a ficar um pouco mais como a sua irmã mais velha, Margot, mas sem perder a sua essência.
Também notei uma certa evolução no Peter: percebeu que não pode tomar ninguém como garantido, ao contrário do que estava habituado. No entanto, apesar de gostar do rapaz e achar que esteve bem em boa parte da obra, conseguiu irritar-me em alguns momentos por ser tão tapadinho e frouxo. 
Ainda no que toca a personagens, há uma que para mim se destaca e que até já havia mencionado: a Kitty. Ela é sem dúvida a personagem que mais gosto do livro, com apenas dez anos e toda a sua inocência, é sensata, astuta e matreira. Uma miúda de pulso firme que dá animação e um pouco de brilho à história.

Achei interessante a forma como a autora (re)introduz John McClaren na narrativa, trazendo-lhe alguma relevância, apesar de por alguns momentos, com o avançar da história, a ter questionado. Foi um personagem que gostei, mas que me pareceu um pouco mal aproveitado dadas as circunstâncias.

Tal como esperava, P.S. Ainda te Amo, foi um livro que me agarrou, fácil de gostar e de ler, um livro amoroso, excelente para desanuviar e proporcionar bons e relaxados momentos de leitura. Um livro de conforto, que nos deixa enternecidas e quentinhas por dentro.











Opinião livro 1: A Todos os Rapazes que Amei

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Opinião - My True Love Gave to Me

Ficha Técnica:
Autor: Holly Black, Ally Carter, Matt de la Peña, Gayle Forman, Jenny Han, David Levithan, Kelly Link, Myra McEntire, Stephanie Perkins, Rainbow Rowell, Laini Taylor, Kiersten White
Páginas: 355
Editor: Macmillan
ISBN: 9781447272793

Sinopse:
On the first day of Christmas, my true love gave to me ...This beautiful collection features twelve gorgeously romantic stories set during the festive period, by some of the most talented and exciting YA authors writing today. The stories are filled with the magic of first love and the magic of the holidays.

Opinião:
Apesar de já não estarmos na época natalícia, apeteceu-me pegar neste livro de contos, que comprei o ano passado, com a intenção de ler pelo Natal. Como, obviamente, isso não aconteceu, ainda estamos no Inverno e ainda por cima no mês do dia de São Valentim, esta pareceu-me ser uma boa leitura temática para este Fevereiro.

Vamos então à opinião de cada conto?

Midnights de Rainbow Rowell
Apesar de não ter achado nada de especial, gostei de ler este conto. A história de Mags e Noel é engraçada: são dois melhores amigos que desde que se conheceram formalmente, andaram sempre juntos, até chegar o momento de ir para a faculdade (um momento crucial para o conto), e que na verdade sempre gostaram um do outro.
Achei piada aos "dramas alimentares" de Noel devido às suas inúmeras alergias e a autora tece algum humor em torno da situação. Para além disso também gostei da forma como a história nos é apresentada, contando-nos apenas o que se passou nas várias passagens de ano desta dupla, pelo ponto de vista de Mags. 

The Lady and the Fox de Kelly Link
Gostei deste conto, achei-o muito giro, mas a conclusão deixou a desejar, pareceu-me apressada e ficaram pontas por atar. Contudo, gostei de Miranda e Fenny. Sendo que este último é-nos apresentado como uma personagem muito misteriosa, sem idade, que surge apenas na noite de Natal e quando neva, com o seu enigmático casaco, que dá ares do século XVIII. Já Miranda é uma rapariga com um grande gosto e talento para a costura, que vemos crescer até quase entrar na idade adulta
The Lady and the Fox, é uma história que se passa essencialmente no Natal e que tem uma agradável aura mágica, contudo um pouco mal aproveitada.

Angels in the Snow de Mat de la Peña
Neste terceiro conto acompanhamos alguns dias da vida de Shy, um rapaz de ascendência Mexicana, estudante universitário, que devido às dificuldades financeiras da família não pode ir passar o Natal a casa e por isso, se encontra a fazer catsiting, ou seja, a tomar conta da gata de um amigo. 
Apesar do personagem principal estar a passar por um momento complicado e um pouco triste, trata-se uma história com um cariz algo divertido, pois Shy tende a utilizar muito o calão, o que proporciona algumas passagens engraçadas.
A personagem feminina, Halley, não me disse muito, apesar de ser uma jovem com bom coração. No entanto achei piada à interacção destes dois, que se dava essencialmente com a partilha de pequenas histórias sobre as suas vidas, com a finalidade de se conhecerem melhor.

Polaris is Where You'll Find Me de Jenny Han
Este foi o primeiro conto do livro, escrito por uma autora que eu já tinha lido antes, e por sinal adorado. Curiosamente, ou não, também adorei esta pequena história de Jenny Han.
Criei facilmente empatia com a personagem principal, Natalie, uma rapariga Coreana de 15 anos, que imagine-se, foi adoptada pelo Pai Natal, quando a encontrou, recém-nascida, abandonada numa cestinha e que desde então vive no Polo Norte com o seu pai e os Elfos. Por diversos motivos, Natty acaba por se sentir um pouco sozinha e sem amigos, exceptuando o seu único amigo, um Elfo chamado Flynn, por quem ela sempre teve uma paixoneta.
Achei este conto mesmo muito giro e aconchegante, só tive pena que não fosse mais longo, especialmente porque fiquei a querer saber o que terá acontecido depois.

It's a Youletide Miracle, Charlie Brown de Stephanie Perkins
Neste conto de Stephanie Perkins conhecemos a história de Marigold e North, que foi um prazer ler. Gostei bastante desses dois personagens, das suas personalidades e dos seus diálogos, maioritariamente divertidos. A história das suas vidas foi interessante de se ler e deu-me algumas surpresas. Em suma, gostei de ler todos aqueles momentos, desde o encontro na loja de árvores de Natal, às situações caricatas com a vizinha de Marigold e às arrumações... Sem dúvida uma leitura muito agradável, que despertou o meu interesse e vontade em investir noutras histórias da autora.

Your Temporary Santa de David Levithan
Este conto pouco me disse. Ao contrário das outras histórias, em Your Temporary Santa, não vemos um casal a formar-se, mas sim um já formado há algum tempo. Trata-se de um casal gay, onde um dos rapazes, Connor, pede ao outro para se vestir de Pai Natal na noite de Natal para a sua irmã mais nova, continuar a acreditar por mais um ano.
Gostei do humor presente no conto, mas não o achei muito claro. Existe, obviamente, toda uma questão em torno de quem costumava vestir o dito fato, e o autor permite-nos imaginar quem seria e o que eventualmente lhe aconteceu, mas ficou-se por aí. David Levithan lança-nos um mistério, que se espelha nas diversas personagens e seus diálogos, mas no fim não o conclui satisfatoriamente.

Krampuslauf de Holly Black
Já tinha ouvido falar de Holly Black e se antes tinha curiosidade em experimentar certos livros dela, depois deste conto ficou assente que o irei fazer. Gostei bastante da história criada, do ambiente e simbolismo do Krampuslauf e simpatizei facilmente com a personagem que nos narra a história, que me deixou até ao final curiosa por saber o seu nome, Hanna. 
Krampuslauf é um conto mágico, bem construído, com o seu toque de fantasia, o género da autora (e também o meu), que me prendeu a atenção do início ao fim.

What the Hell Have You Done, Sophie Roth? de Gayle Forman
Ora aqui está um conto que me deu um grande prazer ler. Gostei muito das personagens principais (Sophie e Russell) e do seu humor irónico. 
Foi bom ver duas pessoas que se sentiam tão isoladas, juntarem-se e por momentos, na presença um do outro, conseguirem ser elas próprias e sentirem-se bem com isso. O sentimento terá sido, no mínimo, libertador.

Beer Buckets and Baby Jesus de Myra McEntire
Mais uma escritora que nunca ouvi falar e que me apresentou um conto que foi uma delícia de se ler.
Gostei de Vaughn, o rapaz das partidas, sempre metido em sarilhos e também da sua paixoneta, Gracie, a rapariga certinha, filha de pastor de igreja. Ambos formam um casal engraçado, já que em conjunto, trazem ao de cima o melhor das personalidades de cada um.
Foi um conto giro, que retrata a importância das segundas oportunidades e que nos mostra, como um rapaz perito em partidas, também consegue empregar o seu talento para trazer felicidade aos que o rodeiam.

Welcome to Chistmas, CA de Kiersten White
Achei este conto adorável. As personagens são fáceis de gostar e a história acaba por girar, um pouco, em torno das boas e confortáveis refeições preparadas por Ben, e como estas podem melhorar o dia de alguém. Para além disso, e apesar de secundário, gostei do facto de também abordar um importante tema como os relacionamentos abusivos, mostrando que com coragem e o apoio das pessoas certas é possível sair deles. 
Outra questão que me agradou ver abordada, foi a importância do diálogo, nomeadamente no seio familiar, já que a sua ausência pode levar a grandes mal entendidos, que felizmente, nesta história, foram esclarecidos antes de poderem causar maiores desgostos. 

Star of Bethlehem de Ally Carter
Para mim este foi, sem qualquer dúvida o pior conto deste livro. Muito absurdo e irreal, sem qualquer lógica ou credibilidade. Vejamos, assim só para começar: Duas adolescentes desconhecidas, em plena porta de embarque, trocam os seus bilhetes de avião. Até me deu vontade de rir perante tamanha estupidez, já que para além de ser impossível algo assim dar certo, isto passa-se num aeroporto dos EUA. No entanto, contra toda a lógica do mundo real, elas não só conseguem fazê-lo, como a protagonista não faz ideia para onde vai! Como não sabe?! Não está escrito no bilhete? Na porta de embarque? Não anunciam no avião? E melhor! Tem de ser a assistente de bordo a acordá-la, porque já tinham aterrado há tempos e toda a gente já tinha saído... Nem tenho palavras para o quão irreal isto é.
E o conto desenrola-se, disparate atrás de disparate até ao final. Nem o romance convenceu, já que nem dei por ele acontecer. Só gostei e achei amorosos os momentos da tia Mary.

The Girl Who Woke the Dreamer de Laini Taylor 
Para uma leitora de fantasia como eu, este último conto foi a cereja no topo do bolo. O seu conceito é excelente e super cativante. Quer as personagens, quer o mundo criado são muito interessantes, bem como toda a história. Só é pena a autora ter optado por pegar nesta belíssima ideia e ter construído apenas um conto, em vez de uma história maior e mais desenvolvida.
Gostaria imenso de saber mais sobre os Dreamers e sobre aquele mundo e todos os acontecimentos narrados. Agradar-me-ia bastante se, um dia, a autora resolvesse revisitar esta ideia e com ela construísse algo maior e mais complexo.

Para concluir, e porque a opinião já vai longa, quero dizer que, no geral, este livro de contos proporciona bons e agradáveis momentos de leitura, já que apesar de existir um conto ou outro menos bem conseguido, a grande maioria é de qualidade e cativa o leitor.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Opinião - P.S. I Still Love You

Ficha Técnica:
Autor: Jenny Han
Série: To All The Boys I've Loved Before, #2
Páginas: 352
Editor: Simon & Schuster
ASIN: B00KU4PWFE

Sinopse:
Lara Jean didn’t expect to really fall for Peter.
She and Peter were just pretending. Except suddenly they weren’t. Now Lara Jean is more confused than ever.
When another boy from her past returns to her life, Lara Jean’s feelings for him return too. Can a girl be in love with two boys at once?

In this charming and heartfelt sequel to the New York Times bestseller To All the Boys I've Loved Before, we see first love through the eyes of the unforgettable Lara Jean. Love is never easy, but maybe that’s part of what makes it so amazing.

Opinião:
Apesar de ter gostado do livro anterior, posso dizer que gostei bastante mais deste. Achei-o mais completo e mais real que o anterior.

Neste livro continuamos a seguir a história de Lara Jean e a sua relação com o Peter. Não posso dizer que a todos os momentos esta foi um mar de rosas, mas a verdade é que nenhuma relação o é. Qualquer relação tem altos e baixos, existem situações em que tem que se chegar a uma solução de compromisso e aceitar que as coisas nem sempre podem ser como queremos e às vezes vamos sair magoados.

Para mim o mais interessante foi o crescimento de Lara Jean ao longo da narrativa. É notório o modo como esta personagem evolui e cresce, tornando-se alguém mais confiante em si mesma e nas suas atitudes. Alguém que percebe que não precisa que a defendam e que aceita que por mais que sigamos em frente à determinadas relações e sentimentos que vão permanecer connosco para toda a vida. Esta ligação não tem propriamente que se positiva, mas está lá e há que aprender a aceitá-la e lidar com ela sem deixar que ela controle a nossa maneira de estar e viver a vida.

Outra questão que me agradou foi o facto de ser fácil metermo-nos na pele da Lara Jean, perceber as suas dúvidas e os seus receios, ao fim e ao cabo a maior parte de nós já os teve em alguma fase da nossa vida e deixou-se controlar por eles nem que fosse por breves instantes. Louvo a capacidade que esta personagem tem para perdoar e aceitar determinados acontecimentos apenas com meia dúzia de palavras e acontecimentos, se fosse eu teria feito um pé de vento desde o início. Claro que o que é de mais enjoa e chega a uma altura em que Lara Jean não consegue mais deixar passar tudo aquilo que a magoa em branco.

As personagens secundárias continuam interessantes, se bem que vemos pouco delas. Sem dúvida que a mais presente é a Kitty. É impossível não a adorar pela sua sagacidade e inteligência. Pela maneira como tem sempre uma palavra final e como não consegue ser mais nada a não ser sincera. Sem dúvidas que não tem nada a ver a personalidade da Lara Jean, que é mais calma, recatada e racional. Teria bastante interesse em ver um livro escrito do ponto de vista da Kitty, tentar perceber como é que ela lidaria com um amor adolescente, porque tenho a certeza que não teria nada a ver com o modo como a irmã ao fez.

Para finalizar, não posso deixar de falar do triângulo, ou quadrado, amoroso. Achei-o completamente dispensável, pelo menos o triângulo Lara Jean, Peter, John. A Lara Jean e o Peter já se deparavam com bastantes altos e baixos na relação antes de o John aparecer, e ele basicamente não trouxe nada de novo à história, a não ser talvez um motivo para o Peter ter ciúmes e tentar recuperar a Lara Jean. Foi a única coisa que me fez comichão, este triângulo amoroso sem sal e nada convincente.

Assim sendo, este é uma vez mais um livro fofinho, bom para passar o tempo quando se tenciona ler uma história simples, mas que nos faz aquecer o coração. O facto de ter aspectos menos bons não conseguiu arruinar por completo o resto do livro o que considero bastante bom.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Opinião - A Todos os Rapazes que Amei

Ficha Técnica:
Autor: Jenny Han
Título Original: To All the Boys I've Loved Before
Páginas: 272
Editor: Topseller
ISBN: 9789898800008
Tradutor: Rui Azeredo

Sinopse:
«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.

Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.

Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

Opinião:
A Todos os Rapazes que amei conta a história de Lara Jean e das suas paixões ao longo do tempo. Com isto não quero dizer que vamos acompanhado a personagem enquanto ela se apaixona e desapaixona, mas sim que no presente vamos conhecendo os amores do seu passado através de cartas que esta lhes foi escrevendo. Cartas de despedida. Algumas são curtas e directas, outras são mais elaboradas e sentimentais. Mas todas elas expõe preto no branco aquilo que que Lara tem para dizer a cada uma das suas paixões.

Lara Jean é uma personagem algo peculiar na medida em que para os seus 16 anos é uma pessoa bastante recatada, que não bebe, não se mete em confusões, não socializa e que detesta conduzir. Além disso tem uma grande paixão pelo namorado da irmã, o que torna tudo complicado. É uma personagem que se de um modo parece ter alguma maturidade a verdade é que também tem uma parte algo inocente que não vê a maldade nas outras pessoas e tenta sempre pensar o melhor dos outros. Pelo menos sobre aqueles que lhe são queridos.

Se por um lado gostei bastante de Peter, por outro Josh não causou grande impacto em mim. Josh é um rapaz completamente normal, que deixa Lara Jean ser exactamente como é e que não lhe acrescenta nada de novo, deixando-a numa posição algo estagnada. Já Peter é alguém que está constantemente a desafiar Lara Jean. Que a faz ultrapassar os seus próprios limites. Que a incentiva a ser mais social, a aceitar novas condições e maneiras de estar. Peter é capaz de a confrontar acerca dos seus medos e obrigar Lara Jean a pensar sobre eles e aceitá-los. Além disso Peter tem um sentido de humor bastante engraçado. As suas interacções com os seus amigos e com Lara Jean são sempre um fartote de rir!

Na verdade a maior parte dos personagens são bastantes interessantes, desde a irmã mais nova de Lara Jean, até aos amigos de Peter e a uma das antigas paixões de Lara, Lucas. No geral o livro está bem abastecido de personagens interessantes e cativantes. Se bem que em determinadas alturas a Lara Jean se possa tornar algo irritante por ser tão lenta a perceber determinadas coisas.

Algo de que gostei foi a ideia das cartas de amor que servem como uma espécie de exorcismo. Muita gente utiliza este método para se livrar de todos os pensamentos e sentimentos que possam estar a sobrecarregá-los e por isso achei que foi uma boa escolha por parte da autora. O modo como a história evolui está bem conseguido. Não houve propriamente pressas, mas a história também não se desenvolveu a passo de caracol. Foi interessante ver como as interacções entre Lara Jean e Peter os levaram cada vez mais a aproximarem-se. Relativamente a Lara Jean, Peter foi bastante mais rápido a perceber os seus sentimentos e aquilo em que a relação dos dois se estava a tornar. Foi algo frustrante e irritante ver que Lara Jean só se apercebe dos seus sentimentos quando a irmã mais nova lhos escarrapacha na cara.

No geral foi uma história fofinha e agradável. Boa para passar algum tempo com descontracção. Aguardo com alguma curiosidade pelo próximo livro da série.

(Livro lido em parceria com o Segredo dos Livros)