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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Opinião - The Secret History of Us

Ficha Técnica:
Autor: Jessi Kirby
Páginas: 288
Editor: HarperTeen
ASIN: B01N3KKVIO

Sinopse:
Gorgeously written and emotionally charged, The Secret History of Us explores the difficult journey of a teenage girl who must piece her life together after losing her memory in a near-fatal accident.

When Olivia awakes in a hospital bed following a car accident that almost took her life, she can’t remember the details about how she got there. She figures the fog is just a symptom of being in a week-long coma, but as time goes on, she realizes she’s lost more than just the last several days of her life—she’s lost her memory of the last four years. Gone is any recollection of starting or graduating high school; the prom; or her steady boyfriend Matt. Trying to figure out who she is feels impossible when everyone keeps telling her who she was.

As Liv tries to block out what her family and friends say about who she used to be, the one person she hasn’t heard enough from is Walker, the guy who saved her the night her car was knocked off that bridge into the bay below. Walker is the hardened boy who’s been keeping his distance—and the only person Olivia inexplicably feels herself with. With her feelings growing for Walker, tensions rising with Matt, and secrets she can’t help but feel are being kept from her, Olivia must find her place in a life she doesn’t remember living.

Opinião:
Neste livro somos apresentados a uma protagonista que após um terrível acidente perde a memória. O foco principal da história acaba assim por ser a incerteza que a personagem tem acerca de quem é. Será que ao perder anos da nossa vida deixamos de ser as pessoas que éramos? Ao mesmo tempo Olivia tem toda a gente constantemente a dizer-lhe como se deve comportar, o que deve fazer  o que é esperado dela. É quase enlouquecedor ver como as pessoas que se preocupam esperam tanto dela e são tão exigentes sem perceberem o momento conturbado pelo qual Olivia está a passar.

Sem dúvida que seguir os pensamentos e o estado de espírito de Olivia enquanto se redescobre foi compensador, mas sinceramente estava à espera de um pouco mais de drama. Drama no sentido de emoções confusas, desespero sobre a situação em que se encontrava e tudo o que daí advém. Apesar de Olivia realmente passar por um mau bocado senti que a acção era algo superficial e isso deixou-me um pouco desiludida.

Contudo o caminho que ela percorre até ser capaz de descobrir o seu caminho não deixa de ser interessante e foi engraçado ver como, apesar de tudo, ela se volta a reencontrar e volta a tomar exactamente as mesmas decisões. Como diz o seu irmão, ela tem a oportunidade de fazer tudo novamente e de voltar a ter imensas primeiras vezes pela segunda vez, algo que a maior parte de nós não tem.

sábado, 9 de setembro de 2017

Opinião - Golden, Moonglass e In Honor

Ficha Técnica:
Autor: Jessi Kirby
Páginas: 256, 242 e 288
Editor: Simon & Schuster Books for Young Readers
ASIN: B008J4TDMA, B003V1WXAU e B005C7772K

Sinopse:
Golden:
Seventeen-year-old Parker Frost has never taken the road less traveled. Valedictorian and quintessential good girl, she’s about to graduate high school without ever having kissed her crush or broken the rules. So when fate drops a clue in her lap—one that might be the key to unraveling a town mystery—she decides to take a chance.

Julianna Farnetti and Shane Cruz are remembered as the golden couple of Summit Lakes High—perfect in every way, meant to be together forever. But Julianna’s journal tells a different story—one of doubts about Shane and a forbidden romance with an older, artistic guy. These are the secrets that were swept away with her the night that Shane’s jeep plunged into an icy river, leaving behind a grieving town and no bodies to bury.

Reading Julianna’s journal gives Parker the courage to start to really live—and it also gives her reasons to question what really happened the night of the accident. Armed with clues from the past, Parker enlists the help of her best friend, Kat, and Trevor, her longtime crush, to track down some leads. The mystery ends up taking Parker places that she never could have imagined. And she soon finds that taking the road less traveled makes all the difference.



Moonglass:
I read once that water is a symbol for emotions. And for a while now, I've thought maybe my mother drowned in both.

Anna's life is upended when her father accepts a job transfer the summer before her junior year. It's bad enough that she has to leave her friends and her life behind, but her dad is moving them to the beach where her parents first met and fell in love--a place awash in memories that Anna would just as soon leave under the surface.

While life on the beach is pretty great, with ocean views and one adorable lifeguard in particular, there are also family secrets that were buried along the shore years ago. And the ebb and flow of the ocean's tide means that nothing--not the sea glass that she collects on the sand and not the truths behind Anna's mother's death--stays buried forever.


In Honor:
Three days after learning of her brother Finn’s death, Honor receives his last letter from Iraq. Devastated, she interprets his note as a final request and spontaneously sets off to California to fulfill it. At the last minute, she’s joined by Rusty, Finn’s former best friend.

Rusty is the last person Honor wants to be with—he’s cocky and obnoxious, just like Honor remembers, and she hasn’t forgiven him for turning his back on Finn when he enlisted. But as they cover the dusty miles together in Finn’s beloved 1967 Chevy Impala, long-held resentments begin to fade, and Honor and Rusty struggle to come to terms with the loss they share.

As their memories of Finn merge to create a new portrait, Honor’s eyes are opened to a side of her brother she never knew—a side that shows her the true meaning of love and sacrifice.

Opinião:
Dos três aquele que mais gostei foi sem dúvida o primeiro. No geral o que gosto nesta autora é o facto de em todos os livros que li existir um romance, mas este não ser o foco da história. Em todos eles o principal da história é o crescimento das personagens principais, o modo como vão lidando com o que lhes acontece e como vão aprendendo a aceitar e ultrapassar o que as tornou nas pessoas que são.

No primeiro livro deparamo-nos com uma pessoa que é extremamente focada em agradar aos outros, e que não faz nada fora do aceitável e isso acaba por ter um grande peso sobre a sua maneira de estar e a sua felicidade. Gostei bastante de acompanhar a Parker ao longo da sua viagem emocional e de como esta foi aprendendo o que significa realmente viver. O mistério do livro é também interessante e gostei principalmente do final, em que nos é dada esperança para um futuro melhor.

Em Moonglass acompanhamos Anna. Toda a sua revolta e maneira de estar revolve acerca da morte da sua mãe e do facto de até ao presente ter sempre guardado para si aquilo que realmente presenciou. Ao mesmo tempo Anna acredita que a mãe não a amava o suficiente para querer continuar a viver. Aos pouco esta vai descobrindo mais acerca da história da mãe e acerca do tipo de pessoa que ela realmente era. Houve também uma outra personagem neste livro que de que gostei bastante. Uma pessoa que carrega em si a culpa daquilo que não poderia ter evitado e que durante muito tempo faz penitência. Conhecer a história deste personagem trouxe-me bastante tristeza. Carregarmos a culpa de algo que não é realmente nossa culpa pode trazer-nos uma infelicidade imensa, mas por vezes é difícil evitarmos sentirmo-nos desse modo.

Em Hope temos uma protagonista cujo o irmão faleceu na guerra e em que esta decida que a maneira de honrar a sua memória é realizar o seu último pedido. Ao longo do percurso esta vai conhecendo uma outra faceta do irmão e vai aprendendo a lidar com novas verdades acerca do que significa realmente fazer-mos sacrifícios por aqueles que amamos.

Outro aspecto de que também gostei bastante é que existe uma personagem que aparece em Moonglass e em Hope. É alguém que apesar de parecer bastante petulante só quer é ajudar e fazer os outros feliz. É alguém também extremamente inocente, o que é um excelente contraponto às protagonistas que parecem carregar o mundo às costas.

A única coisa que me deixou algo insatisfeita é o facto de pelo menos em duas das histórias o interesse amoroso das protagonistas não ter ficado com as mesmas. Estas apercebem-se dos seus sentimentos, mas acabam por seguir caminhos diferentes. O que deixa uma sensação agridoce. Preferia que estas pudessem ter encontrado algum consolo depois de todas as complicações.

domingo, 18 de junho de 2017

Opinião - Things We Know by Heart

Ficha Técnica:
Autor: Jessi Kirby
Páginas: 304
Editor: HarperTeen
ASIN: 0062299433

Sinopse:
When Quinn Sullivan meets the recipient of her boyfriend’s donated heart, the two form an unexpected connection.

After Quinn loses her boyfriend, Trent, in an accident their junior year, she reaches out to the recipients of his donated organs in hopes of picking up the pieces of her now-unrecognizable life. She hears back from some of them, but the person who received Trent’s heart has remained silent. The essence of a person, she has always believed, is in the heart. If she finds Trent’s, then maybe she can have peace once and for all.

Risking everything in order to finally lay her memories to rest, Quinn goes outside the system to track down nineteen-year-old Colton Thomas—a guy whose life has been forever changed by this priceless gift. But what starts as an accidental run-in quickly develops into more, sparking an undeniable attraction. She doesn't want to give in to it—especially since he has no idea how they're connected—but their time together has made Quinn feel alive again. No matter how hard she’s falling for Colton, each beat of his heart reminds her of all she’s lost…and all that remains at stake.

Opinião:
Se este livro poderia ser um completo clichê? Sim podia. O que o salva é a maneira como a autora conta a história. Este livro conta-nos a história de Quinn, alguém que perdeu o namorado devido a um acidente e cujos órgãos foram doados. Quinn acaba por conhecer praticamente todos os receptores de órgãos, excepto a pessoa que recebeu o coração do seu namorado. E é quando ela finalmente decide conhecê-lo que a história começa.

Basicamente Quinn acha que vendo esta pessoa será capaz de ultrapassar o passado e começar a viver novamente. Contudo as coisas nunca correm exactamente como esperamos, e o que era suposto ser uma visita sem interacções acaba por se tornar em algo mais.

Se por um lado é óbvio o final da história e isso poderia retirar todo o prazer da leitura, a verdade é que a autora faz um bom trabalho até chegarmos a esse final óbvio. O mais cativante e intrigante do livro é o crescimento e desenvolvimento da Quinn. Como reaprende a viver aos poucos, como lida com a dor da perda e com os momentos em que de repente lhe parece cair tudo em cima. Como lida com a culpa de estar a seguir com a sua vida em frente quando acha que deveria ainda estar a fazer o luto pelo seu namorado.

Claro que o Colton também é interessante. A sua maneira de viver cada dia como se fosse o último, a satisfação que tira de estar vivo e as pequenas pérolas de sabedoria que vai largando durante a narrativa e que foram adquiridas devido a tudo aquilo porque passou tornam-no numa personagem de que é difícil não gostar e acarinhar.

A família da Quinn tem também um papel importante na narrativa, e adorei conhecer, principalmente, a sua irmã e a sua avó. Não haja dúvida que são duas personagens cheias de vida e de força, que carregam em si alguma tristeza, mas que não deixam que a mesma as pare. São pessoas que preferem enfrentar os problemas de cabeça do que deixar-se domar por eles.

A única coisa que me desagradou um pouco no livro é o facto de nunca ter sido colocado em questão o facto de ela se estar a apaixonar pelo rapaz que tem o coração de namorado. Será que ela se apaixona realmente por ele ou que se apaixona pela ideia de ele ter o coração do namorado? Esta questão não é colocada uma única vez durante todo o livro, nem por ela, nem por ele. E a verdade é que no final fiquei com essa dúvida. Não sei se a autora não a abordou com receio que pudesse dar trapalhada ou porque na cabeça dela não havia dúvidas sobre os sentimentos da Quinn. A verdade é que na minha cabeça fiquei um pouco na dúvida e gostava que esta tivesse sido esclarecida através de algum momento de reflexão ou algo semelhante.

Em suma, foi uma leitura agradável. Tenciono ler algo mais da autora.