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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Opinião - A Torre dos Espinhos

Ficha Técnica:
Autor: Juliet Marillier
Título Original: Tower of Thorns
Série: Blackthorn e Grim, #2
Páginas: 408
Editor: Planeta
ISBN: 9789896577827
Tradutor: ?

Sinopse:
Para Blackthorn e Grim, o regresso à vida tranquila na pequena quinta à beira da Floresta dos Sonhos nunca poderia durar muito. Escassas semanas passaram desde que o mistério do Lago dos Sonhos foi resolvido e já um novo desafio paira no horizonte. O príncipe de Dalriada recebeu um pedido de ajuda da parte de Geiléis, a Senhora de Bann, cujas terras medram sob a força de uma estranha maldição. Uma criatura sem nome instalou-se na velha torre que se ergue numa ilha do rio Bann e, do nascer ao pôr do Sol, os seus gritos incessantes impedem o gado de crescer, secam os campos e a vontade dos homens e instalam a semente da loucura nos espíritos mais sãos. Cercada de espinhos venenosos, a misteriosa torre encerra um segredo secular. Caberá a Blackthorn e Grim mergulharem nas trevas de um amor impossível e libertarem o povo de Bann do coração tempestuoso de uma rainha do Povo Encantado. Pelo meio, a curandeira e o seu companheiro terão de enfrentar o silêncio de quem sabe e atravessar uma teia de mentiras urdida ao longo de vários séculos. Quem será o estranho habitante da Torre de Espinhos. Um homem, um monstro? Uma força destruidora ou apenas uma vítima? No fim, o amor será a única redenção.

Opinião:
Em A Torre dos Espinhos continuamos a seguir o percurso de Blackthorn e Grimm, percurso este que se prende maioritariamente com a sua evolução enquanto pessoas depois de todas as situações traumáticas que viveram.

A escrita da Juliet continua soberba, tal como os seus personagens continuam a ser bastante cativantes e humanos. É difícil não nos sentirmos apegados a eles, não sentirmos as suas dores. E em específico neste livro essa sua vertente é bastante importante pois faz com que percebamos que não existe realmente um vilão. Aqueles que parecem querer o mal de Blackthorne na verdade pretendem apenas salvar-se a si mesmos e às suas famílias. Pretendem paz e é fácil compreendê-los e aceitar os seus defeitos.

Neste livro temos então uma maldição que só poderá ser quebrada num determinado dia num determinado período de um ano. Este parece-me ser o maior mistério da história. O que é que aconteceu para a maldição ter sido lançada e o que é que esta maldição acarreta. Fiquei um pouco decepcionada porque desde início percebi a quem é que a maldição estava associada, e aos poucos vi as minhas suposições confirmadas.

Houve uma outra reviravolta que essa apanhou-me desprevenida. Não estava realmente à espera que tal acontecesse e fiquei positivamente surpreendida.

Gostei bastante de ficar a conhecer um pouco mais da história do Grimm, se bem que ainda não consigo perceber muito bem o porquê do seu sentimento de culpa, mas creio que isso tem a ver com o facto de termos personalidades bastantes distintas. Apesar disso este é um dos personagens que encanta pela sua inteligência e calma. É alguém que é fácil ignorar-mos ao início, mas que aos poucos percebermos ser alguém de grande importância.

Mais um excelente livro da Juliet. Espero ter oportunidade de ler o final da trilogia o quanto antes.

domingo, 20 de março de 2016

Peek-a Book (Joana) - O Lago dos Sonhos





Ficha Técnica:
Autor: Juliet Marillier
Título Original: Dreamer's Pool
Páginas: 448
Editor: Planeta
ISBN: 9789896576288
Tradutor: Catarina F. Almeida

Sinopse:
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido. Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.

Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.

Opinião:
Antes de mais quero agradecer à Rita por me ter desafiado a ler este livro. Já há bastante tempo que não lia nada de Juliet. Ao mesmo tempo os livros mais recentes que li da autora eram YA, assim sendo podemos considerar que se passou mesmo muito tempo desde que li um livro para "adultos" desta autora. O que provavelmente explica o porquê de ter levado tanto tempo a pegar nele. De certa forma já me tinha esquecido do quão extraordinária é a escrita, os personagens e as histórias da autora.

Assim sendo é-nos apresentada Blackthorn, uma mulher sábia e curandeira, que se encontra presa nas masmorras de um tirano. A fazer-lhe companhia encontra-se Grim, um outro prisioneiro. Estes vão ser dois dos personagens principais desta história. O outro personagem será Oran, o príncipe e futuro Rei de Dalriada. O caminho destes personagens cruza-se pois Blackthorne faz uma promessa de viajar para Dalriada e aí permanecer durante sete anos a fazer o bem e a prestar ajuda a todos aqueles que precisem.

Houve vários aspectos no livro que me agradaram. A personalidade de Blackthorne foi uma delas. Blackthorne é uma pessoa bastante amargurada por causa do seu passado, que é conduzida pela vingança e que se deixa cegar por mentiras quando estas vão de encontro àquilo que ela espera, mesmo ela sabendo que aquilo que lhe estão a dizer não encaixa com aquilo que ela anteriormente sabia ser verdade. Ao mesmo tempo a Blackthorne é uma pessoa bastante independente que tenta ultrapassar as suas limitações, se bem que nem sempre da maneira mais inteligente. Quanto a Grim este é um completo mistério, descrito como um gigante com bastante força, a verdade é que Grim parece só querer um cantinho sossegado onde possa estar em paz e fazer as coisas que lhe trazem prazer. Grim parece ser um poço de calma e de um tipo de bondade bastante específico. É um pouco assustador pensar no que ele pode ter feito para estar aprisionado e aquilo de que é capaz quando se transforma e passa a ver tudo encarnado.

Quanto ao príncipe Oran, aqui tenho que fazer destacar um importante pormenor. Este livro foi lido metade em português e metade em inglês. Isto porque me disseram que a tradução era péssima, com brasileirismos e afins e eu queria ser capaz de testar esta situação por mim mesma. A realidade é que nem me apercebi assim tanto dos brasileirismos, talvez o megera mas pouco mais. Irritou-me um bocado o uso de palavras que de certeza que já ninguém usa. Com certeza que existem sinónimos mais comuns para aquilo que o tradutor queria. O leitor não é obrigado a andar com o dicionário atrás...

Mas para mim o pior foi mesmo a voz traduzida do príncipe Oran. Tendo em conta que este é um príncipe, o seu discurso é um pouco mais formal. Ainda por cima o príncipe Oran é diferente do normal na medida em que é um sonhador, e por causa disso um pouco ingénuo. Ora bem, ao ler os seus capítulos em português parecia que estava a ler os capítulos de um robô. O discurso não soava a natural, mas sim a forçado. Ao mesmo tempo parecia que o discurso era mecanizado e o príncipe um bocado totó. Eu só queria acreditar que o problema era da tradução, na minha mente era inconcebível a Juliet criar um personagem que fosse menos do que perfeito. E não é que tinha razão? Assim que passei para o original parecia que estava a ler a história contada por um personagem completamente diferente. Continua a existir um discurso régio, mas este não soa mecanizado e o príncipe já não parece tão totó.

Confesso que no fim fiquei bastante arrependida de ter lido o livro em português. Gostei bastante do livro, mas tenho a perfeita noção que teria gostado muito mais se o tivesse lido na íntegra na língua original.

Para finalizar tenho só que comentar que o mistério não era assim tão misterioso quanto isso. Basicamente existiram dois mistérios durante a história, um mais pequeno, que eu desvendei logo e bastante tempo antes de nos serem dadas todas as pistas, e um maior que acompanha a narrativa na sua totalidade. Também este desde o início foi fácil de adivinhar ou pelo menos ter uma desconfianças, e apenas uma, daquilo que deveria ter acontecido. Preferia que tivesse existido uma situação mais dúbia, de mais complexa percepção. Mas o defeito pode ser meu que já vou percebendo como é que a autora funciona.

Assim sendo aguardo ansiosamente pelo próximo, que irá ser lido em inglês. Estou bastante curiosa para saber o que aí vem e ao mesmo tempo saber qual a história do Grim.

sábado, 18 de julho de 2015

Opinião - O Lago dos Sonhos

Ficha Técnica:
Autor: Juliet Marillier
Título Original: Dreamer's Pool
Páginas: 448
Editor: Planeta
ISBN: 9789896576288
Tradutor: Catarina F. Almeida

Sinopse:
Um livro intenso que tem como pano de fundo a Irlanda medieval. Voltando ao registo dos seus primeiros livros, a autora constrói uma trama intricada, sempre acompanhada dos mistérios celtas, que não deixará os leitores indiferentes.
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn... terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Opinião:
Como grande fã que sou de Juliet Marillier, andava ansiosa para que a Planeta publicasse por cá este livro, originalmente intitulado de Dreamer's Pool, o primeiro livro da nova e promissora série Blackthorn & Grim.

É verdade, podia ter comprado logo o livro em inglês e encurtado em cerca de 7 meses a minha espera, no entanto como há mais de dez anos que faço a "colecção" Juliet Marillier em português, e esta é uma autora que continuará a ser publicada por cá, prefiro continuar na mesma linha. Contudo, ao ler esta medíocre tradução de O Lago dos Sonhos fiquei um pouco arrependida... Houve claramente uma escolha infeliz de diversas palavras e da não tradução de outras, sem qualquer sentido, mas fez-me particularmente confusão aquele "tu cá, tu lá" entre diversas personagens, nomeadamente da realeza, tendo ainda para mais em conta o ambiente da história: uma Irlanda medieval...

Mas passemos à obra em si, que é o que mais importa, e a Juliet não tem culpa nenhuma disto. Adorei este livro! Como sempre esta escritora é uma belíssima contadora de histórias e a sua magia tão particular está sempre presente.
Achei curioso que a história fosse contada por três pontos de vista diferentes, constantemente alternados: Blackthorn, Grim e Oran. Algo que não me lembro de acontecer em outros livros da autora. Gostei, mas confesso que talvez preferisse ler apenas o POV de Blackthorn e de vez em quando de Grim, embora admita que para esta obra em questão, tenha resultado bem a forma como foi feito.

De início não achava piada ao príncipe Oran. Achava-o um totozinho lamechas e sem interesse, apesar de boa pessoa e bom suserano. Felizmente com o desenrolar da narrativa isso mudou e gostei de o ver crescer como homem e personagem. 
Já no que respeita a Blackthorn gostei imenso dela desde a primeira linha. Não sei porquê, mas tenho sempre um grande fascínio por curandeiras. Gostei muito de ver, a pouco e pouco, estabelecer-se o seu processo de cura interior (mesmo que ela não o note) e apesar de já saber o drama do seu passado, continuo muito curiosa quanto aos seus dois antigos nomes, que espero vir a saber no próximo volume.
Quanto a Grim, também gostei bastante deste matulão, que pelo que dizem, só a mãe o acharia bonito. É um homem enorme e forte e de bom coração, quebrado pela prisão de Mathuin e por um passado que o atormenta e que eu estou mortinha por conhecer. Que será que aconteceu?
Também neste livro os Fae têm um importante papel, sob a forma de Conmael. Um ser muito misterioso, e que me faz perguntar qual o seu interesse em Blackthorn e na sua sede de vingança para com o execrável Mathuin.

Apesar de ter adorado esta história, com toda a sua magia, folclore e saberes antigos, achei-a um pouco previsível, já que logo de início pude adivinhar o "grande" mistério de Flidais.

Posto isto, já estou desejosa que seja publicado Tower of Thorns, pois quero muito continuar a acompanhar as aventuras e desventuras de Blackthorn e Grim, ver mais segredos revelados e mistérios resolvidos e claro, voltar a sentir-me envolvida por este encanto e magia que só Juliet Marillier consegue imprimir nas suas obras.



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Opinião - A Voz

Ficha Técnica:
Autor: Juliet Marillier
Título Original: The Caller
Páginas: 456
Editor: Planeta
ISBN: 9789896575212
Tradutor: Catarina F. Almeida

Sinopse:
A surpreendente conclusão da trilogia que começou com Shadowfell, cheia de romance, intriga e magia.
Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá lugar no dia do Solstício de Verão. O destino de Alban está nas suas mãos. Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as suspeitas da sua traição.
Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn se unirem finalmente.


Opinião:
E com A Voz chegamos ao fim de mais uma trilogia de uma autora que é adorada por muitos. Neste livro Neryn viaja em busca dos dois últimos guardiões em falta de modo a poder finalizar o seu treino e tornar-se uma voz competente. Flint passa por enormes desafios, e o perigo de vir a ceder à pressão é constante.

Dos três livros que li este foi o que mais gostei. É um livro que nos deixa com as emoções à flor da pele por tudo e por nada. Não há um único de momento de descanso emocional para o leitor. Desde o momento em que Neryn deixa Shadowfell para procurar a Dama Branca sentimo-nos sempre à beira do precipício, sem saber muito bem o que poderá acontecer a seguir, mas estando sempre à espera do pior. A autora não nos poupa as emoções e não faz tensões de fazer milagres ou salvar personagens só porque se nos tornaram queridos.

Relativamente a novos personagens apresentados, a verdade é que não os há muitos. Mas os poucos que há estão bem construídos e são necessários ao desenrolar da história. Gostei muito de como a autora nos apresentou a Dama Branca. A ideia de ser criada pela junção de diversos seres e a descrição que a autora faz deixam-nos com uma imagem fascinante na nossa mente. E aqui vou dizer que adorei o Pipper, vocês vão perceber porquê.

Este pode ser um livro YA, mas não deixa de ser muito mais que isso. É um livro que nos ensina o valor da esperança, do amor, da confiança. Um livro que nos ensina que tendo fé em nós e nos outros tudo é possível, se acreditarmos e lutarmos por aquilo em que acreditamos não há nada que não se consiga alcançar. É um livro que nos ensina que não devemos julgar e ter medo do que é diferente, mas sim tentar-mos compreender as diferenças e aceitá-las.

Uma trilogia que recomendo de uma autora incontornável. Venha daí Blackthorn and Grim.

sábado, 23 de novembro de 2013

Opinião - O Voo do Corvo

Ficha Técnica:
Autor: Juliet Marillier
Título Original: Raven Flight
Páginas: 400
Editor: Planeta
ISBN: 9789896574505
Tradutor: Catarina F. Almeida

Sinopse:
Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiões das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.

Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.

Opinião:
E é sempre um prazer voltar a abrir um livro da Juliet Marillier. Após as descobertas efectuadas no livro anterior, Neryn tem agora que partir em busca dos Guardiões de forma a poder aprender o seu saber e tornar-se numa Voz competente, mas também sábia e moderada. Alguém capaz de trazer vantagens para o grupo rebelde.

Como seria de esperar as histórias da Juliet revelam-se sempre encantatórias. A partir do momento em que pegamos no livro torna-se difícil largá-lo até o terminarmos. Não só pela acção em si, mas também por causa das personagens tão reais e dos diálogos que nos fazem submergir na história. Se no livro passado ficámos a conhecer as personalidades de Neryn e Flint, neste livro há outros personagens que se destacam, nomeadamente Tali. Adorei conhecer melhor esta personagem, começar a desvendar o porquê de ela ser como é, aquilo que a move, descobrir as suas origens. Quanto a Neryn já gostava dela, e fiquei a gostar cada mais. Neryn é uma personagem de grandes emoções, que parece não ser forte o suficiente para levar a bom porto a tarefa que tem pela frente. Sente-se constantemente pressionada pelas suas responsabilidades e não tem a capacidade de se distanciar, estando constantemente angustiada com decisões que teve que tomar e que sabe poderá ter que voltar a tomar. Ao fim e ao cabo, ela não é uma guerreira. Contudo são estas mesmas características que a tornam tão forte, pois apesar de tudo ela não desiste. Apesar dos seus fardos ela continua a fazer o que lhe pedem e aprende que tudo tem o seu curso. Outro ponto a favor da narrativa é o de conhecermos o passado de mais rebeldes e também de começarmos a conhecer os Guardiões. Gostei especialmente da velha Bruxa das Ilhas, com os seus testes e língua afiada. Fiquei no entanto triste por não ter visto mais de Flint.

A imaginação que a autora teve para criar tantos seres diferentes, atribuir-lhes nomes, características e personalidades distintas que se adequam aos seus nomes e papéis leva-nos a ficar completamente abismados com toda a panóplia de seres. E muitos mais estarão por vir, pois ainda falta a Neryn encontrar pelo menos um Guardião.

A nível da história adorei os acontecimentos do livro. Acho que a autora lhes imprimiu um bom ritmo e não houve aquela sensação de que a autora está simplesmente a adiar. Sentimos que tudo o que está a acontecer é necessário e preciso para que a história chegue a bom porto. Houve talvez uma parte que achei um pouco precipitada, que foi o conhecimento que Neryn aprendeu com o Lorde do Norte, acho que poderíamos ter visto um pouco mais dos testes e dos saberes transmitidos, tal como aconteceu com a velha Bruxa das Ilhas. No entanto o que mais gostei foi sem dúvida os pequenos momentos que a autora está constantemente a criar e que nos levam a ficar com um sorriso no canto da boca. Por norma são acções, palavras, coisas simples, mas que no contexto têm uma grande capacidade para nos emocionarem.

É um livro que recomendo, porque simplesmente o adorei. Contudo no final fiquei com a sensação que faltava ali algo. Pode ser simplesmente porque gostava de poder ler da autora algo num registo um pouco mais adulto. No entanto parece que esse meu desejo vai ser satisfeito na próxima série de livros que a autora vai editar: Blackthorn and Grim.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sessão de Autógrafos com a Juliet Marillier


Em Setembro a Julet Marillier deixou no Goodreads a indicação que iría voltar a Portugal ente os dias 6 e 9 de Novembro. E até agora tem existido apenas silêncio... Ao dia de ontem foi revelado pela editora da autora em Portugal, a Planeta (aqui), que a autora tem sessão de autógrafos marcada para dia 07 de Novembro às 18h30 na FNAC do Colombo. Sendo que como bónus a autora vai também apresentar o seu novo livro O Voo do Corvo! A capa é lindíssima, não acham?

terça-feira, 9 de julho de 2013

Juliet Marillier em Portugal

Para os mais distraídos, a Juliet publicou no Goodreads que iria regressar ainda a Portugal este ano entre os dias 6-9 de Novembro! É uma oportunidade a não perder para estar na companhia desta autora que muitos de nós presa. Já tive a oportunidade de passar um dia com a autora, num encontro promovido pelo Mundo Marillier, quando ela veio pela primeira vez a Portugal em Julho de 2008. Infelizmente da segunda vez que a autora esteve em Portugal não tive possibilidade de estar com a mesma. Assim sendo esta será uma excelente oportunidade para voltar a trocar impressões com uma pessoa que é extremamente simpática e dada ou então para a conhecer pela primeira vez e ficarmos fãs da sua personalidade, porque fãs das suas histórias já nós somos!


"I will be in Lisbon, Portugal from November 6-9, and there will be opportunities for Portuguese readers to hear me speak and to have a book signed. We'll be trying to avoid the overcrowding issues that occurred during my last Lisbon signing, when a lot of people had to wait a long time in the line."