terça-feira, 8 de outubro de 2013

TAG - 4 Elementos

Vi este TAG no Blog Crónicas de uma Leitora, e que terá sido criado pela Torsbookreviews.


O TAG consiste em encontrar-se 4 livros que tenham os quatro elementos presentes na capa (água, ar, terra e fogo):



Acho que as escolhas são um pouco óbvias, tirando talvez O Espelho Quebrado que pretende representar o ar, através da figura voadora e da espécie de nevoeiro à volta da criatura.

Sendo que temos ainda que encontrar quatro livros em que as cores predominantes são as que representam cada elemento (água=azul, ar=branco, terra=verde e fogo=vermelho):



E o desafio final é encontrar uma capa em que possamos observar todas as cores dos elementos:



Podemos ver o vermelho no vestido da mulher, o azul nas flores sobre as quais os cavalos se deslocam, o branco no céu e o verde na erva.

Não foi propriamente fácil, mas acabei por conseguir descobrir todos os livros. Foi uma aventura que me deixou cheia de calor, andar a descer e subir bancos não é nada agradável!

domingo, 6 de outubro de 2013

Sunday's Quotes (13)

“Be who you are and say what you feel, because those who mind don't matter, and those who matter don't mind.” ― Bernard M. Baruch

sábado, 5 de outubro de 2013

Mais George R. R. Martin

Há dois dias atrás foi publicado no site da revista Bang! a notícia de que em Novembro vamos ter direito a um livro de George R. R. Martin algo diferente. É um livro dedicado a um dos personagens preferidos dos fás de Martin: Tyrion Lannister. Neste livro podemos encontrar uma compilação de algumas das frases mais memoráveis – irreverentes, profundas, corajosas, irónicas ou humorísticas - deste personagem que tanto amamos. E só para aguçar o apetite a autora deixou exemplos de algumas frases que podemos encontrar: 

Mijar é o menor dos meus talentos. Devias ver-me cagar.

Nunca te esqueças de quem és, porque de certeza que o mundo não o fará. Faz disso a tua força. Assim não poderá ser nunca a tua fraqueza. Arma-te com essa lembrança, e nunca poderá ser usada para te magoar.

Se houver alguns deuses à escuta, são deuses monstruosos, que nos atormentam por prazer. Quem mais faria um mundo como este, tão cheio de servidão, sangue e dor?

Um must have para qualquer fã de Martin. Eu estou mortinha para lhe deitar as mãos, e vocês?

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Opinião - Prince of the Blood

Ficha Técnica:
Autor: Raymond E. Feist
Páginas: 396 (Paperback)
Editor: Voyager
ISBN: 0586071407

Sinopse:
Set twenty after the events in The Riftwar Saga, Prince of the Blood follows the intrigues and adventures that erupt when a group of powerful nobles attempt to overthrow the Empress of Kesh, bitterly dividing the Court. In the centre of the conflict are the two princes of Krondor, Boric and Erland. When Boric escapes and makes a desperate journey back to the court to warn of the traitors' plans - which, if they were succeed, would start a war that would tear the Empire apart.

From the author of the phenomenally successful novels in The Riftwar Saga comes a bold new tale of swashbuckling adventure in one of the most popular fantasy worlds ever created. Prince of the Blood is the classic, action-packed saga of conflict and love, magic and legend, from the master of epic fantasy

Opinião:
Quem me conhece aquando da edição do primeiro livro de Raymond E. Feist sabe que me senti extremamente desiludida com os dois primeiros livro, Mago - Aprendiz e Mago - Mestre. Houve um grande alvoroço em torno do autor e senti-me bastante defraudada. No entanto como tinha comprado a tetralogia toda em inglês correspondente a essa parte da história decidi arriscar, afinal não tinha nada a perder. A surpresa foi imediata! Passei a adorar o autor os personagens e as suas histórias. E passei também a recomendar o autor a quem me quisesse a ouvir. A pedir mais uma oportunidade aos leitores que por algum motivo se desinteressaram depois dos dois primeiros livros. Quando a Saída de Emergência decidiu lançar mais dois livros do autor, com os filhos de Arutha como personagens principais decidi adquirir os livros.

Infelizmente sinto-me um pouco triste ao finalizar o primeiro livro. Por algum motivo a história não me conseguiu cativar, os personagens não me conseguiram prender e arrastar-me para dentro dos seus dilemas. Desde o início que os príncipes gémeos me irritaram com a sua falta de visão e a sua arrogância, e apesar de durante a narrativa nos apercebermos que eles ficam mais moderados e maduros, não senti que fosse uma evolução digna de nota. Achei que basicamente continuavam a ser crianças ligeiramente crescidas. Relativamente aos outros personagens não senti que estes fossem desenvolvidos em profundidade. Achei-os bastante superficiais e incompletos, como se fossem unidimensionais. Principalmente o vilão achei-o fraco, as suas motivações, as suas acções, achei que apesar de tudo criavam pouco impacto na trama.

Uma vez mais parece então que voltei à estaca zero. O autor parece flutuar bastante na qualidade dos seus livros, sendo que os primeiros parecem ser mais fracos que os subsequentes. Este tipo de situações costuma ocorrer quando temos séries, o primeiro livro é sempre de introdução, no entanto sinto que com Feist a fraca qualidade dos seus livros iniciais não se prende propriamente com esta característica. Se bem que também não consigo indicar exactamente o que me aborrece. Só poderei indicar se vale a pena arriscar nesta série de dois livros após ler o segundo e verificar se compensa a perda de tempo do primeiro.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Opinião - E Se Fosse Um Anjo

Ficha Técnica:
Autor: Keith Donohue
Título Original: Angels of Destruction
Páginas: 384
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374433
Tradutor: Fernanda Semedo

Sinopse:
Há dez anos que Margaret não tem contacto com a sua filha Erica. Esta fugiu com um jovem anarquista e vive à margem da lei no Novo México, onde terá tido uma filha. Por isso, quando numa noite fria de Janeiro encontra uma criança abandonada à porta de sua casa, Margaret acredita tratar-se da sua neta. A pequena Norah destaca-se pela sua inteligência, bondade e cedo demonstra ter habilidades extraordinárias que encantam a comunidade. Afirma ser um anjo e consegue fazer duvidar os que a rodeiam. Mas quando uma carta de Erica chega às mãos de Margaret, toda a realidade que esta criara para explicar o sucedido ameaça desmoronar-se. Pois se Erica nunca teve uma filha… quem será realmente Norah?

«Uma história cheia de amor e redenção, maravilhosamente escrita e cativante.»
Pittsburgh Post-Gazette

Opinião:
Este não é um livro fácil. Se o leitor procura um livro de leitura simples e linear desengane-se. Este livro não tem nada disso. Talvez por isso mesmo as opiniões encontradas pela Blogosfera possam ser tão diferentes.

Margaret vive num profundo estado de depressão desde que a sua filha, Erica, fugiu de casa à 10 anos atrás. De um momento para o outro aparece Norah, que vem salvar Margaret deste profundo estado de apatia. Norah é, essencialmente uma criança como todas as outras, mas que por algum motivo consegue despertar nas pessoas à sua volta o que de melhor têm. E aqueles que sofrem em silêncio Norah consegue trazer alegria e ajuda-los a libertar-se dos fardos e dos medos que carregam. O livro está dividido em três partes. Na primeira parte assistimos ao aparecimento inesperado de Norah e seguimos o que se vai passando nos dias que sucedem o seu aparecimento. Na segunda parte são-nos relatados os acontecimentos do passado, relacionados com a fuga de Erica. Na última parte assistimos à junção destas duas histórias.

Este não é um livro fácil de falar acerca. É um livro que engloba várias sensações e que mexe com os sentidos. Ao longo de todo o livro são-nos apresentadas as duas faces da mesma moeda. A luz que é representada por Norah, e a escuridão existente em cada coração, através de uma figura misteriosa e obscura que nunca chegamos a saber quem é. Com este livro Donohue mostra-nos que quando realmente precisamos há pessoas que aparecem do nada para nos salvar. São anjos que se materializam face às nossas preces por ajudar, por algo que nos indique o caminho a seguir. E esses "anjos" podem aparecer sob qualquer forma, quer acreditemos neles ou não. Isto pode parecer algo tirado um pouco de um filme, mas quantos de nós em certa altura da vida não tivemos alguém que apareceu no momento exacto em que mais precisávamos de ajuda? Donohue mostra-nos que os anjos não têm que vir com asas e uma auréola, podem ser pessoas normais como nós.

Há vários aspectos que as pessoas têm mencionado como sendo do seu desagrado, como a escrita do autora que é extremamente densa e com poucos diálogos. Este é um livro que leva à reflexão, é um livro que é para ser lido com calma e apreciação, no entanto nunca deixei de me sentir completamente submergida na história. Outro ponto é a aceitação de Norah por Margaret, mas quando nos é apresentada uma maneira de curar-mos o nosso coração porque não haveremos de aproveitar essa oportunidade, mesmo sabendo que aquilo em que acreditamos não passa de uma ilusão? O final é também um dos motivos a que muita gente torce o nariz, eu gostei. Donohue deixa-o em aberto e leva-nos a questionar se Norah era ou não real.

Como disse, não é um livro fácil de opinar ou apresentar, mas posso dizer que não houve propriamente algo que me desagradasse no livro. É um livro que não é de fácil leitura, mas que recomendo. Acho que o leitor não deve ir com grandes expectativas ou à espera de algo em específico, se não poderá ficar decepcionado. Deixo também a indicação que a sinopse é bastante enganadora, Margaret sempre soube que Norah não era neta dela, não foi uma carta que veio mudar esta percepção. Esta situação poderá também levar o leitor a pensar algo do livro que não é realidade.

(Livro lido em parceria com o Segredo dos Livros)