quinta-feira, 23 de julho de 2015

Mini-Opinião - Carswell's Guide to Being Lucky & Night of Cake and Puppets

Ficha Técnica:
Autor: Marissa Meyer
Páginas: 42
Editor: Feiwel & Friends
ASIN: ?

Sinopse:
Thirteen-year-old Carswell Thorne has big plans involving a Rampion spaceship and a no-return trip out of Los Angeles.

Opinião:
O que de mais agradável tem esta história é sermos capazes de ver e perceber que desde cedo Carswell já tinha aquele seu jeito especial para lidar com pessoas, como também já tinha a sua veia de aldrabão bastante vincada. Não é difícil de perceber como é que ele veio a ser o personagem que conhecemos visto que ele não mudou praticamente nada. Um conto que não traz nada de novo para a história mas que permite ao leitor uma melhor percepção da história do Carswell.


Ficha Técnica:
Autor: Laini Taylor
Páginas: 79
Editor: Hodder & Stoughton
ASIN: B00FJYT102

Sinopse:
Petite though she may be, Zuzana is not known for timidity. Her best friend, Karou, calls her 'rabid fairy', her 'voodoo eyes' are said to freeze blood, and even her older brother fears her wrath. But when it comes to the simple matter of talking to Mik, or 'Violin Boy', her courage deserts her. Now, enough is enough. Zuzana is determined to meet him, and she has a fistful of magic and a plan. It's a wonderfully elaborate treasure hunt of a plan that will take Mik all over Prague on a cold winter's night before finally leading him to the treasure: herself! Violin Boy's not going to know what hit him.

Opinião:
Neste pequeno conto ficamos, finalmente, a saber os detalhes de como Zuzana e Mik se tornaram um casal. Se já antes adorava a personalidade de Zuzana, agora que tive direito a ver como funciona a sua cabeça passei a adorá-la ainda mais. Gostei bastante de ficar a conhecer melhor Mik. É alguém que apesar de tudo é bastante calmo e sereno  considero-o um complemento perfeito à Zuzana. A própria história da sua reunião é bastante engraçada, mesmo algo à medida da Zuzana. Se bem que Mik também surpreende pelo desembaraço. O ambiente é de magia e encanto e os pormenores são simplesmente deliciosos. Este foi sem dúvida um belo complemento à história principal.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Opinião - Sonhos de Deuses e Monstros

Ficha Técnica:
Autor: Laini Taylor
Título Original: Dreams of Gods and Monsters
Páginas: 496
Editor: Porto Editora
ISBN: 9789720047663
Tradutor: Elsa T. S. Vieira

Sinopse:
Dois mundos estão à beira de uma guerra cruel. Através de um assombroso ardil, Karou assumiu o controlo da rebelião das quimeras e tem a intenção de as desviar do caminho da vingança extrema. O futuro depende dela.
Quando o brutal imperador serafim traz o seu exército para o mundo humano, Karou e Akiva estão finalmente juntos - se não no amor, ao menos numa aliança provisória contra um inimigo comum. É uma versão alterada do seu antigo sonho, mas ambos começam a ter esperança de que será possível forjar um destino alternativo para os seus povos e, talvez, para si próprios.
Porém, com ameaças ainda maiores a desenharem-se, serão Karou e Akiva fortes o suficiente para se erguerem entre anjos e demónios?

Das cavernas dos Kirin às ruas de Roma, humanos, quimeras e serafins lutam, amam e morrem num cenário épico que transcende o bem e o mal, nesta impressionante conclusão da trilogia bestseller Entre Mundos.

Opinião:
E eis que chega a conclusão de uma das séries mais aclamadas nos últimos meses aqui por terras lusas. Quem é que ainda não ouviu falar de Laini Taylor? Quem já leu ficou fã, quem ainda não leu de certeza que irá ficar se se propuser a ler esta série.

Neste último capítulo vemos uma aliança tremida formar-se entre os Ilegítimos e as Quimeras numa tentativa de fazer com que Jael retorne a Eretz e possa ser derrotado de uma vez por todas. Contudo a autora decidiu que isso não seria enredo suficiente e decidiu introduzir novas personagens e novos acontecimentos.

Quanto ao antigo enredo gostei de como a autora o desenvolveu. De como aos poucos os diferentes lados passaram a suportar-se e até a lidarem uns com os outros em pequena escala. A admiração sentida por alguns Ilegítimos relativamente ao alguns Quimera foi engraçada de se ver. E foi gratificante ver que dada a oportunidade de interagirem chegou um momento em que ambas as raças se deixaram guiar pela curiosidade e foram capazes de ultrapassar o medo e o receio.

Quanto ao novo enredo, não gostei propriamente dele e não o achei necessário. A Elisa foi uma personagem que não me chamou propriamente a atenção e apesar de ter sido utilizada para contar o passado e explicar o que aconteceu a Razgut a verdade é que a autora se assim o quisesse poderia ter utilizado outra forma de o fazer. Achei realmente um pouco de mais a introdução desta nova personagem e a introdução de um novo mal no mundo de Eretz. Bem como achei um pouco de mais toda a situação com os Stelianos e com o Akiva. Deu-me a sensação que a autora decidiu trazer os Stelianos e todas as suas explicações para o molhe simplesmente para arranjar mais um contratempo à relação de Akiva e Karou.

Quantos aos personagens, não há muito a dizer. Tanto Akiva como Karou aprenderam a viver em paz com o passado e aceitar o que lhes aconteceu. Ao mesmo tempo aprendem o que é realmente viver e a ter esperança no futuro, tal como Brimstone desejava. Sem sombra de dúvida que mais uma vez Zuzana e Mik roubam a atenção de toda a gente assim que entram em cena. Zuzana pela sua forte personalidade e pela sua coragem que não se deixa intimidar por ninguém. Já Mik conquista através da sua calma e do apoio silêncioso que sentimos emanar dele a todos os momentos. Os dois juntos são qualquer coisa de maravilhoso de se ver. Para finalizar não posso deixar de referir Liraz, uma das personagens que mais evoluí durante este livro. Desde super guerreira sem sentimentos, até ao momento em que percebe que são esses sentimentos que nos dão força. Adorei ver o momento que ela partilha com Karou relativamente a Ziri. E foi um aconchego para o coração ver que depois de tudo o que aconteceu a ambos têm uma hipótese de serem felizes. Afinal Ziri também não teve um caminho fácil. Tentar não se perder na pele de outra pessoa e manter-se fiel a si mesmo não deve ser nada fácil quando nos encontramos quase sozinhos.

Apesar de ter gostado da maior parte do livro achei que em muitos momentos a autora enrolava um bocado o que me deixava irritada e saturada e com vontade de saltar parágrafos à frente. Há alturas em que isso é um bom sinal, quer dizer que estou bastante entusiasmada e que quero saber mais o mais depressa possível. Este não foi o caso. Na maior parte das vezes quando esta situação acontecia era porque me sentia ligeiramente aborrecida.

Assim sendo considero que apesar de no geral ter gostado do livro e do final que a autora nos apresenta o achei o mais fraquinho da trilogia. Estava à espera de algo mais extraordinário para a conclusão desta guerra entre Serafins e Quimeras.

(Livro lido em parceria com o Segredo dos Livros)

domingo, 19 de julho de 2015

sábado, 18 de julho de 2015

Opinião - O Lago dos Sonhos

Ficha Técnica:
Autor: Juliet Marillier
Título Original: Dreamer's Pool
Páginas: 448
Editor: Planeta
ISBN: 9789896576288
Tradutor: Catarina F. Almeida

Sinopse:
Um livro intenso que tem como pano de fundo a Irlanda medieval. Voltando ao registo dos seus primeiros livros, a autora constrói uma trama intricada, sempre acompanhada dos mistérios celtas, que não deixará os leitores indiferentes.
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn... terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Opinião:
Como grande fã que sou de Juliet Marillier, andava ansiosa para que a Planeta publicasse por cá este livro, originalmente intitulado de Dreamer's Pool, o primeiro livro da nova e promissora série Blackthorn & Grim.

É verdade, podia ter comprado logo o livro em inglês e encurtado em cerca de 7 meses a minha espera, no entanto como há mais de dez anos que faço a "colecção" Juliet Marillier em português, e esta é uma autora que continuará a ser publicada por cá, prefiro continuar na mesma linha. Contudo, ao ler esta medíocre tradução de O Lago dos Sonhos fiquei um pouco arrependida... Houve claramente uma escolha infeliz de diversas palavras e da não tradução de outras, sem qualquer sentido, mas fez-me particularmente confusão aquele "tu cá, tu lá" entre diversas personagens, nomeadamente da realeza, tendo ainda para mais em conta o ambiente da história: uma Irlanda medieval...

Mas passemos à obra em si, que é o que mais importa, e a Juliet não tem culpa nenhuma disto. Adorei este livro! Como sempre esta escritora é uma belíssima contadora de histórias e a sua magia tão particular está sempre presente.
Achei curioso que a história fosse contada por três pontos de vista diferentes, constantemente alternados: Blackthorn, Grim e Oran. Algo que não me lembro de acontecer em outros livros da autora. Gostei, mas confesso que talvez preferisse ler apenas o POV de Blackthorn e de vez em quando de Grim, embora admita que para esta obra em questão, tenha resultado bem a forma como foi feito.

De início não achava piada ao príncipe Oran. Achava-o um totozinho lamechas e sem interesse, apesar de boa pessoa e bom suserano. Felizmente com o desenrolar da narrativa isso mudou e gostei de o ver crescer como homem e personagem. 
Já no que respeita a Blackthorn gostei imenso dela desde a primeira linha. Não sei porquê, mas tenho sempre um grande fascínio por curandeiras. Gostei muito de ver, a pouco e pouco, estabelecer-se o seu processo de cura interior (mesmo que ela não o note) e apesar de já saber o drama do seu passado, continuo muito curiosa quanto aos seus dois antigos nomes, que espero vir a saber no próximo volume.
Quanto a Grim, também gostei bastante deste matulão, que pelo que dizem, só a mãe o acharia bonito. É um homem enorme e forte e de bom coração, quebrado pela prisão de Mathuin e por um passado que o atormenta e que eu estou mortinha por conhecer. Que será que aconteceu?
Também neste livro os Fae têm um importante papel, sob a forma de Conmael. Um ser muito misterioso, e que me faz perguntar qual o seu interesse em Blackthorn e na sua sede de vingança para com o execrável Mathuin.

Apesar de ter adorado esta história, com toda a sua magia, folclore e saberes antigos, achei-a um pouco previsível, já que logo de início pude adivinhar o "grande" mistério de Flidais.

Posto isto, já estou desejosa que seja publicado Tower of Thorns, pois quero muito continuar a acompanhar as aventuras e desventuras de Blackthorn e Grim, ver mais segredos revelados e mistérios resolvidos e claro, voltar a sentir-me envolvida por este encanto e magia que só Juliet Marillier consegue imprimir nas suas obras.



quinta-feira, 16 de julho de 2015

Opinião - A Todos os Rapazes que Amei

Ficha Técnica:
Autor: Jenny Han
Título Original: To All the Boys I've Loved Before
Páginas: 272
Editor: Topseller
ISBN: 9789898800008
Tradutor: Rui Azeredo

Sinopse:
«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.

Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.

Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

Opinião:
A Todos os Rapazes que amei conta a história de Lara Jean e das suas paixões ao longo do tempo. Com isto não quero dizer que vamos acompanhado a personagem enquanto ela se apaixona e desapaixona, mas sim que no presente vamos conhecendo os amores do seu passado através de cartas que esta lhes foi escrevendo. Cartas de despedida. Algumas são curtas e directas, outras são mais elaboradas e sentimentais. Mas todas elas expõe preto no branco aquilo que que Lara tem para dizer a cada uma das suas paixões.

Lara Jean é uma personagem algo peculiar na medida em que para os seus 16 anos é uma pessoa bastante recatada, que não bebe, não se mete em confusões, não socializa e que detesta conduzir. Além disso tem uma grande paixão pelo namorado da irmã, o que torna tudo complicado. É uma personagem que se de um modo parece ter alguma maturidade a verdade é que também tem uma parte algo inocente que não vê a maldade nas outras pessoas e tenta sempre pensar o melhor dos outros. Pelo menos sobre aqueles que lhe são queridos.

Se por um lado gostei bastante de Peter, por outro Josh não causou grande impacto em mim. Josh é um rapaz completamente normal, que deixa Lara Jean ser exactamente como é e que não lhe acrescenta nada de novo, deixando-a numa posição algo estagnada. Já Peter é alguém que está constantemente a desafiar Lara Jean. Que a faz ultrapassar os seus próprios limites. Que a incentiva a ser mais social, a aceitar novas condições e maneiras de estar. Peter é capaz de a confrontar acerca dos seus medos e obrigar Lara Jean a pensar sobre eles e aceitá-los. Além disso Peter tem um sentido de humor bastante engraçado. As suas interacções com os seus amigos e com Lara Jean são sempre um fartote de rir!

Na verdade a maior parte dos personagens são bastantes interessantes, desde a irmã mais nova de Lara Jean, até aos amigos de Peter e a uma das antigas paixões de Lara, Lucas. No geral o livro está bem abastecido de personagens interessantes e cativantes. Se bem que em determinadas alturas a Lara Jean se possa tornar algo irritante por ser tão lenta a perceber determinadas coisas.

Algo de que gostei foi a ideia das cartas de amor que servem como uma espécie de exorcismo. Muita gente utiliza este método para se livrar de todos os pensamentos e sentimentos que possam estar a sobrecarregá-los e por isso achei que foi uma boa escolha por parte da autora. O modo como a história evolui está bem conseguido. Não houve propriamente pressas, mas a história também não se desenvolveu a passo de caracol. Foi interessante ver como as interacções entre Lara Jean e Peter os levaram cada vez mais a aproximarem-se. Relativamente a Lara Jean, Peter foi bastante mais rápido a perceber os seus sentimentos e aquilo em que a relação dos dois se estava a tornar. Foi algo frustrante e irritante ver que Lara Jean só se apercebe dos seus sentimentos quando a irmã mais nova lhos escarrapacha na cara.

No geral foi uma história fofinha e agradável. Boa para passar algum tempo com descontracção. Aguardo com alguma curiosidade pelo próximo livro da série.

(Livro lido em parceria com o Segredo dos Livros)