domingo, 20 de setembro de 2015

Sunday's Quotes (110)

“The trouble with life was that you didn’t get a chance to practice before doing it for real.”―  Terry Pratchett, Pyramids

sábado, 19 de setembro de 2015

Opinião - Inveja

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Título Original: Envy
Páginas: 512
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260209
Tradutor: Margarida Malcato

Sinopse:
7 PECADOS MORTAIS…
Sete almas para salvar. Esta é a terceira.

Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido.
Enquanto filho de um assassino em série, o detetive de Homicídios Thomas Delvecchio, Jr., cresceu à sombra do mal. Agora, dividido entre o dever cívico e a vingança cega, vai expia os pecados do pai - lutando com os seus demónios interiores. Sophia Reilly, a agente dos Assuntos Internos encarregue de supervisionar Delvecchio, tem por ele um interesse tanto profissional como pessoal. E Delvecchio e Sophia têm outra coisa a uni-los: Jim Heron, um misterioso desconhecido com demasiadas respostas... a perguntas que são fatais. Quando Delvecchio e Sophia entram na batalha final entre o bem e o mal, o seu anjo caído salvador é a única coisa que se interpõe entre eles e a danação eterna.

Opinião:
Este é o terceiro livro da série Anjos Caídos da já bastante conhecida J. R. Ward. Neste livro ficamos a conhecer melhor o Detective Delvecchio que já nos tinha sido apresentado na outra série da autora, A Irmandade da Adaga Negra. Para quem já conhecia o personagem foi interessante ficar a perceber as suas estranhas acções face àquilo que nos vai sendo apresentado no livro actual.

Sou sincera, não consigo imaginar sequer como é viver na sombra daquilo que o nosso pai fez. A cada momento do dia pensar se seremos iguais a ele, ter receio que a qualquer momento nos possamos tornar uns monstros só porque de vez em quando temos pensamentos menos próprios. Consigo perceber e aceitar as acções do personagem porque não sei se sendo eu a passar por todas aquelas situações não faria exactamente o mesmo.

Gostei também da Sophia, alguém que sabe o que quer e o que faz. Que viveu num ambiente rodeada de amor e de uma verdadeira família. Que aparenta ser alguém extremamente duro e impenetrável, mas que na realidade tem um lado mais sensível que não mostra a toda a gente. Apesar de terem existido ali umas dúvidas acerca da sua relação com o Delvecchio, rapidamente ela tenta chegar ao fundo da questão e decidir por si mesma em quem acreditar. E isto leva-me ao ponto que menos gostei na história.

Se por um lado a relação e a química entre os personagens é credível, tal só acontece quando eles não se enrolam. Não sei explicar porquê. Mas cada vez que se passava para uma cena de sexo ficava a sentir um completo desapego da parte dos personagens e o eclipsar de toda a química que ainda nos momentos anteriores ali estava presente. Não sei se por acontecerem sempre do mesmo ponto de vista, o que não faz sentido visto que em grande parte das narrativas é isso que acontece, ou se porque motivo for. Mas a verdade é que para mim a autora conseguiu arruinar completamente a química destes dois personagens nos momentos mais cruciais. Se alguém conseguir explicar-me porquê agradeço.

Quanto à batalha bem vs mal. Fiquei completamente arrasada com o que aconteceu ao Eddie, e espero sinceramente que ele nos venha a ser devolvido no futuro, mesmo que isso possa trazer complicações para o Jim. Em contrapartida a transformação que esse acontecimento provoca em Adrian é assustadora, mas ao mesmo tempo acho que essencial para o ajudar a ultrapassar aquela sensação de fracasso relativamente à Devina. Se por um lado gostei de ver o Jim a conhecer cada vez melhor os seus poderes e aprender a utilizá-los por outro lado irritou-me um pouco a sua obsessão com a Sissy. A ver no que isto vai dar.

E com isto faltam apenas três livro até ao grande final.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Opinião - Amor Cruel

Ficha Técnica:
Autor: Colleen Hoover
Título Original: Ugly Love
Páginas: 288
Editor: Topseller
ISBN: 9789898800572
Tradutor: Duarte Sousa Tavares

Sinopse:
Tate é enfermeira e muda-se para São Francisco, para casa do irmão Corbin, para estudar e trabalhar. Miles é piloto-aviador e mora no mesmo prédio de Corbin. Depois de se conhecerem de forma atribulada, Tate e Miles acabam por se aproximar e dar início a uma relação exclusivamente física. Para que esta relação exista, Miles impõe a Tate duas regras:

«Não faças perguntas sobre o meu passado. Não esperes um futuro.»

Tate aceita o desafio de manter uma relação distante, sem nenhum compromisso, nem sequer o da amizade. A relação alimenta-se assim da atração mútua entre os dois.

Miles nunca fala de si nem do seu passado, e comporta-se perante Tate de acordo com as regras que ele definiu. Será Miles capaz de desvendar o que se esconde por detrás desta necessidade tão grande de se distanciar emocionalmente dos outros?

E poderá algo tão cruel transformar-se numa relação bonita e duradoura?

Opinião:
Eu tentei. Eu juro que tentei gostar e perceber o porquê de tanta gente ser completamente alucinada por este livro. Contudo não consegui.

Neste livro são-nos apresentados Tate e Miles. Tate é uma rapariga que está a começar o mestrado de enfermeira anestesista e Miles é piloto de aviões tal como o irmão de Tate, Corbin, com quem ela actualmente está a viver. 

Não consegui gostar de nenhum personagem por aí além. A Tate é alguém aplicada e inteligente, mas quando se trata do Miles a inteligência dela foge toda não sei para onde. Sim, é preciso ter coragem para nos metermos numa situação que vai dar asneira e tentar tirar o melhor proveito das poucas coisas boas que essa situação nos pode trazer. Mas ao mesmo tempo é completamente idiota continuarmos a insistir em algo que vê-mos já não nos trazer quase nenhuma felicidade, mas apenas dores de cabeça. Ainda podia ter sentido se a Tate lutasse para que as coisas melhorassem, mas a verdade é que ela acaba por se submeter completamente àquilo que o Miles quer e ir na onde dele. Não senti que ela realmente estivesse a lutar pela relação de ambos.

Quanto ao Miles, é um bocado irritante ao início, mas aos poucos até comecei a gostar minimamente dele. Há atitudes dele ao longo do livro que são justificadas com os acontecimentos traumáticos da sua vida, e aos poucos começamos a vê-lo libertar-se desses traumas e a começar a abrir-se com a Tate. Contudo na cabeça do Miles ele não merece ser feliz e não consegue amar mais ninguém e por isso está constantemente a lutar contra aquilo que sente e acaba por magoar a Tate sucessivamente. Houve alturas em que pensei: "Já chega não?", afinal por muito grande que seja a dor uma pessoa aprende a viver com ela e a superá-la. Só alguém muito idiota e com uma auto-estima bastante baixa é que continua a viver voluntariamente com a dor.

Há que dizer também que me irritou solenemente o facto de a Tate ser tão obcecada com o Miles quando ainda nem se conheciam. Compreendo que quando nos sentimos atraídos por uma pessoa ela pareça ocupar bastante do nosso espaço pessoal. Mas não consigo perceber como é que podemos pensar nessa pessoa dia e noite quando ainda por cima mal a vê-mos. E se por um lado notei uma evolução dos sentimentos do Miles para com a Tate a verdade é que não senti isso da parte dela. Sendo que visto os capítulos do presente serem do ponto de vista dela tal deveria ter acontecido.

Por falar em capítulos. Detestei os capítulos do Miles. Extremamente irritantes, lentos e pirosos. E isto só a escrita, porque a "formatação" que essa escrita levou fez com que me apetecesse arrancar os olhos com uma colher. Estar a ler algo extremamente piroso e a formatação do texto tentar ir de acordo com a piroseira que estamos a ler é simplesmente intragável.

Ainda podia tentar virar-me para as cenas sexuais a ver se me safava, mas nem isso salva o livro. Os personagens secundários? Existem alguns interessantes, mas são pouco desenvolvidos e acabam por não contribuir assim tanto para o livro. Tirando o Comandante. As cenas com esse senhor são sempre dignas de serem lidas com bastante atenção.

Houve alguns momentos mais emocionais e tocantes, mas não foram o suficiente para me fazer mudar a opinião com que fiquei do livro. Que é uma opinião bastante fraca.

(Livro lido em parceria com o Segredo dos Livros)

domingo, 13 de setembro de 2015

Opinião - A Luz Fantástica

Ficha Técnica:
Autor: Terry Pratchett
Título Original: The Light Fantastic
Páginas: 237
Editor: Círculo de Leitores
ISBN: 9724231798
Tradutor: Mário Dias Correia

Sinopse:
Uma nova e fantástica aventura que apresenta mais uma série de criaturas bizarras: Cohen, o bárbaro, com oitenta e sete anos, cujos ideais são água quente, um bom dentista e papel higiénico macio; Bethan, arrancada à situação de virgem sacrificial pelo herói; Herrena dos Cabelos Vermelhos Harridan e Ysabell, a louca filha adoptiva da Morte.

Opinião:
Neste livro continuamos a seguir as aventuras de Twoflower e Rincewind. É impossível ficar indiferente a todo o azar que Rincewind tem e como se consegue sempre escapar de situações pontiagudas. Ao mesmo tempo é impossível não ter vontade de dar duas traulitadas  a Twoflower devido ao seu optimismo e vontade de resolver tudo a bem.

Nesta nova aventura a comunidade de Feiticeiros pretende apanhar Rincewind de forma a conseguir obter o feitiço que se esconde na sua mente. Isto tem como finalidade conseguirem dizer todos os feitiços do Octano de forma a evitar a destruição certa do Discworld (que afinal não é assim tão certa). Claro que Rincewind vai passar mal e tentar fugir de toda esta responsabilidade, contudo no final ele mostra de que material é feito e faz aquilo que tem que ser feito.

Para não variar o livro é populado de ironia e sarcasmo. De críticas à sociedade e à sua maneira de estar. Bem como de sátiras ao que consideramos serem os alicerces da literatura fantástica. Não vale a pena estar a referi-las pois ainda são bastantes e a piada está em lê-las o contexto e no meio do diálogo destes personagens.

Por falar em personagens. Adorei ter visto um pouco mais acerca da Morte e de como funciona a hierarquia no mundo dos Feiticeiros. Adorei também ficar a conhecer Cohen, o Bárbaro, e Bethan, a virm sacrificial. Espero sinceramente que o autor volte a pegar nestes dois personagens pois eles merecem mais tempo de antena. Menção honrosa para A Mala. É impossível não nos sentir-mos fascinados com esta personagem que apesar de não ter cara e não falar consegue ser extremamente expressiva.

Sunday's Quotes (109)

“The only way of discovering the limits of the possible is to venture a little way past them into the impossible.”―  Arthur C. Clarke