domingo, 27 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Opinião - A Rapariga do Comboio
Ficha Técnica:
Autor: Paula Hawkins
Título Original: The Girl on the Train
Páginas: 320
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898800541
Tradutor: José João Leiria
Sinopse:
Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.
Opinião:
Muitas vezes gera-se um grande hype em volta de determinado livro e depois quando se var lê-lo acabamos por nos sentir enganados visto o mesmo não ir de encontro às altas expectativas que criámos. Este não é o caso.
A rapariga do Comboio é contada através de três pontos de vista. Inicialmente através de Rachel e Megan, sendo que um pouco mais tarde aparece Anna. Todos eles são importantes para a caracterização dos personagens e desenvolvimento da narrativa.
Através dos POV de Rachel ficamos a conhecer o que se está a passar no presente e o desenvolvimento dos acontecimentos desde o desaparecimento de Megan. Rachel é uma personagem triste e deprimente. Alguém que sente que a vida não tem sentido. Alguém que julga ter tido tudo o que sempre quis e viu tudo isso e a sua felicidade ser-lhe retirada de debaixo dos pés sem qualquer aviso prévio. É ainda uma pessoa com um nível de autoconfiança bastante baixo e que por isso se está constantemente a denegrir. Para isto contribui ainda o facto de ser alcoólica. A única alegria que considera ter é ver a vida perfeita e cheia de amor que Jess (Megan) e Jason (Scott) parecem levar quando olha através da janela do comboio em que viaja. Eventualmente com o decorrer da história e a descoberta de novas informações Rachel vai crescendo, evoluindo, ganhando confiança, enquanto tenta chegar ao fundo dos acontecimentos que levaram ao desaparecimento de Megan e de encontro às suas memórias perdidas.
Megan é também uma personagem quebrada. Para Megan a história começa um ano atrás e aos poucos vão-nos sendo desvendados os pormenores que levaram ao seu desaparecimento. Isto acontece de uma forma a que as informações se vão encaixando com as novas descobertas e teorias que Rachel vai contando no presente. Relativamente à sua personalidade, Megan é alguém descompensada, com tendência para destruir as coisas boas que tem na vida, por ter ataques de pânico por se sentir sozinha ou acompanhada, que determinada pessoa não é suficiente ou só ela é suficiente. Ao fim e ao cabo Megan é alguém que devido a um erro no passado acha que não é boa o suficiente e por isso não se esforça por se melhor cometendo os mesmos erros uma e outra vez.
Os POV da Anna são poucos e aparecem um pouco mais tarde que os de Rachel e Megan. Eles mostram-nos uma pessoa desesperada e receosa com a sua actual situação, bem como o caminho que empreende até à aceitação do facto que nem sempre o que parece é. É uma personagem algo mesquinha que não sente remorsos pelas atitudes do passado e que ainda sente prazer ao recordar a tristeza que causou. No geral todas as personagens.
No geral todas as personagens estão bem construídas, são cativantes e importantes para a percepção de todos os ângulos que a história apresenta. Isto aliado ao facto de que o ritmo da narrativa está conseguido de forma magistral contribuem para que este livro mereça todos os elogios que lhe são feitos.
A única coisa que tenho a apontar é que relativamente cedo fiquei com uma ideia de quem seria o culpado através de um comentário sem nada de mais. Contudo foi interessante ver que tinha razão e qual o motivo que nos fez chegar à situação inicial do livro. Contudo fiquei também um pouco triste por desde o início ter uma ideia fixa e não ter vacilado nas minhas suspeitas.
A rapariga do Comboio é contada através de três pontos de vista. Inicialmente através de Rachel e Megan, sendo que um pouco mais tarde aparece Anna. Todos eles são importantes para a caracterização dos personagens e desenvolvimento da narrativa.
Através dos POV de Rachel ficamos a conhecer o que se está a passar no presente e o desenvolvimento dos acontecimentos desde o desaparecimento de Megan. Rachel é uma personagem triste e deprimente. Alguém que sente que a vida não tem sentido. Alguém que julga ter tido tudo o que sempre quis e viu tudo isso e a sua felicidade ser-lhe retirada de debaixo dos pés sem qualquer aviso prévio. É ainda uma pessoa com um nível de autoconfiança bastante baixo e que por isso se está constantemente a denegrir. Para isto contribui ainda o facto de ser alcoólica. A única alegria que considera ter é ver a vida perfeita e cheia de amor que Jess (Megan) e Jason (Scott) parecem levar quando olha através da janela do comboio em que viaja. Eventualmente com o decorrer da história e a descoberta de novas informações Rachel vai crescendo, evoluindo, ganhando confiança, enquanto tenta chegar ao fundo dos acontecimentos que levaram ao desaparecimento de Megan e de encontro às suas memórias perdidas.
Megan é também uma personagem quebrada. Para Megan a história começa um ano atrás e aos poucos vão-nos sendo desvendados os pormenores que levaram ao seu desaparecimento. Isto acontece de uma forma a que as informações se vão encaixando com as novas descobertas e teorias que Rachel vai contando no presente. Relativamente à sua personalidade, Megan é alguém descompensada, com tendência para destruir as coisas boas que tem na vida, por ter ataques de pânico por se sentir sozinha ou acompanhada, que determinada pessoa não é suficiente ou só ela é suficiente. Ao fim e ao cabo Megan é alguém que devido a um erro no passado acha que não é boa o suficiente e por isso não se esforça por se melhor cometendo os mesmos erros uma e outra vez.
Os POV da Anna são poucos e aparecem um pouco mais tarde que os de Rachel e Megan. Eles mostram-nos uma pessoa desesperada e receosa com a sua actual situação, bem como o caminho que empreende até à aceitação do facto que nem sempre o que parece é. É uma personagem algo mesquinha que não sente remorsos pelas atitudes do passado e que ainda sente prazer ao recordar a tristeza que causou. No geral todas as personagens.
No geral todas as personagens estão bem construídas, são cativantes e importantes para a percepção de todos os ângulos que a história apresenta. Isto aliado ao facto de que o ritmo da narrativa está conseguido de forma magistral contribuem para que este livro mereça todos os elogios que lhe são feitos.
A única coisa que tenho a apontar é que relativamente cedo fiquei com uma ideia de quem seria o culpado através de um comentário sem nada de mais. Contudo foi interessante ver que tinha razão e qual o motivo que nos fez chegar à situação inicial do livro. Contudo fiquei também um pouco triste por desde o início ter uma ideia fixa e não ter vacilado nas minhas suspeitas.
(Livro lido em parceria com o Segredo dos Livros)
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Opinião - Frigid
Ficha Técnica:
Autor: Jennifer L. Armentrout
Páginas: 240
Editor: Spencer Hill Contemporary
ASIN: B00CONW5I6
Sinopse:
For twenty-one-year-old Sydney, being in love with Kyler isn't anything new. They'd been best friends ever since he pushed her down on the playground and she made him eat a mud pie. Somewhere over the years, she fell for him and fell hard. The big problem with that? Kyler puts the 'man' in man-whore. He's never stayed with a girl longer than a few nights, and with it being their last year in college, Syd doesn't want to risk their friendship by declaring her love. Kyler has always put Syd on a pedestal that was too high for him to reach. To him, she's perfect and she's everything. But the feelings he has for her, he's always hidden away or focused on any other female. After all, Kyler will always be the poor boy from the wrong side of tracks, and Syd will always be the one girl he can never have. But when they're stranded together at a posh ski resort due to a massive Nor'easter, there's nothing stopping their red-hot feelings for each other from coming to the surface. Can their friendship survive the attraction? Better yet, can they survive at all? Because as the snow falls, someone is stalking them, and this ski trip may be a life-changer in more ways than one.
Opinião:
-Normalmente quando me apetece um livro fofinho para descontrair esta é uma das autoras a que recorro. Por norma nunca saiu desiludida daquilo que estou à espera. E uma vez mais a autora deu-me exactamente o tipo de história de que eu estava à procura.
A Syd é uma rapariga um pouco tensa, que não tem muita facilidade em relaxar como os seus restantes amigos. É bastante pontual e organizada e não gosta de beber porque não gosta de perder o controlo. Já o Kyler é alguém bastante descontraído, sendo a sua especialidade encantar os espécimes do sexo oposto. Contudo Kyler é bastante protector de Syd e acabamos por perceber que se calhar ele não é um playboy tão grande como aparenta.
O que mais me agradou neste livro foi os desentendimentos que ocorrem para ambos. A Syd quer dizer uma coisa, e o Kyler interpreta o que ela diz de uma forma completamente errada com base naquilo que ele pensa serem os verdadeiros sentimentos da Syd. Sendo que o oposto também acontece. É frustrante e ao mesmo tempo hilariante ver como os cérebros destes dois personagens funcionam quando se trata de analisar as suas acções. Às vezes torna-se realmente complicado ver-mos aquilo que está mesmo à frente dos nossos olhos.
A forma como as coisas avançam e evoluem está bem estruturada e não parece nem repentina nem que se alonga. As coisas acontecem no passo certo para estes dois personagens. Claro que há algumas situações que levam ao forçar de determinados desenvolvimentos. Mas se assim não fosse também não tinha grande piada. A única situação de perigo para os personagens é facilmente dedutível. Contudo isso não estraga propriamente a envolvência do livro.
Quanto aos personagens secundários. Adorei o pai da Syd. Sei que o seu ponto de antena é quase igual a nulo, mas o senhor tem uma presença fantástica! Gostei também da Andrea e tenho curiosidade para saber a sua história. Até porque gostava de perceber melhor a sua relação com o Tanner visto que achei a coisa muito mal amanhada neste livro.
Fica então a curiosidade para ler o próximo.
A Syd é uma rapariga um pouco tensa, que não tem muita facilidade em relaxar como os seus restantes amigos. É bastante pontual e organizada e não gosta de beber porque não gosta de perder o controlo. Já o Kyler é alguém bastante descontraído, sendo a sua especialidade encantar os espécimes do sexo oposto. Contudo Kyler é bastante protector de Syd e acabamos por perceber que se calhar ele não é um playboy tão grande como aparenta.
O que mais me agradou neste livro foi os desentendimentos que ocorrem para ambos. A Syd quer dizer uma coisa, e o Kyler interpreta o que ela diz de uma forma completamente errada com base naquilo que ele pensa serem os verdadeiros sentimentos da Syd. Sendo que o oposto também acontece. É frustrante e ao mesmo tempo hilariante ver como os cérebros destes dois personagens funcionam quando se trata de analisar as suas acções. Às vezes torna-se realmente complicado ver-mos aquilo que está mesmo à frente dos nossos olhos.
A forma como as coisas avançam e evoluem está bem estruturada e não parece nem repentina nem que se alonga. As coisas acontecem no passo certo para estes dois personagens. Claro que há algumas situações que levam ao forçar de determinados desenvolvimentos. Mas se assim não fosse também não tinha grande piada. A única situação de perigo para os personagens é facilmente dedutível. Contudo isso não estraga propriamente a envolvência do livro.
Quanto aos personagens secundários. Adorei o pai da Syd. Sei que o seu ponto de antena é quase igual a nulo, mas o senhor tem uma presença fantástica! Gostei também da Andrea e tenho curiosidade para saber a sua história. Até porque gostava de perceber melhor a sua relação com o Tanner visto que achei a coisa muito mal amanhada neste livro.
Fica então a curiosidade para ler o próximo.
domingo, 20 de setembro de 2015
Sunday's Quotes (110)
“The trouble with life was that you didn’t get a chance to practice before doing it for real.”― Terry Pratchett, Pyramids
sábado, 19 de setembro de 2015
Opinião - Inveja
Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Título Original: Envy
Páginas: 512
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260209
Tradutor: Margarida Malcato
Sinopse:
7 PECADOS MORTAIS…
Sete almas para salvar. Esta é a terceira.
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido.
Enquanto filho de um assassino em série, o detetive de Homicídios Thomas Delvecchio, Jr., cresceu à sombra do mal. Agora, dividido entre o dever cívico e a vingança cega, vai expia os pecados do pai - lutando com os seus demónios interiores. Sophia Reilly, a agente dos Assuntos Internos encarregue de supervisionar Delvecchio, tem por ele um interesse tanto profissional como pessoal. E Delvecchio e Sophia têm outra coisa a uni-los: Jim Heron, um misterioso desconhecido com demasiadas respostas... a perguntas que são fatais. Quando Delvecchio e Sophia entram na batalha final entre o bem e o mal, o seu anjo caído salvador é a única coisa que se interpõe entre eles e a danação eterna.
Opinião:
Este é o terceiro livro da série Anjos Caídos da já bastante conhecida J. R. Ward. Neste livro ficamos a conhecer melhor o Detective Delvecchio que já nos tinha sido apresentado na outra série da autora, A Irmandade da Adaga Negra. Para quem já conhecia o personagem foi interessante ficar a perceber as suas estranhas acções face àquilo que nos vai sendo apresentado no livro actual.
Sou sincera, não consigo imaginar sequer como é viver na sombra daquilo que o nosso pai fez. A cada momento do dia pensar se seremos iguais a ele, ter receio que a qualquer momento nos possamos tornar uns monstros só porque de vez em quando temos pensamentos menos próprios. Consigo perceber e aceitar as acções do personagem porque não sei se sendo eu a passar por todas aquelas situações não faria exactamente o mesmo.
Gostei também da Sophia, alguém que sabe o que quer e o que faz. Que viveu num ambiente rodeada de amor e de uma verdadeira família. Que aparenta ser alguém extremamente duro e impenetrável, mas que na realidade tem um lado mais sensível que não mostra a toda a gente. Apesar de terem existido ali umas dúvidas acerca da sua relação com o Delvecchio, rapidamente ela tenta chegar ao fundo da questão e decidir por si mesma em quem acreditar. E isto leva-me ao ponto que menos gostei na história.
Se por um lado a relação e a química entre os personagens é credível, tal só acontece quando eles não se enrolam. Não sei explicar porquê. Mas cada vez que se passava para uma cena de sexo ficava a sentir um completo desapego da parte dos personagens e o eclipsar de toda a química que ainda nos momentos anteriores ali estava presente. Não sei se por acontecerem sempre do mesmo ponto de vista, o que não faz sentido visto que em grande parte das narrativas é isso que acontece, ou se porque motivo for. Mas a verdade é que para mim a autora conseguiu arruinar completamente a química destes dois personagens nos momentos mais cruciais. Se alguém conseguir explicar-me porquê agradeço.
Quanto à batalha bem vs mal. Fiquei completamente arrasada com o que aconteceu ao Eddie, e espero sinceramente que ele nos venha a ser devolvido no futuro, mesmo que isso possa trazer complicações para o Jim. Em contrapartida a transformação que esse acontecimento provoca em Adrian é assustadora, mas ao mesmo tempo acho que essencial para o ajudar a ultrapassar aquela sensação de fracasso relativamente à Devina. Se por um lado gostei de ver o Jim a conhecer cada vez melhor os seus poderes e aprender a utilizá-los por outro lado irritou-me um pouco a sua obsessão com a Sissy. A ver no que isto vai dar.
E com isto faltam apenas três livro até ao grande final.
Sou sincera, não consigo imaginar sequer como é viver na sombra daquilo que o nosso pai fez. A cada momento do dia pensar se seremos iguais a ele, ter receio que a qualquer momento nos possamos tornar uns monstros só porque de vez em quando temos pensamentos menos próprios. Consigo perceber e aceitar as acções do personagem porque não sei se sendo eu a passar por todas aquelas situações não faria exactamente o mesmo.
Gostei também da Sophia, alguém que sabe o que quer e o que faz. Que viveu num ambiente rodeada de amor e de uma verdadeira família. Que aparenta ser alguém extremamente duro e impenetrável, mas que na realidade tem um lado mais sensível que não mostra a toda a gente. Apesar de terem existido ali umas dúvidas acerca da sua relação com o Delvecchio, rapidamente ela tenta chegar ao fundo da questão e decidir por si mesma em quem acreditar. E isto leva-me ao ponto que menos gostei na história.
Se por um lado a relação e a química entre os personagens é credível, tal só acontece quando eles não se enrolam. Não sei explicar porquê. Mas cada vez que se passava para uma cena de sexo ficava a sentir um completo desapego da parte dos personagens e o eclipsar de toda a química que ainda nos momentos anteriores ali estava presente. Não sei se por acontecerem sempre do mesmo ponto de vista, o que não faz sentido visto que em grande parte das narrativas é isso que acontece, ou se porque motivo for. Mas a verdade é que para mim a autora conseguiu arruinar completamente a química destes dois personagens nos momentos mais cruciais. Se alguém conseguir explicar-me porquê agradeço.
Quanto à batalha bem vs mal. Fiquei completamente arrasada com o que aconteceu ao Eddie, e espero sinceramente que ele nos venha a ser devolvido no futuro, mesmo que isso possa trazer complicações para o Jim. Em contrapartida a transformação que esse acontecimento provoca em Adrian é assustadora, mas ao mesmo tempo acho que essencial para o ajudar a ultrapassar aquela sensação de fracasso relativamente à Devina. Se por um lado gostei de ver o Jim a conhecer cada vez melhor os seus poderes e aprender a utilizá-los por outro lado irritou-me um pouco a sua obsessão com a Sissy. A ver no que isto vai dar.
E com isto faltam apenas três livro até ao grande final.
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