sábado, 21 de novembro de 2015

Opinião - The Game Plan

Ficha Técnica:
Autor: R. L. Mathewson
Páginas: 294
Editor: Rerum Industries, Inc.
ASIN: B00R3TEWXM

Sinopse:
Spend the next 40 years in prison or break her lease early?

Normally she’d be able to say that this one was a no-brainer, but things have definitely changed since she was forced to move in across the hall from Danny Bradford.

A lot of things……

She wanted to get through one day, just ONE day without Danny Bradford doing something to test the limits to her control, but with that damn smile of his and his habit of leaving her contemplating manslaughter, she didn’t see that happening anytime soon.

He loved his family, but some days…….

It was too much, but that was okay, because his small neighbor living across the hallway provided him with endless hours of entertainment. Not on purpose of course, but did it really matter as long she made him smile?

Opinião:
Danny é talvez o Bradford mais calmo sobre o qual li até agora. Danny é filho do tio Ethan e tem uma catrefada de irmãos que o adoram e que não o largam. Além dos primos que também andam sempre de roda dele. Danny é de certa forma especial porque foi para o exército e acabou por se vir embora quando estava quase às portas da morte. O facto de ter estado no exército mudou-o e vê-se que é ligeiramente mais controlado que os restantes Bradford. Contudo não deixa de ter uma pancada acentuada por comida e de se preocupar bastante com a família.

A Jodi é uma rapariga extremamente simpática e que tem um grave problema. Não pode tomar anti-histaminícos porque reage aos mesmos e fica com uma moca descomunal. Parece que andou a comer cogumelos ou a tomar ecstasy. É hilariante ver como uma mulher pequenina consegue derrubar dois homens muito maiores em meia dúzia de horas, fazendo com que os mesmos peçam pela morte pois já não a conseguem aturar mais.

Esta é uma história um pouco mais pesada na medida em que os problemas que encontramos não são só referentes ao casal. Pela primeira vez encontramos dois Bradfords que não se falam e que não se ajudam, o Danny e o pai. Parecendo que não este é um muro que rodeia toda a família e que impede que todos eles sejam realmente felizes. Foi gratificante ver como no final eles foram capazes de pôr as coisas em pratos limpos e seguir em frente como uma família feliz. A história entre Danny e o Pai não é propriamente fácil nem bonita, tem muitos erros de ambas as partes, mas não deixa de ser uma história cheia de amor.

Voltando ao casal maravilha, o Danny quer que a sua relação com a Jodi evolua com calma até porque ela tem bastantes problemas com o facto de ser intima de outra pessoa. A Jodi passou por algumas eventos traumatizantes que se fossem comigo também me iriam deixar receosa de ser intima de outra pessoa. Claro que no final tudo se precipita e uma vez mais acabamos por ter um casamento à pressão.

O final é um pouco triste, porque não é o final perfeito que estamos à espera. Mas é um final cheio de esperança e amor que nos faz acreditar que as coisas podem ficar melhores no futuro.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Opinião - The King

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Páginas: 593
Editor: Nal
ASIN: B00DGZIC24

Sinopse:
Long live the King...

After turning his back on the throne for centuries, Wrath, son of Wrath, finally assumed his father’s mantle—with the help of his beloved mate. But the crown sets heavily on his head. As the war with the Lessening Society rages on, and the threat from the Band of Bastards truly hits home, he is forced to make choices that put everything—and everyone—at risk.

Beth Randall thought she knew what she was getting into when she mated the last pure blooded vampire on the planet: An easy ride was not it. But when she decides she wants a child, she’s unprepared for Wrath’s response—or the distance it creates between them.

The question is, will true love win out... or tortured legacy take over?

Opinião:
Em The King Ward volta a pegar nos protagonistas do primeiro livro e mostra-nos como é que evoluiu a sua relação e também a relação de Wrath com o seu povo.

Como seria de esperar o facto de a autora voltar a pegar neste personagens mostra que há qualquer coisa que não está bem. Nomeadamente Beth pretende ter um filho, o que leva a atritos com Wrath, visto este não o querer. Tanto os motivos de Beth como os de Wrath são válidos e apesar de no final tomarem uma decisão, o que os aproxima enquanto casal a verdade é que foi engraçado ver que de certa forma essa decisão acabava por não ser importante visto os acontecimentos assim o determinarem.

Outra coisa que também não está a correr bem é o reinado de Wrath. Por mais que queira e tente a verdade é que sente que não está a fazer um bom trabalho para ajudar o seu povo, o que acaba por o deixar stressado e angustiado. Gostei de ver a sua transformação quando finalmente tem oportunidade de realmente fazer a diferença e de como isso o transformou em alguém muito mais seguro de si mesmo.

Como não podia deixar de ser durante a narrativa existem outros assuntos que são abordados e outros pequenos arcos de história que são desenvolvidos. Na minha opinião foram desenvolvidas demasiadas histórias em paralelo. Algumas delas já vêm de livros anteriores, nomeadamente a história de Layla e Xcor. Outras já tinha sido sugeridas em livros anteriores, como a história de Trez e Selene, da qual gostei e será desenvolvida no próximo livro, e a história de Sola e Assail, a qual não me despertou qualquer interesse e que acho poderia ter sido retirada do livro.

Gostei de ficar a conhecer mais acerca daquilo que Trez e iAm enfrentam e acerca da sua raça. Devido a isto foi-nos apresentado um novo personagem, s'Ex, que com certeza voltará a aparecer no próximo livro.

Se houve algo que me desiludiu um pouco foi o facto de que a guerra com a sociedade dos minguantes parece ter estagnado. Enquanto anteriormente este era o inimigo e parecia haver um propósito para estes guerreiros a verdade é que neste momento parece estar tudo em águas de bacalhau e os únicos problemas parecem ser levantados pelos Glimera. Gostava que a autora voltasse às raízes e fizesse alguma coisa quanto a esta guerra. Quero voltar a ler acerca do Omega e da Virgem Escrivã. Espero sinceramente que a autora volte a pegar nesta guerra porque gostava de a ver terminada um dia e com a importância que ela teve inicialmente.

Este foi um livro do qual gostei bastante. Eventualmente preferia ter lido acerca da história de um novo casal, mas consigo perceber a opção da autora. É uma questão de aguardar para ver como ela vai desenvolver o próximo livro.

domingo, 15 de novembro de 2015

Sunday's Quotes (117)

“A mind needs books as a sword needs a whetstone, if it is to keep its edge.”― George R.R. Martin, A Game of Thrones

Opinião - O Luto de Elias Gro

Ficha Técnica:
Autor: João Tordo
Páginas: 328
Editor: Companhia das Letras
ISBN: 9789898775337

Sinopse:
Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais.
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar.
O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza – e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor.
O luto de Elias Gro é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso.

Opinião:
O Luto de Elias Gro fala-nos acerca da perda, do desespero. Do abismo sem fundo onde às vezes o ser humano se coloca por vontade própria porque é mais fácil viver no sofrimento do que fazer algo para sair dele.

A história é contada do ponto de visto de um personagem do qual nunca saberemos o nome e passa-se numa ilha que nunca saberemos qual é. Através dos olhos deste personagem vamos ficando a conhecer os poucos habitantes da ilha e os seus demónios, bem como os fantasmas do próprio narrador.

A escrita do autor é simples, mas poderosa. É capaz de transmitir na totalidade os sentimentos e angústias dos personagens. A sua caminhada desde o desespero, o luto, a culpabilização até à redenção, à aceitação. Mais importante que a história em si são os sentimentos que o autor transmite ao leitor. Este sentimentos corrosivos são transmitidos principalmente através do narrador, de Elias Gro e de Drosler (um alemão já falecido). Cada um destes personagens teve os seus próprios demónios, se bem que alguns eram bastantes semelhantes. Contudo cada um deles encontrou, ou não, uma maneira diferente de lidar com eles, de os ultrapassar e do tentar remedias os danos que possam ter causado enquanto vogavam através da sua tristeza e abandono.

Os únicos raios de esperança no meio da narrativa acabam por ser Alma e Cecília. A primeira que apesar das provações porque passou é alguém bondoso e sempre disposta a ajudar com um sorriso na cara. A segundo uma criança de 11 anos que tem um fascínio pelos ossos do corpo humano, que tem sempre uma resposta mordaz na ponta da língua e dona de uma personalidade muito forte.

Apesar de ser um livro intenso e que me agradou a leitura foi algo morosa. Isto deveu-se principalmente ao facto de o livro não ser dividido em capítulos. Sendo a narrativa toda seguida. A mim fez-me sentir que não tinha tempo para respirar entre acontecimentos, levando a que fosse mais difícil "digerir" o que se estava a passar e processar os acontecimentos.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Opinião - Truce

Ficha Técnica:
Autor: R. L. Mathewson
Páginas: 231
Editor: R. L. Mathewson
ASIN: B00GCMGWMA

Sinopse:
Elizabeth knows what’s expected of her, perfection. She’s the daughter of an Earl and expected to marry well, say and do the right things with a smile on her face when inside she’s dying for a chance to escape. Thanks to an inheritance her godmother left her years ago, her chance will come with her next birthday. Her hopes of escape abruptly end when Robert, her childhood nemesis that she hasn’t seen in over fourteen years, comes back into her life and does everything he can to drive her out of her mind even as he steals her heart.

He hated her.

At least, he tried to hate her, but it was so damn difficult to hate someone that he couldn’t live without. He tried to ignore her, tried to focus on anything but her, but nothing worked. Somehow she made her way into his heart and started to make him want things that he never thought possible, made him smile and laugh even while she drove him out of his mind and started a legacy by turning him into…..

A Bradford.

Opinião:
Esta história é contada pelo Jared ao Jason quando ele faz 5 anos de casado com a Haley e explica a tradição de oferecer um colar feito à mão à pessoa com quem casaram. Assim sendo e visto que esta história é antiga este livro tem um pendor para o romance histórico. Não deixa contudo de ser um livro tipicamente Bradfordiano.

Além de ficarmos a conhecer a tradição acerca do colar ficamos também a conhecer a origem do famoso apetite Bradford, bem como o porquê de se dizer que o Bradford quando realmente ama não marca o casamento.

Adorei tanto a personalidade de Elizabeth como a de Robert. Ela é alguém extremanete inteligente, que não se deixa encantar pelo esplendor que a rodeia e que gosta de ter as rédeas da sua própria vida. Infelizmente para muita gente é alguém que gosta de fazer coisas menos próprias a uma senhora, nomeadamente cozinhar, pensar e discutir sobre aquilo que pensa. Robert é também bastante parecido a Elizabeth, mas na sua versão masculina. Alguém trabalhador e que procura uma mulher que seja seu par e não sua inferior visto que não tem paciência para tal tipo de mulheres.

Uma vez mais foi  extremamente divertido ver como passaram de se odiar para começarem a compreender-se, a sentir a falta um do outro até que finalmente se apercebem que gostam um do outro sem no entanto o querer assumir. Claro que pelo meio tanto a Elizabeth como o Robert põe os pés pelas mãos, mas sempre de uma maneira que apesar de angustiar o leitor o deixa com um sorriso na cara porque há sempre uma preocupação extrema de um para com o outro mesmo estando chateados.

Só houve um ponto que não me agradou por aí além e foi o facto de a relação destes dois personagens ser bastante parecida à do livro Checkmate. Afinal de contas eles conheceram-se quando crianças e durante o tempo que passaram juntos faziam a vida num inferno um ao outro. Sendo que o mesmo continua a ser verdade quando se tornam mais velhos e se voltam a encontrar.

Tirando esta situação foi uma vez mais um livro de que gostei bastante.