domingo, 28 de fevereiro de 2016
Opinião - My True Love Gave to Me
Autor: Holly Black, Ally Carter, Matt de la Peña, Gayle Forman, Jenny Han, David Levithan, Kelly Link, Myra McEntire, Stephanie Perkins, Rainbow Rowell, Laini Taylor, Kiersten White
Páginas: 355
Editor: Macmillan
ISBN: 9781447272793
Sinopse:
On the first day of Christmas, my true love gave to me ...This beautiful collection features twelve gorgeously romantic stories set during the festive period, by some of the most talented and exciting YA authors writing today. The stories are filled with the magic of first love and the magic of the holidays.
Opinião:
Apesar de já não estarmos na época natalícia, apeteceu-me pegar neste livro de contos, que comprei o ano passado, com a intenção de ler pelo Natal. Como, obviamente, isso não aconteceu, ainda estamos no Inverno e ainda por cima no mês do dia de São Valentim, esta pareceu-me ser uma boa leitura temática para este Fevereiro.
Vamos então à opinião de cada conto?
Midnights de Rainbow Rowell
Apesar de não ter achado nada de especial, gostei de ler este conto. A história de Mags e Noel é engraçada: são dois melhores amigos que desde que se conheceram formalmente, andaram sempre juntos, até chegar o momento de ir para a faculdade (um momento crucial para o conto), e que na verdade sempre gostaram um do outro.
Achei piada aos "dramas alimentares" de Noel devido às suas inúmeras alergias e a autora tece algum humor em torno da situação. Para além disso também gostei da forma como a história nos é apresentada, contando-nos apenas o que se passou nas várias passagens de ano desta dupla, pelo ponto de vista de Mags.
The Lady and the Fox de Kelly Link
Gostei deste conto, achei-o muito giro, mas a conclusão deixou a desejar, pareceu-me apressada e ficaram pontas por atar. Contudo, gostei de Miranda e Fenny. Sendo que este último é-nos apresentado como uma personagem muito misteriosa, sem idade, que surge apenas na noite de Natal e quando neva, com o seu enigmático casaco, que dá ares do século XVIII. Já Miranda é uma rapariga com um grande gosto e talento para a costura, que vemos crescer até quase entrar na idade adulta.
The Lady and the Fox, é uma história que se passa essencialmente no Natal e que tem uma agradável aura mágica, contudo um pouco mal aproveitada.
Angels in the Snow de Mat de la Peña
Neste terceiro conto acompanhamos alguns dias da vida de Shy, um rapaz de ascendência Mexicana, estudante universitário, que devido às dificuldades financeiras da família não pode ir passar o Natal a casa e por isso, se encontra a fazer catsiting, ou seja, a tomar conta da gata de um amigo.
Apesar do personagem principal estar a passar por um momento complicado e um pouco triste, trata-se uma história com um cariz algo divertido, pois Shy tende a utilizar muito o calão, o que proporciona algumas passagens engraçadas.
A personagem feminina, Halley, não me disse muito, apesar de ser uma jovem com bom coração. No entanto achei piada à interacção destes dois, que se dava essencialmente com a partilha de pequenas histórias sobre as suas vidas, com a finalidade de se conhecerem melhor.
Polaris is Where You'll Find Me de Jenny Han
Este foi o primeiro conto do livro, escrito por uma autora que eu já tinha lido antes, e por sinal adorado. Curiosamente, ou não, também adorei esta pequena história de Jenny Han.
Criei facilmente empatia com a personagem principal, Natalie, uma rapariga Coreana de 15 anos, que imagine-se, foi adoptada pelo Pai Natal, quando a encontrou, recém-nascida, abandonada numa cestinha e que desde então vive no Polo Norte com o seu pai e os Elfos. Por diversos motivos, Natty acaba por se sentir um pouco sozinha e sem amigos, exceptuando o seu único amigo, um Elfo chamado Flynn, por quem ela sempre teve uma paixoneta.
Achei este conto mesmo muito giro e aconchegante, só tive pena que não fosse mais longo, especialmente porque fiquei a querer saber o que terá acontecido depois.
It's a Youletide Miracle, Charlie Brown de Stephanie Perkins
Neste conto de Stephanie Perkins conhecemos a história de Marigold e North, que foi um prazer ler. Gostei bastante desses dois personagens, das suas personalidades e dos seus diálogos, maioritariamente divertidos. A história das suas vidas foi interessante de se ler e deu-me algumas surpresas. Em suma, gostei de ler todos aqueles momentos, desde o encontro na loja de árvores de Natal, às situações caricatas com a vizinha de Marigold e às arrumações... Sem dúvida uma leitura muito agradável, que despertou o meu interesse e vontade em investir noutras histórias da autora.
Your Temporary Santa de David Levithan
Este conto pouco me disse. Ao contrário das outras histórias, em Your Temporary Santa, não vemos um casal a formar-se, mas sim um já formado há algum tempo. Trata-se de um casal gay, onde um dos rapazes, Connor, pede ao outro para se vestir de Pai Natal na noite de Natal para a sua irmã mais nova, continuar a acreditar por mais um ano.
Gostei do humor presente no conto, mas não o achei muito claro. Existe, obviamente, toda uma questão em torno de quem costumava vestir o dito fato, e o autor permite-nos imaginar quem seria e o que eventualmente lhe aconteceu, mas ficou-se por aí. David Levithan lança-nos um mistério, que se espelha nas diversas personagens e seus diálogos, mas no fim não o conclui satisfatoriamente.
Krampuslauf de Holly Black
Já tinha ouvido falar de Holly Black e se antes tinha curiosidade em experimentar certos livros dela, depois deste conto ficou assente que o irei fazer. Gostei bastante da história criada, do ambiente e simbolismo do Krampuslauf e simpatizei facilmente com a personagem que nos narra a história, que me deixou até ao final curiosa por saber o seu nome, Hanna.
Krampuslauf é um conto mágico, bem construído, com o seu toque de fantasia, o género da autora (e também o meu), que me prendeu a atenção do início ao fim.
What the Hell Have You Done, Sophie Roth? de Gayle Forman
Ora aqui está um conto que me deu um grande prazer ler. Gostei muito das personagens principais (Sophie e Russell) e do seu humor irónico.
Foi bom ver duas pessoas que se sentiam tão isoladas, juntarem-se e por momentos, na presença um do outro, conseguirem ser elas próprias e sentirem-se bem com isso. O sentimento terá sido, no mínimo, libertador.
Beer Buckets and Baby Jesus de Myra McEntire
Mais uma escritora que nunca ouvi falar e que me apresentou um conto que foi uma delícia de se ler.
Gostei de Vaughn, o rapaz das partidas, sempre metido em sarilhos e também da sua paixoneta, Gracie, a rapariga certinha, filha de pastor de igreja. Ambos formam um casal engraçado, já que em conjunto, trazem ao de cima o melhor das personalidades de cada um.
Foi um conto giro, que retrata a importância das segundas oportunidades e que nos mostra, como um rapaz perito em partidas, também consegue empregar o seu talento para trazer felicidade aos que o rodeiam.
Welcome to Chistmas, CA de Kiersten White
Achei este conto adorável. As personagens são fáceis de gostar e a história acaba por girar, um pouco, em torno das boas e confortáveis refeições preparadas por Ben, e como estas podem melhorar o dia de alguém. Para além disso, e apesar de secundário, gostei do facto de também abordar um importante tema como os relacionamentos abusivos, mostrando que com coragem e o apoio das pessoas certas é possível sair deles.
Outra questão que me agradou ver abordada, foi a importância do diálogo, nomeadamente no seio familiar, já que a sua ausência pode levar a grandes mal entendidos, que felizmente, nesta história, foram esclarecidos antes de poderem causar maiores desgostos.
Star of Bethlehem de Ally Carter
Para mim este foi, sem qualquer dúvida o pior conto deste livro. Muito absurdo e irreal, sem qualquer lógica ou credibilidade. Vejamos, assim só para começar: Duas adolescentes desconhecidas, em plena porta de embarque, trocam os seus bilhetes de avião. Até me deu vontade de rir perante tamanha estupidez, já que para além de ser impossível algo assim dar certo, isto passa-se num aeroporto dos EUA. No entanto, contra toda a lógica do mundo real, elas não só conseguem fazê-lo, como a protagonista não faz ideia para onde vai! Como não sabe?! Não está escrito no bilhete? Na porta de embarque? Não anunciam no avião? E melhor! Tem de ser a assistente de bordo a acordá-la, porque já tinham aterrado há tempos e toda a gente já tinha saído... Nem tenho palavras para o quão irreal isto é.
E o conto desenrola-se, disparate atrás de disparate até ao final. Nem o romance convenceu, já que nem dei por ele acontecer. Só gostei e achei amorosos os momentos da tia Mary.
The Girl Who Woke the Dreamer de Laini Taylor
Para uma leitora de fantasia como eu, este último conto foi a cereja no topo do bolo. O seu conceito é excelente e super cativante. Quer as personagens, quer o mundo criado são muito interessantes, bem como toda a história. Só é pena a autora ter optado por pegar nesta belíssima ideia e ter construído apenas um conto, em vez de uma história maior e mais desenvolvida.
Gostaria imenso de saber mais sobre os Dreamers e sobre aquele mundo e todos os acontecimentos narrados. Agradar-me-ia bastante se, um dia, a autora resolvesse revisitar esta ideia e com ela construísse algo maior e mais complexo.
Para concluir, e porque a opinião já vai longa, quero dizer que, no geral, este livro de contos proporciona bons e agradáveis momentos de leitura, já que apesar de existir um conto ou outro menos bem conseguido, a grande maioria é de qualidade e cativa o leitor.
Vamos então à opinião de cada conto?
Midnights de Rainbow Rowell
Apesar de não ter achado nada de especial, gostei de ler este conto. A história de Mags e Noel é engraçada: são dois melhores amigos que desde que se conheceram formalmente, andaram sempre juntos, até chegar o momento de ir para a faculdade (um momento crucial para o conto), e que na verdade sempre gostaram um do outro.
Achei piada aos "dramas alimentares" de Noel devido às suas inúmeras alergias e a autora tece algum humor em torno da situação. Para além disso também gostei da forma como a história nos é apresentada, contando-nos apenas o que se passou nas várias passagens de ano desta dupla, pelo ponto de vista de Mags.
The Lady and the Fox de Kelly Link
Gostei deste conto, achei-o muito giro, mas a conclusão deixou a desejar, pareceu-me apressada e ficaram pontas por atar. Contudo, gostei de Miranda e Fenny. Sendo que este último é-nos apresentado como uma personagem muito misteriosa, sem idade, que surge apenas na noite de Natal e quando neva, com o seu enigmático casaco, que dá ares do século XVIII. Já Miranda é uma rapariga com um grande gosto e talento para a costura, que vemos crescer até quase entrar na idade adulta.
The Lady and the Fox, é uma história que se passa essencialmente no Natal e que tem uma agradável aura mágica, contudo um pouco mal aproveitada.
Angels in the Snow de Mat de la Peña
Neste terceiro conto acompanhamos alguns dias da vida de Shy, um rapaz de ascendência Mexicana, estudante universitário, que devido às dificuldades financeiras da família não pode ir passar o Natal a casa e por isso, se encontra a fazer catsiting, ou seja, a tomar conta da gata de um amigo.
Apesar do personagem principal estar a passar por um momento complicado e um pouco triste, trata-se uma história com um cariz algo divertido, pois Shy tende a utilizar muito o calão, o que proporciona algumas passagens engraçadas.
A personagem feminina, Halley, não me disse muito, apesar de ser uma jovem com bom coração. No entanto achei piada à interacção destes dois, que se dava essencialmente com a partilha de pequenas histórias sobre as suas vidas, com a finalidade de se conhecerem melhor.
Polaris is Where You'll Find Me de Jenny Han
Este foi o primeiro conto do livro, escrito por uma autora que eu já tinha lido antes, e por sinal adorado. Curiosamente, ou não, também adorei esta pequena história de Jenny Han.
Criei facilmente empatia com a personagem principal, Natalie, uma rapariga Coreana de 15 anos, que imagine-se, foi adoptada pelo Pai Natal, quando a encontrou, recém-nascida, abandonada numa cestinha e que desde então vive no Polo Norte com o seu pai e os Elfos. Por diversos motivos, Natty acaba por se sentir um pouco sozinha e sem amigos, exceptuando o seu único amigo, um Elfo chamado Flynn, por quem ela sempre teve uma paixoneta.
Achei este conto mesmo muito giro e aconchegante, só tive pena que não fosse mais longo, especialmente porque fiquei a querer saber o que terá acontecido depois.
It's a Youletide Miracle, Charlie Brown de Stephanie Perkins
Neste conto de Stephanie Perkins conhecemos a história de Marigold e North, que foi um prazer ler. Gostei bastante desses dois personagens, das suas personalidades e dos seus diálogos, maioritariamente divertidos. A história das suas vidas foi interessante de se ler e deu-me algumas surpresas. Em suma, gostei de ler todos aqueles momentos, desde o encontro na loja de árvores de Natal, às situações caricatas com a vizinha de Marigold e às arrumações... Sem dúvida uma leitura muito agradável, que despertou o meu interesse e vontade em investir noutras histórias da autora.
Your Temporary Santa de David Levithan
Este conto pouco me disse. Ao contrário das outras histórias, em Your Temporary Santa, não vemos um casal a formar-se, mas sim um já formado há algum tempo. Trata-se de um casal gay, onde um dos rapazes, Connor, pede ao outro para se vestir de Pai Natal na noite de Natal para a sua irmã mais nova, continuar a acreditar por mais um ano.
Gostei do humor presente no conto, mas não o achei muito claro. Existe, obviamente, toda uma questão em torno de quem costumava vestir o dito fato, e o autor permite-nos imaginar quem seria e o que eventualmente lhe aconteceu, mas ficou-se por aí. David Levithan lança-nos um mistério, que se espelha nas diversas personagens e seus diálogos, mas no fim não o conclui satisfatoriamente.
Krampuslauf de Holly Black
Já tinha ouvido falar de Holly Black e se antes tinha curiosidade em experimentar certos livros dela, depois deste conto ficou assente que o irei fazer. Gostei bastante da história criada, do ambiente e simbolismo do Krampuslauf e simpatizei facilmente com a personagem que nos narra a história, que me deixou até ao final curiosa por saber o seu nome, Hanna.
Krampuslauf é um conto mágico, bem construído, com o seu toque de fantasia, o género da autora (e também o meu), que me prendeu a atenção do início ao fim.
What the Hell Have You Done, Sophie Roth? de Gayle Forman
Ora aqui está um conto que me deu um grande prazer ler. Gostei muito das personagens principais (Sophie e Russell) e do seu humor irónico.
Foi bom ver duas pessoas que se sentiam tão isoladas, juntarem-se e por momentos, na presença um do outro, conseguirem ser elas próprias e sentirem-se bem com isso. O sentimento terá sido, no mínimo, libertador.
Beer Buckets and Baby Jesus de Myra McEntire
Mais uma escritora que nunca ouvi falar e que me apresentou um conto que foi uma delícia de se ler.
Gostei de Vaughn, o rapaz das partidas, sempre metido em sarilhos e também da sua paixoneta, Gracie, a rapariga certinha, filha de pastor de igreja. Ambos formam um casal engraçado, já que em conjunto, trazem ao de cima o melhor das personalidades de cada um.
Foi um conto giro, que retrata a importância das segundas oportunidades e que nos mostra, como um rapaz perito em partidas, também consegue empregar o seu talento para trazer felicidade aos que o rodeiam.
Welcome to Chistmas, CA de Kiersten White
Achei este conto adorável. As personagens são fáceis de gostar e a história acaba por girar, um pouco, em torno das boas e confortáveis refeições preparadas por Ben, e como estas podem melhorar o dia de alguém. Para além disso, e apesar de secundário, gostei do facto de também abordar um importante tema como os relacionamentos abusivos, mostrando que com coragem e o apoio das pessoas certas é possível sair deles.
Outra questão que me agradou ver abordada, foi a importância do diálogo, nomeadamente no seio familiar, já que a sua ausência pode levar a grandes mal entendidos, que felizmente, nesta história, foram esclarecidos antes de poderem causar maiores desgostos.
Star of Bethlehem de Ally Carter
Para mim este foi, sem qualquer dúvida o pior conto deste livro. Muito absurdo e irreal, sem qualquer lógica ou credibilidade. Vejamos, assim só para começar: Duas adolescentes desconhecidas, em plena porta de embarque, trocam os seus bilhetes de avião. Até me deu vontade de rir perante tamanha estupidez, já que para além de ser impossível algo assim dar certo, isto passa-se num aeroporto dos EUA. No entanto, contra toda a lógica do mundo real, elas não só conseguem fazê-lo, como a protagonista não faz ideia para onde vai! Como não sabe?! Não está escrito no bilhete? Na porta de embarque? Não anunciam no avião? E melhor! Tem de ser a assistente de bordo a acordá-la, porque já tinham aterrado há tempos e toda a gente já tinha saído... Nem tenho palavras para o quão irreal isto é.
E o conto desenrola-se, disparate atrás de disparate até ao final. Nem o romance convenceu, já que nem dei por ele acontecer. Só gostei e achei amorosos os momentos da tia Mary.
Para uma leitora de fantasia como eu, este último conto foi a cereja no topo do bolo. O seu conceito é excelente e super cativante. Quer as personagens, quer o mundo criado são muito interessantes, bem como toda a história. Só é pena a autora ter optado por pegar nesta belíssima ideia e ter construído apenas um conto, em vez de uma história maior e mais desenvolvida.
Gostaria imenso de saber mais sobre os Dreamers e sobre aquele mundo e todos os acontecimentos narrados. Agradar-me-ia bastante se, um dia, a autora resolvesse revisitar esta ideia e com ela construísse algo maior e mais complexo.
Para concluir, e porque a opinião já vai longa, quero dizer que, no geral, este livro de contos proporciona bons e agradáveis momentos de leitura, já que apesar de existir um conto ou outro menos bem conseguido, a grande maioria é de qualidade e cativa o leitor.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Opinião - O Sino Entre Mundos
Autor: Ian Johnstone
Título Original: The Bell Between Worlds
Série: Crónicas do Espelho, #1
Série: Crónicas do Espelho, #1
Páginas: 482
Editor: Lápis Azul
ISBN: 9789898730138
Tradutor: Guilherme Borges
Sinopse:
Desde que a mãe morreu que Sylas Tate é um solitário.
Mas o toque dum sino gigante vai arrastá-lo para um mundo diferente, conhecido como O Outro, onde ele irá descobrir não só que possui um talento natural para a magia, como também que a sua mãe pode ter vindo desse estranho mundo paralelo.
Entretanto, as forças do mal não param e uma revelação assombrosa espera por Sylas: é que O Outro é um espelho do nosso mundo. À medida que a violência e as dificuldades vão aumentando, Sylas vai ter que encontrar uma rapariga que poderá ser a outra metade da sua alma - caso contrário, o universo inteiro pode desaparecer...
Opinião:
Sylas é um rapaz um pouco isolado, que vive sozinho com o seu desagradável tio, desde a suposta morte de sua mãe. Os seus dias passam-se, sem grande novidade, a fazer recados e outro tipo de tarefas, até ao dia em que se desvia do seu caminho, intrigado com uma nova loja, vinda do nada: a Loja das Coisas. E é aí, nessa loja, ao conhecer o misterioso Sr. Zhi, que tudo muda para Sylas.
Num piscar de olhos, a sua vida corriqueira fica para trás das costas, tornando-se possuidor de um livro muito especial de runas, o Samarok, e começa uma desenfreada fuga, de estranhas e maléficas criaturas, que o leva a um Sino que o transporta para um mundo paralelo.
O Sino Entre Mundos é um livro de fantasia, dirigido a um público mais juvenil, mas capaz de agradar e entreter leitores mais maduros.
A história é interessante e bem conseguida e desenrola-se a bom ritmo: há muita acção, aventura, magia e mistério pelo meio, um conjunto de ingredientes no mínimo cativante, e melhor que isso, encontram-se bem equilibrados.
No entanto, não é uma história muito fácil de entrar de início, pois são-nos introduzidos muitos conceitos novos, criados pelo autor, nomes de espécies de criaturas, de certos grupos de pessoas, de vários tipos de magia, de categorias de praticantes da mesma, etc. Por isso dei por mim um pouco perdida em certos momentos, algo que me acontece muito raramente, o que me faz achar que o autor pode ter caído no erro de criar demasiados nomes para várias coisas e/ou tê-os introduzido na história, sem muito cuidado, praticamente uns atrás dos outros. Felizmente, apesar de levarem o seu tempo a interiorizar, todas estas palavras novas, inventadas, acabam por fazer sentido.
As personagens destas crónicas, acabam por ser algo simples, ou são totalmente boas, como Sylas e a sua amiga Simia, ou totalmente más, como o vilão Thoth e seus fieis seguidores, não há nenhuma que seja mais dúbia ou neutra, mais realista.
Estamos, portanto, perante uma clássica história do bem contra o mal, cujos traços gerais não nos trazem grande novidade, mas que tem as suas particularidades: como os diversos tipos de magia, o transporte entre mundos através de um sino ou círculos mágicos, os mitos e lendas presentes, como o Mito do Reflexo, que me parece de particular interesse, e que basicamente diz, que cada pessoa tem alguém no outro mundo que é o seu reflexo e que juntos se complementam. Pegando neste último detalhe, quero ainda dizer que gostei particularmente da ideia dos dois mundos desta obra serem o espelho um do outro: quando num é dia, no outro é noite; se num é Inverno, no outro é Verão; se um tem indústria e ciência, o outro é mais natural e com magia.
Posto isto, fica a intenção de continuar a seguir as Crónicas do Espelho e saber mais sobre a recém apresentada Naeo, descobrir o que sucedeu a à mãe de Sylas, Bowe e Espen, e claro, saber para onde irão Sylas e os seus companheiros e que rumo tomará a sua grande aventura.
Num piscar de olhos, a sua vida corriqueira fica para trás das costas, tornando-se possuidor de um livro muito especial de runas, o Samarok, e começa uma desenfreada fuga, de estranhas e maléficas criaturas, que o leva a um Sino que o transporta para um mundo paralelo.
O Sino Entre Mundos é um livro de fantasia, dirigido a um público mais juvenil, mas capaz de agradar e entreter leitores mais maduros.
A história é interessante e bem conseguida e desenrola-se a bom ritmo: há muita acção, aventura, magia e mistério pelo meio, um conjunto de ingredientes no mínimo cativante, e melhor que isso, encontram-se bem equilibrados.
No entanto, não é uma história muito fácil de entrar de início, pois são-nos introduzidos muitos conceitos novos, criados pelo autor, nomes de espécies de criaturas, de certos grupos de pessoas, de vários tipos de magia, de categorias de praticantes da mesma, etc. Por isso dei por mim um pouco perdida em certos momentos, algo que me acontece muito raramente, o que me faz achar que o autor pode ter caído no erro de criar demasiados nomes para várias coisas e/ou tê-os introduzido na história, sem muito cuidado, praticamente uns atrás dos outros. Felizmente, apesar de levarem o seu tempo a interiorizar, todas estas palavras novas, inventadas, acabam por fazer sentido.
As personagens destas crónicas, acabam por ser algo simples, ou são totalmente boas, como Sylas e a sua amiga Simia, ou totalmente más, como o vilão Thoth e seus fieis seguidores, não há nenhuma que seja mais dúbia ou neutra, mais realista.
Estamos, portanto, perante uma clássica história do bem contra o mal, cujos traços gerais não nos trazem grande novidade, mas que tem as suas particularidades: como os diversos tipos de magia, o transporte entre mundos através de um sino ou círculos mágicos, os mitos e lendas presentes, como o Mito do Reflexo, que me parece de particular interesse, e que basicamente diz, que cada pessoa tem alguém no outro mundo que é o seu reflexo e que juntos se complementam. Pegando neste último detalhe, quero ainda dizer que gostei particularmente da ideia dos dois mundos desta obra serem o espelho um do outro: quando num é dia, no outro é noite; se num é Inverno, no outro é Verão; se um tem indústria e ciência, o outro é mais natural e com magia.
Posto isto, fica a intenção de continuar a seguir as Crónicas do Espelho e saber mais sobre a recém apresentada Naeo, descobrir o que sucedeu a à mãe de Sylas, Bowe e Espen, e claro, saber para onde irão Sylas e os seus companheiros e que rumo tomará a sua grande aventura.
(Livro gentilmente cedido para opinião pela Individual Editora)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Opinião - The Sleeper and the Spindle
Autor: Neil Gaiman
Ilustrador: Chris Riddell
Ilustrador: Chris Riddell
Páginas: 69
Editor: Bloomsbury
ISBN: 9781408859643
Sinopse:
A thrillingly reimagined fairy tale from the truly magical combination of author Neil Gaiman and illustrator Chris Riddell – weaving together a sort-of Snow White and an almost Sleeping Beauty with a thread of dark magic, which will hold readers spellbound from start to finish.
On the eve of her wedding, a young queen sets out to rescue a princess from an enchantment. She casts aside her fine wedding clothes, takes her chain mail and her sword and follows her brave dwarf retainers into the tunnels under the mountain towards the sleeping kingdom. This queen will decide her own future – and the princess who needs rescuing is not quite what she seems. Twisting together the familiar and the new, this perfectly delicious, captivating and darkly funny tale shows its creators at the peak of their talents.
Lavishly produced, packed with glorious Chris Riddell illustrations enhanced with metallic ink, this is a spectacular and magical gift.
On the eve of her wedding, a young queen sets out to rescue a princess from an enchantment. She casts aside her fine wedding clothes, takes her chain mail and her sword and follows her brave dwarf retainers into the tunnels under the mountain towards the sleeping kingdom. This queen will decide her own future – and the princess who needs rescuing is not quite what she seems. Twisting together the familiar and the new, this perfectly delicious, captivating and darkly funny tale shows its creators at the peak of their talents.
Lavishly produced, packed with glorious Chris Riddell illustrations enhanced with metallic ink, this is a spectacular and magical gift.
Opinião:
The Sleeper and the Spindle foi o livro escolhido como desafio de leitura de Fevereiro, do meu frasquinho de desafios literários, de onde saiu um papelinho que indicava que, este mês, teria de ler "Um livro comprado este ano".
The Sleeper and the Spindle trata-se de uma pequena história, ricamente ilustrada, que mistura dois famosos contos de fadas: A Bela Adormecida e Branca de Neve. Contudo, não esperem encontrar grandes semelhanças com ambas as histórias, pois apenas os seus traços gerais (muito gerais) se verificam.
Antes de mais, o autor apresenta-nos dois reinos: Dorimar e Kanselair, separados por altas montanhas, intransponíveis para os habitantes de ambos os lados. Excepto, claro está, para um grupo de anões que, através das galerias que facilmente constroem, trilham o seu caminho por debaixo desta cordilheira. E é através desse caminho, que os três anões deste conto realizam diversas demandas para a sua Rainha, uma delas levando à descoberta de uma maldição que afecta o reino vizinho. Uma bela princesa há cerca de setenta anos adormecida num sono eterno, que alastra com o tempo, milha após milha, a todos os habitantes do reino.
Esta descoberta faz com que a Rainha de Dorimar, uma jovem de cabelos do mais profundo negro e pele branca como a neve, nas vésperas do seu casamento, decida pegar no seu cavalo, espada e armadura e partir para o reino de Kanselair, com os seus companheiros anões, com a finalidade de acabar com a referida maldição.
Só com esta última frase, é fácil perceber que não estamos na presença de um conto de fadas convencional. Temos antes uma Rainha forte, guerreira, com a sua personalidade e heroísmo, que prefere sair pelo mundo fora, enfrentar bruxas e quebrar maldições, a resignar-se à vida e deveres que lhe esperavam no seu reino, a um casamento com um belo príncipe e à gestação da sua prole.
Acho que nem sei bem dizer o quanto adorei este pequeno livro... A história apresentada foi, sem qualquer dúvida, tecida com mestria. Gaiman pegou em dois contos bem conhecidos de todos nós e não só os combinou, como modificou de forma belíssima, dando-lhes o seu cunho pessoal. Transformou-os em algo bem diferente, o que muito me agradou, já para não falar da reviravolta incrível relacionada com a princesa adormecida, capaz de deixar qualquer leitor de boca aberta.
Não posso também deixar de referir as lindíssimas ilustrações, a preto e dourado, de Chris Riddell, que tão bem acompanham e complementam a narrativa. São tão precisas e detalhas, que só por si, nos contam a história.
The Sleeper and the Spindle é um excelente pequeno livro, que me proporcionou uma maravilhosa tarde de leitura e que, certamente, fará as delícias de qualquer leitor, não só de fantasia, mas de todos os que sabem apreciar uma boa história.
The Sleeper and the Spindle trata-se de uma pequena história, ricamente ilustrada, que mistura dois famosos contos de fadas: A Bela Adormecida e Branca de Neve. Contudo, não esperem encontrar grandes semelhanças com ambas as histórias, pois apenas os seus traços gerais (muito gerais) se verificam.
Antes de mais, o autor apresenta-nos dois reinos: Dorimar e Kanselair, separados por altas montanhas, intransponíveis para os habitantes de ambos os lados. Excepto, claro está, para um grupo de anões que, através das galerias que facilmente constroem, trilham o seu caminho por debaixo desta cordilheira. E é através desse caminho, que os três anões deste conto realizam diversas demandas para a sua Rainha, uma delas levando à descoberta de uma maldição que afecta o reino vizinho. Uma bela princesa há cerca de setenta anos adormecida num sono eterno, que alastra com o tempo, milha após milha, a todos os habitantes do reino.
Esta descoberta faz com que a Rainha de Dorimar, uma jovem de cabelos do mais profundo negro e pele branca como a neve, nas vésperas do seu casamento, decida pegar no seu cavalo, espada e armadura e partir para o reino de Kanselair, com os seus companheiros anões, com a finalidade de acabar com a referida maldição.
Só com esta última frase, é fácil perceber que não estamos na presença de um conto de fadas convencional. Temos antes uma Rainha forte, guerreira, com a sua personalidade e heroísmo, que prefere sair pelo mundo fora, enfrentar bruxas e quebrar maldições, a resignar-se à vida e deveres que lhe esperavam no seu reino, a um casamento com um belo príncipe e à gestação da sua prole.
Acho que nem sei bem dizer o quanto adorei este pequeno livro... A história apresentada foi, sem qualquer dúvida, tecida com mestria. Gaiman pegou em dois contos bem conhecidos de todos nós e não só os combinou, como modificou de forma belíssima, dando-lhes o seu cunho pessoal. Transformou-os em algo bem diferente, o que muito me agradou, já para não falar da reviravolta incrível relacionada com a princesa adormecida, capaz de deixar qualquer leitor de boca aberta.
Não posso também deixar de referir as lindíssimas ilustrações, a preto e dourado, de Chris Riddell, que tão bem acompanham e complementam a narrativa. São tão precisas e detalhas, que só por si, nos contam a história.
The Sleeper and the Spindle é um excelente pequeno livro, que me proporcionou uma maravilhosa tarde de leitura e que, certamente, fará as delícias de qualquer leitor, não só de fantasia, mas de todos os que sabem apreciar uma boa história.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Opinião - On The Fence
Ficha Técnica:
Autor: Kasie West
Páginas: 320
Editor: HarperTeen
ASIN: B00FOPPF74
Sinopse:
For sixteen-year-old Charlotte Reynolds, aka Charlie, being raised by a single dad and three older brothers has its perks. She can outrun, outscore, and outwit every boy she knows—including her longtime neighbor and honorary fourth brother, Braden. But when it comes to being a girl, Charlie doesn't know the first thing about anything. So when she starts working at chichi boutique to pay off a speeding ticket, she finds herself in a strange new world of makeup, lacy skirts, and BeDazzlers. Even stranger, she's spending time with a boy who has never seen her tear it up in a pickup game.
To cope with the stress of faking her way through this new reality, Charlie seeks late-night refuge in her backyard, talking out her problems with Braden by the fence that separates them. But their Fence Chats can't solve Charlie's biggest problem: she's falling for Braden. Hard. She knows what it means to go for the win, but if spilling her secret means losing him for good, the stakes just got too high.
To cope with the stress of faking her way through this new reality, Charlie seeks late-night refuge in her backyard, talking out her problems with Braden by the fence that separates them. But their Fence Chats can't solve Charlie's biggest problem: she's falling for Braden. Hard. She knows what it means to go for the win, but if spilling her secret means losing him for good, the stakes just got too high.
Opinião:
Tendo em conta o quanto gostei do The Distance Between Us, a leitura deste livro era quase obrigatória. Infelizmente este fiquei um pouco aquém das minhas expectativas. Assim sendo considero que ele esteja num patamar semelhante ao do The Fill-In Boyfriend, o que quer dizer um patamar inferior ao livro que li antes deste.
Gostei de praticamente tudo neste livro. Dos personagens, da história, dos acontecimentos, a única coisa que não me convenceu por aí além foi o romance dos personagens principais. A Charlie é uma autêntica Maria rapaz. Adora tudo o que tenha a ver com desporto, seja ele qual for e não tem paciência para coisas de rapariga como roupa e maquilhagem. Até que um ligeiro contratempo a obriga a envolver-se nesse mundo. Charlie é então obrigada a começar a tomar atenção àquilo que veste. Ao mesmo tempo começa a perceber que afinal não é tão diferente das outras raparigas como julgava e que apesar de gostar de desporto isso não a impede de ter momentos femininos e de se dar com outras raparigas que têm personalidades diferentes das suas. Nesse aspecto Charlie cresceu bastante desde o início do livro, deixando de ser uma pessoa insegura e passando a aceitar as diferentes facetas da sua personalidade.
Quanto à sua contraparte masculina. Não o achei nada por aí além. Não senti que houvesse uma real preocupação da parte dele com o bem estar da Charlie. O seu comportamento parecia simplesmente egoísta, o que não deveria acontecer caso fosse bem fundamentado. Sinceramente não vejo o que é que o Braden tem, ou de que maneira especial trata a Charlie para tenha sido escolhido como o personagem principal. Resumindo, percebo o encanto da Charlie e porque é que qualquer rapaz se iria interessar por ela, mas não compreendo o que é que levou a Charlie a gostar do Braden. Sei que eles têm uma história longa de amizade, mas não senti qualquer química naquela relação.
Em contrapartida os personagens secundários enchem as medidas. Desde os irmãos da Charlie, até à Skye e à patroa da Charlie. Os irmãos são simplesmente fantásticos, super protectores e ao mesmo tempo super brincalhões e desafiadores. São os únicos que podem fazer a vida da Charlie num inferno e eu adoro-os por isso. Era gargalhada na certa cada vez que apareciam em cena, principalmente o Gage. Adoro a sua personalidade eufórica! Como já deu para perceber, a Sye volta a aparecer neste livro, e foi bom voltar a ver uma cara conhecida. Os momentos em que aparece nao são propriamente grandiosos, mas ela traz à narrativa uma sensação de familiaridade que nos faz sentir confortáveis.
No geral foi um livro agradável para passar o tempo, mas que tendo em conta o anterior deixou um pouco a desejar. Espero que o próximo livro que vai sair, e que tenciono ler, se mostre melhor que este. Afinal é suposto a escrita de um autor melhorar e não regredir...
Gostei de praticamente tudo neste livro. Dos personagens, da história, dos acontecimentos, a única coisa que não me convenceu por aí além foi o romance dos personagens principais. A Charlie é uma autêntica Maria rapaz. Adora tudo o que tenha a ver com desporto, seja ele qual for e não tem paciência para coisas de rapariga como roupa e maquilhagem. Até que um ligeiro contratempo a obriga a envolver-se nesse mundo. Charlie é então obrigada a começar a tomar atenção àquilo que veste. Ao mesmo tempo começa a perceber que afinal não é tão diferente das outras raparigas como julgava e que apesar de gostar de desporto isso não a impede de ter momentos femininos e de se dar com outras raparigas que têm personalidades diferentes das suas. Nesse aspecto Charlie cresceu bastante desde o início do livro, deixando de ser uma pessoa insegura e passando a aceitar as diferentes facetas da sua personalidade.
Quanto à sua contraparte masculina. Não o achei nada por aí além. Não senti que houvesse uma real preocupação da parte dele com o bem estar da Charlie. O seu comportamento parecia simplesmente egoísta, o que não deveria acontecer caso fosse bem fundamentado. Sinceramente não vejo o que é que o Braden tem, ou de que maneira especial trata a Charlie para tenha sido escolhido como o personagem principal. Resumindo, percebo o encanto da Charlie e porque é que qualquer rapaz se iria interessar por ela, mas não compreendo o que é que levou a Charlie a gostar do Braden. Sei que eles têm uma história longa de amizade, mas não senti qualquer química naquela relação.
Em contrapartida os personagens secundários enchem as medidas. Desde os irmãos da Charlie, até à Skye e à patroa da Charlie. Os irmãos são simplesmente fantásticos, super protectores e ao mesmo tempo super brincalhões e desafiadores. São os únicos que podem fazer a vida da Charlie num inferno e eu adoro-os por isso. Era gargalhada na certa cada vez que apareciam em cena, principalmente o Gage. Adoro a sua personalidade eufórica! Como já deu para perceber, a Sye volta a aparecer neste livro, e foi bom voltar a ver uma cara conhecida. Os momentos em que aparece nao são propriamente grandiosos, mas ela traz à narrativa uma sensação de familiaridade que nos faz sentir confortáveis.
No geral foi um livro agradável para passar o tempo, mas que tendo em conta o anterior deixou um pouco a desejar. Espero que o próximo livro que vai sair, e que tenciono ler, se mostre melhor que este. Afinal é suposto a escrita de um autor melhorar e não regredir...
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