quinta-feira, 28 de abril de 2016

Opinião - A Maldição do Tigre

Ficha Técnica:
Autor: Colleen Houck
Título Original: Tiger's Curse
Série: Saga do Tigre, #1
Páginas: 352
Editor: Porto Editora
ISBN: 9789720043719
Tradutor: Maria de Almeida

Sinopse:
Quando Kelsey Hayes se candidata a um trabalho no circo para ocupar as férias de verão até ao início das aulas na faculdade, está longe de imaginar a aventura em que se verá envolvida. Encarregada de cuidar de Ren, um majestoso tigre branco, sente-se de imediato fascinada pelo animal e não hesita em aceitar o convite para o acompanhar numa viagem até à Índia, rumo à reserva natural a que pertence.
O que Kelsey ainda não sabe é que o tigre a que tanto se afeiçoou é na verdade Alagan Dhiren Rajaram - um príncipe indiano vítima de uma maldição secular - e que ela poderá ser a única pessoa capaz de o ajudar a quebrar o feitiço.
Determinada a devolver a Ren a sua humanidade, Kelsey embarcará numa perigosa aventura por lugares repletos de magia e misticismo. No entanto, as forças do Mal não parecem dispostas a dar-lhes tréguas e os perigos espreitam a cada esquina. Será que a paixão que vai crescendo entre os dois resistirá a todos os obstáculos que lhes vão sendo colocados no caminho?

A Maldição do Tigre é o primeiro volume de uma extraordinária saga que promete apaixonar os fãs de literatura fantástica.

Opinião:
Já estava a faltar o desafio do mês, não é verdade? Pois então, para este mês de Abril, o papelinho tirado à sorte do meu frasco de desafios literários, indicava que teria de ler "O 1º livro de uma nova série/trilogia".
Assim sendo, e visto que já tinha os livros da saga do Tigre por ler há anos, A Maldição do Tigre de Colleen Houck pareceu-me ser uma boa escolha.

Ora, a verdade é que esta leitura foi diferente do que eu esperava e, apesar de chegar à conclusão, que até gostei, deixou-me dividida. Se por um lado me senti logo cativada pelo ambiente da história - a Índia, seus templos e selvas, mitologia e aventuras estilo Indiana Jones/Tomb Raider (embora mais soft) - por outro lado tive problemas com a escrita da autora, essencialmente no que respeita aos diálogos, que achei, muitas vezes, básicos e disparatados. 

Para além disso, existiram momentos nada credíveis e fracamente conseguidos: por exemplo, logo nos primeiros capítulos vemos Kelsey, a nossa personagem principal, no seu trabalho temporário de Verão num circo, cuja tarefa, no meio de tantas outras, consiste em cuidar de um tigre. Surge então um indivíduo indiano, Mr. Kadam, que consegue comprar o dito tigre (que sabemos não ser o que aparenta) para o libertar na selva indiana. Este pede a Kelsey que o acompanhe à Índia, para cuidar do tigre, sob a promessa de um grande salário e todas as despesas pagas. Ninguém parece achar isto mega suspeito, porque é assim se deixa uma miúda de dezoito anos acabadinhos de fazer, ir para a Índia sozinha com um homem desconhecido, realizar um trabalho no qual tem apenas duas semanas de experiência com supervisão, e pelo qual irá receber um bom dinheiro. Enfim... Acho que nem a própria escritora ficou convencida, porque não só põe Kelsey a fazer anos naquela altura de modo a ser maior de idade, como vemos Mr. Kadam ser descrito como sendo alguém sério e com ar de ter boas intenções e não o contrário...

Posto isto, penso que nem vale a pena falar de toda a ostentação desnecessária que vamos tendo ao longo do livro, seja por via de carros, casas, roupas etc. Mas pelo menos, apesar de mal conseguidos, certos momentos acabam por ser esclarecidos e justificados de forma minimamente satisfatória, o que torna tudo um pouco melhor.

No entanto, houve algo ou melhor dizendo, alguém, que me irritou acima de tudo neste livro: Kelsey. 
Não foi automático, foi um sentimento que se foi instalando e desenvolvendo até eu chegar à recta final da obra completamente passada com esta criatura! Não sei como é que é suposto sentir empatia por uma personagem assim... De início parecia só um pouco irritante e chata com tantas perguntas, mas depois aquela constante desvalorização que ela gosta de fazer de ela própria e o facto de começar a criar problemas que não existem e a lamentar-se deles tiraram-me do sério. A miúda não pode aceitar e ficar simplesmente feliz com aquilo que começa a surgir entre ela e Ren, tem de pôr entraves e fazer uma novela mexicana de pôr os nervos em franja a qualquer pessoa!

Não fosse o facto de ter gostado de Ren, Mr. Kadam e até Kishan (apesar de tótós por admirarem tanto aquela idiota) e acima disso de ter gostado tanto do ambiente e de tudo o que já mencionei no início desta opinião, da história da maldição, da demanda e seus enigmas para a quebrar, esta teria sido uma leitura nada agradável. Em vez disso, consegui apreciar todos os pontos que considerei positivos e empolguei-me com os mistérios apresentados e momentos de aventura, que conseguiram inflamar a minha imaginação. 

Posto isto, apesar dos pontos negativos, considero A Maldição do Tigre um livro razoável e interessante para os fãs de mitologia e aventura, que se não ficarem completamente assoberbados com o drama adolescente, ficarão certamente com vontade de continuar a acompanhar esta grande demanda pela quebra da maldição do tigre.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Opinião - Êxtase

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Título Original: Rapture
Série: Fallen Angels, #4
Páginas: 468
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260773
Tradutor: Filipa Aguiar

Sinopse:
Mels Carmichael, jornalista do Caldwell Courier Journal, apanha o maior choque da sua vida quando um homem se atravessa à frente do seu carro junto ao cemitério local. Depois do acidente, a amnésia dele é o tipo de mistério que ela gosta de solucionar, mas em breve descobre que o passado é demasiado misterioso... e que está a apaixonar-se pelo estranho. Enquanto as sombras oscilam entre a realidade e o outro mundo, e a memória do seu amante começa a voltar, os dois aprendem que nada está realmente morto e enterrado. Em especial quando se está preso numa guerra entre anjos e demónios. Com a alma em jogo, e o coração de Mels em risco, o que irá ser preciso para salvar ambos?

Opinião:
Já li o livro anterior à pelo menos um ano, o que significa que algumas coisa já se encontravam meio apagadas da minha memória. Com a ajuda da autora lá fui conseguindo lembrar-me onde é que o Matthias entrava e qual o seu papel. Houve algumas referências que me escaparam, mas não é nada a que já não esteja habituada.

Uma vez mais Jim Heron tem que tentar influenciar uma alma a fazer a escolha correta. E desta vez a questão pode ser ligeiramente mais complicada visto que essa alma já teve uma oportunidade e deu cabo dela. O que é que a impede de voltar a cair nos mesmos erros? Afinal de contas dificilmente uma pessoa consegue mudar de completamente maquiavélica para boa só porque sim.

O casal da narrativa é então Mels e Matthias. Ela é uma jornalista e ele é um assassino sem escrúpulos que perdeu a memória quando regressou à terra. Tanto ela como ele passam por períodos de descoberta em que ficam a perceber-se melhor a si mesmos. Através da sua relação com Matthias, Mels acaba por perceber que a morte do pai ainda a afecta e que de certa forma a fez pôr a sua vida em standby. Já Matthias acaba por se aperceber que uma pessoa tem sempre a capacidade para fazer o que está certo, independentemente daquilo que fomos ou daquilo que os nosso instintos nos dizem. A decisão de que caminho tomar é sempre nossa, e podemos optar por fazer aquilo que é certo ou aquilo que é fácil.

Foi fácil gostar de Mels, ela é uma rapariga cheia de genica, que sabe tomar conta de si própria e que não deixa que lhe passem a perna. Ao mesmo tempo é extremamente inteligente e quando agarra não larga mais o osso. Matthias foi um personagem um pouco mais dúbio, não me lembro muito dele do livro anterior em que apareceu, e a verdade é que as coisas que são reveladas neste livro não me fizeram propriamente sentir repugnada com as suas acções. Acho que aqui me ficou a faltar a sensação de que ele lutou pela sua redenção.

Claro que as coisas para o Jim e o Aidan não estão nada fáceis. A morte do Eddie ainda os afecta bastante e é difícil viver sem a voz da razão. Contudo ambos estão a aprender a lidar com a sua ausência. Principalmente Aidan começa a mostrar qual a sua verdadeira fibra, e gostei de ver que ele é capaz de fazer sacrifícios e pensar racionalmente. Só espero que aquilo que ele fez não tenho implicações permanentes. Já o Jim está cada vez mais num buraco sem fundo. A sua obsessão com a Sissy é bastante irritante e a maneira como ele deixa que a Devina o afecte está a passar de moda. Ao mesmo tempo é notório que cada vez menos a Devina tem papel de má. A sensação com que fico é que o vilão aqui é a própria alma a ser salva e a obsessão do Jim. A Devina está ali apenas como uma desculpa para os empurrões nas devidas direcções. Além de que é sempre interessante ver as sessões de terapia que a Devina tem. Apesar de toda a sua maldade ela tem também problemas, problemas esses que acredito serem desmoralizantes, principalmente para um demónio...

Tirando o facto de existirem vários momentos em que achei que a autora se andava a arrastar, este até foi um livro que me agradou. Faltam apenas dois para acabar a série e saber que lado vai ganhar.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Opinião - Ventos do Norte e Presságios de Inverno

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The War With the Mein
Série: Acacia, #1
Páginas: 339 e 341
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373238 e 9789896373955
Tradutor: Maria Correia

Sinopse:
Ventos do Norte:
Um assassino enviado das regiões geladas do norte numa missão.
Um império poderoso cercado pelo seu mais antigo inimigo.
Quatro príncipes exilados, determinados a cumprir um destino.
Prepara-te, leitor, para entrar no mundo deslumbrante de Acácia.

Leodan Akaran, rei soberano do Mundo Conhecido, herdou o trono em aparente paz e prosperidade, conquistadas há gerações pelos seus antepassados. Viúvo, com uma inteligência superior, governa os destinos do reino a partir da ilha idílica de Acácia. O amor profundo que tem pelos seus quatro filhos, obriga-o a ocultar-lhes a realidade sombria do tráfico de droga e de vidas humanas, dos quais depende toda a riqueza do Império. Leodan sonha terminar com esse comércio vil, mas existem forças poderosas que se lhe opõem. Então, um terrível assassino enviado pelo povo dos Mein, exilado há muito numa fortaleza no norte gelado, ataca Leodan no coração de Acácia, enquanto o exército Mein empreende vários ataques por todo o império. Leodan, consegue tempo para colocar em prática um plano secreto que há muito preparara. Haverá esperança para o povo de Acácia? Poderão os seus filhos ser a chave para a redenção?



Presságios de Inverno:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros…
Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?

Opinião:
Decidi escrever a opinião dos dois livros em conjunto porque no original trata-se de apenas um. O primeiro livro faz-nos a introdução do mundo em que a acção de se passa. Ao mesmo tempo apresenta-nos os personagens principais enquanto o Rei Leodan é vivo, e os acontecimentos que levam à sua morte e ao separar dos seus filhos. A segunda parte passa-se essencialmente 9 anos depois da morte do Rei Leodan e mostra-nos aquilo em que os personagens se tornaram e o seu reencontro que dá início à tentativa de recuperar o poder em Acácia.

A história é contada do ponto de vista de vários personagens o que é benéfico pois ajuda-nos a ter um melhor entendimento daquilo que cada um é e da maneira como evolui ao longo do tempo. Achei que a maior parte dos personagens estava bem construído e caracterizado, sendo que cada um deles tem várias nuances, não sendo intrinsecamente bom ou mau. Isto aplica-se essencialmente a Hanish, que supostamente é o vilão. É ele que maquina a queda de Acácia e que acaba por ocupar o trono em lugar dos Akaran. Tudo isto porque os Tunishnevre pretendem voltar a caminhar sobre a terra. De certa forma é triste ver como uma pessoa tão capaz e inteligente acaba por se moldado pelas crenças e pelos desejos dos outros. As dúvidas com que ele se depara ao longo da narrativa fizeram-me sentir triste porque senti que era um personagem que tinha tanto para dar. Até ao último momento acreditei que ainda houvesse redenção para ele.

Sem dúvida que grande parte do foco acaba por ser direccionado para os filhos de Leodan, Aliver, Corinn, Mena e Dariel. De todos eles não posso deixar de dizer que a minha personagem preferida foi Mena. Desde criança que mostra uma sabedoria extrema e aquilo porque passou levou a que fosse temperada como aço. O seu percurso não foi um dos mais fáceis porque a realidade é que cresceu rodeada de desconhecidos, sem ninguém que a conhecesse ou que tivesse como função tomar conta dela. A sua personalidade e aquilo em que se transforma é simplesmente extremamente cativante no meu ponto de vista. Aliver e Dariel são outros dois personagens de que gostei. Apesar de completamente diferentes Dariel tem uma adoração enorme pelo irmão mais velho e é fácil perceber que o amor entre ambos é bastante forte. Enquanto Alive cresceu para ser um guerreiro e um líder nato, Dariel tem uma postura mais descontraída, mas que ao mesmo tempo inspira confianças e lealdade.

A única personagem de quem não consegui gostar foi Corinn. Achei-a simplesmente calculista, vingativa e alguém que apenas pensa no que é bom para si. Ignorou e desdenhou completamente daquilo que os irmãos queriam para Acácia. Apesar daquilo porque passou achei-a de uma frieza extrema, e as ideias que tem para o futuro são algo assustadoras.

Existem outros personagens secundários aos quais me afeiçoei pela sua bravura e pelo seu bom coração. Muitos deles não chegaram ilesos ao final do livro e houve até alguns que achei a morte desnecessária. 

Para finalizar posso dizer que o primeiro livro é mais parado e dá uma sensação de introdução, enquanto que o segundo livro tem muito mais acção. Ver como as jogadas de cada personagem influenciam o resultado final foi interessante, mas não achei que existisse assim tanta intriga como fui levada a crer.

Se por um lado tenho curiosidade por saber o que vai acontecer depois, por outro lado acho que este final funcionaria perfeitamente e não ficaria insatisfeita se não soubesse o que vem a seguir.

domingo, 24 de abril de 2016

Sunday's Quotes (137)

“In times of storm and tempest, of indecision and desolation, a book already known and loved makes better reading than something new and untried ... nothing is so warming and companionable.”― Elizabeth Goudge

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Mini-Opinião - Four: A Divergent Collection

Ficha Técnica:
Autor: Veronica Roth
Série: Divergent, #0.1 - #0.4
Páginas: 304
Editor: Katherine Tegen Books
ASIN: B00IRCZGXY

Sinopse:
Fans of the Divergent series by #1 New York Times bestselling author Veronica Roth will be thrilled by these four stories, each between fifty and seventy-five pages long, told from the perspective of the immensely popular character Tobias. The four pieces included in this ebook bundle—“Four: The Transfer,” “Four: The Initiate,” “Four: The Son,” and “Four: The Traitor”—give readers an electrifying glimpse into the history and heart of Tobias, and set the stage for the epic saga of the Divergent trilogy.

Two years before Beatrice Prior made her choice, the sixteen-year-old son of Abnegation’s faction leader did the same. Tobias’s transfer to Dauntless is a chance to begin again. Here, he will not be called the name his parents gave him. Here, he will not let fear turn him into a cowering child.

Newly christened “Four,” he discovers during initiation that he will succeed in Dauntless. Initiation is only the beginning, though; Four must claim his place in the Dauntless hierarchy. His decisions will affect future initiates as well as uncover secrets that could threaten his own future—and the future of the entire faction system.

Two years later, Four is poised to take action, but the course is still unclear. The first new initiate who jumps into the net might change all that. With her, the way to righting their world might become clear. With her, it might become possible to be Tobias once again.

Opinião:
Nesta compilação de quatro contos ficamos a conhecer um pouco mais da história de Tobias e de como ele se tornou naquilo que é durante os acontecimentos da série Divergente.

São-nos apresentados alguns momentos chave da vida de Tobias, como a cerimónia de escolha da facção, o seu tempo enquanto iniciado. a descoberta de que nem tudo o que parece é e o modo como a sua relação com Tris se desenvolve.

Não posso dizer que achei que estas histórias me fizeram ficar a conhecer melhor o Tobias e a sua maneira de pensar porque na realidade não senti que trouxessem algo de novo para a mesa. Isto talvez aconteça porque na realidade nunca achei muita piada à história e aos personagens e com certeza que não foram estes contos que me fizeram ficar a gostar deles.

O que senti ao terminar o livro foi basicamente uma sensação de alívio por finalmente ter lido tudo o que podia acerca deste mundo e poder ter uma opinião formada. Neste momento não existe mais nada que eu possa ler e que por isso me possa levar a acreditar que ainda tenho hipótese de vir a ser redimida. Li tudo o que havia para ler e posso dizer sem qualquer receio que não achei a história e os personagens nada de especial.