segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Novos na Estante (da Rita) #11 - Dezembro 2016 & Janeiro de 2017


Olá a todos! Cá estou eu novamente, a actualizar esta rubrica de que tanto gosto, de modo a cumprir com o prometido.
Desta vez vou mostrar-vos os livrinhos que recebi no decorrer dos meses de Dezembro do ano passado e de Janeiro deste novo ano.

Mês de Dezembro


Ao longo de Dezembro fui comprando umas coisinhas:
- Seis mangas, um tipo de leitura que já sabem que muito aprecio e que pelos vistos andava um pouco atrasada na sua aquisição. Desta vez os que vieram cá para casa foram o volume 4 de Kenshin, O Samurai Errante, os volumes 3 e 4 de Tokyo Ghoul, os volumes 5 e 6 de Assassination Classroom e o volume 10 de Blue Exorcist. Todos eles muito boas leituras.
- Devido a uma promoção que estava a decorrer no Continente, comprei a metade do preço Amor Cruel de Coleen Hoover, uma autora que tenho curiosidade em experimentar e A Prova de Ferro de Holly Black e Cassandra Clare.
- De modo a aproveitar uns descontos no site da Saída de Emergência, comprei, como não podia deixar de ser, Jardins da Lua de Steven Erikson e Visão de Prata de Anne Bishop. E escolhi de oferta O Cavaleiro de Westeros e outras histórias do sr. Martin. 
Como estávamos na altura do Natal a SdE resolveu oferecer também aquele pequeno livrinho chamado A Arca de Natal


Para fechar com o mês adquiri os últimos volumes da série Sandman de Neil Gaiman. Portanto os volumes de 9 a 11.







Mês de Janeiro

O mês de Janeiro foi um mês muito contido, no qual só recebi dois livros:
- Redimida das Cast, para arrumar finalmente com esta série que me faz sentir masoquista ao insistir em ler. Mas pronto, já só falta este 12º volume. Ufff! (Estava com um grande desconto na Fnac, tenho desculpa).
- Three Dark Crowns de Kendare Blake, um livro que já tinha ouvido muito falar por aí, sobre três reinos, três irmãs rainhas e a luta pelo trono. 

E pronto, caros leitores, estas foram as minhas aquisições dos meses de Dezembro de 2016 e Janeiro deste ano.
Dentro de mais uns dias, cá estarei com um novo post, para vos mostrar as novidades de Fevereiro. Até lá, boas leituras!


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Novos na Estante (da Rita) #10 - Outubro & Novembro de 2016


Olá, olá pessoal! Nunca mais vos dei novidades nesta rubrica do "Novos na Estante", Shame on me! Mas, como se costuma dizer, mais vale tarde do que nunca e conto pôr tudo em dia durante a próxima semana.
Para não se tornar cansativo, vou juntar os meses em atraso dois a dois e vou tentar ser mais sucinta, de modo a conseguir chegar mais depressa ao tempo presente. 
Sem mais delongas, vamos lá a isto!

Mês de Outubro


No mês de Outubro as compras não foram muitas.
Comecei a adquirir semanalmente os livros da famosa série Sandman de Neil Gaiman, que saiam com o jornal Público. Neste caso, como podem ver na imagem ao lado, tratam-se dos volumes do 1 ao 4.

Consegui finalmente a bom preço a hardcover de Fire Touched de Patricia Briggs, o último livro publicado da série Mercy Thompson; e também The Hart of Betrayal de Mary E. Pearson, o segundo volume da trilogia The Remnant Chronicles.

Mês de Novembro

No mês de Novembro as comprinhas também não foram muitas: 
- Consegui Den of Wolves da minha querida Juliet Marillier a um preço fantástico no Book Depository. É o terceiro volume da série Blackthorn & Grim.
- A Million Worlds With You de Claudia Gray é o terceiro volume da série Firebird, da qual ainda não consegui ler livro nenhum. Mas sempre achei as capas fabulosas e a história apelativa.
- Continuei a adquirir semanalmente os vários volumes da série Sandman de Neil Gaiman, desta vez do 5 ao 8.
- E por último comprei mais duas graphic novels de séries que tenho vindo a acompanhar e que acho que valem muito a pena: Saga volume 5 e Tony Chu volume 5. 

E pronto, caríssimos, estas foram as minhas aquisições dos meses de Outubro e Novembro do ano passado.
Dentro de pouco tempo, cá estarei com um novo post, para vos mostrar mais novidades em atraso. Até lá, boas leituras!

Opinião - Outras Terras e O Povo das Crianças Divinas

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The Other Lands
Série: Acacia, #3 e #4 aka #2
Páginas: 336 e 336
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374822 e 9789896375379
Tradutor: Maria Correia

Sinopse:
Outras Terras:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

A luta apocalíptica contra os Mein terminou. Uma vitoriosa Corinn Akaran reina no Império Acaciano do Mundo Conhecido. Apoiada no seu conhecimento de artes mágicas do livro A Canção de Elenet, ela reina com mão de ferro. E reconstruir um império desgastado pela guerra não é fácil. Das misteriosas Outras Terras, chegam à corte notícias inquietantes, e Corinn envia o seu irmão, Dariel, como emissário pelos mares tempestuosos das Encostas Cinzentas.

Ao chegar àquele distante continente, este antigo pirata é apanhado numa rede de velhas rivalidades, ressentimentos, intrigas e uma crescente deslealdade. A sua chegada provoca um tal tumulto que o Mundo.

Conhecido é de novo ameaçado pela possibilidade de invasão — algo que tornaria os anteriores perigos numa brincadeira de crianças. Sem aparentes obstáculos, um novo ciclo de acontecimentos que irá arruinar e remodelar o mundo está prestes a começar…


O Povo das Crianças Divinas
Um império com perigosos aliados e demasiados inimigos. Quatro príncipes determinados a cumprir um destino. Uma rede de intrigas que atravessa gerações. Manter o trono de Acácia poderá revelar-se uma tarefa fatal.

Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios interesses.

Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas, vai enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém imaginava que um dia pudessem voltar.

Opinião:
Não me lembro se já tinha dito isto ou não. Mas eu detesto a Corinn. Muito a sério. É a personagem que eu mais detesto em toda a saga. Se bem que para o final do quarto livro, em português, tenha começado a não a odiar tanto a verdade é que continuo a não a suportar. Nem os vilões da história, que basicamente são a Liga e o povo "irmão" dos numrek, me conseguem fazê-los detestá-los tanto.

Não haja dúvida que gostei de ficar a saber mais acerca do que existe para lá do Mundo Conhecido. Quais e como são os povos, as suas características, o porquê de necessitarem tão desesperadamente da Quota. Não haja dúvida que algumas coisas começam a fazer sentido. Mas aquilo que foi  feito às crianças? Damn, é preciso ser-se completamente distorcido e amoral. 

Gostei mais deste(s) livro(s) que do(s) anterior(es). Achei que a história está melhor escrita e não haja dúvida que ao chegarmos ao fim da narrativa precisamos de um novo livro para ligar todas as pontas soltas e trazer um final definitivo a tanta confusão.

Este é um livro intermédio, e tal como se podia esperar as peças vão-se alinhando para o final. A Corinn continua a governar o reino com mão de ferro, usando e abusando de todos sem pensar neles como pessoas ou família, mas simplesmente como peões. Assim sendo envia Dariel com a Liga para o lado desconhecido do Mundo, o que vai dar asneira. Ao mesmo tempo envia Meena matar as aberrações que apareceram devido aos Santoth. No primeiro caso a coisa apesar de dar para o torto acaba por ajudar Dariel a libertar-se das amarguras que o consumiam, já Meena acaba por se sentir cada vez mais morta por dentro, até que encontra Elia, o que vem mudar a sua vida. A única coisa que não gostei foi o facto de que estava a ler acerca da maneira como a Meena e a Elia se tornam parceiras e estava sempre a pensar em Daenerys... Foi um bocado irritante.

Existem novas peças a serem introduzidas na narrativa, como Shen. Que sinceramente me pareceu um pouco caída do céu e ainda estou para tentar perceber qual é realmente o seu intuito. Espero que seja realmente uma criança inteligente e sábia como parece e não um novo joguete nas mãos de alguém. Já existem demasiados joguetes nesta narrativa. A não ser Corinn parece que mais ninguém tem vontade própria.

O que realmente mais gostei no livro foi ver as peças a alinharem-se para o grande final e começar a perceber o que é que realmente aí vem. Ao mesmo tempo adorei ficar a conhecer um pouco mais deste mundo e o que está para lá do mundo conhecido de Acácia. Enquanto que no primeiro livro apenas tínhamos especulações aqui os conhecimentos tornam-se reais e são muito mais interessantes do que aquilo que se poderia esperar. Os auldek são um povo bastante requintado em determinados aspectos, sendo que noutros são completamente assustadores. Espero poder vir a ver mais da sua maneira de ser.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Opinião - Soberba Ilusão

Ficha Técnica:
Autor: Andreia Ferreira
Série: Trilogia Soberba, #3
Páginas: 240
Editor: Alfarroba
ISBN: 9789898745507

Sinopse:
O fim está próximo, mas Carla não sabe. Concentra-se no próximo passo: expulsar o demónio Rita da sua vida de uma vez por todas. Porém, o anjo tem um plano, os demónios querem-na morta, amigos aliam-se com inimigos, e até aqueles em quem ela mais confia escondem segredos. Ela é o alvo.
Na excitante conclusão da trilogia, iniciada com Soberba Escuridão, Carla enfrenta o seu destino - as hordas do Céu e do Inferno parecem determinadas a utilizá-la quer ela queira quer não.

Opinião:
Foi em 2011 que comecei a ler esta série, por tanto já estava mais que na altura de a terminar. Se bem me recordo gostei bastante dos dois anteriores livros, o mesmo não aconteceu com este último. Porquê? Vários factores.

Um deles é o facto de que já se passou algum tempo e por isso foi algo complicado lembrar-me dos acontecimentos anteriores. E ao contrário do que acontece com muitas séries que sigo, aqui não deu para ir para a internet fazer uma pesquisa e tentar recordar-me dos acontecimentos. Outro é o facto de que como leitora sou cada vez mais exigente naquilo que leio. Espero uma evolução constante no autor, ou se espero que o livro atinja uma determinado patamar e isso não acontece fico decepcionada, o que me estraga a leitura. Neste caso lembro-me que quando terminei o segundo livro estava curiosa para o que iria acontecer a seguir. Recordo-me que estava admirada com as decisões da autora, principalmente pela sua ousadia em incluir cenas de sexo na narrativa, que por sinal até estavam bem escritas sem roçar o ridículo. Contudo esperava uma evolução na escrita e no enredo da história o que não aconteceu.

Lendo a minha opinião anterior deparo-me com o facto de já na altura ter achado algumas partes confusas. Neste livro essa sensação é constante, principalmente nas partes mais importantes onde nos é explicado o cerne da questão. Achei que determinadas coisas eram explicadas como se à partida devêssemos perceber quem são as filhas de Caim e afins. Achei que foi tudo atirado para ali de uma forma um bocado impensada e sendo este o terceiro livro isso já não deveria acontecer.

Ao mesmo tempo a história da Ana e do Ricardo começou a tirar-me do sério. Afinal ela é a Cleo dele, mas ele quer é ficar com a Carla. Detesto este tipo de indecisões e ambiguidades. Neste tipo de situações ou é preto ou é branco. Tanta indecisão não faz bem nem jus a nenhum dos personagens.

Quanto ao fim, não me incomodou propriamente. Consigo perceber a opção da autora, mas acho que poderia ter sido melhor desenvolvido, com mais sentimento da parte da Carla e dos restantes personagens. O Cael acabou por se mostrar uma pessoa bastante egoísta que na realidade não sabe o que é amar e temo um pouco pelo que será do futuro. Se ele realmente vai compreender o que é amar e evoluir como "pessoa".

E pronto, basicamente é isto. Esperava mais, mais evolução da parte da autora, as arestas limadas, um final um pouco mais complexo. Tal não aconteceu e achei que o livro não trazia nada propriamente novo para a história ou para os personagens a não ser o facto de que finalmente sabemos o que se está a passar. Mas mesmo assim este conhecimento não aparece alterar significativamente a maneira de estar e ser dos personagens, logo acaba por deixar um sabor a pouco na boca do leitor.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Opinião - A Casa de Bonecas

Ficha Técnica:
Autor: M. J. Arlidge
Título Original: The Doll's House
Série: Helen Grace, #3
Páginas: 320
Editor: TopSeller
ISBN: 9789896682705
Tradutor: Rui Azeredo

Sinopse:
O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome. Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil — um predador que já matou antes. À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.

Opinião:
Em A Casa de Bonecas continuamos a seguir a detetive Helen Grace e em jeito de consequência deparamo-nos com mais um caso assustador. Uma rapariga é encontrada enterrada na praia e a morte não é recente. O autor foi bastante cuidadoso e não deixou quaisquer tipo de pistas para trás. Mas aos poucos e poucos Helen e a sua equipa vão conseguindo obter pistas e tirar conclusões de forma a conseguir identificar o assassino.

Mais uma vez Arlidge fez um óptimo trabalho. A história é contada sobre vários pontos de vista, o de Helen, o de Harwood, Charlie, do assassino, da vítima e alguns mais. Além de nos depararmos com um novo caso em que o assassino é bastante meticuloso apesar de completamente louco, continuamos a seguir as repercussões dos acontecimentos dos livros anteriores.

Helen continua a não ser capaz de dar uma oportunidade seja a quem for de ter uma relação com ela, mantendo sempre à distância quem se pudesse preocupar, excepto Charlie. Já Charlie está de licença visto estar a chegar ao termo da gravidez, mas mesmo assim não consegue deixar de sentir a falta do seu trabalho e de ajudar a Helen naquilo que pode. A Harwood mostra-se uma pessoa completamente desequilibrada na sua tentativa de prejudicar a Helen, indo a extremos para o conseguir e levando outras pessoas pelo mau caminho. Espero sinceramente que esta pessoa, um dos colegas de equipa da Helen, veja o erro que cometeu e esteja disposto a ser melhor porque ele até tem bastante potencial. Gostei de ver que a Helen está a conseguir ganhar aliados que a protegem da tentativa da Harwood se vingar. Pessoas com quem a Helen pode contar para que o trabalho seja bem feito independentemente das consequências.

Falando um pouco do nosso psicopata, não há dúvida que ele é bastante meticuloso, e é fácil de perceber o porquê do título. Não só existe uma casa de bonecas enquanto objecto como o modo como ele controla a vida das raparigas que rapta faz parecer que está a brincar com bonecas. É realmente doentio ver como ele tira prazer em tomar a rédeas da vida delas, em as colocar num quarto que parece de brincar e fingir que está  tudo bem. Quando finalmente percebemos o porquê desta sua demência a verdade é que ficamos com alguma pena, pelo menos eu fiquei. Aquilo porque passou, os momentos traumatizantes, é fácil perceber como é que podem ter contribuído para se tornar no que se tornou.

Mais uma vez foi um livro de que gostei. Contudo, e infelizmente, não foi um dos meus favoritos do autor. Aguardo ansiosamente pela leitura do próximo para ver se tenho a oportunidade de voltar aos momentos mais sórdidos que o autor nos costuma apresentar.