sexta-feira, 14 de abril de 2017

Novos na Estante (da Rita) #13 - Março de 2017


Olá pessoal! Sejam bem-vindos a mais um Novos na Estante. O mês de Março já lá vai e por aqui estou mais que pronta para vos mostrar os livrinhos novos que chegaram cá a casa. Vamos a isto?

Comecemos então com as compras em PT:
Esperei que a Fnac fizesse 20% de desconto em todos os livros, para aderentes, de modo a aproveitar da melhor maneira os cartões presente e um vale de desconto que tinha aqui para gastar.
Por isso, estes quatro livrinhos que se encontram na imagem ao lado saíram-me de borla ^^
- Norte e Sul de Elizabeth Gaskell, um clássico que há muito queria adquirir;
- Marcado na Pele da minha Anne Bishop, o 4º volume da série Os Outros;
- Rei dos Espinhos e Imperador dos Espinhos de Mark Lawrence, volumes 2 e 3 da Trilogia dos Espinhos.
Continuando com os livros em PT e agora na vertente Graphic Novel e Manga:
- Assassination Classroom, volume 7 de Yusei Matsui;
- Fatale volumes 1 e 2 de Ed Brubaker e Sean Phillips, uma série nova na qual resolvi apostar, já que estes dois livros estavam com uma promoção especial;
- Saga volume 6 de Brian K. Vaughan e Fiona Staples.
E por fim, os livros em inglês, todos eles adquiridos com desconto:
- Empire of Storms de Sarah J. Maas, o 5º volume da série Throne of Glass;
- Bright Smoke, Cold Fire de Rosamund Hodge, um livro que mistura Romeu e Julieta e Necromantes;
- Long May She Reign de Rhiannon Thomas é uma novidade literária;
- Yellow Brick War de Danielle Paige, o 3º volume da série Dorothy Must Die, uma espécie de retelling do Feiticeiro de Oz em que Dorothy é vista como a má da fita, pelo que percebi. Ainda não li nenhum livro da série e só comprei este por estar mais barato.

Pronto pessoal, no que toca a aquisições, foi isto o meu mês de Março. E por aí, quais foram as novidades nas vossas estantes? Já leram ou querem ler algum destes livros? Contem tudo, que por aqui gostamos de saber :)
Por agora me despeço e para o próximo mês cá estarei novamente, com um novo post, para vos mostrar mais novidades. Até lá, boas leituras!


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Peek-a Book (Rita) - Uprooted


Ficha Técnica:
Autor: Naomi Novik
Páginas: 438
Editor: Macmillan
ISBN: 9781447294139

Sinopse:
Agnieszka loves her valley home, her quiet village, the forests and the bright shining river. But the corrupted wood stands on the border, full of malevolent power, and its shadow lies over her life.

Her people rely on the cold, ambitious wizard, known only as the Dragon, to keep the wood's powers at bay. But he demands a terrible price for his help: one young woman must be handed over to serve him for ten years, a fate almost as terrible as being lost to the wood.

The next choosing is fast approaching, and Agnieszka is afraid. She knows - everyone knows - that the Dragon will take Kasia: beautiful, graceful, brave Kasia - all the things Agnieszka isn't - and her dearest friend in the world. And there is no way to save her.

But no one can predict how or why the Dragon chooses a girl. And when he comes, it is not Kasia he will take with him.

From the author of the Temeraire series comes this hugely imaginative, engrossing and vivid fantasy novel, inspired by folk and fairy tales. It is perfect reading for fans of Robin Hobb and Trudi Canavan.

Opinião:
Desde que vi este livro ser publicado que fiquei cheia de vontade de o ler. Comprei-o pouco tempo depois, mas devido às habituais contingências da vida de um leitor, foi ficando um pouco para trás e só agora, graças à Joana e a este nosso projecto do Peek-a Book, é que lhe peguei. E fico TÃO feliz por isso! Adorei profundamente este livro, a história, os personagens, as mensagens que nos transmite, tudo! Foi uma obra que me encheu as medidas por se revelar tão completa.

Posso dizer-vos, que esta foi uma daquelas vezes em que me deixei enganar pela sinopse e sem qualquer arrependimento. Fez-me imaginar um livro cuja história girasse em torno da escolha de uma rapariga em detrimento de outra por um desagradável feiticeiro e das provações que esta teria de suportar por dez anos nas suas mãos. Ora, não podia estar mais longe da verdade, pois a escolha mencionada na sinopse é apenas a ponta de um vasto iceberg.
Como pano de fundo temos um bosque danado, repleto de sinistras criaturas, uma pequena aldeia que vive na sua sombra, duas amigas inseparáveis, mas muito diferentes uma da outra, e um frio feiticeiro numa torre cuja função é proteger o reino da corrupção do bosque. Belo conjunto de ingredientes para uma história, certo?

Sou da opinião que Naomi Novik conseguiu conceber uma narrativa belíssima, bem estruturada, inteligente e acima de tudo, surpreendente. O desenrolar dos acontecimentos trouxe muitas surpresas, estava longe de imaginar o rumo que a história tomou e tudo aquilo que os personagens iriam ter de suportar.
Somos brindados com momentos de grande poder e pura magia, com passagens bem negras e violentas, com episódios da mais profunda das amizades e paixão ardente, já para não falar de coragem, fé e tenacidade. 

Os personagens, de tão bem elaborados, cativaram-me por completo. Nieshka com toda a sua magia crua, fora do convencional, força e perseverança. A sua linda amizade com Kasia, capaz de resistir aos mais duros pesadelos. Esta última, uma personagem que sofreu grandes mudanças e que ninguém diria vir a fazer tudo aquilo que se viu. Sarkan, o Dragão, um personagem que se revelou mais humano do que parecia, que foi capaz de se moldar a outras realidades. E acima de tudo, o próprio Bosque. O inimigo sem rosto, antigo como o início dos tempos, poderoso, repleto de maldade, de corrupção, ardiloso e implacável. Capaz de destruir tudo sem olhar para trás.
Adorei ver a evolução em todos eles.

No que respeita ao clímax da obra, devo dizer que achei sublime. O atribuir de um rosto e forma a um inimigo omnipotente e omnipresente, a história das árvores coração, a revelação da força motriz que desencadeou tanta obscuridade e maldade para com o Homem, e o sentimento de compaixão que esse testemunho nos imprime; e claro, o culminar de tudo: a descoberta de uma solução e o deitar mãos à obra. Perfeito, de tão bem conseguido.

Uprooted é uma obra marcante, cujos personagens e história permanecem connosco mesmo depois de arrumar o livro na estante.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Opinião - Tigana - A Lâmina na Alma e A Voz da Vingança

Ficha Técnica:
Autor: Guy Gavriel Kay
Título Original: Tigana, #1.1 e #1.2
Páginas: 320 e 320
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896376055 e 9789896376260
Tradutor: Carlos Daniel S. Vieira e Ana Cristina Rodrigues
Adaptação: Jorge Candeias

Sinopse:
Tigana - A Lâmina na Alma
Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado.
Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa recuperar um nome banido: Tigana.
Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia.


Tigana - A Voz da Vingança
O príncipe Alessan e os seus companheiros puseram em marcha um plano perigoso para unir a Península de Palma contra os reis despóticos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior, numa tentativa de recuperar Tigana, a sua terra natal amaldiçoada. Brandin é um rei maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está cativo da sua beleza e charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas em seu redor. Entretanto, o nosso grupo de heróis viaja pela Península, em busca de alianças e trunfos decisivos que podem mudar a maré da batalha a seu favor. Alessan está mais moralmente dividido que nunca, Devin já não é o rapaz ingénuo que era, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre uma nova magia na Península. Conseguirá Tigana vingar a memória dos seus mortos? Ninguém consegue prever o fim nem as perdas que irão sofrer. Sacrifícios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para uns vencerem, outros terão forçosamente de tombar.

Opinião:
Deste autor li o ano passado Os Leões de Al-Rassan, livro esse que adorei. Assim sendo foi com grande expectativa que parti para a leitura deste Tigana, do qual já tinha ouvido falar maravilhas. Para meu grande desgosto não gostei nem de perto tanto deste livro como gostei do anterior. Posso desde já dizer que gostei muito mais da segunda metade do livro do que da primeira. Eventualmente porque durante a primeira parte nos são apresentados os personagens e a sua demanda, bem como explicado o mundo que nos é apresentado. A segunda parte tem mais acção e é aqui que realmente algo acontece, e por isso mesmo a leitura também se torna mais célere.

Gostei bastante dos personagens que nos são apresentados, todos eles bastante complexos. Nenhum é apenas bom ou mau. Os heróis cometem assassínios e outros semelhantes sem qualquer escrúpulos de modo a conseguirem atingir os seus objectivos. Já supostamente um dos vilões é alguém capaz do amor mais profundo que se poderia imaginar numa pessoa. Assim sendo é difícil não sentir-mos empatia por Brandin, ao mesmo tempo que nos sentimos algo revoltados com as atitudes de Alessan e Baerd. A única personagem que sem dúvidas é mesmo odiosa e sem nada de bom é Alberico. O homenzinho era mesmo asqueroso, com toda a sua ganância e necessidade de poder.

O mundo onde se passa a acção está bastante bem construído e fundamentado. Tem as suas próprias lendas e ritos e tudo se encaixa perfeitamente. Gostei bastante de ir descobrindo aos poucos as várias características dos territórios de Palma, bem como o tipo de pessoas que a habitam.

Contudo a mais valia da história é sem dúvida os seus personagens. Não existe um únicos que não tenha vários tons de cinzento, que lute com os seus demónios e as suas escolhas, que combata todos os dias com aquilo que a razão e o coração lhe dizem. A personagem mais notória neste aspecto é sem dúvida Dianora, que por um lado quer libertar Tigana, mas por outro descobriu em Brandin um homem extremamente inteligente e carinhoso por quem acaba por se apaixonar. Deve ser algo terrível, os sentimentos com que Dianora lida a todos os momentos...

Infelizmente, o desenrolar da história teve pontos menos bons. Principalmente o clímax, que achei ter sido alcançado de repente e ser resolvido ainda mais rapidamente. Gostaria de algo mais trabalhado e com mais suspense.Algo mais demorado a realizar, tal como a demanda a que Alessan se sujeitou. Por fim não posso deixar de falar do final. A sério? Era preciso mais desgraça? Depois de tudo o que aconteceu o autor tinha mesmo que colocar aquele final? Acho que era desnecessário depois de toda a tristeza que já existia. Já havia um final agridoce, não era preciso mais tragédia.

Assim sendo foi um livro que se por um lado me satisfez, por outro me deixou algo desiludida.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Mini-Opinião - Seduced by a Pirate

Ficha Técnica:
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales, #4.5
Páginas: 128
Editor: Avon
ASIN: B0092QKWVU

Sinopse:
In Eloisa James's companion story to The Ugly Duchess, Sir Griffin Barry, captain of the infamous pirate ship The Poppy, is back in England to claim the wife he hasn't seen since their wedding day . . . but this is one treasure that will not be so easy to capture.

Opinião:
Nesta novela ficamos a conhecer a história do Griffin. Este é primo do James, e encontram-se novamente quando o James está a ser atacado por um navio pirata que pertence, nem mais nem menos, ao Griffin. Achei extremamente engraçado o facto de que o Griffin ter tanto medo de voltar para casa por causa do que aconteceu na sua noite de núpcias e por detestar títulos e ter uma relação atribulada com o pai por causa disso. 

No final aquilo que ele esperava acabou por não ser aquilo que aconteceu. Às vezes fugimos a vida inteira de determinados cenários que imaginamos e depois quando as coisas acontecem tudo aquilo que temíamos não passa de falta de crença em nós mesmos. Basicamente foi isso que aconteceu nesta novela. Gostei bastante da atitude dominadora do Griffin e ainda mais da maneira como a Phoebe se tentar comportar ao pé dele. Tenta sendo a palavra chave, porque por mais que ela tente ser civilizada a verdade é que está sempre a fazer-lhe frente e a dizer que não.

Uma vez mais não gostei de toda a situação de a parte masculina ter ido para a cama com outras mulheres e isso ter sido ultrapassado rapidamente com explicações no mínimo desenxabidas. Em contra partida adorei o mal entendido com o Flying Poppy e as crianças. Sem dúvida que as crianças foram algo de admirável, principalmente o rapazinho mais velho. Foi interessante ver como o Griffin se comportava com elas, sendo filhas apenas da Phoebe. Apesar de tudo este não quis abrir mão delas e a sua única intenção era protegê-las o que sem dúvida é louvável.

Acredito que a história teria beneficiado se fosse ligeiramente maior, mas não se pode pedir tudo. Acho que serviu o seu propósito e espero sinceramente que o próximo livro não tenha os mesmo pontos negativos que encontrei no anterior e nesta novela.

sábado, 1 de abril de 2017

Opinião - Mors Tua, Vita Mea: A tua morte, a minha vida

Ficha Técnica:
Autor: Vanessa Santos
Páginas: 540
Editor: Chiado
ISBN: 9789895130771

Sinopse:
Sou a Sara, e estou agoniada, desesperada, com suores frios, o mundo ganhou profundidade, está calor, não, é frio, estou tonta. Tirem-me daqui, por favor.
É assim que se inicia o relato de Sara, a rapariga mais comum da cidade de Leiria. É-lhe transmitido pelo seu chefe um segredo de família que lhes trará dificuldades e mudanças.
Em pouco tempo, Sara verá a sua vida dar uma volta de 180º, viverá momentos de pânico, medo e de pura paixão.
Trata-se de um relato divertido, que descreve o desenrolar da trama de uma forma leve, dando a conhecer o ponto de vista de uma jovem na casa dos vinte anos e no auge da sua imaginação, descrevendo as cenas que vive com à vontade e humor.

Opinião:
O ano passado fui contactada pela Vanessa que me perguntou se gostaria de ler o seu livro para posteriormente lhe dar a minha opinião. Infelizmente colocaram-se outras coisas pelo meio e só agora tive oportunidade de ler o seu livro.

Houve pontos positivos e pontos negativos acerca do livro. A maior parte dos pontos negativos têm sem dúvida a ver com a fraca ou inexistente revisão do livro. Se isso me incomodou? Sem dúvida. Contudo tentei ter uma mente aberta e ignorar a quantidade astronómica de gralhas. Tentei focar-me essencialmente nas história em si, nas personagens e afins.

Sem dúvida que o pior foi mesmo a revisão. O facto de não ter existido uma revisão prejudicou o livro em vários sentidos. O mais óbvio é sem dúvida o facto de existirem milhentas gralhas ao longo de todo o livro. Palavras mal escritas, acentos ao contrário ou inexistência dos mesmos. Frases com construções estranhas, enfim. Aquelas coisas que fazem com que o leitor muitas vezes desista de um livro. Contudo chegou a um momento em que acabei por me conseguir abstrair desses erros, eventualmente porque o meu cérebro ficou tão habituado que deixou de ligar àquilo que via.

Outros aspectos em que a revisão teria ajudado foi nas construção e organização da história. O primeiro capítulo tem cerca de 250 páginas, o que é impensável em qualquer história. Detectei ali vários sítios onde a autora poderia ter quebrado a narrativa para terminar e iniciar outro capítulo, mas não o fez. Para mim a extensão capítulo irritou-me solenemente visto que gosto de ler livros por capítulos. É mais fácil para me focar  na história, ajuda-me a avançar na leitura e mais uns quantos benefícios. Tendo em conta que este capítulo é enorme muitas das vezes fazia-me sentir que não saía do mesmo sítio. Ao mesmo tempo a Sara é uma personagem que gosta bastante de divagar e de nos contar histórias do seu passado. Por um lado gostei bastante destes momentos porque nos mostram melhor que tipo de pessoa ela é, mas por outro podem tornar-se algo aborrecidos em demasia. Estes dois aspectos aliados poderiam ter levado a que me sentisse extremamente aborrecida durante a primeira metade do livro. A verdade é que isso não aconteceu. A Sara é uma personagem bastante cativante e interessante, cheia de genica e desenrascada apesar de completamente desastrada. Foi essencialmente a sua personalidade que salvou o livro, bem como a história que até é interessante.

A escrita da autora em si também é agradável. Os diálogos entre personagens estão bem construídos, sem bem que tive alguns problemas ali com uns sms trocados, achei a troca lamechas de mais e detesto coisas lamechas sem necessidade. Quanto ao final da primeira parte, porque sim, o livro está dividido em duas partes com dois prólogos e afins o que não faz muito sentido, achei-o apressado. Sinceramente parecia que a Sara estava a ter uma alucinação porque foi tudo fácil e rápido de mais no final. Não parecia real. Juro que pensava que havia ali marosca qualquer dos maus. Mas não. As coisas ficaram mesmo resolvidas. Fiquei com um ar um bocadinho WTF?, mas pronto. Mais uma vez aqui penso que o problema foi mais pela falta de revisão. visto que não há muito a fazer quanto à inexperiência da autora.

Quanto à segunda parte do livro, bem... Antes de mais é um bocado idiota ter parte um e parte dois, até porque dá para perceber perfeitamente que era suposto serem dois livros em separado. E a realidade é que o leitor é apanhado de surpresa porque em lado nenhum é dado a entender que o livro é uma espécie de compilação. Enfim, mais uma vez terá sido um mau trabalho da editora que não se deu ao trabalho de guiar a autora. Não gostei tanto da segunda metade do livro como da primeira. Achei a história mais sóbria, principalmente porque o Cláudio é também mais sério. Contudo até mesmo nas partes em que a história é contada pelo ponto de vista da Sara achei que lhe faltava personalidade. Penso que se perdeu um pouco da essência da personagem entre a primeira e a segunda parte. Existe também mais pontos de vista nesta segunda parte do que na primeira. Se bem que dá outra dimensão à história, a verdade é que está pouco clara a passagem de uma personagem para a outra. Poderia haver ali uma sinalização qualquer de modo a que rapidamente o leitor conseguisse identificar a alteração. Não gosto muito de estar a ler e não estar a perceber muito bem o que estou a ler porque o meu cérebro ainda se está a aperceber que estou a ler a história de outro ponto de vista...

Mais uma vez não gostei muito do final, exactamente pelo mesmo motivo que anteriormente. Achei-o muito apressado e resolvido facilmente em vez de ser uma coisa com pés em cabeça.

Apesar de parecer que essencialmente só encontrei pontos negativos, a verdade é que até gostei do livro, mais do que aquilo que esperava. Acho que simplesmente é mais fácil falar daquilo que não gosto do que do que gosto. De uma maneira geral gostei bastante de Sara, a autora soube construir uma personagem interessante, se bem que perdeu um pouco o seu brio na segunda parte do livro. O mistério da história em si também é interessante, se bem que na segunda parte não é explicado o porquê de um dos vilões andar a perseguir Sara. E acho que esse esclarecimento era bastante importante. Gostei da escrita da autora e fiquei surpreendida com os diálogos, sou sincera quando digo que normalmente estou sempre à espera de ter problemas com os mesmos. Resumindo, acho que a Vanessa é uma autora com potencial, mas que infelizmente fez uma má escolha com a editora e que ficou a perder muito com isso. Espero que caso venha a publicar novo livro tenha mais sorte.