sábado, 30 de setembro de 2017

Opinião - Fighting the Silent

Ficha Técnica:
Autor: Bruno Martins Soares
Série: Dark Sea War Chronicles
Páginas: 171
Editor: Brodom Publishing
ASIN: ?

Sinopse:
In a distant solar system, a war breaks between the Webbur Union, its ally the Kingdom of Torrance, and their rival, the Axx Republic. Byllard Iddo is a young man who accidently killed his father in a martial arts training session. He left to join the Space Navy.

Now a lieutenant in the powerful Webbur Navy, Byl will serve in different ships and face danger as the war grows in violence. Refusing to disappoint his new family, the Navy, he embarks in a desperate mission to diminish a ruthless threat: the invisible Silent Boats that prey on the convoys that cross the void Dark Sea space between Webbur and Torrance.

He is sure of only one thing: many will die in the battles ahead and he will do whatever it takes to bring the war closer to an end. As he walks this path, through tales of love, pain and sacrifice, he becomes the youngest and most decorated Captain in Webbur Space Navy’s history.

Opinião:
The english version of this opinion can be found here: Goodreads 

Agradeço desde já ao Bruno por me ter cedido o livro antes da sua data de publicação, sendo que aqui fica então a minha opinião. De um modo geral, considero que a maior parte das falhas do livro estão relacionadas com o seu tamanho. Dá perfeitamente para perceber que se o autor pudesse ter uma maior margem de manobra quanto ao tamanho do livro, a coisa teria corrido bem melhor. Até porque também já li outros livros dele e sei do que ele é capaz e foi-me fácil ver que havia ali tanto potencial a ser explorado.

Na generalidade achei que faltou um pouco mais de contexto sobre o que se estava a viver. Sobre os motivos e o que movimentava as pessoas. Houve essa informação, mas pareceu-me tudo um bocado desapegado, mecanizado. Então quando o Byl contava acerca da guerra e do que se estava a passar, parecia-me extremamente neutro. Como se tudo se estivesse a passar ao longe. Acho que as únicas alturas em que o vi a mostrar verdadeiro sentimento foi quando ele pensava na Lara e na altura em que se tornou capitão. Sei que ele andava um bocado apático com o que aconteceu, mas faltou-me o cheiro a guerra, aquele frio na barriga por saber que a qualquer momento algo pode acontecer. A verdade é que cheguei ao fim e aquilo que estava a ler tanto podia ser uma guerra como outra coisa qualquer.

A cena final vai, sem dúvida, surpreender os leitores, pelo menos eu fiquei positivamente surpreendida com o que descobri nessa cena! Houve só um pequeno pormenor que me desagradou: o facto de ser tão extensa. Preferia uma cena final mais condensada, cheia de emoção. Como a mesma ainda se arrasta ao longo de algumas páginas no final não terminei o livro com aquela sensação de "então e agora?". Apesar de esta cena ter sido ligeiramente encurtada posteriormente, continuo a achar que com um pouco mais de tempo poderia ter ficado excelente.
A escrita é fácil de seguir, e apesar de terem existido alguns aspectos que me deixaram desconfortável a verdade é que depois de ter ganhado balanço li tudo de uma assentada. Gostei dos nomes e tecnologias criados. Principalmente dos nomes dados às diferentes posições hierárquicas e afins. Em alguns casos derivam directamente daquilo que conhecemos, noutros têm pequenas alterações que lhes dão logo outro ar. Gostei do Byl como personagem, acho que tem potencial para crescer. Neste momento apesar de tudo pelo que passou ainda cheira um pouco a leitinho e vejo-o como alguém que ainda tem que perder alguma inocência, contudo penso que para lá caminhe. Gostei ainda da Mira, mas a verdade é que o que vemos é apenas aquilo que o Byl vê, pelo que gostava de conhecer um pouco mais do seu passado e do porquê de ser como é. Gostei bastante da interacção do Byl com o pai da Mira, não haja dúvida que ele é bastante interessante e que muitas surpresas ainda poderão dali vir.

Contudo já tive oportunidade de ler o segundo livro e posso dizer que está bastante bom e por isso vale o investimento neste primeiro livro apesar de achar que podia estar melhor.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mini-Opinião - Moving e Maria and the Ocean

Ficha Técnica:
Autor: Bruno Martins Soares
Páginas: 13
ASIN: B075BM4N1K

Sinopse:
Paulo didn't like having to move from his house. Who does? But his books are determined not to go. They just won't let him pack.
A new short-story by award-winning Portuguese author.

Opinião:
Esta não é a primeira vez que leio algo do autor, por isso sabia que seria difícil não gostar de deste conto. Um conto simples e que vai directo ao assunto. Contudo isso não é impedimento para que o leitor crie um laço de intimidade com o protagonista. Principalmente se o leitor foi tão aficionado por livros como o Paulo. Sendo que o Paulo é uma pessoa que gosta de tudo bastante organizado e da sua rotina é fácil compreender o quão horrível é sequer o pensamento de ter que empacotar todos os seus livros para mudar de casa. Eu acho que se fosse comigo me iria acontecer exactamente o mesmo que lhe aconteceu a ele, perder-me nas páginas de cada livro que pegasse.

Gostei da reviravolta do livro e de como tudo acabou por correr pelo melhor. Achei pouco provavel uma das coisas que aconteceu no final, mas percebo que possa ter sido para facilitar a conclusão da história num número de páginas aceitável. Assim sendo foi sem dúvida um conto de que gostei.

Ficha Técnica:
Autor: Bruno Martins Soares
ASIN: B0754FSRQS

Sinopse:
Maria is a normal girl with an extraordinary relationship with the sea. As climatic changes take effect, this relationship could save everyone around her.
A short-story by award-winning Portuguese author.

Opinião:
Maria and the Ocean, vais buscar um pouco da história de Portugal, ao mesmo tempo que aborda um tema bastante actual, as alterações climáticas. Ao mesmo tempo tem o seu quê de fantástico aqui apresentado na relação que a Maria tem com o mar. Uma vez mais é um conto simples, com uma linguagem simples mas cativante. É impossível não nos sentirmos atraídos pela personalidade de Maria.

Gostei principalmente da explicação dada para a relação que a Maria tem com o Oceano. Às vezes existem pessoas que são simplesmente especiais e nós nem conseguimos perceber exactamente porquê. O final é triste, mas ao mesmo tempo encantador. Confesso que fiquei bastante emotiva ao ler a cena final, o que me deixou completamente rendida ao conto.

sábado, 23 de setembro de 2017

Opinião - The Core

Ficha Técnica:
Autor: Peter V. Brett
Série: The Demon Cycle, #5
Páginas: 448
Editor: Del Rey
ASIN: B01MQLLAR7

Sinopse:
New York Times bestselling author Peter V. Brett brings one of the most imaginative fantasy sagas of the twenty-first century to an epic close.

For time out of mind, bloodthirsty demons have stalked the night, culling the human race to scattered remnants dependent on half-forgotten magics to protect them. Then two heroes arose—men as close as brothers, yet divided by bitter betrayal. Arlen Bales became known as the Warded Man, tattooed head to toe with powerful magic symbols that enable him to fight demons in hand-to-hand combat—and emerge victorious. Jardir, armed with magically warded weapons, called himself the Deliverer, a figure prophesied to unite humanity and lead them to triumph in Sharak Ka—the final war against demonkind.

But in their efforts to bring the war to the demons, Arlen and Jardir have set something in motion that may prove the end of everything they hold dear—a Swarm. Now the war is at hand and humanity cannot hope to win it unless Arlen and Jardir, with the help of Arlen’s wife, Renna, can bend a captured demon prince to their will and force the devious creature to lead them to the Core, where the Mother of Demons breeds an inexhaustible army.

Trusting their closest confidantes, Leesha, Inevera, Ragen and Elissa, to rally the fractious people of the Free Cities and lead them against the Swarm, Arlen, Renna, and Jardir set out on a desperate quest into the darkest depths of evil—from which none of them expects to return alive.

Opinião:
I received an advance copy from the publisher via NetGalley. This in no way swayed my thoughts on this book.

This is the last book in the Demon Cycle series. Alagai'Sharak is on the way and everyone will need to step in if they hope to survive the few next new moons. Jardir, Arlen, Rena, Shanjat and Shanvah continue to travel to the queen's nest to try to stop the swarm. At the same time, Inevera, Leesha, Elisa and Ragen are trying to find a solution so they can keep people alive and prevent the demons from taking over the cities.

Generally speaking, I liked the story, and the way a lot of characters stepped out of their confort zone so they could contribute to the greater good. Taking into account the previous books, I think this one is a good ending. But a good ending with some issues. The problems that I found in this book are the same I encountered in the previous one, and that makes me a bit sad, because I was hoping for more. Essentially, I still have a problem with the flow of time. The fact that we jump from one new moon to another, or from one new moon to the middle of the month, etc, without any notice, made me feel like I was missing something, and made me feel confused because I never knew in wich point of time I was. Another issue I had was that what happened at the core didn't affect directly what was happening outside the core and vice-versa.

At last, I can't not talk about the deaths. It is normal for some cherished characters to die. But at least I expect those deaths to be traumatic, or quite emotional. There were at least two or three characters that I learned to love and that died in the end. I felt played, not because they died, but because their deaths were clean, without sentiment. In one of them we didn't even get the chance to see it happen or have a accurate description. I just felt like we deserved more.

Despite all I pointed out, I enjoyed the book. As I said before, I love to see the intereactions between Arlen and Jardir. They are always challenging one another, not only physically but also regarding their beliefs. I liked the last chapter, in which we can see a semblance of hope and normalcy, where we finally see Jardir paying homage to Arlen.

This is an easy read, not just this one book, but the entire series. If you want something simple and entertaining, this is it. It's well thought, and it has an interesting worldbuilding; unfortunately it also has some flaws that could have been improved. I think I would have liked it better if I had had the chance to read it when I was younger and didn't have so much reading experience.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Opinião - The Skull Throne

Ficha Técnica:
Autor: Peter V. Brett
Série: Demon Cycle #4
Páginas: 704
Editor: Del Rey
ASIN: B00LYXV5U6

Sinopse:
The first three novels in New York Times bestselling author Peter V. Brett’s groundbreaking Demon Cycle series—The Warded Man, The Desert Spear, and The Daylight War—set a new standard for heroic fantasy. The powerful saga of humans winnowed to the brink of extinction by night-stalking demons, and the survivors who fight back, has kept readers breathless as they eagerly turned the pages. Now the thrilling fourth volume, The Skull Throne, raises the stakes as it carries the action in shocking new directions.

The Skull Throne of Krasia stands empty.

Built from the skulls of fallen generals and demon princes, it is a seat of honor and ancient, powerful magic, keeping the demon corelings at bay. From atop the throne, Ahmann Jardir was meant to conquer the known world, forging its isolated peoples into a unified army to rise up and end the demon war once and for all.

But Arlen Bales, the Warded Man, stood against this course, challenging Jardir to a duel he could not in honor refuse. Rather than risk defeat, Arlen cast them both from a precipice, leaving the world without a savior, and opening a struggle for succession that threatens to tear the Free Cities of Thesa apart.

In the south, Inevera, Jardir’s first wife, must find a way to keep their sons from killing one another and plunging their people into civil war as they strive for glory enough to make a claim on the throne.

In the north, Leesha Paper and Rojer Inn struggle to forge an alliance between the duchies of Angiers and Miln against the Krasians before it is too late.

Caught in the crossfire is the duchy of Lakton—rich and unprotected, ripe for conquest.

All the while, the corelings have been growing stronger, and without Arlen and Jardir there may be none strong enough to stop them. Only Renna Bales may know more about the fate of the missing men, but she, too, has disappeared...

Opinião:
Contava ler este livro apenas quando o comprasse em português, mas entretanto surgiu a oportunidade de ler o último livro antes da data de publicação e não resisti.

Já não me recordo quando é que li o terceiro livro da série, mas acredito que já tenha sido à algum tempo. Assim sendo alguns acontecimentos estão um pouco esquecidos. No geral os acontecimentos em si não foram propriamente um problema, foi fácil voltar a situar-me e perceber como é que as coisas tinham ficado. O que mais me fez sentir perdida foram os personagens, sim eu sou pior que péssima com nomes e não me consigo lembrar se alguns dos que foram apresentados já tinham aparecido antes ou não. Além dos personagens, outra situação que me fez sentir perdida foi a hierarquia e a maneira como a sociedade de Krasia se organiza. Tendo em conta que isso deve ter sido explicado num dos primeiros livros, e que eu já não me lembro, a verdade é que já não me lembrava, e não lembro, muito bem qual é a função de cada "casta".

Tirando estas duas situações em específico, que estão directamente relacionadas com a minha fraca capacidade para guardar informação durante anos a fio, houve apenas dois pontos nos livro que não me agradaram. Um deles foi toda a questão temporal. Às tantas já não percebia se determinada cena encaixava antes, depois ou durante determinada cena. Ao mesmo tempo que não consegui perceber muito bem o que é que o Arlen andou a fazer parado durante seis meses... A outra prende-se com a morte de um personagem. Quando a li só pensei: "Que coisa tão disparatada!" Depois de tudo o que acontece, tudo o que esse personagens faz como é que é possível morrer de maneira tão sem mérito e só porque sim? Enfim... Prefiro nem pensar.

De resto gostei da maneira como as personagens evoluíram, bem como a história. Achei a história no geral um bocado parada, mas nada que me incomodasse por aí além. Começamos a ver as peças a alinhar-se para o grande final, mas ainda não consigo perceber muito bem como é que está tudo interligado. Pelo menos durante este livro as acções dos dois grupos principais de personagens pareceram-me ser de pessoas quase independentes. Não sei como explicar a situação de outra maneira. Existem tristezas para vários personagens, mas também pequenas dádivas que lhes permitem continuar em frente. Voltar a ver o Arlen e o Jardir juntos é sempre um prazer. Apesar dos seus pontos de vista diferentes os dois amam-se como irmãos. É hilariante ver como estão sempre a tentar picar-se um ao outro, mas como ao mesmo tempo se desafiam a ser pessoas melhores.

Tenho curiosidade para saber o que aí vem após as revelações do final do livro. Ao mesmo tempo fiquei um pouco confusa, mas isso pode ser essencialmente porque me falta informação de livros anteriores. Agora é esperar para ver. Em breve deverei colocar a opinião ao último livro.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Opinião - Thirteen Reasons Why

Ficha Técnica:
Autor: Jay Asher
Páginas: 288
Editor: Razorbill
ASIN: B0054R6BFM

Sinopse:
The only way to learn the secret . . . is to press play.

Clay Jensen returns home from school to find a strange package with his name on it lying on his porch. Inside he discovers several cassette tapes recorded by Hannah Baker—his classmate and crush—who committed suicide two weeks earlier. Hannah's voice tells him that there are thirteen reasons why she decided to end her life. Clay is one of them. If he listens, he'll find out why.

Clay spends the night crisscrossing his town with Hannah as his guide. He becomes a firsthand witness to Hannah's pain, and as he follows Hannah’s recorded words throughout his town, what he discovers changes his life forever.

Opinião:
Já que houve um hype tão grande acerca da série, decidi que se calhar era uma boa altura para ler o livro. E não, ainda não vi a série.

Basicamente vamos seguindo Clay enquanto este ouve as cassetes que Hannah gravou antes do seu suicídio. Existem 7 cassetes, cada uma gravada de um lado e de outro excepto a última que só tem um lado. Cada lado da cassete conta uma história sobre alguém da vida de Hannah, alguém que de algum modo contribuiu para o que acabou por acontecer.

Poderia dizer que este é um livro forte porque aborda temas complicados, situações que podem trazer consequências profundas para a maneira de estar da pessoa que as vive. Os acontecimentos contados decorrem ao longo de um período de tempo alargado, mas mesmo assim não deixam de estar interligados e não deixam de ir lançando Hannah num buraco cada vez mais profundo. Contudo durante todo o livro senti um grande distanciamento da personagem de Hannah. Enquanto consegui perceber perfeitamente a maneira de estar de Clay, os seus sentimentos, a sua realização de que as coisas nem sempre são o que parecem, ao mesmo tempo que aprende a aceitar a sua culpa e a viver com ela, a verdade é que Hannah não me aqueceu nem arrefeceu.

Não sei em específico porquê, mas enquanto lia as suas descrições sentia apenas distanciamento em vez de sentir a dor e a revolta que cada uma daquelas situações deve ter causado. Situações como violação, o corpo como um objecto, e afins são abordados no livro e são dados exemplos e explicações até bastante eficazes, mas durante toda a narrativa a sensação com que fiquei é que estava a ler algo a quem tiraram as emoções. Talvez um dos factores que não me levou a apreciar o livro é o facto de de certo modo ser tão diferente da Hannah. Eu não me fecho no meu canto e deixo que as coisas corram o seu caminho, e para mim é esse essencialmente o problema da Hannah. Se temos que ser todos iguais? Não não temos. Diferentes pessoas lidam melhor com diferentes tipo de situações. Mas a realidade é que cheguei ao fim da narrativa e não consegui perceber porque é que ela fez o que fez.

Fiquei um bocado desiludida com o livro. De uma forma geral gostei, mas não me tocou como estava à espera. Talvez um dia veja a série para perceber o que acho melhor.