terça-feira, 17 de outubro de 2017

Opinião - Delectable

Ficha Técnica:
Autor: R. L.Mathewson
Série: Neighbor from Hell, #9
Páginas: 315
Editor: Rerum Industries, Inc.
ASIN: B071ZW5GST

Sinopse:
Reese Bradford is a typical Bradford, he enjoys his food, is easy on the eyes, and has a killer smile, but there's one thing about him that he doesn't want anyone to know about, which of course is the first thing that his ex-fiance makes sure that everyone finds out about after she leaves him for his best friend. Out of options, he reluctantly heads out of town to spend the summer in the cottage that he'd rented for his honeymoon only to find himself tormented by a woman that never should have crossed his mind twice.

More intrigued than he'd ever thought possible, he can't help but wonder about the woman that made him smile.

Opinião:
Mais um Bradford, e que saudades eu já tinha! Desta vez ficamos a conhecer a história de Reese, que verdade seja dita passou por um mau bocado recentemente. Ser traído pela mulher com quem ia casar e pelo seu melhor amigo não é fácil. Ainda pior é ter todo o mundo ficado a saber o porquê de isso ter acontecido.

Entram então umas merecidas férias com uma vizinha bastante peculiar. É a primeira vez que a autora tem uma protagonista feminina que já tem uma filha e que neste caso é viúva e que ainda por cima teve uma vida bastante complicada. Não é que muitas das outras protagonistas da autora não tenham uma vida complicada, simplesmente achei interessante o facto de estar ter uma filha. Não estava à espera que esta se viesse a tornar a mulher ideal para o Reese, mas a verdade é que foi.

A situação precária em que ela se encontra acaba por dar ao Reese a oportunidade de se descobrir a si mesmo e àquilo que quer para a vida. Ao mesmo tempo Kaysey é alguém que apesar de já ter passado por muita coisa encara a vida com um sorriso na cara, é cheia de alegria e não deixa que ninguém a diminua. Acho que esta acabou por se tornar um bom exemplo para o Reese, ajudando-o a apreciar mais as coisas boas que a vida tem.

Como não podia deixar de ser adorei voltar a ver alguns dos personagens que já tão bem conhecemos. É hilariante ver as interacções entre Bradfords. A maneira como se apoiam enquanto família é algo digno de se ver. Fiquei ainda curiosa com o que aí vem para um dos gémeos do Trevor. Acho que existe ali algo por explorar. Não tinha a ideia que ele teria uma personalidade tão diferente do irmão, mas consigo ver que a questão teve uma boa introdução porque o próprio Reese sempre foi atrás do gémeo sem pensar naquilo que realmente lhe dava prazer.

No final fica sempre o desejo de ter já outro livro da autora à mão. Não vejo a hora de ler a história dos restantes personagens da família. Espero sinceramente que esteja para próximo o livro do Aidan.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Opinião - A Rapariga no Comboio

Ficha Técnica:
Autor: Paula Hawkins
Título Original: The Girl on the Train
Páginas: 319
Editor: Topseller
ISBN: 9789898800541
Tradutor: José João Leiria

Sinopse:
Todos os dias, Rachel apanha o comboio...

No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia... 

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.

Opinião:
Finalmente resolvi-me a ler este livro que foi tão falado há uns tempos atrás. Estava a apetecer-me uma leitura com mistério, suspense, estilo policial e pensei: porque não?

A Rapariga no Comboio é uma historia que nos transporta para um ambiente depressivo, qual dia cinzento e triste. Conta-nos a história de Rachel, Megan e Anna, centrando-se no desaparecimento da segunda. Estas três mulheres que nos vão narrando os acontecimentos são todas elas, à sua maneira, depressivas e paranóicas, que mesmo sem se aperceberem vivem ou viveram relações abusivas que acabam por ter correlação entre si.

Rachel é uma mulher que caiu no fundo do poço depois do seu divórcio, vive e revive no seu passado com o ex-marido Tom, assediando-o e à sua família de tempos a tempos. Está completamente deprimida, com a auto-estima a zeros e há muito que se virou para a bebida, pois não tem qualquer propósito na vida. É um pouco triste acompanhar esta personagem quase sempre sob o domínio do álcool. Ver como alguém se transforma numa sombra de si mesmo, incapaz de tomar as rédeas da sua vida e seguir em frente. Rachel projectou as suas fantasias de casal ideal em Jess (Megan) e Jason (Scott), um casal que observa com interesse nas suas travessias de comboio entre casa e Londres. 
Acabei por ir ganhando algum apreço por Rachel, com o decorrer da história, notou-se um crescimento, um recuperar de força de vontade, apesar desta se dever à obsessão que tem vindo a desenvolver por Megan e Scott. Mas descobrir perto do final, que na realidade, aquilo que a foi deitando abaixo e a transformou no farrapo que a autora descreve capítulo a capítulo, era afinal toda uma cruel manipulação de acontecimentos, enche-nos de compaixão.

Megan é, por sua vez, a nossa "protagonista" secundária desaparecida (se é que a posso chamar assim). Revela-se alguém muito instável, que tanto está feliz com o que tem com o seu marido Scott, como sente a sua relação insuficiente e embarca em busca de algo mais. Por outro lado, é alguém que vive intensamente as suas paixões, mesmo quando de um momento para o outro é assoberbada por um grande sentimento de culpa. À sua maneira, tal como Rachel, é alguém infeliz, que vive presa a erros e mágoas do passado, que a impedem de aproveitar a vida em pleno e dar o próximo passo.

Anna é a actual mulher de Tom, ex-marido de Rachel, com o qual tem uma filha bebé. Tem direito a menos capítulos, logo menos destaque que as outras duas mulheres. É alguém frio, sem remorsos, algo malvada até, diria eu. Gostou de ser a amante e inclusivamente tirava prazer em ver Tom enganar a mulher, em saber o sofrimento que os seus actos lhe causariam, gosta inclusivamente de recordar esses momentos. Agora é alguém que vive sempre alerta, com medo de Rachel, sempre a sentir-se perseguida e observada, que apesar de se sentir realizada como mãe, almeja os tempos em que era simplesmente a amante.

É interessante irmos acompanhando o momento presente através de Rachel e Anna e ao mesmo tempo ver momentos passados através dos olhos de Megan. Paula Hawkins oferece-nos bocadinhos de informação capítulo após capítulo através destas mulheres, informações essas que se vão interligando e permitem ao leitor ir montando o puzzle do desaparecimento de Megan. 

Tive pena de ter desvendado o assassino mais cedo do que seria o ideal. Se até cerca de metade do livro isso era tarefa impossível, pouco depois tornou-se evidente que certa personagem era a hipótese mais viável. Foi interessante, no entanto, acompanhar as descobertas de Rachel e chegar ao desfecho da narrativa.

Achei A Rapariga no Comboio uma obra bem conseguida, com personagens sólidas, com problemas reais e bem actuais. Contudo, por ter uma personalidade tão díspar de Rachel, Anna e Megan, não me consegui identificar em algum momento com elas e sentir alguma ligação. Isso e o facto de ter achado tudo muito deprimente, fez-me pensar que este não é o meu tipo de livro e foi o meu entrave para não ter apreciado a história tanto quanto gostaria, apesar de ter gostado do livro e de lhe reconhecer o mérito. Com este livro Paula Hawkins tornou-se uma autora a ter debaixo de olho, para quando apetecer uma história dentro do género.

domingo, 8 de outubro de 2017

Novos na Estante (da Rita) #14 - Novidades perdidas desde Abril de 2017...


Olá pessoal! Sejam bem-vindos a mais um Novos na Estante. Ao tempo que não me debruçava sobre esta rubrica e por isso, irei aos poucos colocar os livros que chegaram cá a casa desde Abril até à data. Não será complicado, acreditem, houve meses em que as aquisições foram muito poucas.
Comecemos então com as compras Pré-Feira do Livro:
Cinco mangás chegaram cá a casa. Todos eles de séries que já acompanhava, excepto um, uma novidade Devir: One-Punch Man de ONE.
Blue Exorcist vol.11 de Kazue Kato e Assassination Classroom vol.8 de Yusei Matsui foram boas leituras, como tem sido habitual e Tokyo Ghoul 5 e 6 de Sui Ishida ainda não tive oportunidade de ler.
Continuando com livros em português, lembro-me de na altura ter aproveitado umas promoções do site da SdE e ter comprado alguns livrinhos:
- Nove Príncipes de Âmbar de Roger Zelazny
- O Herói das Eras Vol. 1 e 2 de Brandon Sanderson
- Dragões de uma Noite de Inverno e Dragões de um Alvorecer de Primavera de Margaret Weis e Tracy Hickman (um deles foi oferta 2=3)
- O Assassino do Bobo de Robin Hob (apesar de já o ter em Ing)
- O Prisioneiro da Árvore, vol.4 das Brumas de Avalon de MZB (oferta 2=3)

Ganhei ainda um passatempo, na página de FB da escritora Mary Balogh, o livro Ligeiramente Perigoso autografado.
Passando para a literatura internacional em Inglês, recebi da Elsa o livro Traitor to the Throne de Alwyn Hamilton (obrigada Elsa *.*).
Adquiri em pré-venda The Song Rising de Samantha Shannon que tive a surpresa de vir autografado.
Crooked Kingdom de Leigh Bardugo consegui por um preço mais simpático que o habitual e, finalmente, mandei vir do Book Depository uma belíssima compilação dos primeiros cinco volumes de The Wizard of OZ da Barnes & Noble.
E para terminar este desfile de compras pré FdL, temos:
- The End of OZ de Danielle Paige;
- The Bone Witch de Rin Chupeco (uma história macabra, parece-me);
E por último o tão falado Caraval de Stephanie Garber.

Até ao próximo Novos na Estante, boas leituras!

sábado, 7 de outubro de 2017

Opinião - Cocky Chef e Unprofessional

Ficha Técnica:
Autor: JD Hawkins
Páginas: 256 e 226
Editor: HEA Press, LLC
ASIN: B074DK9YN6 e B06XRYVKCK

Sinopse:
Cocky Chef:
You can call me arrogant as much as you want. But when you're the best at what you do and have the hottest restaurant on the west coast, with enough Michelin stars to make Gordon Ramsay's head spin, you've earned the right to your confidence.

When I give an instruction in the kitchen, it's not a suggestion--it's an order. So when a new chef thinks she can do things her way, and dares to say so to my face, even her sharp wit and gorgeous pouty lips don't make it okay.

But I have to admit, she's got talent. She's creative in the kitchen and not even that double-breasted chef jacket can hide her perfect body. As I get to know her, I can't help wanting to know everything she thinks. I've never met a more talented chef. And I've never met a sassier and sexier woman in my life.

There's only one way this push and pull can end.

With her in my bed, begging for more.


Unprofessional:
What happens when you fall in love with your best friend?

I have the best job in the world. Date beautiful women and write about it.

But I want to take it to the next level: instead of writing about my experiences make it into an online reality show. But here is the catch. My boss wants me to share the show with a woman co-host. And he wants that woman to be my best friend and co-worker, Margo.
I’ll date beautiful women and she’ll date hot men. Sounds fair enough.

So now I have to watch her fake date hot men. I used to love going home with a different woman every night, but suddenly this isn’t as fun. Seeing Margo with anyone else is driving me crazy.

And the more time I spend with her working on the show, the less I want to keep our relationship in the friends’ zone. And the harder it is to stop myself from imagining her bent over the copier.

Things are about to get unprofessional.

Opinião:
Visto que tinha os dois livros do autor para ler, comecei inicialmente por aquele que me chamava mais a atenção. Não posso negar que gostei de ler Cocky Chef, como também não posso negar que Unprofessional foi uma leitura meramente ok.

Gostei bastante dos protagonistas do primeiro livro, principalmente da personagem feminina que tem bastante atitude e não deixa que ninguém lhe ponha o pé em cima. Apesar disso acaba por passar por um mau bocado quando tem que escolher entre o coração e seguir o seu sonho. Se bem que toda a situação poderia ter sido evitada, visto que não encontrei uma razão válida para que esta tenha tido a atitude que teve levando a que, como seria de esperar, o casal se chateasse.

A única coisa que não me agradou no livro foi o facto de ter achado que o protagonista masculino resolve os seus sentimentos e muda de atitude o pé para a mão em consequência de um acontecimento que nem percebi muito bem como é que o influenciou.

O segundo livro ficou-se por um ok porque não achei os personagens minimamente interessantes, achei-os bastante básicos e os seus dilemas soaram me fracos e mal pensados. Esperava mais do autor e por isso fiquei um pouco desiludida. Nada na história me conseguiu realmente convencer, nem o motivo pelo qual se mantinham à distância, nem o motivo para o arrufo.

Sinceramente espero que a próxima leitura corra melhor, pois este até é um autor dentro do génro que costumo seguir com algum interesse.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Opinião - A Vingança Serve-se Quente

Ficha Técnica:
Autor: M. J. Arlidge
Título Original: Liar Liar
Série: Helen Grace, #4
Páginas: 352
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898839060
Tradutor: ?

Sinopse:
SEIS INCÊNDIOS EM VINTE E QUATRO HORAS,
DOIS MORTOS E VÁRIOS FERIDOS…

Na calada da noite, três violentos incêndios iluminam os céus da cidade. Para a detetive Helen Grace, as chamas anunciam algo mais do que uma coincidência trágica — este cenário infernal de morte e destruição revela uma ameaça nunca antes vivenciada.
No decurso da investigação, descobre-se que aquele que procuram não é apenas um incendiário em busca de emoções fortes — os atos criminosos denunciam um assassino meticuloso e calculista. Alguém que pretende reduzir as suas vítimas a cinzas…
Uma nuvem negra de medo e desconfiança estende-se sobre a cidade, à espera da faísca que provocará a próxima tragédia. Conseguirá Helen descobrir a tempo quem será a próxima vítima?

Opinião:
Este foi um daqueles livros cuja revelação me apanhou completamente desprevenida. Nunca, em parte alguma do livro imaginei que o incendiário fosse a pessoa que se revelou ser.

Mais uma vez Arlidge faz um óptimo trabalho a apresentar-nos os acontecimentos que levam Helen Grace ao limite. Desta vez estamos a lidar com fogo posto, e sem dúvida que as diversas mortes, além de horríveis deixam marcas profundas em toda a gente que é tocada pelos acontecimentos.

Apesar de a história revolver essencialmente à volta dos assassínios e na tentativa de Helen tentar descobrir quem é que está a colocar os fogos, a verdade é que o autor deixa bastante espaço para o desenvolvimento dos personagens. A Helen está cada vez mais desequilibrada, devido a todas as pressões que tem sofrido e também devido ao facto de cada vez se sentir mais só. Durante o livro comete algumas falhas que supostamente ficam resolvidas, mas que eu tenho a sensação que ainda vão voltar para lhe dar cabo da vida. Também existe um bom desenvolvimento da Charlie, e aqui vemos aquilo porque passa uma mãe polícia. O medo de não voltarmos para casa, o trauma de pensar que tudo aquilo se podia passar com a nossa família. Acho que a Charlie é uma excelente personagem que nos mostra o que está do outro lado do espelho e que nós, como civis, muitas vezes ignoramos.

Não há muito mais a acrescentar visto que este já não é o primeiro livro do autor. A fórmula é sensivelmente a mesma, funcionando umas vezes melhor e outras pior. O que me deixa curiosa para o próximo livro, além da sinopse claro, é o final deste livro. A Grace tem um novo superior, e digamos que durante todo o livro o achei impecável. Até ao final. Aí fiquei completamente arrepiada. Questiono-me se o autor nos vai mostrar um pouco mais do que se passa na cabeça dele no próximo livro ou se ainda vamos ter que aguardar algum tempo.