quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Opinião - A Casa de Bonecas

Ficha Técnica:
Autor: M. J. Arlidge
Título Original: The Doll's House
Série: Helen Grace, #3
Páginas: 320
Editor: TopSeller
ISBN: 9789896682705
Tradutor: Rui Azeredo

Sinopse:
O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome. Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil — um predador que já matou antes. À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.

Opinião:
Em A Casa de Bonecas continuamos a seguir a detetive Helen Grace e em jeito de consequência deparamo-nos com mais um caso assustador. Uma rapariga é encontrada enterrada na praia e a morte não é recente. O autor foi bastante cuidadoso e não deixou quaisquer tipo de pistas para trás. Mas aos poucos e poucos Helen e a sua equipa vão conseguindo obter pistas e tirar conclusões de forma a conseguir identificar o assassino.

Mais uma vez Arlidge fez um óptimo trabalho. A história é contada sobre vários pontos de vista, o de Helen, o de Harwood, Charlie, do assassino, da vítima e alguns mais. Além de nos depararmos com um novo caso em que o assassino é bastante meticuloso apesar de completamente louco, continuamos a seguir as repercussões dos acontecimentos dos livros anteriores.

Helen continua a não ser capaz de dar uma oportunidade seja a quem for de ter uma relação com ela, mantendo sempre à distância quem se pudesse preocupar, excepto Charlie. Já Charlie está de licença visto estar a chegar ao termo da gravidez, mas mesmo assim não consegue deixar de sentir a falta do seu trabalho e de ajudar a Helen naquilo que pode. A Harwood mostra-se uma pessoa completamente desequilibrada na sua tentativa de prejudicar a Helen, indo a extremos para o conseguir e levando outras pessoas pelo mau caminho. Espero sinceramente que esta pessoa, um dos colegas de equipa da Helen, veja o erro que cometeu e esteja disposto a ser melhor porque ele até tem bastante potencial. Gostei de ver que a Helen está a conseguir ganhar aliados que a protegem da tentativa da Harwood se vingar. Pessoas com quem a Helen pode contar para que o trabalho seja bem feito independentemente das consequências.

Falando um pouco do nosso psicopata, não há dúvida que ele é bastante meticuloso, e é fácil de perceber o porquê do título. Não só existe uma casa de bonecas enquanto objecto como o modo como ele controla a vida das raparigas que rapta faz parecer que está a brincar com bonecas. É realmente doentio ver como ele tira prazer em tomar a rédeas da vida delas, em as colocar num quarto que parece de brincar e fingir que está  tudo bem. Quando finalmente percebemos o porquê desta sua demência a verdade é que ficamos com alguma pena, pelo menos eu fiquei. Aquilo porque passou, os momentos traumatizantes, é fácil perceber como é que podem ter contribuído para se tornar no que se tornou.

Mais uma vez foi um livro de que gostei. Contudo, e infelizmente, não foi um dos meus favoritos do autor. Aguardo ansiosamente pela leitura do próximo para ver se tenho a oportunidade de voltar aos momentos mais sórdidos que o autor nos costuma apresentar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Opinião - Managed

Ficha Técnica:
Autor: Kristen Callihan
Série: VIP, #2
Páginas: 321
Editor: Plain Jane
ASIN: B01M23RUSL

Sinopse:
It started off as a battle of wits. Me: the ordinary girl with a big mouth against Him: the sexy bastard with a big...ego.

I thought I’d hit the jackpot when I was upgraded to first class on my flight to London.

That is until HE sat next to me. Gabriel Scott: handsome as sin, cold as ice. Nothing and no one gets to him. Ever. He’s a legend in his own right, the manager of the biggest rock band in the world, and an arrogant ass who looks down his nose at me.

I thought I’d give him hell for one, long flight. I didn’t expect to like him. I didn’t expect to want him. But the biggest surprise? He wants me too. Only in a way I didn’t see coming.

If I accept his proposal, I leave myself open to falling for the one man I can’t manage. But I’m tempted to say yes. Because the real man beneath those perfect suits and that cool façade just might be the best thing that’s ever happened to me. And I just might be the only one who can melt the ice around his heart.

Let the battle begin…

Opinião:
Apesar de não ter achado o livro Idol nada de especial, fiquei curiosa quanto à história de Scottie. Principalmente depois de ter lido o pequeno excerto que vem no final do livro. Adorei a Darling. A sério. É impossível ficar indiferente a alguém que tem sempre uma resposta, alguém extremamente sarcástico e irónico, que adora deixar os outros desconfortáveis. Principalmente quando esse outro é o Scottie, a pessoa mais fria e controlada que há memória. É completamente hilariante ver como a Darling consegue tirar-lhe o tapete debaixo dos pés simplesmente pelo facto de estar sempre a espicaçá-lo, de estar sempre a empurrar contra as barreiras que o separam de tudo aquilo que o poderiam fazer feliz.

Gostei deste livro principalmente porque apesar de desde o início existir uma atracção inegável entre os dois personagens a verdade é que a sua realidade não é só isso. Só a 1/4 do livro é que ambos realmente se envolvem, e isto já depois de terem passado bastante tempo juntos, de partilharem momentos especiais e pequenas características das suas personalidades que mais ninguém conhece. É fácil ao leitor sentir que a ligação que ambos têm é mais que atracção e sexo.

Claro que têm que existir algumas peripécias ao longo do caminho, na maior parte das vezes estas até foram resolvidas de forma rápida e simples, até porque na maior parte das vezes também não se justificava estar a alongar o drama tendo em conta o que o desencadeou. Só achei que o primeiro choque que apanhamos vou resolvido e ultrapassado rapidamente. Estava à espera de um pouco mais de resistência até os personagens conseguirem ultrapassar os erros do passado. Tirando isso fiquei bastante bem impressionada.

Consegui rever-me em bastantes situações e maneira de pensar, tanto a nível da Darling como do Scottie. Só fiquei com pena de não saber mais acerca da Brenna e do Rye. Quero tanto saber a história destes dois e se chegam a ficar juntos ou não! Já questionei a autora para saber se tenciona escrever outro livro porque de momento ainda não existe nenhuma indicação nesse sentido. Vamos lá ver se tenho sorte.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Opinião - Black Magic Sanction

Ficha Técnica:
Autor: Kim Harrison
Série: The Hollows #8
Páginas: 487
Editor: EOS
ISBN: 9780061138034

Sinopse:
Rachel Morgan has fought and hunted vampires, werewolves, banshees, demons, and other supernatural dangers as both witch and bounty hunter—and lived to tell the tale. But she's never faced off against her own kind . . . until now.

Denounced and shunned for dealing with demons and black magic, her best hope is life imprisonment—at worst, a forced lobotomy and genetic slavery. Only her enemies are strong enough to help her win her freedom, but trust comes hard when it hinges on the unscrupulous tycoon Trent Kalamack, the demon Algaliarept, and an ex-boyfriend turned thief.

It takes a witch to catch a witch, but survival bears a heavy price.

Opinião:
Se não sabem ainda, sou super fã desta série da bruxinha Rachel Morgan, que infelizmente só viu seis livros publicados por terras Lusas. É daquelas séries cujos personagens passam a fazer parte de nós e que sempre que os visitamos é como se estivéssemos em casa, em família. E quem é que não adora essa sensação? 
Pois bem, como tenho andado com muito menos disponibilidade para as leituras e ao mesmo tempo e também devido a isso, um pouco desmotivada, tive de pegar num livro que tinha grandes probabilidades de me dar ânimo e fazer ler com a regularidade a que estava habituada. Peguei neste Black Magic Sanction e remédio santo, se ficava um ou dois dias sem lhe pegar era mesmo porque chegava a casa de rastos.


Neste oitavo volume muita coisa aconteceu. Depois de Rachel ter ser sido excomungada pela sociedade de bruxas, por ser considerada uma bruxa negra que invoca demónios, a coven continua a persegui-la. Desta vez com o intento de a prender perpétuamente em Alcatraz ou, dentre outras coisas bem piores, como uma lobotomia, exterminá-la.
No meio de toda esta luta novos interesses amorosos parecem surgir, não só para Rache, como também para Ivy. No que respeita à primeira, posso dizer que a pouco e pouco fui gostando da ideia, pois foi algo de gradual, que culminou num momento bem intenso. Algo bem conseguido da parte da autora, já que depois de Kisten, um personagem de que tanto gostava, não estava a ver como Harrison me ia convencer novamente. Já no que toca a Ivy, pouco foi insinuado e fiquei com vontade de saber mais.

Tal como tem sido habitual na série, Black Magic Sanction é um livro repleto de passagens deliciosas com muito sentido de humor. No entanto, também não faltam momentos mais dramáticos, de deixar o leitor com o coração apertado e a lágrima no canto do olho. Se já não bastava a morte de Kisten há uns livros atrás, neste volume temos uma outra perda com o poder de nos deitar um pouco abaixo. Talvez não tanto pela personagem em si, mas por outras que lhe eram muito próximas.

Momentos tristes à parte, gostei de ver uma certa evolução em Rachel, que começa a aceitar o facto de o seu sangue a fazer ser parente de Demónios e não exactamente Bruxa ou Demónio. Aceita-se melhor como é, bem como a magia que é capaz de fazer, provando que a magia demoníaca não é por si só maléfica, podendo na realidade ser inócua. A ajudar a esta temática, junta-se o facto de certos membros da coven deixarem bem patente que a magia branca pode ser letal, demonstrando assim toda a hipocrisia desta perseguição a Rache. 
Ainda no que toca à personagem principal, fiquei muito satisfeita por ver alterações, para melhor, no que respeita às marcas de Demónio e ainda no recordar momentos do passado com Trent. Algo que não esperava ver, era um reencontro deste calibre com Nick, que se revelou muito interessante para a trama e um abre-olhos para a nossa itchy-witch
Quanto a personagens secundárias, quero ainda referir que estou a gostar muito de ver Pierce e que adoro a sua forma arcaicamente requintada de falar. Parece ter muito para dar à história e mal posso esperar por ver mais momentos dele. Destaque ainda para Bis, o gárgula adolescente, que irá certamente ter um papel muito importante associado a Rachel no que toca a saltar as linhas.

Posto isto, apenas me resta reforçar que esta foi uma leitura que me deu imenso prazer. Adoro as personagens e o tipo de história e estou a gostar muito de ver o caminho que esta está a levar. Mal posso esperar por voltar a entrar no mundo de Hollows novamente.


sábado, 28 de janeiro de 2017

Opinião - A Crown of Swords

Ficha Técnica:
Autor: Robert Jordan
Série: Wheel of time #07
Páginas: 762
Editor: Orbit
ISBN: 1857234030

Sinopse:
Elayne, Aviendha and Mat come ever closer to the bowl ter'angreal that may reverse the world's endless heatwave and restore natural weather. Egwene begins to gather all manner of women who can channel - Sea Folk, Windfinders, Wise Ones, and some surprising others. And, above all, Rand faces the dread Forsaken Sammael, in the shadows of Shadar Logoth, where the blood-hungry mist, Mashadar, waits for prey...

Opinião:
Foi com algum receio que comecei a leitura deste livro. Tinha bastante receio relativamente ao tempo que o iria demorar a ler visto que o último livro que li do autor levou-me quase um mês a ler, dai que tenha ficado bastante satisfeita quando o consegui terminar em menos de uma semana.

Foi uma leitura compulsiva. Cheia de acção desde o início até ao fim. Desta vez não senti que o autor estivesse a arrastar a história e que existissem descrições repetitivas e desnecessárias. Pelo menos não em demasia. No geral o autor é bastante descritivo, e por isso não deixou de haver alturas em que achei que era de mais, mas este facto não me incomodou tanto como anteriormente o que me fez apreciar mais a leitura.

Neste livro continuamos a seguir a história de Matt, Perryn, Rand, Elayne, Eugwene e Nynaeve. Existem outros personagens que também aparecem, mas essencialmente a história pertence a estes. Existem bastantes desenvolvimentos importantes para o desenrolar da história, nomeadamente o encontrar da taça que irá permitir aos nossos heróis reverter o tempo quente e seco que se faz sentir. Ao mesmo tempo existe uma grande evolução relativamente a determinados personagens e revelações inesperadas fazem com que o leitor se sinta surpreendido. O destino de alguns personagens que tinham andado desaparecidos é revelado, e foi interessante ver as alterações que dai adviram.

É difícil explicar o porquê de o livro ser interessante sem falar em pormenores específicos, daí preferir não me alongar na minha opinião. Vou apenas referir ainda dois aspectos que me deixaram algo desiludida. Um deles tem a ver com Nynaeve, acontece algo com esta personagem, algo que estamos à espera de ver a acontecer à algum tempo, e estava à espera de alo ligeiramente mais climático, o que não aconteceu. O outro aspecto que me deixou desiludida prende-se com o clímax da história. Achei-o um bocado morto, resolvido bastante depressa. Estava à espera de uma grande batalha, o que não aconteceu. Simplesmente num momento estava tudo a acontecer e no outro estava tudo acabado. E o pior é que nem percebi muito bem o que aconteceu. Ainda li o parágrafo duas ou três vezes. Fiquei com uma ideia do que poderia ter acontecido, mas ainda tive que me ir certificar.

De qualquer modo foi uma leitura bastante positiva, que me deixou entusiasmada para ler os próximos livros. Conto ler pelo menos mais três livros da série este ano, e se foram todos tão bons como este acredito que não será nenhum problema atingir este objectivo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Opinião - Punk 57

Ficha Técnica:
Autor: Penelope Douglas
Páginas: 343
Editor: Penelope Douglas LLC
ASIN: B01KB8XC5A

Sinopse:
"We were perfect together. Until we met."

Misha

I can't help but smile at the lyrics in her letter. She misses me.

In fifth grade, my teacher set us up with pen pals from a different school. Thinking I was a girl, with a name like Misha, the other teacher paired me up with her student, Ryen. My teacher, believing Ryen was a boy like me, agreed.

It didn't take long for us to figure out the mistake. And in no time at all, we were arguing about everything. The best take-out pizza. Android vs. iPhone. Whether or not Eminem is the greatest rapper ever...

And that was the start. For the next seven years, it was us.

Her letters are always on black paper with silver writing. Sometimes there's one a week or three in a day, but I need them. She's the only one who keeps me on track, talks me down, and accepts everything I am.

We only had three rules. No social media, no phone numbers, no pictures. We had a good thing going. Why ruin it?

Until I run across a photo of a girl online. Name's Ryen, loves Gallo's pizza, and worships her iPhone. What are the chances?

F*ck it. I need to meet her.

I just don't expect to hate what I find.

Ryen

He hasn't written in three months. Something's wrong. Did he die? Get arrested? Knowing Misha, neither would be a stretch.

Without him around, I'm going crazy. I need to know someone is listening. It's my own fault. I should've gotten his phone number or picture or something.

He could be gone forever.

Or right under my nose, and I wouldn't even know it.

Opinião:
Este é um livro que me deixa bastante dividida. Por um lado gostei bastante da premissa, por outro achei que havia determinadas situações que deviam ter sido melhor trabalhadas.

Por exemplo, a descrição inicial que temos da Ryen é de alguém que se sente à parte e que de alguém que gosta de ajudar os outros e afins. Quando a conhecemos afinal ela é uma rapariga mázinha, que gosta de fazer pouco dos outros e que se dá com os populares da escola e que supostamente o faz porque não gosta de estar sozinha e afins. E eu percebo, eu consigo compreender perfeitamente o facto de ela se sentir deslocada e sozinha e se querer integrar e para isso ter que fingir que é uma pessoa completamente diferente, o problema é que a autora não me consegue fazer acreditar nesta dupla faceta da Ryen. Possivelmente porque aquilo que sabemos da faceta mais "doce" dela é aquilo que o Misha vai descrevendo, ou o muito pouco que lê-mos através das cartas que recebeu. Mas não foi o suficiente para me fazer acreditar na dualidade desta personagem e na luta que ela sofre todos os dias dentro dela. Sinceramente a sua construção enquanto personagem não me cativou por aí além.

O Misha, well, gostei mais das partes contadas do seu ponto de vista. Achei-o mais maduro e com um objectivo definido. Claro que ele se mete numa grande embrulhada desnecessária, mas consigo perceber e aceitar muito melhor os seus motivos que os da Ryen. Achei que estavam muito melhor contextualizados e de acordo com aquilo que se conhece deste personagem.

Houve outros pontos acerca deste livro que achei interessantes e aos quais acho que devia ter sido dada mais importância. Nomeadamente ao facto de muitos jovens se colocarem em maus caminhos de modo a conseguir estender os seus limites, o que acaba por os prejudicar. As pessoas deviam julgar menos os outros e os outros não deviam dar tanta importância a tentar ser perfeito. Ninguém o é. E não é por ser-mos melhores que vamos conseguir que as pessoas nos prestem atenção. Ao mesmo tempo foi um pouco assustador ver como o sexo pode ser usado como arma. Como às vezes o medo de represálias ou as atenções de determinadas pessoas nos podem levar a baixar as defesas, levando a que façamos algo que nos arrependemos para o resto da vida. Por fim uma das coisas que mais gostei no livro foi a reviravolta de quem é o Punk. Se calhar sou eu que sou muito distraída porque a autora vai dando várias pistas, mas nunca pensei nessa opção.

Basicamente, gostei de uma série de coisas, mas as principais não foram propriamente os personagens nem a sua história.