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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Opinião - A Jornada do Assassino e Os Dragões do Assassino

Ficha Técnica:
Autor: Robin Hobb
Título Original: Fool's Fate
Páginas: 419 e 440
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374242 e 9789896374709
Tradutor: Jorge Candeias

Sinopse:
A Jornada do Assassino
Os poderes do Assassino tornaram-no uma lenda.
Mas quando ensinar o herdeiro a usá-los, ficará o reino mais seguro ou irremediavelmente perdido?
Depois do desafio lançado ao Príncipe Respeitador pela narcheska das Ilhas Externas, só lhe resta embarcar para o país de Eliânia em busca do dragão de Aslejval que tanto pode existir como não passar de uma lenda antiga.
Fitz, o mais famoso e temido assassino do reino, irá com ele. Mas a partida do herdeiro ao trono dos Seis Ducados para uma atribulada viagem marítima até uma terra de antepassados e inimigos não é algo que se faça de ânimo leve.
Que desafios irão ter de enfrentar os nossos heróis? As magias que ambos manejam imperfeitamente, serão uma ajuda ou um empecilho?
E o que acontecerá aos Seis Ducados se o herdeiro desaparecer para sempre nessa terra misteriosa e distante?


Os Dragões do Assassino
Os Dragões do Assassino termina uma das séries de fantasia mais épicas de sempre. Por uma vez, todos parecem estar unidos num único objetivo: chegar ao dragão Fogojelo, sepultado sob o glaciar de Aslevjal. Uns pretendem libertá-lo, outros querem matá-lo. O que será que vai acontecer? No meio está o Príncipe Respeitador, preso pela vontade de paz a um casamento que depende da morte do dragão, mas ligado pela Manha a quem quer devolver ao mundo aquela grande vida. O dragão de Vilamonte, poderá ter uma palavra a dizer? E o Bobo, que profetizara que morreria naquela ilha; morrerá? No centro do turbilhão, como sempre, encontra-se Fitz, sempre o fulcro, sempre o Catalisador, sempre o agente da mudança. Que surpresas, que reviravoltas no fluxo do tempo poderá ele ainda causar?

Opinião:
Uma vez mais os livros foram lidos em conjunto visto que no original constituem apenas um livro.

Nestes últimos dois livros desta trilogia acompanhamos Fitz, Respeitoso, Obtuso e Breu na sua demanda por cortar a cabeça do Dragão de modo a que possa ser realizada a união entre os Seis Ducados e as Ilhas Externas.

No decorrer da narrativa ficamos a conhecer a resposta a muitas questões que têm sido levantas e que ficaram por responder ainda da trilogia anterior. Principalmente questões referente à Mulher Branca. Isto leva a que muitas perguntas acerca do Bobo, da sua origem e do seu papel sejam também respondidas levando a que o leitor sinta que faz parte do grupo de poucas pessoas em que o Bobo confia. Por outro lado vemos como Respeitoso começa a crescer e a caminhar para se tornar no Rei que Fitz acredita que ele venha a ser. Esta nova faceta de Respeitoso leva a que Eliana se comece a interessar por ele e é possível ver afecto sincero a crescer entre os dois.

Mas muitos mais acontecimentos são dignos de referência. O aparecimento de Castro na ilha de
Aslevjal e o que daí advém. A maneira como Veloz acaba por derrotar o inimigo. O modo como Fitz sendo o catalisador resolve a visão que o Bobo tem da sua própria morte. A maneira como Urtiga descobre quem e o que é. E por fim o modo como Fitz recupera a sua verdadeira essência.

Todos estes acontecimentos misturados com os dilemas que vemos os personagens enfrentar, as suas discussões interiores quanto ao que é certo e errado, ou quanto ao que achamos ser o certo e aquilo que realmente queremos, fazem destes dois últimos livros uma obra fenomenal.

Se por um lado a história de Fitz poderia ter ficado por aqui e ficaria bem, a verdade é que após saber que existe uma nova trilogia a vontade de saber o que mais poderá estar a pôr em risco Fitz, os Seis Ducados ou o futuro que o Bobo viu é bastante grande. Contudo tenciono aguardar até sair o último livro. Conto pegar nos restantes livros da autora escritos sobre o pen name Robin Hobb.

sábado, 28 de novembro de 2015

Opinião - Os Dilemas do Assassino e Sangue do Assassino

Ficha Técnica:
Autor: Robin Hobb
Título Original: Golden Fool
Páginas: 364 e 372
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373535 e 9789896373801
Tradutor: Jorge Candeias

Sinopse:
Os Dilemas do Assassino
O seu nome é murmurado com temor e respeito.
A sua figura move-se nas sombras da noite e das políticas.
Acaba de salvar o herdeiro do reino. Mas será suficiente?

Depois de salvar o príncipe das garras dos pigarços e de sofrer a mais devastadora perda possível ao fazê-lo, o lendário assassino regressa ao lugar a que em tempos chamou lar. Aí, esperam-no dias difíceis de adaptação, mas também o esperam oportunidades, velhos e novos amigos e até um filho adolescente. E espera-o também um príncipe, do seu sangue sem que o saiba, dotado com as magias desse sangue mas sem conhecimentos para lidar com elas, e prometido a uma princesa estrangeira. Como irá Fitz lidar com todos os desafios que o aguardam em Torre do Cervo? Que soluções encontrará para os seus dilemas?


Sangue do Assassino
Apesar de profundamente enredado nos seus conflitos pessoais, o Assassino tem de preparar uma expedição infalível às Ilhas Externas. Para isso há que ensinar ao príncipe dos Seis Ducados tudo o que conseguir sobre as duas magias - duas misteriosas e temidas magias inerentes ao sangue que ambos partilham. Mas na vida de Fitz nada é fácil, e o seu próprio desconhecimento de muito do que diz respeito a essas magias pode ter consequências catastróficas, tanto para si como para o herdeiro… e, em última instância, para o próprio reino.
Mas as ameaças não se ficam por aí: quem são realmente aqueles estranhos vilamonteses que apareceram inesperadamente em Torre do Cervo? E os manhosos, que resultará dos seus conflitos internos e que atitude tomará a respeito deles a coroa dos Seis Ducados?

Opinião:
Visto que li os dois livros seguidos e que no original eles são um único decidi juntar as duas partes portuguesas numa única opinião.

Os Dilemas do Assassino começa pouco depois da chegada da Narcheska aos Seis Ducados. Nesta altura ainda Fitz luta contra a dor e o luto de ter perdido Olhos-de-Noite. Esta é uma dor difícil de explicar e explorar, se bem que a autora tenta fazer-nos perceber tudo aquilo porque Fitz está a passar utilizando uma linguagem algo poética. Infelizmente a Fitz não lhe é dada propriamente a possibilidade de carpir as suas mágoas. Uma vez mais o reino precisa da sua ajuda e assim sendo Fitz trata de se tornar naquilo que precisam dele.

Uma vez mais muitas coisas acontecem durante o decorrer deste dois livros, sendo que cada vez mais perigos e intrigas são adicionados àqueles que já conhecemos. Neste caso à ameaça dos pigarços vem-se juntar a dúvida sobre as verdadeiras intenções da Narcheska e o medo do desafio que ela lança mais para o final da história. Outras variáveis entram na equação, nomeadamente o povo de que pretendem a ajuda dos Seis Ducados na sua guerra contra Calcede, e também o dragão Tintaglia que apesar de neste momento ainda não desempenhar um papel proeminente com certeza o virá a ter. Para finalizar Fitz tem ainda sobre si o peso de ser o actual Mestre do talento, sendo que está encarregado de ensinar tanto o Príncipe Respeitoso, como Breu e Obtuso, enquanto tenta que Urtiga continue sem saber o que representa realmente a capacidade que tem de moldas os sonhos.

 Se bem que durante a narrativa somos defrontados com bastantes momentos de acção o forte da história continua a ser o mesmo. A capacidade que a autora tem para criar personagens tão reais. A sua capacidade para tornar as suas interacções algo que nos agarra e não nos larga mais. As dúvidas e incertezas de Fitz tocam o leitor de uma maneira inimaginável sendo que é impossível ficar indiferente ás suas dúvidas, à sua angústia e à sua felicidade. Como será de esperar as interacções mais carregadas de significado e profundidade são aquelas que ocorrem com o Bobo. Contudo é extraordinário ver o modo como Fitz tenta desempenhar o seu papel de pai de uma forma distante, ou como tenta ser para Respeitoso o amigo e a família que ele pensou nunca ter. Ou como começa a fazer frente a Breu quando achas que as decisões deste não são as mais correctas. Denota-se uma evolução na maneira de estar e agir de Fitz. Nota-se que ao longo da narrativa este se torna mais estável apesar de todas as dúvidas que tem, sendo que a sua maior falha talvez seja esconder de Urtiga quem ela realmente é e a verdade sobre aquilo que ela é capaz de fazer.

Além disso novas personagens são-nos apresentadas, nomeadamente Teio, que ficamos a conhecer como consequência de uma reunião entre Manhosos e Ketricken. Teio é um personagem bastante peculiar, que parece ser dono de uma grande sabedoria e capacidade para inspirar confiança e paz aqueles que o rodeiam. Parece ser especialmente uma pessoa bastante conhecedora das tradições e do que significa ser Sangue Antigo, o que considero bastante importante para que tanto o leitor como os personagens que não têm esse conhecimento possam ficar a conhecer melhor o que significa realmente ser-se Manhoso.

Fica o desejo de ler o mais breve possível a continuação da história. Saber o que há-de acontecer entre Fitz e o Bobo, saber se existe realmente um Dragão enterrado no gelo e qual seria a decisão de Fitz quando o encontrar, saber quais os motivos que levam a Narcheska a ir para a frente com o casamento quando é claro que é algo que a mesma não deseja. Tantas questões que quero ver esclarecidas rapidamente.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Opinião - O Regresso do Assassino

Ficha Técnica:
Autor: Robin Hobb
Título Original: Fool's Errand
Páginas: 565
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373306
Tradutor: Jorge Candeias

Sinopse:
Ele é um bastardo com sangue real.
Ele é um assassino com poderes malditos.
Ele é a única esperança para um reino caído em desgraça.

Atreva-se a entrar num mundo de perfídia e traição que George R. R. Martin apelidou de "genial". Atreva-se a acompanhar um herói que a crítica considerou "único". O Regresso do Assassino é o regresso da grande fantasia épica. Se está à espera de mais do mesmo, este livro não é para si. Caso contrário... bem-vindo a uma aventura que nunca irá esquecer!

Opinião:
Há anos que não lia Hobb. A ideia que me tinha ficado de quando li a primeira trilogia (em Portugal pentalogia) é que a escrita da autora apesar de ser excelente não era fácil de digerir e portanto as leituras tornavam-se algo prolongadas. Daí ter algum receio em pegar na outra trilogia que tinha lá por casa. Não pretendia que as leituras se arrastassem indefinidamente. Não poderia estar mais enganada.

É evidente que a escrita da autora permanece a mesma, bem como a sua forma de contar histórias. Os acontecimentos continuam a ser-nos apresentados de um modo lento e a autora é bastante dada à introspecção. Contudo a história é tão interessante que na realidade a sua lentidão não aborrece o leitor. Poderá ter também a ver com o facto de que sinto que como leitora tenho vindo a evoluir e consigo tirar melhor partido de determinados livros que há uns anos atrás não saberia apreciar.

Neste livro continuamos a seguir as aventuras de Fitz, mas um Fitz mais velho e de certa forma mais ponderado. É-nos também reapresentado o Bobo, que sofreu algumas alterações ao longo do tempo, se bem que apenas físicas. Foi bom ver que em essência ambos continuam a ser aquilo que sempre foram. É também extraordinário ver a relação entre estes dois personagens. O amor que nutrem um pelo outro e o modo como se entendem perfeitamente. Muitas vezes sem necessidade de palavras. Nem todos os autores têm a capacidade de criar uma relação tão pura como a destes os dois. É claro que a única relação que poderia suplantar a de Fitz com o Bobo será a de Fitz com Olhos-de-Noite. Uma relação única, difícil de descrever e apreender na totalidade por nós leitores.

Ao longo da narrativa Fitz vai ter que se redescobrir a si mesmo e às suas capacidades de forma a conseguir recuperar o Príncipe Respeitoso das mãos dos Pigarços. Ao mesmo tempo é-nos apresentada mais informação acerca do Bobo e de uma mulher branca que tem potencial para vir a tornar-se uma poderosa antagonista na demanda dos nossos heróis para que a linhagem Visionário seja mantida a salvo. Ao mesmo tempo a autora vai-nos apresentando o estado mental e física em que se encontram alguns dos personagens que já conhecíamos e amávamos da série anterior. Infelizmente nem tudo são boas notícias.

Contudo a autora apresenta-nos também novas personagens bastante interessantes, nomeadamente Gina que poderá no futuro vir a ter uma relação com Fitz. Se bem que eu ainda tenho esperança de o ver com Moly. Foi também fascinante conhecer o Príncipe Respeitoso que tem tanto de Fitz, como de Kettricken e Veracidade. Tenho bastante curiosidade para vir a conhecer a filha de Fitz e Moly. Zar, o filho adoptivo de Fitz poderá vir a tornar-se um personagem interessante, isto se tiver a possibilidade de ter mais tempo de antena no próximo livro.

A autora conseguiu deixar-me curiosa e de certa forma ansiosa para saber o que aí vem. Quem é esta mulher branca? O que é que os Pigarços realmente pretendem? Conseguirá Fitz ensinar e guiar de forma segura o Príncipe Respeitoso? Uma série de questões que pretendo ver respondidas brevemente.