terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Opinião - Tales from the Shadowhunter Academy

Ficha Técnica:
Autor: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Páginas: 672
Editor: Margaret K. McElderry Books
ASIN: B01BKR47L4

Sinopse:
The New York Times and USA TODAY bestselling collection of short stories chronicling the adventures of Simon Lewis as he trains to become a Shadowhunter is now available in print for the first time with ten brand-new comic illustrations!

Simon Lewis has been a human and a vampire, and now he is becoming a Shadowhunter. The events of City of Heavenly Fire left him stripped of his memories, and Simon isn’t sure who he is anymore. So when the Shadowhunter Academy reopens, Simon throws himself into this new world of demon-hunting, determined to find himself again. Whomever this new Simon might be.

But the Academy is a Shadowhunter institution, which means it has some problems. Like the fact that non-Shadowhunter students have to live in the basement. At least Simon’s trained in weaponry—even if it’s only from hours of playing D&D.

Join Simon on his journey to become a Shadowhunter, and learn about the Academy’s illustrious history along the way, through guest lecturers such as Jace Herondale, Tessa Gray, and Magnus Bane. Written by Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson, and Robin Wasserman, these moving and hilarious short stories are perfect for the fan who just can’t get enough of the Shadowhunters.

Opinião:
Não, não li o livro. Li os contos individualmente tal como se encontram publicados de momento. Contudo é muito mais simples ir buscar uma imagem e os dados de um único livro do que fazê-lo para 10. Assim sendo optei por fazer a opinião ao livro porque na realidade li os contos como se fossem um.

Nesta colectânea de histórias ficamos a saber o que é feito de Simon após o final de A Cidade do Fogo Celestial. Por esta altura já sabemos que Simon perdeu a memória, mas que Magnus o ajudou a recuperar parte delas. Contudo a maior parte delas ainda está em falta, e é uma luta para Simon estar perto de pessoas que o conheciam e que esperma determinadas atitudes e reacções dele quando ele já não é a mesma pessoa que era.

Grande parte dos contos faz referência a esta situação. Vemos um Simon mais debilitado e com vontade de se redescobrir, contudo ao longo das histórias Simon vai ganhando mais confiança, vai começando a perceber que continua a gostar das pessoas das quais já gostava e que se calhar não é tão diferente actualmente daquilo que era anteriormente. Sendo uma personalidade proeminente no mundo Shadowhunter por tudo aquilo que fez, através das suas atitudes e da sua maneira de estar, Simon consegue alterar os comportamentos e percepções que os Shadowhunter têm dos outros mundanos, fazendo com que todos se tornem num grupo coeso.

Durante a história este faz bons amigos, principalmente George, um mundano que cresceu numa família de Shadowhunters. Há quem diga que a autora optou pela saída mais fácil tendo em conta o que acontece no final. Não achei isso. Durante a história nunca achei que a amizade de Clary e Simon pudesse estar em risco e que este estivesse dividido entre ser parabatai da Clary ou do George. Contudo concordo que não havia necessidade de acontecer o que aconteceu. A autora poderia ter optado por mostrar o quão difícil é a ascensão sem ter tomado o caminho que tomou. Acho que foi mais para criar impacto do que outra coisa. Comigo não funcionou muito bem porque me cheirou um pouco a falso.

Quanto aos acontecimentos, não só ficamos a conhecer o que se passa no presente como ficamos ainda a conhecer alguns factos do passado. É-nos mostrado um pouco mais da história de James, nomeadamente de como este encontrou o seu Parabatai e de como descobriu os seus poderes. Ficamos a conhecer mais da história de Valentine e a perceber um pouco mais o pai de Alec através das suas memórias do que era estar no círculo. Existem outras histórias bastante interessantes, algumas delas contadas por Catarina e outras vivenciadas no presente, como a história de Helen e de Marck.

Apenas um dos contos é contado de um ponto de vista que não o de Simon, e neste caso é o de Magnus. O que acontece neste conto é simplesmente adorável e soberbo, levando a que a família Lightwood se una e se comece a formar uma espécie de aceitação entre os seus diferentes membros. Ao mesmo tempo este acontecimento ajuda a que Magnus se aceite um pouco mais e continue a perceber o quão importante Alec é para si e quão importante é viver o agora sem remorsos e sem medos.

Uma colecção de histórias bastante interessantes que me deixou com vontade de conhecer mais personagens e a sua história. Pena é que os personagens que quero conhecer, nomeadamente James, não tenham a sua história contada para já. Ainda falta uns aninhos até conseguir ver a minha curiosidade satisfeita.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Opinião - Anti-Stepbrother

Ficha Técnica:
Autor: Tijan
Páginas: 321
ASIN: B01KSW4QJA

Sinopse:
He told me to settle.
He asked what was wrong with me.
He called me an easy target.
That was within minutes when I first met Caden Banks.
I labeled him an *sshole, but he was more than that. Arrogant. Smug. Alpha.

He was also to-die-for gorgeous, and my stepbrother’s fraternity brother.

Okay, yes I was a little naive, a tad bit socially awkward, and the smallest amount of stalker-ish, but if Caden Banks thought he could tell me what to do, he had another thing coming.

I came to college with daydreams about being with my stepbrother, but what if I fell for the anti-stepbrother instead?

Opinião:
Este livro veio-me parar às mãos do nada. Vi o título e senti-me bastante curiosa, assim sendo decidi pegar nele porque me estava mesmo a apetecer um livro deste género.

Adorei tanto a personalidade da Summer como a do Caden. A maneira como a sua amizade se inicia é um bocadinho cliché, mas não pareceu forçada. Possivelmente porque apesar de ele se portar como um idiota dá para perceber que no fundo ele é um rapaz com princípios, leal e que sensível. A autora fez também um bom trabalho com as construção da relação dos personagens. Começa por ser algo pontual e aos poucos vai crescendo, passando a ser uma amizade bastante forte em que ambos se compreendem perfeitamente e estão lá um para o outro sem qualquer tipo de holding back. E apesar de existir bastante tensão sexual a verdade é que ambos estão contentes com a relação que têm e tiram bastante partido dela, sem qualquer tipo de ressentimento. Claro que quando finalmente sedem à tensão a coisa pega fogo, mas foi uma coisa natural e nada forçada.

De qualquer modo das coisas que mais me cativaram foi mesmo as personalidades destes dois personagens. A Summer ao início é bastante insegura, quer permanecer no anonimato e as suas capacidades sociais são bastante dúbias. Com a ajuda do Caden e de mais uns quantos personagens a Summer acaba por se tornar uma pessoa mais confiante, capaz e continuar com capacidades sociais um bocado estranhas. Digo isto porque a Summer tem um tipo de humor muito específico que a maior parte das pessoas não compreende, o que leva a que seja um pouco awkward socialmente. Em contrapartida eu adorei o seu humor e a maneira como arranjar sempre qualquer coisa para dizer, mas como sabe também quando ficar calada e transmitir aquele apoio silencioso que por vezes é tão precioso.

Quanto ao Caden, ele é bastante reservado e não faz nada de propósito para chamar a atenção. Mas a realidade é que toda a gente o admira e olha para ele à procura do que fazer. Foi engraçado ver como ele e a Summer se complementam tão bem apesar de terem personalidades que parecem ser tão diferentes. Não posso deixar de falar no Marcus, o irmão do Caden, que ao início dá vontade de lhe dar dois pares de estalos por ser tão parvinho, mas que acaba por se mostrar uma pessoa em condições. Ou então no Diego, super divertido e com um coração enorme, uma pessoas que toma conta dos seus e que aceita cada cada um como ele é. E o Colton, uma pessoa com problemas, mas com uma força enorme, sempre a tentar ficar melhor e ser melhor. O Kevin não devia sequer merecer uma referência, mas para o final ele lá se tenta redimir e por isso leva uns pontinhos.

O engraçado acerca deste livro é que não existiu um grande segredo, ou um passado obscuro que tenha vindo prejudicar a relação dos dois personagens. Também não temos propriamente aquela situação em que uma das personagens se retrai devido a algo que a tenha marcado no passado. Existe um segredo, é verdade, mas ele não leva a que surjam problemas entre o casal, pelo contrário, torna a sua relação mais forte. Existe realmente uma altura em que os personagens se vêm obrigados a manter alguma distância um do outro, mas isso acontece não porque se tenham magoado um ao outro, mas sim porque há uma necessidade e aceitação de ambas as partes de que existem determinadas situações que precisam de ser digeridas para que possam ter uma relação saudável.

A única coisa que não gostei muito foi do facto de serem descritos determinados comportamentos característicos das fraternidades que a mim não me disseram nada e ainda me deixaram confusa. A autora poderia ter explicado o sentido daquilo que estava a descrever para os leigos não se sentirem tão parvinhos. Enfim....

Um bom livro que cumpre aquilo que promete. Fiquei com curiosidade de ler mais obras desta autora.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Opinião - As Aventuras de Tom Sawyer

Ficha Técnica:
Autor: Mark Twain
Título Original: The Adventures of Tom Sawyer
Páginas: 312
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722521581
Tradutor: Luísa Derout e Eugénio Batista de Castro

Sinopse:
Tom Sawyer, o rapazinho travesso criado por Mark Twain, tem marcado o imaginário infantil dos últimos 150 anos. Rebelde mas de bom coração, Tom é o pesadelo da sua tia Polly, com quem vive. Acompanhado pelo amigo Huckleberry Finn, um rapazinho abandonado que vive nos matos, Tom vive aventuras incríveis que nos fazem sonhar com a liberdade junto da natureza. Sob a forma de romance juvenil, As Aventuras de Tom Sawyer constitui, na realidade, uma fábula da América urbana e industrial que na época de Twain ameaçava o sonho de liberdade junto da natureza.

Opinião:
Este é um daqueles livro que deveria ter lido quando era bem mais nova. Não é que não o tenha apreciado, mas tal como muitas vezes acontece a verdade é que existem determinados aspectos da história que já não me cativam tendo em conta a minha idade e percurso enquanto leitora e que tenho a certeza que talvez à 15 anos atrás me iriam deixar encantada.

O Tom é um personagem bastante peculiar. Um rapazinho bastante traquinas e com uma imaginação bastante fértil que está constantemente a dar dores de barriga à tia Polly. O Tom está sempre a meter-se em sarilhos, mas em contra partida também é bastante bom em sair deles. É um rapaz cheio de recursos que nunca se deixa abater apesar das circunstâncias.

Esta é ainda uma história cheia de lições e de comentários irónicos pela parte do autor. Contudo muitos deles perderam a graça para mim. Isso não significa que não consiga perceber a mestria com que a história foi contada. Não é por achar que ela não se adapta a mim que deixo de saber reconhecer um bom livro.

Gostei de ficar a conhecer os amigos do Tom, principalmente o Huckleberry Finn. Tenho alguma curiosidade para saber as suas aventuras, apesar de achar que vou acabar por ficar com a mesma sensação que tenho actualmente em relação Às Aventuras de Tom Sawyer. Outro aspecto de que gostei bastante é da maneira como o autor retrata e mostra como era a vida naquela época nos sítios mais rurais. De certo modo a vida era tão mais simples e as crianças sabiam o que era realmente ser-se criança, sabiam utilizar a imaginação. Às vezes fico um pouco decepcionada quando olho à minha volta e reparo no quanto hoje em dia as coisas estão diferentes.

Acho que um dia ainda hei-de convencer a minha irmã mais nova a ler este livro para ficar com uma ideia do que ela acha e se realmente a nossa idade influência a nossa satisfação com o livro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Opinião - On Immunity: An Inoculation

Ficha Técnica:
Autor: Eula Biss
Páginas: 216
Editor: Graywolf Press
ASIN: B00KUY4D7W

Sinopse:
Why do we fear vaccines? A provocative examination by Eula Biss, the author of Notes from No Man’s Land, winner of the National Book Critics Circle Award

Upon becoming a new mother, Eula Biss addresses a chronic condition of fear—fear of the government, the medical establishment, and what is in your child’s air, food, mattress, medicine, and vaccines. She finds that you cannot immunize your child, or yourself, from the world.
In this bold, fascinating book, Biss investigates the metaphors and myths surrounding our conception of immunity and its implications for the individual and the social body. As she hears more and more fears about vaccines, Biss researches what they mean for her own child, her immediate community, America, and the world, both historically and in the present moment. She extends a conversation with other mothers to meditations on Voltaire’s Candide, Bram Stoker’s Dracula, Rachel Carson’s Silent Spring, Susan Sontag’s AIDS and Its Metaphors, and beyond. On Immunity is a moving account of how we are all interconnected—our bodies and our fates.

Opinião:
Este livro não era propriamente aquilo de que estava à espera. Na minha cabeça este seria um livro mais virado para o científico, escrito com termos científicos, e contaria a história da vacinação, debateria os seus prós e contras de uma maneira objectiva e racional. Contudo não foi isso que aconteceu. Não digo que não tenha gostado do livro, porque na realidade até gostei bastante. Apesar de o livro ser escrito por uma mãe com as suas próprias dúvidas e incertezas nota-se que a autora tentou ser imparcial e que se deu ao trabalho de aprofundar a história e os vários pontos de vista acerca da vacinação.

Gostei especialmente que a autora mostre ambas as frentes que se podem encontrar quando se fala de vacinação. Aquela que concorda e acha a vacinação importante e aquela que acha que a vacinação implica um intrusão no corpo o humano e acredita que a mesma leva ao despoletar de determinadas doenças. A autora fala também do que é chamada a herd imunnity e de como os nossos corpos não nos pertencem só a nós. Afinal de contas as decisões que tomamos relativas ao nosso corpo pode influenciar o que acontece aos outros. O corpo não é um sistema isolado, pensarmos que sim é estamos a ser egoístas.

A maneira como a autora aborda todas estas questões e mais algumas é em forma de ensaio, sempre com uma espécie de ensaio que remonta à sua experiência pessoal, ou através do facto de ter sido mãe, ou através do facto de o seu pai ser médico. O livro está ainda cheio de metáforas, metáforas essas que vão sendo descomplicadas. A que mais é usada é a do Drácula, o que a certa altura me irritou um pouco, mas de qualquer maneira achei interessante as comparações que a autora faz entre a maneira como as pessoas viam o Drácula e como viam as doenças. Outro ponto bastante interessante é o facto de que as pessoas têm mais tendência para duvidar daquilo que lhes é demonstrado de forma racional do que das suas próprias crenças, mesmo que estas não tenham qualquer tipo de fundamento.

Sem dúvida um dos aspectos que mais gostei neste livro foi de perceber ou a tentativa da autora de tentar perceber como é que o cérebro humano funciona quando se fala de doenças e de imunização.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Peek-a Book (Joana) - Sensibilidade e Bom Senso




Ficha Técnica:
Autor: Jane Austen
Título Original: Sense and Sensibility
Páginas: 360
Editor: Presença
ISBN: 9789722355445
Tradutor: João Martins

Sinopse:
Sensibilidade e Bom Senso apresenta-nos os retratos subtis das irmãs Dashwood, com temperamentos contrastantes mas igualmente encantadores. Elinor é regida pelo bom senso, pela razão, e esconde cuidadosamente as suas emoções. Marianne é dominada pela paixão, pela sensibilidade, e expõe-se sem reservas aos sentimentos mais intensos. Quando ambas se apaixonam e vivem o arrebatamento e a dor do amor, compreendem que é no ponto de equilíbrio entre a sensibilidade e o bom senso que poderão encontrar a felicidade pessoal. Através deste paralelo, a autora oferece-nos uma análise poderosa da forma como a vida das mulheres era moldada na sociedade das classes média e alta na Inglaterra do século XVIII, numa comédia de costumes iluminada pela ironia e o humor.

Opinião:
Este livro foi uma autêntica guerra para ler. Durante o mês passado andei num completo slump literário, o que significa que não tinha vontade de pegar no que quer que fosse e quando conseguia pegar lia meia dúzia de páginas e desistia. Ainda por cima comecei por ler o livro em inglês e senti-me completamente perdida. Estou mais que habituada a ler em inglês, já li vários livros da Jane Austen em inglês, mas desta vez dava por mim a ter que ler três e quatro vezes a mesma passagem até a conseguir perceber e interiorizar. 

Finalmente desisti simplesmente do livro e decidi dar-me tempo para me elevar do maldito slump. Quando achei que a coisa estava a melhorar decidi optar por ler o livro na versão portuguesa e a partir daí as coisas começaram a melhorar consideravelmente. Não considero que tenha sido um dos melhores livros que li dela, mas penso que isso se deva principalmente ao meu estado de espírito. Achei que a linguagem empregue e as construções frásicas eram mais complexas que os livros anteriores que li dela. Isso, aliado ao slump levou a que perdesse interesse na história porque parecia que a mesma não fluía.

De resto, achei que a história e os personagens são do tipo a que a autora já nos habituou. No geral, e tirando o Ema, os personagens desta autora são bastante cativantes e interessantes, a história em si incorpora várias críticas à sociedade e não deixam de existir momentos hilários ao longo da narrativa.

As personagens principais, Elinor e Marianne, são completamente diferentes na sua maneira de estar na vida e na maneira como lidam com as diferentes situações. Elinor é uma pessoa recatada e que presa o intelecto acima de tudo. Alguém que não se deixa governar pelos seus sentimentos e que apresenta sempre uma fachada de decoro. Ao mesmo tempo é bastante inteligente e acha que é sua obrigação carregar todos os males dentro de si sem causar preocupações aos demais. Já Marianne é completamente o oposto. Se está feliz ri, se está triste chora. Todas as emoções são vividas ao extremo com ela, sem que esteja preocupada com ser recatada ou com o decoro. Para Marianne o mais importante são as emoções e alimenta-se delas como se não houvesse amanhã.

É então assim que observamos a diferente maneira com que estas irmãs lidam com os seus romances e as suas desventuras. Apesar de ser uma pessoa um pouco mais parecida com Marianne em certos aspectos, fui muito mais tocada pela dor de Elinor. Havia alturas em que pensava: "vai dar porcaria e é bem feita para não seres tontinha Marianne."

Não posso deixar de referir os personagens secundários, principalmente o bem disposto John Middleton, que só se sente bem rodeado de gente e a tentar ajudar os outros, e a Mrs. Jennings, que está sempre a tentar descobrir o que se passa, e sempre a coscuvilhar e a colocar hipóteses que rapidamente descarta, ao mesmo tempo que adora deixar as pessoas desconfortáveis com as suas observações. Contudo quando algo de mal realmente acontece tenta ajudar o mais que pode e preocupa-se realmente com as pessoas com quem se dá.

No geral as restantes personagens são bastante fúteis, mesquinhas, desprovidas de carácter, completamente manipuladoras ou completamente manipuladas. Não se aproveita quase ninguém daquela grande quantidade de gente. Mas o mais engraçado é que todos eles se adoram e de certo modo desdenham as irmãs Dashwood. Parece que desde sempre ser uma pessoa em condições não é um grande atractivo.

Apesar de ter gostado do livro, pensei vir a gostar mais. Existem outras obras da autora que me deixaram muito mais cativada. Contudo para quem gosta deste tipo de romances será um a não perder.