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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Opinião - Inverno de Sombras

Ficha Técnica:
Autor: L. C. Lavado
Páginas: 590
Editor: Marcador
ISBN: 9789898470867

Sinopse:
“Todos ficam sujos de sangue e há sempre alguém que morre.”
Este é o lema de Danton.

Filho de dois poderosos feiticeiros, inimigos de séculos, a existência de Danton é apenas mais um golpe de guerra entre os pais. Criado e aperfeiçoado por Amauri e Goulart, é temido por todos, incluindo os próprios.

Em Lisboa, uma misteriosa Caixa detém um poder que a família Santa-Bárbara guarda há gerações.
Isadora é a última descendente de uma linhagem de Paladinos, herdeira solitária de um império cultural e um legado que desconhece. Ela e o tio, Garrett, são tudo o que resta para proteger este grande segredo.

Mas Danton está decidido que é chegada a hora do poder da Caixa lhe pertencer, e as vidas dos Santa-Bárbara vão alterar-se para sempre.

Feitiçaria, magia, segredos e uma história de amor inesquecível, percorrem alguns dos lugares mais conhecidos de Lisboa e a zona mais sinistra de Paris.
O passado colide com o presente e tudo acontece… mas não como todos esperam.

Pela escritora revelação da fantasia urbana portuguesa.
Uma história cativante que vai fazer as delícias dos leitores mais exigentes.

Opinião:
Ouvi falar bastante bem deste livro, e sendo escrito por uma autora portuguesa, mais tarde ou mais cedo sabia que o teria que ler.

No geral é um livro bastante bom. Nota-se que é um primeiro livro, mas nota-se também um grande potencial na autora, potencial esse que sendo trabalhado iria tornar os seus futuros livros ainda melhores e mais coesos.

Houve vários aspectos que gostei no livro e outros que me deixaram um pouco desiludida, como de certo modo seria de esperar. Contudo o balanço final foi positivo. Gostei bastante dos personagens e das suas personalidades. Principalmente Isadora, vê-se um grande crescimento desta personagem a nível de personalidade. Enquanto que ao início a Isadora é uma pessoa bastante calma e distanciada da vida, ao longo do livro vemos como ela se vai abrindo mais para os outros, como começa a viver mais os seus sentimentos e deixa de se proteger atrás de paredes e paredes. A sua evolução foi natural ao longo da narrativa e em nenhum momento senti que estava a lidar com uma personagem completamente diferente da inicial.

Já o Danton é apresentado como alguém intratável, mas existe sempre ali uma sombra de dúvida sobre o que realmente se está a passar, e a verdade é que essas dúvidas acabam por se tornar certeiras quando nos apercebemos do tipo de pessoa que ele realmente é. Já a Andrea, a melhor amiga da Isadora é alguém que desde o início até ao fim sabe o que quer, pelo menos na maior parte das situações, está sempre no controlo e não tem qualquer tipo de problema em mostrar o que sente ou dizer o que pensa.

As restantes personagens são também bem pensadas e construídas. Muitas delas ficamos a conhecer melhor através de flashbacks que por sinal funcionaram bastante bem e deram uma dimensão muito maior à história. História essa que teve início à mais tempo do que se poderia imaginar. Não só a autora fez um bom trabalho a incorporar os flashbacks, como também fez um óptimo trabalho com os dois clímax que deu ao livro. Já me tinha acontecido anteriormente apanhar uma situação destas que resultou pessimamente e me tirou metade do gozo à leitura. Neste caso a autora optou por "dividir" a história em livro um e livro dois e colocou um clímax em cada uma das partes. Sendo que no final da primeira ficamos mesmo a sentir que chegamos ao fim da primeira parte da história.

Não posso deixar de falar das cenas de sexo que existem, quando a primeira apareceu fiquei algo receosa como seria descrita, mas acho que foi bastante bem trabalhada. Não pareceu em nada descabida, pelo contrário, pareceu-me bastante natural tendo em conta os personagens que eram. Os diálogos estão também bastante naturais e o mundo criado pela autora está bem estruturado e é interessante.

Quanto aos pontos menos positivos, têm essencialmente a ver com determinados assuntos que foram abordados, mas que me recorde nunca chegaram a ser devidamente esclarecidos. Nomeadamente o que é efectivamente a Isadora, tudo bem que percebemos que há ali algo, mas nunca nos chegam a dizer efectivamente o que esse algo é. Ao mesmo tempo há aqui toda uma história à volta da chave e da sua relação com a família da Isadora que teve uma explicação um pouco atabalhoada. Para finalizar, a situação da transferência das memórias do Danton. Pela explicação inicial pareceu-me que automaticamente ele iria ficar sem as ditas memórias, mas depois pareceu simplesmente que tanto ele como a Isadora passaram a partilhá-las. Eventualmente também podia estar meio a dormir quando terminei o livro e me ter escapado alguma coisa. Mas se escapou é porque eventualmente não estaria muito claro.

Assim sendo só tenho a concluir que foi um livro inicial do qual gostei bastante. Soube que eventualmente poderia ter vindo a existir um livro sobre a Andrea e o Claude que não chegou a acontecer e que não sei se alguma vez virá. Se vier é com toda a certeza que o lerei e com a esperança de que as arestas que faltaram limar neste livro se encontrei limadas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Opinião - As Aventuras de Tom Sawyer

Ficha Técnica:
Autor: Mark Twain
Título Original: The Adventures of Tom Sawyer
Páginas: 312
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722521581
Tradutor: Luísa Derout e Eugénio Batista de Castro

Sinopse:
Tom Sawyer, o rapazinho travesso criado por Mark Twain, tem marcado o imaginário infantil dos últimos 150 anos. Rebelde mas de bom coração, Tom é o pesadelo da sua tia Polly, com quem vive. Acompanhado pelo amigo Huckleberry Finn, um rapazinho abandonado que vive nos matos, Tom vive aventuras incríveis que nos fazem sonhar com a liberdade junto da natureza. Sob a forma de romance juvenil, As Aventuras de Tom Sawyer constitui, na realidade, uma fábula da América urbana e industrial que na época de Twain ameaçava o sonho de liberdade junto da natureza.

Opinião:
Este é um daqueles livro que deveria ter lido quando era bem mais nova. Não é que não o tenha apreciado, mas tal como muitas vezes acontece a verdade é que existem determinados aspectos da história que já não me cativam tendo em conta a minha idade e percurso enquanto leitora e que tenho a certeza que talvez à 15 anos atrás me iriam deixar encantada.

O Tom é um personagem bastante peculiar. Um rapazinho bastante traquinas e com uma imaginação bastante fértil que está constantemente a dar dores de barriga à tia Polly. O Tom está sempre a meter-se em sarilhos, mas em contra partida também é bastante bom em sair deles. É um rapaz cheio de recursos que nunca se deixa abater apesar das circunstâncias.

Esta é ainda uma história cheia de lições e de comentários irónicos pela parte do autor. Contudo muitos deles perderam a graça para mim. Isso não significa que não consiga perceber a mestria com que a história foi contada. Não é por achar que ela não se adapta a mim que deixo de saber reconhecer um bom livro.

Gostei de ficar a conhecer os amigos do Tom, principalmente o Huckleberry Finn. Tenho alguma curiosidade para saber as suas aventuras, apesar de achar que vou acabar por ficar com a mesma sensação que tenho actualmente em relação Às Aventuras de Tom Sawyer. Outro aspecto de que gostei bastante é da maneira como o autor retrata e mostra como era a vida naquela época nos sítios mais rurais. De certo modo a vida era tão mais simples e as crianças sabiam o que era realmente ser-se criança, sabiam utilizar a imaginação. Às vezes fico um pouco decepcionada quando olho à minha volta e reparo no quanto hoje em dia as coisas estão diferentes.

Acho que um dia ainda hei-de convencer a minha irmã mais nova a ler este livro para ficar com uma ideia do que ela acha e se realmente a nossa idade influência a nossa satisfação com o livro.

sábado, 15 de outubro de 2016

Opinião - A Queda de Artur

Ficha Técnica:
Autor: J.R.R. Tolkien
Título Original: The Fall of Arthur
Páginas: 246
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721061958
Tradutor: Rita Guerra

Sinopse:
A Queda de Artur, a única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do rei Artur da Bretanha, pode muito bem ser vista como a sua mais delicada e hábil aventura na métrica aliterativa do inglês antigo, tendo concedido à sua interpretação inovadora das antigas narrativas uma sensação penetrante da natureza grave e determinista de tudo o que é contado: da expedição ultramarina de Artur até às distantes terras pagãs, da fuga de Guinevere de Camelot, do regresso de Artur à Bretanha e da grande batalha naval, no retrato do traidor Mordred, nas dúvidas atormentadas de Lancelot no seu castelo francês. Infelizmente, A Queda de Artur foi um dos seus vários poemas longos inacabados. Há evidências que terá começado a escrevê-lo no início dos anos 30 do século passado e estaria num estado suficientemente avançado para que o enviasse a um amigo perspicaz, que o leu com grande entusiasmo no final de 1934, e o incentivou a concluí-lo com urgência: «Tem mesmo de o terminar!» Contudo, foi em vão. Tolkien abandonou-o, em data desconhecida, ainda que alguns indícios apontem para 1937, o ano de publicação de O Hobbit e das primeiras incursões em O Senhor dos Anéis. Anos mais tarde, numa carta de 1955, disse que «esperava terminar um longo poema sobre A Queda de Artur, mas esse dia nunca chegou.

Associadas ao texto do poema, existem, contudo, várias páginas manuscritas; uma grande quantidade de rascunhos e experiências em verso, nas quais a estranha evolução da estrutura do poema é revelada, juntamente com sinopses narrativas e notas deveras significativas, ainda que desesperantes. Nestas últimas, é possível discernir associações claras, ainda que misteriosas, do fim de Artur com O Silmarillion e a amarga conclusão do amor de Lancelot e Guinevere, que nunca chegou a ser escrito.

Opinião:
Não estava à espera que mais de 50% do livro fossem explicações acerca do poema e contextualizações. Estava à espera de algo ligeiramente mais longo, como o livro anterior. E ainda por cima o poema ainda se torna mais pequeno quando pensamos que o número de páginas tem que ser dividido por dois porque temos a versão inglesa do poema e a versão portuguesa.

Como seria de esperar li a versão inglesa do poema, até porque as versões traduzidas nunca transmitem a verdadeira beleza de um poema. Confesso que ao início foi um pouco difícil entrar na cadência, no ritmo, mas com o decorrer das páginas isso deixou de ser um problema e passei a saborear realmente o poema que me era apresentado. Não posso deixar de confessar que houve alturas em que tive que ler determinadas passagens com bastante atenção e alguma repetição de modo a ter a certeza que compreendia perfeitamente aquilo que me estava a ser transmitido. Mas se gostei do poema? Gostei sim. E tenho pena que não haja mais partes da história contadas por Tolkien.

A segundo parte do livro é basicamente um estudo do poema, em que são comparadas as diferentes versões para os mesmos segmentos, e em que é analisado ao detalhe a que obras é que Tolkien foi buscar as ideias para construir um poema único, com passagens e detalhes retirados de diferentes obras. Esta parte para mim já não foi tão interessante ou esclarecedora porque a lenda Arturiana não é propriamente a minha praia e por isso perdi-me um pouco com tantas referências.

Acho que esta parte é mais apropriada para um estudioso do tema ou das obras de Tolkien. Eu sou uma simples leitora que gosta de consumir Tolkien pelo simples prazer de saber que estarei bem entregue.

Um livro que possivelmente não encherá as medidas a qualquer pessoa.

domingo, 25 de setembro de 2016

Opinião - A Corte do Ar

Ficha Técnica:
Autor: Stephen Hunt
Título Original: The Court of Air
Série: Jackelian, #1
Páginas: 507
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896372934
Tradutor: Alberto Simões

Sinopse:
Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, o seu primeiro instinto é o de correr de volta para o orfanato onde cresceu. Ao chegar e encontrar todos os amigos mortos, apercebe-se de que era ela o verdadeiro alvo do ataque... pois o sangue de Molly contém um segredo que a torna um alvo a abater para os inimigos do Estado.

Oliver Brooks levava uma existência tranquila na casa do tio, mas quando é acusado da morte do seu único familiar é forçado a fugir para salvar a vida, acompanhado por um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver vê-se na companhia de ladrões, foras-da-lei e espiões, e aprende mais sobre o segredo que destruiu a sua vida.

É então que Molly e Oliver são confrontados com uma ameaça à própria civilização por um poder antigo que se julgava derrotado há milénios. Os seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de acção, drama e intriga.

Opinião:
E mais um desapontamento. Lembro-me que na altura em que este livro foi editado em Portugal toda a gente falava bastante bem dele, o que levou a que tivesse uma grande curiosidade acerca do mesmo. Infelizmente ainda não se tinha proporcionado a leitura do mesmo, o que acabou por acontecer este mês. Só posso dizer que fiquei bastante desiludida.

A história é interessante, o mundo é interessante, o problema? Os personagens são muito pouco desenvolvidos, não houve um único que tenha tido pena de ter morrido, e apesar de o mundo onde se passa a história ser interessante, para mim não passou de uma grande amálgama.

Há magia a dar com um pau neste mundo, mas ela é explicada? Não. O leitor cai completamente de pára-quedas no meio deste mundo que achei extremamente complexo, cheio de diferentes raças e diferentes estatutos sociais, e em momento algum o autor se digna a explicar para que é que cada um serve, de onde vem e para onde vai. O pouco que consegui perceber foi por ir fazendo ilações com a pouca ou nenhuma informação que o autor vai dando. Detestei este facto porque senti que se houvessem pequenas explicações sobre este mundo e a sua história teria gostado muito mais do livro e ele teria feito muito mais sentido. A realidade é que não existe qualquer tipo de profundidade durante toda a história, e isto inclui os personagens principais e também os secundários.

Sim, até os personagens deixaram bastante a desejar. A Molly até é engraçada e tem uma personalidade interessante, o tipo de personalidade que por norma adoro. Contudo ela não tem profundidade, parece muito mecanizada, não há nuances, não há propriamente sentimento naquilo que faz, e isso fez-me sentir completamente desapegada. O mesmo se passa com o Oliver, eu até gostava dele na maior parte do livro, mas depois de ele se encontrar com o Reverendo a sua personalidade sofre uma alteração drástica, que faria sentido, se nos fosse explicado o modo como determinado objecto funciona e influência uma pessoa, o que mais uma vez não acontece. Simplesmente sabemos que aquele objecto influência as pessoas e que lhes muda a personalidade. Mas o Oliver nem parece aperceber-se disso e isso é um bocado estranho. Quanto aos personagens secundários, os meus preferidos foram os vaporomens. Contudo até eles foram consideravelmente fracos.

Enfim... Como dá para ver fiquei bastante desapontada. É verdade que tenho o 2º livro para ler e que o irei ler, não sei bem quando mas vou. Tenho esperança que as coisas melhorem e que como já sei um pouco deste mundo que consiga absorver mais informação que consolide aquilo que já sei actualmente.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Opinião - Ampulheta

Ficha Técnica:
Autor: Claudia Gray
Título Original: Hourglass
Série: Evernight, #3
Páginas: ?
Editor: Planeta
ISBN: 9789896572754
Tradutor: Carlos Pereira

Sinopse:
Depois de fugirem da Academia Evernight, a escola de vampiros onde se conheceram, Bianca e Lucas refugiam-se com os Cruz Negra, um grupo de elite de caçadores de vampiros.

Bianca obriga-se a esconder a sua herança sobrenatural ou correr risco de vida.

Mas quando os Cruz Negra capturam o seu amigo Balthasar, todos os segredos começam a ser revelados.

Em breve, Bianca e Lucas orquestram a sua fuga com Balthazar, mas são perseguidos não só pelos Cruz Negra como pelos perigosos e poderosos chefes de Evernight. No entanto, por muito longe que consigam ir, Bianca não pode escapar do seu destino.

Bianca sempre acreditou que o seu amor por Lucas poderia sobreviver a qualquer coisa, mas poderá de facto resistir ao que está para vir?

Opinião:
Já lá vão uns anitos desde que li o livro anterior a este. Contudo o desafio deste mês foi a oportunidade perfeita para pegar nele visto que assim não fosse tão cedo não ia ser lido. A verdade é que quando me apercebi que a editora não ia editar o último livro fiquei pior que estragada e simplesmente perdi o interesse em terminar a série. Neste momento visto que finalmente peguei no terceiro livro já me sinto mais entusiasmada para acabar a série o que deverá estar para breve.

Este livro começa, basicamente, onde terminou o anterior. Bianca e Lucas encontram-se a residir com a Cruz Negra depois de estar ter deixado Evernight em chamas. As coisas aos poucos começam a tornar-se mais complicadas para o casal visto Bianca começar a ter alguns problemas, nomeadamente a dificuldade em alimentar-se e afins leva a que ambos acabem por ser descobertos e tenham que fugir.

Bianca sempre teve uma vida relativamente protegida. Ao mesmo tempo é alguém extremamente pacato, algo inocente e que tenta sempre ajudar toda a gente. Isso não quer dizer que ao mesmo tempo não possa ter uma vontade de ferro. Foi interessante ver como ela cumpre praticamente todos os objectivos a que se propõe. Mas gratificante ainda foi ver como apesar de ela saber o que lhe iria acontecer ir para a frente com a decisão que tomou. Claro que depois as coisas não são bem como ela estava à espera, e acaba por fazer alguns disparates e tomar decisões precipitadas, mas a sua força de vontade é simplesmente algo a ter em conta. Além disso poderia tornar-se numa daquelas personagens algo taralhocas e sem personalidade, o que não acontece.

Quanto a Lucas, se por um lado este já tinha aceitado completamente aquilo que Bianca é, a verdade é que vemos um crescimento nele, em que as os actos de bondade para com os vampiros começam a ser mais naturais e a sua maneira de pensar acaba por ser mais limpa. Sem que haja sempre aquela situação de ter que se lembrar que nem todos os vampiros são maus.

A apontar dos personagens secundários tenho a Dana, que é simplesmente fantástica, e a Raquel, que é uma parvinha que engole tudo aquilo que lhe dizem, mas principalmente a sua personalidade falsa decepcionou-me profundamente.

Houve alguns desenvolvimentos relativamente à situação dos fantasmas. Começa-se a perceber qual a importância que Bianca tem para estas e o porquê de elas andarem sempre de volta dela. Contudo acredito que ainda haja muito mais para descobrir, até porque algumas atitudes de determinados personagens estavam envoltas em mistério. Sendo que estas acções incluíam Bianca será normal que possam também estar relacionadas com o porquê de a Bianca ser tão importante para os fantasmas.

Chegando ao último capítulo fica tudo novamente de pernas para o ar. Achei que a autora precipitou um pouco os acontecimentos. Deveria ter dado mais tempo para a Bianca se ambientar ao que lhe aconteceu, aprender um pouco mais o que é e não tomar decisões racionais e um bocado disparatadas. Contudo ficou a curiosidade para saber como é que o Lucas e a Bianca irão conseguir dar a volta à situação em que se encontram. De notar que apesar de a história ter muito romance e um pouco do famoso "Não consigo viver sem ti" a autora não chega ao ponto do enjoo, o que considero ser uma mais valia.

sábado, 23 de julho de 2016

Opinião - Time's Legacy

Ficha Técnica:
Autor: Barbara Erskine
Páginas: 534
Editor: HarperTorch
ISBN: 0007302290

Sinopse:
Barbara Erskine returns with this beautiful and haunting tale of dark forces and mystical powers. In present-day Cambridge, Abi, a recently ordained priest of the Church of England, is appointed to a notoriously difficult parish. The priest in charge is the charismatic but fundamentalist Kier. He objects to her mysticism, her practice of healing in particular. When she sees a vision of a congregation in an old church, Kier accuses her of witchcraft, but Abi soon sees more visions; an entire Roman family history, dark with betrayal and a promise of bloody revenge. With foreboding forces building up to violence, Abi must battle the approaching terror along with her own personal demons, drawing upon the expertise of Druidry and shamanism from a questionable source!

Opinião:
Neste livro vamos novamente numa viagem ao passado. Abi é a personagem principal e é através das visões que esta tem que ficamos a conhecer uma família bem como outras personagens bastante interessantes que viveram no passado.

De uma maneira geral gostei da caracterização de todos os personagens. Apesar de achar que a maioria deles não se destacava em relação às suas características, a verdade é que todos eles são bastante coerentes e simpáticos, fazendo o leitor sentir-se descontraído durante a leitura. A excepção é Kier e Justin. O primeiro é um dos antagonistas do livro, o do presente, e o segundo é um druida com uma personalidade bastante particular.

Mais uma vez a autora conta a história do presente entrelaçada com a do futuro. O modo como a autora o faz é através de visões que Abi vai tendo e que se vão tornando cada vez mais assustadoras. Não só é interessante ir vendo o que vai acontecendo no passado, como as repercussões que o passado tem no futuro também cativam o leitor. Gostei de ver a maneira como Abi vai crescendo e vai aprendendo a lidar com as visões que tem. Ao mesmo tempo estas visões trazem-lhe informações que não são fáceis de aceitar e que vêm colocar em causa a sua fé. Existe uma grande evolução ao nível desta personagem relativamente à aceitação daquilo que lhe está a acontecer e a como lidar com isso. Em como aquilo que está a acontecer não é propriamente algo do demónio, mas sim algo importante e que faz parte do mundo que nos rodeia.

No geral foi uma história interessante e agradável. A única coisa que me chateou mais foi o facto de a autora uma vez mais usar o mesmo método para contar a história. a todo o momento havia aquela sensação de desconforto de estar novamente a ler algo que parecia já ter lido, não pela história em si, mas pela maneira como a autora nos faz chegar ao final. É tudo muito semelhante aos outros livros que já li dela e isso é algo desmotivador. Assim sendo tão cedo não devo voltar a ler algo da autora, para não enjoar.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Opinião - The One and Only Ivan

Ficha Técnica:
Autor: Katherine Applegate
Ilustrador: Patricia Castelao
Páginas: 325
Editor: HarperCollins
ASIN: B005DIB6GG

Sinopse:
Ivan is an easygoing gorilla. Living at the Exit 8 Big Top Mall and Video Arcade, he has grown accustomed to humans watching him through the glass walls of his domain. He rarely misses his life in the jungle. In fact, he hardly ever thinks about it at all.

Instead, Ivan thinks about TV shows he’s seen and about his friends Stella, an elderly elephant, and Bob, a stray dog. But mostly Ivan thinks about art and how to capture the taste of a mango or the sound of leaves with color and a well-placed line.

Then he meets Ruby, a baby elephant taken from her family, and she makes Ivan see their home—and his own art—through new eyes. When Ruby arrives, change comes with her, and it’s up to Ivan to make it a change for the better.

Katherine Applegate blends humor and poignancy to create Ivan’s unforgettable first-person narration in a story of friendship, art, and hope.

Opinião:
Damn it. Pensava que já tinha passado a opinião para aqui e afinal não tinha. Assim sendo peço imensa desculpa a quem tentou ler uma opinião e apanhou com uma página em branco.

Este livro foi-me recomendado pela p7 do Bookeater/Booklover porque não sabia o que havia de ler para o desafio deste mês. Confesso que ao início não me sentia muito entusiasmada com a sinopse do livro, mas ao iniciá-lo tudo isso mudou.

Antes de mais o modo como a história é contada coaduna-se exactamente com aquilo que o Ivan nos tenta dizer ao longo dessa mesma história. No geral o Ivan está sempre a referir como os humanos complicam tudo, como falam de mais e a narrativa é pontuada por essa ideia. O Ivan conta-nos a sua história em frases simples e directas, sem rodeios e adjectivações necessárias. E eu adorei esse cuidado que a autora teve. Fez-me sentir muito mais próxima deste gorila muito especial.

A história dele e dos seus amigos não é propriamente bonita, e algumas tristezas acontecem durante a narrativa, contudo o Ivan é perseverante. Ele compromete-se a fazer algo e através da sua paixão pelo desenho acaba por consegui-lo e muda a sua vida e dos seus amigos. Mas mais ainda, ele consegue erguer-se acima do medo e lembrar-se daquilo que era suposto ser e tornar-se novamente num animal formidável apesar de todos os anos de encarceramento.

Adorei a sua personalidade pachorrenta. A maneira como interage com os outros personagens é simplesmente deliciosa. Sejam eles humanos ou animais. Sim, porque aqui também existem humanos bons, que apreciam as obras do Ivan e que acabam por ajudar. Porque é assim, os artistas compreendem-se de uma maneira que a maior parte das pessoas não consegue.

E pronto, este livro foi a coisa mais fofa de se ler. Além do mais a sua leitura faz-se num instantinho, o que ajuda a que os sentimentos se acumulem e nos transformem numa bola de fofura. 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Opinião - Confessions of a Bad Boy

Ficha Técnica:
Autor: JD Hawkins
Páginas: 243
Editor: JD Hawkins Books
ASIN: B01ETVIS2M

Sinopse:
Confessions of a Bad Boy Episode 1: Never Commit

I’m the internet's favorite Bad Boy - the guy who’ll tell it to you straight. No bullshit charm. No excuses. Consider it a public service, letting women know the truth about what guys are really thinking and teaching guys how to get what they want.

Yes, we were checking that girl out.

No, you don't want to meet her parents.

And no, ladies, we don’t care what shoes you wear - as long as they’re up around our neck by the end of the night.

Life was simple, until fate brought me back together with Jessie.

My best friend's younger sister, who I just happened to have the hottest one night stand of my life with four years ago.

Who calls me at 3 AM to get bailed out of jail.

Who I can’t keep my hands off of.

And who can never find out who I really am.

She’s off-limits, but I don't care. And when I need a fake girlfriend to help me out of a jam at work, she’s the only one who can help. Now I’m stuck sharing a hotel room with her for the weekend.

A long, sexy weekend.

This is your Bad Boy, signing off.

Opinião:
Sempre que quero ler uma coisa um pouco mais steamy e sei que saiu um novo livro deste autor não resisto. A verdade é que apesar de se poder dizer que as histórias são mais do mesmo, a verdade é que o autora cativa o leitor tanto pelos pormenores que insere na história, como pelos personagens e como pelas cenas mais quentes que vão sendo introduzidas. Estas cenas de sexo não são o foco principal da história, apenas um seu complemento.

Apesar de esta não ter sido a minha história preferida do autora, continuo a gostar bastante do livro. Ambos os personagens são bastante carismáticos e casmurros, sendo que o Nate é extremamente sexy e carismático. Adorei o irmão da Jessie, o Kyle. Ele é super protector e um bocadinho obsessivo com a Jessie, chegando a raiar a necessidade de matar alguém. É um bocadinho irritante e ao mesmo tempo adorável.

Como quase certamente iria acontecer a história tem algumas falhas relativamente a as coisas andarem muito depressa, ou determinadas acções não estarem devidamente contextualizadas ou resolverem-se facilmente. Contudo a maior parte das situações foi facilmente ultrapassável devido aos bons momentos que passei na companhia deste dois personagens.

Um das coisas que me fez gostar bastante do livro foi as duas diferentes opiniões que existem acerca do Vlog do Bad Boy. Por um lado percebo o ponto de vista da Jessie, um homem que fala das suas conquistas e afins para todo o mundo poder ver, é alguém sem princípios. Contudo também percebo o ponto de vista do Nate e da maior parte das outras pessoas. Falar de sexo muitas das vezes ainda é tabu, e pelo que eu percebi o Nate não se exibia propriamente. Ele falava de uma forma mais analítica dos seus encontros e como é que as outras pessoas poderiam fazer resultar o seu estilo de vida. Com ele não havia o perigo de falsidades, de ouvir um amo-te e depois ser abandonada. Acho que isso seria bem pior. Além de que é fácil compreender a versão deles à família.

Assim sendo foi mais um livro que gostei e que deu para passar um bom bocado.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Opinião - Ventos do Norte e Presságios de Inverno

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The War With the Mein
Série: Acacia, #1
Páginas: 339 e 341
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373238 e 9789896373955
Tradutor: Maria Correia

Sinopse:
Ventos do Norte:
Um assassino enviado das regiões geladas do norte numa missão.
Um império poderoso cercado pelo seu mais antigo inimigo.
Quatro príncipes exilados, determinados a cumprir um destino.
Prepara-te, leitor, para entrar no mundo deslumbrante de Acácia.

Leodan Akaran, rei soberano do Mundo Conhecido, herdou o trono em aparente paz e prosperidade, conquistadas há gerações pelos seus antepassados. Viúvo, com uma inteligência superior, governa os destinos do reino a partir da ilha idílica de Acácia. O amor profundo que tem pelos seus quatro filhos, obriga-o a ocultar-lhes a realidade sombria do tráfico de droga e de vidas humanas, dos quais depende toda a riqueza do Império. Leodan sonha terminar com esse comércio vil, mas existem forças poderosas que se lhe opõem. Então, um terrível assassino enviado pelo povo dos Mein, exilado há muito numa fortaleza no norte gelado, ataca Leodan no coração de Acácia, enquanto o exército Mein empreende vários ataques por todo o império. Leodan, consegue tempo para colocar em prática um plano secreto que há muito preparara. Haverá esperança para o povo de Acácia? Poderão os seus filhos ser a chave para a redenção?



Presságios de Inverno:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros…
Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?

Opinião:
Decidi escrever a opinião dos dois livros em conjunto porque no original trata-se de apenas um. O primeiro livro faz-nos a introdução do mundo em que a acção de se passa. Ao mesmo tempo apresenta-nos os personagens principais enquanto o Rei Leodan é vivo, e os acontecimentos que levam à sua morte e ao separar dos seus filhos. A segunda parte passa-se essencialmente 9 anos depois da morte do Rei Leodan e mostra-nos aquilo em que os personagens se tornaram e o seu reencontro que dá início à tentativa de recuperar o poder em Acácia.

A história é contada do ponto de vista de vários personagens o que é benéfico pois ajuda-nos a ter um melhor entendimento daquilo que cada um é e da maneira como evolui ao longo do tempo. Achei que a maior parte dos personagens estava bem construído e caracterizado, sendo que cada um deles tem várias nuances, não sendo intrinsecamente bom ou mau. Isto aplica-se essencialmente a Hanish, que supostamente é o vilão. É ele que maquina a queda de Acácia e que acaba por ocupar o trono em lugar dos Akaran. Tudo isto porque os Tunishnevre pretendem voltar a caminhar sobre a terra. De certa forma é triste ver como uma pessoa tão capaz e inteligente acaba por se moldado pelas crenças e pelos desejos dos outros. As dúvidas com que ele se depara ao longo da narrativa fizeram-me sentir triste porque senti que era um personagem que tinha tanto para dar. Até ao último momento acreditei que ainda houvesse redenção para ele.

Sem dúvida que grande parte do foco acaba por ser direccionado para os filhos de Leodan, Aliver, Corinn, Mena e Dariel. De todos eles não posso deixar de dizer que a minha personagem preferida foi Mena. Desde criança que mostra uma sabedoria extrema e aquilo porque passou levou a que fosse temperada como aço. O seu percurso não foi um dos mais fáceis porque a realidade é que cresceu rodeada de desconhecidos, sem ninguém que a conhecesse ou que tivesse como função tomar conta dela. A sua personalidade e aquilo em que se transforma é simplesmente extremamente cativante no meu ponto de vista. Aliver e Dariel são outros dois personagens de que gostei. Apesar de completamente diferentes Dariel tem uma adoração enorme pelo irmão mais velho e é fácil perceber que o amor entre ambos é bastante forte. Enquanto Alive cresceu para ser um guerreiro e um líder nato, Dariel tem uma postura mais descontraída, mas que ao mesmo tempo inspira confianças e lealdade.

A única personagem de quem não consegui gostar foi Corinn. Achei-a simplesmente calculista, vingativa e alguém que apenas pensa no que é bom para si. Ignorou e desdenhou completamente daquilo que os irmãos queriam para Acácia. Apesar daquilo porque passou achei-a de uma frieza extrema, e as ideias que tem para o futuro são algo assustadoras.

Existem outros personagens secundários aos quais me afeiçoei pela sua bravura e pelo seu bom coração. Muitos deles não chegaram ilesos ao final do livro e houve até alguns que achei a morte desnecessária. 

Para finalizar posso dizer que o primeiro livro é mais parado e dá uma sensação de introdução, enquanto que o segundo livro tem muito mais acção. Ver como as jogadas de cada personagem influenciam o resultado final foi interessante, mas não achei que existisse assim tanta intriga como fui levada a crer.

Se por um lado tenho curiosidade por saber o que vai acontecer depois, por outro lado acho que este final funcionaria perfeitamente e não ficaria insatisfeita se não soubesse o que vem a seguir.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Opinião - A Cidade do Fogo Celestial

Ficha Técnica:
Autor: Cassandra Clare
Série: Caçadores de Sombras, #6
Título Original: City of Heavenly Fire
Páginas: 576
Editor: Planeta
ISBN: 9789896575687
Tradutor: Mário Dias Correia

Sinopse:
Na deslumbrante e muito esperada conclusão da série Caçadores de Sombras, Clary e os amigos enfrentam a mais terrível expressão do Mal que alguma vez tiveram de combater: o irmão de Clary. Sebastian Morgenstern está ao ataque e volta Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Com a ajuda da Taça Infernal, transforma Nefelins em criaturas saídas de um pesadelo, separando famílias e amantes enquanto engrossa as fileiras dos seus Ensombrados. Acossados, os Caçadores de Sombras refugiam-se em Idris… mas nem os poderes demoníacos de Alicante conseguem manter Sebastian à distância. E com os Nefelins encurralados em Idris, quem protegerá o mundo contra os demónios? Quando é desmascarada uma das maiores traições de toda a história dos Caçadores de Sombras, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec são obrigados a fugir – ainda que a sua viagem os leve até ao coração dos reinos demoníacos, onde nunca nenhum Caçador de Sombras fora e de onde nenhum ser humano alguma vez regressara. Haverá amor sacrificado e vidas perdidas na terrível batalha pelo futuro do mundo neste empolgante final da clássica série de fantasia urbana Caçadores de Sombras.

Opinião:
E aqui estamos nós, ao fim de seis livros, a ver-mos a derrota definitiva dos vilões (ou não, só a próxima série o dirá).

E tal como desejado este livro é melhor que o anterior. A acção já se centra um pouco mais em tentar salvar o mundo e não propriamente na relação Jace e Clary. Se bem que mais para o final voltamos àquela situação onde eles arriscam tudo para salvar os amigos e já que ali estão aproveitam para salvar o mundo. Continuo a dizer que para mim isso não funciona e devia ser exactamente ao contrário.

Para não variar o pessoal da Clave são uns tapadinhos com a mania que são muito inteligentes e que sabem como é que o Sebastian pensa e o que vai fazer. Claro que acaba por lhes sair o tiro pela culatra e se não fossem os personagens já nossos conhecidos a coisa tinha corrido mesmo muito mal.

Neste livro Simon, Izy e Maia continuam a crescer e a desenvolver-se e a tomar diferentes contornos. Gostei da maior parte das coisas que a autora fez com eles, tirando o facto de o Simon ser sempre o desgraçado que tem que se sacrificar e o facto de a Maia estar tão apaixonada no livro anterior e de repente já não estar. Ainda por cima a coisa foi tão mal explicada que não tem ponta por onde se lhe pegue...

No final da série dos Instrumentos Mortais vemos uma Tessa e um Jem a reencontrarem-se e a finalmente ficarem juntos. E finalmente neste livro descobri como é que tal foi possível. Adorei ver a ligação que ambos têm para com a família Herondale e a família Carstairs, ao mesmo tempo que fiquei toda contente com a referência que é feita ao fantasma que salva toda a gente no instituto de Londres.

Contudo a maior surpresa foi sem dúvida a Emma. Adorei esta miúda. Cheia de energia, de força de vontade, coragem para dar e vender e um coração que sente mais do que aquilo que se poderia pensar. Adorei cada cena contada do ponto de vista dela e estou bastante curiosa para ver no que ela se tornou no livro que aí vem. Vejo nela as características que mais gosto e isso faz-me ter expectativas bastante elevadas para o próximo livro. Ao mesmo tempo tenho curiosidade em saber o que aconteceu aos seus pais, e espero que essa temática seja abordada no livro que aí vem.

Para finalizar não posso deixar de referenciar Sebastian. Se no livro anterior era fácil de ver a suas necessidade e desejo em ser aceite, neste livro essa faceta ainda é maior. O final deixou-me bastante triste pelo que poderia ter sido. Ao fim e ao cabo, o Sebastian não tinha propriamente culpa daquilo que era e só no final é que se apercebe disso e se tenta redimir.

Um livro que é um bom final para a história que a autora pretendia contar.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Opinião - Noite Silenciosa

Ficha Técnica:
Autor: Sherrilyn Kenyon
Título Original: One Silent Night
Série: Dark-Hunter, #15
Páginas: 224
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789897101120
Tradutor: Rita Carvalho e Guerra

Sinopse:
No mundo dos Predadores da Noite, o inferno está prestes a chegar…

Stryker já avisou que está a reunir as suas forças. Enquanto o mundo avança inconsciente, Stryker, que lidera um exército de demónios e vampiros, conspira para lançar uma ofensiva contra os seus inimigos — que, infelizmente para nós, incluem toda a raça humana.

Para vingar a sua irmã, Stryker prepara-se para aniquilar os Predadores da Noite. Mas as coisas começam a correr mal quando o seu inimigo mais antigo regressa. Eis que chega a sua ex-mulher, Zephyra. Precisamente quando achava que nada o poderia parar, vê-se embrenhado numa guerra secular com uma mulher que dá um novo significado à palavra «dor».

Estão a ser traçadas novas linhas de batalha, enquanto os Predadores da Noite se reúnem para uma novo confronto, numa NOITE SILENCIOSA.

Opinião:
Ora portanto, cá estamos uma vez mais a comentar um livro da série Dark-Hunter da Sherrilyn Kenyon. Ao fim de 16 livros (incluindo o Amante de Sonho) a verdade é que já não existe muito que se possa dizer. A maneira de escrever e contar a história da autora permanece a mesma, e por isso quem gosta deste aspecto da autora não vai ficar decepcionado.

Quanto à história deste livro, esta roda em torno de Stryker e Zephira. Assim sendo ficamos a conhecer a história que o tornou naquilo que é actualmente. Neste momento não considero que o Stryker seja uma má pessoa em si, ele tem um código de honra próprio e que respeita e não deixa para trás ninguém. Não deixa de ser um inimigo para Acheron, por razões um bocado parvas, mas não o considero uma má pessoa, ou uma pessoa sem escrúpulos. Quanto à Zephira, ela é um bocado cabra, mas dá para perceber o porquê da sua atitude e a verdade é que gostei da sua personalidade porque ela não se submete a ninguém nem papa grupos de quem quer que seja.

Contudo o mais interessante no livro não é a história destes dois, mas sim todos os acontecimentos que advém do facto de Stryker libertar a Guerra para que esta possa matar Acheron e Nick. Isto leva a que sejam postas em movimento novas forças até ao momento desconhecidas, forças essas que acredito terão bastante significado nos próximos livros. Ficamos então a conhecer Jared e uma nova faceta de Nick. Faceta essa que espero ver ser desenvolvida nos próximos livros. Espero também que com tudo o que aconteceu Nick seja capaz de chegar a um entendimento com o Acheron, afinal de contas ambos têm culpas no cartório. Outro aspecto que achei emocionante é o facto de os daemon terem descoberto uma forma de ultrapassar as barreiras que os impedem de sair à rua durante o dia, ao mesmo tempo que descobrem como sobreviver sem terem que se alimentar de humanos. Acho que estas situações irão trazer muitas mudanças para os próximos livros. Outro ponto positivo do livro que não podia deixar de referir é o facto de termos direito a ver uma Apollymi, capaz de mostrar sentimentos para com mais alguém além do seu filho. Gostei de ver este seu lado mais terno e desprotegido.

Algo de que me arrependo é de não ter lido os livros por ordem. tenho a sensação que houve algumas coisas relativamente à mitologia que me escaparam, nomeadamente a ordem em que os Panteões funcionam bem como quem é que policia quem e quem é que criou quem. A ver se descubro por aí algures alguma informação acerca disto.

Assim sendo considero que este foi um bom livro para o desenvolvimento da história, com muitos acontecimentos que irão influenciar grandemente o que por aí há-de vir. Gostava apenas de ter tido oportunidade de ver um pouco mais dos predadores que foram apresentados nos primeiros livros porque tenho a sensação que não sei nada deles há imenso tempo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Opinião - The Girl With The Silver Eyes

Ficha Técnica:
Autor: Willo Davis Roberts
Páginas: 192
Editor: Aladdin
ISBN: 1442421703

Sinopse:
Katie Welker is used to being alone. She would rather read a book than deal with other people. Other people don't have silver eyes. Other people can't make things happen just by thinking about them!

But these special powers make Katie unusual, and it's hard to make friends when you're unusual. Katie knows that she's different but she's never done anything to hurt anyone so why is everyone afraid of her? Maybe there are other kids out there who have the same silver eyes . . . and the same talents . . . and maybe they'll be willing to help her.

Opinião:
Este livro foi lido para Key Word Reading Challenge.

Katie é uma menina de quase 10 anos bastante peculiar. Além de ter uma mente bastante adulta para a sua tenra idade tem também olhos prateados e a capacidade de deslocar objectos sem lhes tocar. Gostei bastante da personalidade de Katie e da maneira como esta conta a história. Se por um lado é verdade que ela prega partidas a pessoas desagradáveis a verdade é que a sensação com que o leitor fica é que ela não o faz propriamente por maldade. Ela é simplesmente alguém prático que faz o que faz com um propósito, um desígnio e não só porque sim. Ao mesmo tempo Katie continua a ter as suas ideias e acções típicas de uma miúda de quase 10 anos, o que poderia parecer estranho, mas não parece pois a autora consegue enquadrar bastante bem ambas as facetas.

Devido a determinadas características suas a maior parte das pessoas tem receio de Katie ou sente-se incomodada com a sua presença. Ao longo da história ficamos a saber o porquê das suas peculiaridades. Contudo o foco central do livro prende-se com a tentativa de Katie descobrir mais pessoas como ela na tentativa de não se sentir tão sozinha e isolada.

Quanto aos personagens secundários, não achei que tivessem especial relevância, exceptuando a Sra. M. Gostei da sua mente aberta e do modo como trata Katie. É impossível o leitor não sentir orgulho nesta Sra. e na sua maneira de ver as coisas.

Este foi um livro que adorei desde o início e que a autora conseguiu basicamente arruinar na recta final. Se é verdade que a voz da Katie e a sua percepção do mundo encanta o leitor, também é verdade que no final do livro a autora conseguiu arruinar esta voz com o desfecho demasiado rápido e desengonçado que criou para a história. O final dá a sensação que foi apressado e todo o suspense que vai sendo criado é completamente arruinado pelo final que a autora nos apresenta.

Assim sendo este é um livro que se por um lado recomendo, por outro não. Não me arrependo de o ter lido porque adorei a maior parte dele, mas sinto-me defraudada por aquele final.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Desafios da Joana: 2016 Monthly Key Word Reading Challenge

E aqui está o companheiro do Motif Reading Challenge. Não consigo pensar em fazer um sem fazer o outro. Como já disse anteriormente essa é parte da piada. Tentar arranjar um livro que possa ser utilizado para ambos os desafios. Ao mesmo tempo gosto do desafio de fazer jogos com as palavras de forma a que possam ser incluídas no desafio de cada mês.

Este ano as palavras são:

January - Crowd, Girl, The, Bad, Soul, Soft

February - Veil, Kiss, Her, Break, Love Stars

March - Game, Fire, Darkness, School, Like, Change

April - Far, Life, Stay, One, War, Thorns

May - Cure, Trial, Family, Key, Thief, Bend

June - Moon, In, Only, Whisper, Sleep, Trap

July - Rose, Sun, Clock, Day, Angel, Unto

August - Prince, Boy, Glass, Heart, Lost, Now

September - Wind, Color, Touch, At, How, Sweet

October - Rock, Ghost, Fall, Away, Sky, Storm

November - Dream, Holiday, And, Of, Dawn, Beautiful

December - End, Promise, Everlasting, Ice, Snow, My


Abaixo podem ver o livro lido para cada mês.


 (original daqui) 

Janeiro: Willo Davis Roberts - The Girl With The Silver Eyes
Fevereiro: Sherrilyn Kenyon - Noite Silenciosa, Dark-Hunter #15
Março: Cassandra Clare - A Cidade do Fogo Celestial, Caçadores de Sombras #6 
Abril: David Anthony Durham - The War With the Mein, Acacia #1 
Maio: J. D. Hawkins - Confessions of a Bad Boy 
Junho: Katherine Applegate - The One and Only Ivan
Julho: Barbara Erskine - Time's Legacy
Agosto: Claudia Gray - Ampulheta, Evernight #3
Setembro: Stephen Hunt - A Corte do Ar, Jackelian #1
Outubro: J. R. R. Tolkien - A Queda de Artur
Novembro: Mark Twain - As Aventuras de Tom Sawyer 
Dezembro: L.C. Lavado - Inverno de Sombras