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terça-feira, 19 de abril de 2016

Mini-Opinião - Queen Song + Steel Scars

Ficha Técnica:
Autor: Victoria Aveyard
Série: Red Queen, #0.1
Páginas: 55
Editor: Harper Teen
ISBN: 9780062435316

Sinopse:
Queen Coriane, first wife of King Tiberias, keeps a secret diary—how else can she ensure that no one at the palace will use her thoughts against her? Coriane recounts her heady courtship with the crown prince, the birth of a new prince, Cal, and the potentially deadly challenges that lay ahead for her in royal life.

Opinião:
Gostei de saber um pouco mais acerca da mãe de Cal, Coriane, já que ela tem sido um pouco um tema tabu na história. No entanto, apesar de ter achado que teve o seu interesse, não achei esta novella nada de especial.

Foi engraçado vê-la na sua fase adolescente com o seu gosto por construir coisas e saber como é que as mesmas funcionam, tal como vemos no seu filho Cal através da sua sua mota. Ver Julian e Sara nessa mesma altura foi igualmente agradável, bem como acompanhar todos momentos de relevo até ao derradeiro dia da Rainha Coriane.

Contudo, exceptuando esses pequenos momentos, o facto de sabermos que tanto Coriane e Tiberias se casaram por estarem apaixonados, desprezando o Queenstrial e o facto desta ser realmente boa pessoa e se importar com os Vermelhos, vendo-lhes o seu valor, não achei que este conto trouxesse algo de novo e relevante para a trama de Red Queen. Tive especialmente pena de não ter sabido nada de mais concreto relativamente ao papel de Elara no triste final de Coriane, já que o que aqui é relatado é pouco mais explícito do que aquilo que já se sabia através dos livros principais da série.

Queen Song é uma novella que se lê bem e entretém minimamente, e que apesar de não me ter chegado a cativar, penso que não se perde nada em ler.


Ficha Técnica:
Autor: Victoria Aveyard
Série: Red Queen, #0.2
Páginas: 100
Editor: Harper Teen
ISBN: 9780062435330

Sinopse:
In this digital prequel novella set in the Red Queen world, Captain Farley exchanges coded transmissions with the resistance as she travels the land recruiting black market traders, smugglers, and extremists for her first attempt at an attack on the capital. She was raised to be strong, but planting the seeds of rebellion in Norta is a tougher job than expected—until she stumbles upon a connection that may prove to be the key to the entire operation: Mare Barrow.

Opinião:
Gostei mais desta novella do que da anterior, Queen Song. Foi mais interessante observar as movimentações de Farley e da Scarlet Guard, no geral, antes da descoberta de Mare Barrow e sua electricidade.

Para além disso temos o Shade e vemos quando e como começa o seu envolvimento com os rebeldes e também temos um cheirinho dos momentos iniciais de descoberta dos seus poderes.

No seu todo, mesmo não sendo extraordinária, penso que a leitura desta novella complementa um pouco a história que nos é apresentada em Red Queen e sacia-nos a curiosidade que poderíamos ter relativamente à Scarlet Guard e a Shade e Farley.











Opinião livro 1: Red Queen (Red Queen, #1)
Opinião livro 2: Glass Sword (Red Queen, #2)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Opinião - Glass Sword

Ficha Técnica:
Autor: Victoria Aveyard
Série: Red Queen, #2
Páginas: 464
Editor: Harper Teen
ISBN: 9780062455321

Sinopse:
The electrifying next installment in the Red Queen series escalates the struggle between the growing rebel army and the blood-segregated world they've always known-and pits Mare against the darkness that has grown in her soul.Mare Barrow's blood is red-the color of common folk-but her silver ability, the power to control lightning, has turned her into a weapon that the royal court tries to control. The crown calls her an impossibility, a fake, but as she makes her escape from Maven, the prince-the friend-who betrayed her, Mare uncovers something startling: she is not the only one of her kind.Pursued by Maven, now a vindictive king, Mare sets out to find and recruit other Red-and-Silver fighters to join in the struggle against her oppressors. But Mare finds herself on a deadly path, at risk of becoming exactly the kind of monster she is trying to defeat.Will she shatter under the weight of the lives that are the cost of rebellion? Or have treachery and betrayal hardened her forever?

Opinião:
Vou ter de começar esta opinião a dizer que gostei mesmo MUITO de ler este livro. Foi daqueles que não fui capaz de começar logo a escrever o que achei, pois precisei de um tempo para assimilar e encaixar tudo o que aconteceu, especialmente na recta final.
Sim, fiquei danada por ainda não existir o terceiro livro da série e confesso que emiti uns grunhidos (de desespero? irritação? nem sei!) mal virei a última página deste Glass Sword. Assim sendo, caros leitores, se não suportam um cliffhanger ou não querem ficar "passados" como fiquei, aguentem e esperem pelo próximo ano, que será quando o terceiro livro da série será publicado. Se caso contrário, estiverem ansiosos por saber o que acontece depois do final de Red Queen, arrisquem como eu e embarquem nesta belíssima leitura, mas preparem-se para o momento em que ficarem sem mais páginas. Just sayin'!

Quanto à história propriamente dita, achei que este segundo volume começou a divergir um pouco do primeiro. Isto na medida em que, deixamos toda aquela vida na corte e intrigas palacianas e passamos mais à acção propriamente dita, e acreditem, este livro está cheio dela. Assistimos ao desenrolar dos acontecimentos do lado dos rebeldes, nomeadamente de Mare, Cal e seus companheiros de armas.
A autora apresenta-nos várias novas personagens, essencialmente newbloods, com capacidades extraordinárias e que muito podem fazer por esta série. 

No que respeita a Mare, a nossa protagonista vê-se a braços com uma grande luta interior, com todas as escolhas que tem de fazer tendo em vista um bem maior. Como é que ela pode manter-se igual ao que sempre foi e 100% fiel ao que é visto como sendo o "bem", quando o mundo é mais cinzento do que preto e branco? Quando há tantas decisões difíceis para tomar e tão pouca gente em quem confiar? Especialmente quando estamos, em certa medida, sozinhos? É verdade, as coisas não estão nada fáceis para a nossa lightning girl, mas uma coisa é certa, ela está mais sombria e a sofrer uma evolução interessante de se acompanhar.

Quanto aos vilões desta trama, pouco deles vimos, para além do resultado das suas acções hediondas, mas aquilo que efectivamente vimos é de arrepiar, especialmente aquele final. De momento nem consigo imaginar que atrocidades virão do lado de Maven, mas mal posso esperar para ver o desenrolar dos acontecimentos.

Sem querer adiantar muito mais, apenas quero dizer que Red Queen está a ser uma série muito boa de se acompanhar. Muita acção, intriga, traições e essencialmente uma boa trama, bem contada e com boas personagens, que até agora não desilude e nos cativa. Recomendo!











Opinião livro 1: Red Queen (Red Queen, #1)

sexta-feira, 18 de março de 2016

Opinião - Red Queen

Ficha Técnica:
Autor: Victoria Aveyard
Série: Red Queen, #1
Páginas: 383
Editor: Harper Teen
ISBN: 9780062310637

Sinopse:
This is a world divided by blood – red or silver.
The Reds are commoners, ruled by a Silver elite in possession of god-like superpowers. And to Mare Barrow, a seventeen-year-old Red girl from the poverty-stricken Stilts, it seems like nothing will ever change.
That is, until she finds herself working in the Silver Palace. Here, surrounded by the people she hates the most, Mare discovers that, despite her red blood, she possesses a deadly power of her own. One that threatens to destroy the balance of power.
Fearful of Mare’s potential, the Silvers hide her in plain view, declaring her a long-lost Silver princess, now engaged to a Silver prince. Despite knowing that one misstep would mean her death, Mare works silently to help the Red Guard, a militant resistance group, and bring down the Silver regime.
But this is a world of betrayal and lies, and Mare has entered a dangerous dance – Reds against Silvers, prince against prince, and Mare against her own heart...

Opinião:
Red Queen foi o livro escolhido como desafio de leitura de Março, do meu frasquinho de desafios literários, de onde saiu um papelinho que indicava que, este mês, teria de ler "Um livro em inglês". 
Andava com vontade de ler este Red Queen desde que saiu e este mês, dadas as circunstâncias, não me podia escapar.

Já tinha ideia de que se tratava de uma obra que iria certamente gostar, no entanto, devo confessar que não esperava ter gostado assim tanto.
Não é, de todo, uma daquelas clássicas histórias de fantasia Young Adult que tanto se publicam por aí, com adolescentes meio tolos que tendem a meter "a pata na poça" e que se focam mais em romances do que na história em si.
Aqui temos uma protagonista forte, Mare Barrow, uma rapariga de 17 anos, ladra, de pés leves e seguros, astuta e dada a poucas confianças. Ela pertence aos vermelhos, o comum mortal de sangue vermelho, sem qualquer tipo de habilidade especial, a classe mais baixa deste mundo de aspecto pós-apocalíptico criado por Victoria Aveyard.
Este é um mundo um pouco cruel e injusto, em que os vermelhos vivem para servir os abastados e poderosos prateados: a outra casta de humanos desta história, possuidores de sangue prateado e dos mais diversos poderes, como por exemplo o domínio da água, do fogo, do ar, do metal, poderes psíquicos e até mesmo o poder de silenciar o poder de qualquer um, entre tantos outros mais.

Posto isto é fácil perceber porque é que os vermelhos se permitem a ser subjugados quase como escravos dos prateados. Não só são eles que têm mais dinheiro, tecnologia (mais electricidade, armas, veículos...), posição social, como ainda são possuidores de poderes especiais que os elevaram quase à categoria de Deuses intocáveis, mas nada benevolentes.
No entanto, fica logo bem patente para o leitor que, no fim de contas, este mundo não se divide apenas entre vermelho e prateado, também existe algo mais dúbio, uma mistura dos dois.

Red Queen é uma história bem construída, com um worldbuilding interessante e bem pensado, onde abundam as intrigas palacianas e as traições. E aproposito disso mesmo, aproveito para destacar uma citação do livro que diz muito desta obra: «Anyone can betray anyone».
Para além da temática ser totalmente do meu agrado, houve algo neste livro que me deu um gosto especial observar: a atenção dada ao pormenor por parte desta jovem escritora, tornando tudo mais real. Um bom exemplo disso é o facto de um prateado não corar ou ficar com as faces afogueadas com o calor, devido ao facto do seu sangue não ser vermelho. São detalhes como este que dão mais brilho e credibilidade à história, tudo tem a sua lógica e é-nos explicado ou narrado de forma conveniente.

As personagens também estão bem conseguidas (gostei muito da Mare, da sua personalidade e astúcia) e parece que temos vilões e quiçá semi-vilões bem interessantes (aquela Rainha Elara ainda deve dar muito que falar). 

Os capítulos finais foram bem intensos, o que quer dizer muito num livro que me prendeu sempre a atenção e não teve momentos parados. Capítulos esses onde a autora nos brindou com várias reviravoltas, apesar de uma ou outra se deixarem adivinhar, ou pelo menos desconfiar que podiam vir a acontecer, mesmo não sendo óbvios. 

No entanto, apesar de ter adorado este livro, também é verdade que, em certos momentos, me fez lembrar Os Jogos da Fome. Apesar desse facto, está longe de ser uma cópia do que quer que seja e é uma história que vale por si mesma e que vale a pena ser lida.