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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Opinião - Blood Vow

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Série: Black Dagger Legacy, #2
Páginas: 432
Editor: Ballantine Books
ASIN: B01CWZGA4U

Sinopse:
#1 New York Times bestselling author J. R. Ward returns as her thrilling, original spin-off series set in the world of the Black Dagger Brotherhood continues! When a brooding vampire warrior-in-training teams up with a quick-witted aristocrat to solve a deadly mystery, the only thing more dangerous than their mission is their undeniable attraction.

Trainees at the Black Dagger Brotherhood’s training center continue to prepare for the war against the Lessening Society, but fighting is the last thing on Axe’s mind. Still plagued with the guilt of his father’s death, the brooding loner finds himself battling an unlikely attraction to Peyton’s enticing, aristocratic cousin, Elise. Elise feels it, too – especially when the two are thrown together in unusual circumstances, and she must decide whether she can trust Axe as she uncovers the mystery surrounding her sister’s death.

Meanwhile, Mary and Rhage are fostering Bitty, a young pretrans orphan, and hope to adopt her… until the appearance of a young male claiming to be Bitty’s blooded uncle threatens to tear the new family apart.

Opinião:
Neste livro continuamos a seguir a história dos novos recrutas. Ao mesmo tempo continuamos a seguir o que se passa com os guerreiros da Irmandade da Adaga Negra. Neste caso ficamos a conhecer um pouco mais da história de Axe, um dos recrutas com um passado algo obscuro, e a história de Rhage, Mary e Bitty que se iniciou no livro anterior, The Beast.

Quanto à história de Axe esta não é fácil. O facto de o seu pai ter um passado trágico no que toca ao amor influência sobremaneira a maneira como Axe lida com as relações pessoais. Ao mesmo tempo Axe tem um ponto em comum com Craeg, que é o facto de os seus pais terem morrido devido ao egoísmo da glymera. Tudo isto leva a que o seu ódio por estes seja grande e seja difícil para ele aceitar que nem todos são iguais. A conexão imediata que surge entre ele e Elise, não me fez confusão. Em qualquer outro livro poderia não me ter caído bem, mas a verdade é que esta atracção imediata, a necessidade de gritar "minha" com um único olhar, faz parte do que significa ser vampiro. Há algo dentro deles que reconhece de imediato a sua cara metade.

Quanto às personalidades de ambos os personagens, gostei tanto de Axe como de Elise. De Axe já tínhamos visto um pouco e sabíamos que ele estava longe de ser perfeito. Alguém bastante amargurado que usa o sexo como escapatória não é propriamente novidade, mas Axe acaba por ir mudando aos poucos. Aceitando as suas falhas de carácter e aprendendo a lidar com os seus erros e a aceitá-los. Tornando-se numa pessoa melhor. Já Elise é bastante parecida com Paradise. Não quer ser apenas uma fêmea para procriação que fica em casa à espera que o seu destino seja decidido por outrem. A forma que Elise arranjou para se tornar uma pessoa mais independente foi ir tirar o seu curso de psicologia de modo a que no futuro possa ajudar a sua raça a ultrapassar todo o mal que lhes foi feito e tudo aquilo que perderam por causa da guerra com os lessers. Apesar de Elise já ter começado a tomar as rédeas da sua vida há muito a que ainda não se atreve, e acaba por ser a sua relação com Axe que a leva a passar a linha da qual não há volta a dar.

Quanto a Mary, Rhage e Bitty, o famoso tio finalmente aparece. E parece que o mundo vai desabar tanto para Rhage como para Mary. Ambos passam pelo inferno emocionalmente enquanto é feito uma averiguação ao tio e quando Bitty começa a passar tempo com ele. Por fim as coisas acabam por se resolver da melhor maneira. Mas foi uma jornada penosa tanto para Rhage como para Mary, jornada essa que no final acabou por os tornar ainda mais unidos enquanto família.

Não posso deixar de falar de algumas surpresas. Nomeadamente o facto de que se descobre de quem Novo gosta, de que Peyton acaba por reconhecer que tem uma atitude preconceituosa para com as fêmeas e acaba por ter uma mudança de atitude que até para ele é inesperada. O próprio tio de Bitty mostrou ser uma pessoa extraordinária. Alguém bastante calmo, mas seguro de si. Alguém que realmente só quer o bem para a sua família, e que através das suas atitudes acabou por se tornar o próprio parte de uma família bem maior do que alguma vez poderia esperar. Além de que ficamos a descobrir quem é que eventualmente vai ser o par amoroso do Saxton! Yeaaaah! Fiquei tão contente porque ambos são pessoas maravilhosas! E Lassiter, que dizer de Lassiter? Não há dúvida de que aquele anjo é algo de extraordinário. Sempre pronto a ajudar os outros e a fazer figura de parco de modo a aliviar os momentos mais difíceis. É fácil ver que apesar de tudo aquilo que diz é alguém que realmente se preocupa com toda a gente naquela mansão e que fará qualquer coisa para os ajudar a ser felizes.

Estou algo curiosa para o próximo livro da saga original visto ser com o Xcor e a Layla. Espero que finalmente tenham a sua paz e que possa tudo correr pelo melhor. O Xcor definitivamente merece, e a Layla também. Visto que merece encontrar o amor que todos os outros encontraram. Depois daquilo porque passou merece o mundo. E estou também bastante curiosa para saber quem será o próximo recruta a ter a sua história contada. Será o Peyton? A Novo ou o Boone? É esperar para ver.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Opinião - On Immunity: An Inoculation

Ficha Técnica:
Autor: Eula Biss
Páginas: 216
Editor: Graywolf Press
ASIN: B00KUY4D7W

Sinopse:
Why do we fear vaccines? A provocative examination by Eula Biss, the author of Notes from No Man’s Land, winner of the National Book Critics Circle Award

Upon becoming a new mother, Eula Biss addresses a chronic condition of fear—fear of the government, the medical establishment, and what is in your child’s air, food, mattress, medicine, and vaccines. She finds that you cannot immunize your child, or yourself, from the world.
In this bold, fascinating book, Biss investigates the metaphors and myths surrounding our conception of immunity and its implications for the individual and the social body. As she hears more and more fears about vaccines, Biss researches what they mean for her own child, her immediate community, America, and the world, both historically and in the present moment. She extends a conversation with other mothers to meditations on Voltaire’s Candide, Bram Stoker’s Dracula, Rachel Carson’s Silent Spring, Susan Sontag’s AIDS and Its Metaphors, and beyond. On Immunity is a moving account of how we are all interconnected—our bodies and our fates.

Opinião:
Este livro não era propriamente aquilo de que estava à espera. Na minha cabeça este seria um livro mais virado para o científico, escrito com termos científicos, e contaria a história da vacinação, debateria os seus prós e contras de uma maneira objectiva e racional. Contudo não foi isso que aconteceu. Não digo que não tenha gostado do livro, porque na realidade até gostei bastante. Apesar de o livro ser escrito por uma mãe com as suas próprias dúvidas e incertezas nota-se que a autora tentou ser imparcial e que se deu ao trabalho de aprofundar a história e os vários pontos de vista acerca da vacinação.

Gostei especialmente que a autora mostre ambas as frentes que se podem encontrar quando se fala de vacinação. Aquela que concorda e acha a vacinação importante e aquela que acha que a vacinação implica um intrusão no corpo o humano e acredita que a mesma leva ao despoletar de determinadas doenças. A autora fala também do que é chamada a herd imunnity e de como os nossos corpos não nos pertencem só a nós. Afinal de contas as decisões que tomamos relativas ao nosso corpo pode influenciar o que acontece aos outros. O corpo não é um sistema isolado, pensarmos que sim é estamos a ser egoístas.

A maneira como a autora aborda todas estas questões e mais algumas é em forma de ensaio, sempre com uma espécie de ensaio que remonta à sua experiência pessoal, ou através do facto de ter sido mãe, ou através do facto de o seu pai ser médico. O livro está ainda cheio de metáforas, metáforas essas que vão sendo descomplicadas. A que mais é usada é a do Drácula, o que a certa altura me irritou um pouco, mas de qualquer maneira achei interessante as comparações que a autora faz entre a maneira como as pessoas viam o Drácula e como viam as doenças. Outro ponto bastante interessante é o facto de que as pessoas têm mais tendência para duvidar daquilo que lhes é demonstrado de forma racional do que das suas próprias crenças, mesmo que estas não tenham qualquer tipo de fundamento.

Sem dúvida um dos aspectos que mais gostei neste livro foi de perceber ou a tentativa da autora de tentar perceber como é que o cérebro humano funciona quando se fala de doenças e de imunização.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Opinião - Night Broken e Fire Touched

Ficha Técnica:
Autor: Patricia Briggs
Série: Mercy Thompson, #8 e #9
Páginas: 353 e 342
Editor: Ace
ASIN e ISBN: B00DMCV7WS e 0425256766

Sinopse:
Night Broken
An unexpected phone call heralds a new challenge for Mercy. Her mate Adam’s ex-wife is in trouble, on the run from her new boyfriend. Adam isn’t the kind of man to turn away a person in need—and Mercy knows it. But with Christy holed up in Adam’s house, Mercy can’t shake the feeling that something about the situation isn’t right.

Soon, her suspicions are confirmed when she learns that Christy has the farthest thing from good intentions. She wants Adam back and she’s willing to do whatever it takes to make it happen, including turning Adam’s pack against Mercy.

Mercy isn’t about to step down without a fight, but there’s a more dangerous threat circling. Christy’s ex is more than a bad man—in fact, he may not be human at all. As the bodies start piling up, Mercy must put her personal troubles aside to face a creature with the power to tear her whole world apart.


Fire Touched
Tensions between the fae and humans are coming to a head. And when coyote shapeshifter Mercy and her Alpha werewolf mate, Adam, are called upon to stop a rampaging troll, they find themselves with something that could be used to make the fae back down and forestall out-and-out war: a human child stolen long ago by the fae.

Defying the most powerful werewolf in the country, the humans, and the fae, Mercy, Adam, and their pack choose to protect the boy no matter what the cost. But who will protect them from a boy who is fire touched?

Opinião:
Decidi ler o primeiro para o desafio do mês, e depois de terminar não consegui resistir e tive que pegar no livro seguinte. Só não li mais nenhum porque ainda não saiu mais nenhum. Damn it. Já devia ter saído, isto não se faz a ninguém! Assim sendo decidi fazer uma opinião dois em um.

No primeiro livro, Night Broken, a ex-mulher de Adam põe-se num sarilho bastante grande, e claro que vem a correr ter com o nosso Alpha e aproveita para tentar minar a relação que ele e a Mercy construíram. Foi hilariante estar dentro da cabeça da Mercy enquanto esta se tentar controlar para não matar alguém, ou fazer algo que se venha a arrepender, ou a dar desculpas ao pack para se virarem ainda mais contra ela. Sim, porque apesar de já lá ir algum tempo desde que a Mercy passou a fazer parte do bando, a verdade é que ainda existem muita gente que está contra ela e quanto ao facto de ela ter sido a escolhida para ser a mulher do Alpha.

Convenhamos que este livro é um pouco assustador. Os personagens vão lidar com algo um pouco diferente do habitual, nomeadamente um Deus. Convenhamos que por muito assustadores que sejam os Lobisomens, os Fae e os Vampiros, um Deus é algo completamente à parte. E este Deus é bastante assustador. E também bastante forte. E é um Deus que sabe muito bem o que quer e que não vai olhar a meios para atingir os seus objectivos. E este acabou por ser um livro cheio de surpresas. Surpresas essas que consistem praticamente na adição de novos personagens àqueles que já conhecemos. Nomeadamente descobrimos que a Mercy tem família pelo lado do pay (yeaaaah) e que por sinal ele até tem uma personalidade divertida de se ler. É ainda apresentado um novo lobisomem que irá fazer parte da "matilha", mas que não teve muita proeminência neste livro nem no seguinte, por isso espero vir a perceber o porquê desta adição inesperada à história. Por fim e o que me levou a pegar no livro seguinte foi a inclusão das tibicenas na história e o final que é dado a uma delas. Como é que esta tibicena iria afectar o pack e como é que os outros lobisomens iriam reagir foi principalmente o que me fez pegar no livro seguinte.

Ao início, e olhando para a capa do Fire Touched, pensei que o livro fosse mais virado para a tibicena e para algo que pudesse advir da sua inclusão no pack. Contudo a realidade é que não teve nada a ver. Nos livros anteriores houve uma separação entre os Fae e os humanos. E se bem que existem Fae que achem que os humanos devam ser aniquilados, a realidade é que também existem outros que querem uma trégua e a possibilidade de coexistência entre humanos e Fae. E mais uma vez a Mercy é metida ao barulho porque tudo cai em cima dela. Desta vezo Zee e o Tad aparecem com uma criança, criança essa humana, mas com poderes de fogo. Poderes esses que lhe foram concedidos por Underhill e que agora os Fae querem não só controlar como ainda roubar para seu próprio proveito.

No meio disto tudo o que fica é a vontade da Mercy em proteger os outros e em como na maior parte das vezes ela toma riscos desnecessários desde que isso seja em benefício de outrem. Ela declara-se inimiga dos Fae para proteger esta criança, e esta sua atitude traz uma série de consequências para o mundo que ela conhece, mas ao mesmo tempo ela não é capaz de voltar com a sua palavra atrás. 

Gostei de ver como a Mercy lida com o Aidan, o rapaz do fogo, como tenta explicar-lhe como as coisas funcionam actualmente, quais as regras da cordialidade e de como aos poucos ele vai aprendendo e se vai sentindo mais integrado ao mesmo tempo que vai relaxando e aprendendo a viver com mais calma. Admiro a coragem que o Aiden teve para confiar na Mercy e no Adam, e como foi capaz de se abrir para a Jesse e criar uma espécie de amizade com ela. Ao mesmo tempo Aiden acaba por demonstrar uma força de vontade incrível e uma necessidade de ajudar para além daquilo que seria de esperar. Este acaba por se sacrificar de modo a que possa existir uma trégua entre os Fae e os humanos. Ainda bem que esse sacrifício acabou por não trazer consequências nefastas. Tudo isto porque houve um personagem que no final se sacrificou. Personagem esse que irá ficar para sempre no meu coração. Apesar das suas aparições não serem propriamente relevantes e muitas vezes ser considerado de pouca importância, a história sem ele nunca mais será a mesma.

Para finalizar gostava só de dizer que percebo que de certa forma todos estes jogos de poder e todas estas situações estão a acontecer porque existiu uma alteração no balanço natural que existia. Os lobisomens mostraram-se aos humanos, houve uma "guerra" entre os Fae e os humanos e ainda é tudo muito recente. Mas gostava que a autora desse 5min de descanso à Mercy. Acho que ela já merece um pouco de acalmia. Podemos ter na mesma aventuras, mas se calhar sem serem propriamente de vida ou de morte. Ou então a autora dizer-nos que passaram dois ou três anos desde a última aventura. Às vezes é uma questão de meses e isso faz-me sentir que é demasiado.

De qualquer modo estou curiosa para o próximo livro, que supostamente será o penúltimo, a capa é lindíssima e associada com o título e a sinopse deixa-me com um frio na barriga e temo sinceramente pelo que poderá daí advir.

domingo, 25 de setembro de 2016

Opinião - A Corte do Ar

Ficha Técnica:
Autor: Stephen Hunt
Título Original: The Court of Air
Série: Jackelian, #1
Páginas: 507
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896372934
Tradutor: Alberto Simões

Sinopse:
Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, o seu primeiro instinto é o de correr de volta para o orfanato onde cresceu. Ao chegar e encontrar todos os amigos mortos, apercebe-se de que era ela o verdadeiro alvo do ataque... pois o sangue de Molly contém um segredo que a torna um alvo a abater para os inimigos do Estado.

Oliver Brooks levava uma existência tranquila na casa do tio, mas quando é acusado da morte do seu único familiar é forçado a fugir para salvar a vida, acompanhado por um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver vê-se na companhia de ladrões, foras-da-lei e espiões, e aprende mais sobre o segredo que destruiu a sua vida.

É então que Molly e Oliver são confrontados com uma ameaça à própria civilização por um poder antigo que se julgava derrotado há milénios. Os seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de acção, drama e intriga.

Opinião:
E mais um desapontamento. Lembro-me que na altura em que este livro foi editado em Portugal toda a gente falava bastante bem dele, o que levou a que tivesse uma grande curiosidade acerca do mesmo. Infelizmente ainda não se tinha proporcionado a leitura do mesmo, o que acabou por acontecer este mês. Só posso dizer que fiquei bastante desiludida.

A história é interessante, o mundo é interessante, o problema? Os personagens são muito pouco desenvolvidos, não houve um único que tenha tido pena de ter morrido, e apesar de o mundo onde se passa a história ser interessante, para mim não passou de uma grande amálgama.

Há magia a dar com um pau neste mundo, mas ela é explicada? Não. O leitor cai completamente de pára-quedas no meio deste mundo que achei extremamente complexo, cheio de diferentes raças e diferentes estatutos sociais, e em momento algum o autor se digna a explicar para que é que cada um serve, de onde vem e para onde vai. O pouco que consegui perceber foi por ir fazendo ilações com a pouca ou nenhuma informação que o autor vai dando. Detestei este facto porque senti que se houvessem pequenas explicações sobre este mundo e a sua história teria gostado muito mais do livro e ele teria feito muito mais sentido. A realidade é que não existe qualquer tipo de profundidade durante toda a história, e isto inclui os personagens principais e também os secundários.

Sim, até os personagens deixaram bastante a desejar. A Molly até é engraçada e tem uma personalidade interessante, o tipo de personalidade que por norma adoro. Contudo ela não tem profundidade, parece muito mecanizada, não há nuances, não há propriamente sentimento naquilo que faz, e isso fez-me sentir completamente desapegada. O mesmo se passa com o Oliver, eu até gostava dele na maior parte do livro, mas depois de ele se encontrar com o Reverendo a sua personalidade sofre uma alteração drástica, que faria sentido, se nos fosse explicado o modo como determinado objecto funciona e influência uma pessoa, o que mais uma vez não acontece. Simplesmente sabemos que aquele objecto influência as pessoas e que lhes muda a personalidade. Mas o Oliver nem parece aperceber-se disso e isso é um bocado estranho. Quanto aos personagens secundários, os meus preferidos foram os vaporomens. Contudo até eles foram consideravelmente fracos.

Enfim... Como dá para ver fiquei bastante desapontada. É verdade que tenho o 2º livro para ler e que o irei ler, não sei bem quando mas vou. Tenho esperança que as coisas melhorem e que como já sei um pouco deste mundo que consiga absorver mais informação que consolide aquilo que já sei actualmente.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Opinião - Queen of Babble

Ficha Técnica:
Autor: Meg Cabot
Série: Queen of Babble, #1, #2 e #3
Páginas: 336, 322 e 292
Editor: HarperCollins
ASIN: B000GCFX86, B000SCHBT8 e B0011UEEGY

Sinopse:
Queen of Babble:
Lizzie Nichols has a problem: she can't keep anything to herself. And when she opens her big mouth on a trip to London, her good intentions get her long-distance beau, Andrew, in major hot water. Now she's stuck in England with no boyfriend and no place to stay until the departure date on her nonrefundable airline ticket. Fortunately, Lizzie's best friend and college roommate, Shari, is spending her summer catering weddings in a sixteenth-century château in southern France. Who cares if Lizzie's never traveled alone in her life and only speaks rudimentary French? She's off to Souillac to lend a helping hand!

One glimpse of gorgeous Château Mirac—and of gorgeous Luke, the son of the château's owner—and Lizzie's smitten. But thanks to her chronic inability to keep a secret, before the first cork has been popped Luke hates her, the bride is in tears, and Château Mirac is on the road to becoming a lipo-recovery spa. Add to that the arrival of ex-beau Andrew, who's looking for "closure" (or at least a loan), and everything—including Lizzie's shot at true love—is in la toilette . . . unless she can figure out some way to use her big mouth to save the day.


Queen of Babble in the Big City:
Lizzie Nichols is back, pounding the New York City pavement and looking for a job, a place to live, and her proper place in the universe (not necessarily in that order).

"Summer Fling" Luke's use of the "L" (Living Together) word has her happily abandoning plans to share a one-room walk-up with best friend Shari in exchange for cohabitation with the love of her life in his mom's ritzy Fifth Avenue pied-à-terre. Lizzie's landed a non-paying gig in her chosen field—vintage wedding gown rehab—and a paying one as a receptionist at Shari's boyfriend's father's posh law firm. So life is good . . . for the moment.

But almost immediately her notoriously big mouth is getting her into trouble. At work she's becoming too chummy with society bride-to-be Jill Higgins, inflaming the ire of Jill's troublesome future mother-in-law. At home she's made the grievous error of bringing up the "M" (Marriage) word to commitment-shy Luke. Once again joblessness and homelessness are looming large for hapless blabbermouth Liz—unless she can figure out some way to babble her way to a happily ever after.


Queen of Babble Gets Hitched:
Big Mouth, Big Heart, Big City... Big Problems

Things are looking up at last for Lizzie Nichols. She has a career she loves in the field of her choice (wedding gown restoration), and the love of her life, Jean-Luc, has finally proposed. Life's become a dizzying whirl of wedding gown fittings—not necessarily her own—as Lizzie prepares for her dream wedding at her fiancé's château in the south of France.

But the dream soon becomes a nightmare when the best man—whom Lizzie might once have accidentally slept with...no, really, just slept—announces his total lack of support for the couple, a sentiment seconded by the maid of honor; Lizzie's Midwestern family can't understand why she doesn't want to have her wedding in the family backyard; her future French in-laws are trying to lure the groom back into investment banking; and Lizzie finds herself wondering if her Prince Charming really is as charming as she once believed.

Opinião:
Por onde é que hei-de começar? Esta trilogia é simplesmente fantástica e se por um lado há muita gente que ficou revoltada com o que a autora decidiu fazer, por outro eu também compreendo porque é que a autora o fez e acho que até não correu nada mal.

A Lizzie é uma rapariga que tem um grave problema. Não consegue manter a boca fechada nem para se salvar a si própria. Basicamente tudo aquilo que ouve ou sente acaba por lhe sair de rajada nas alturas mais inconvenientes levando a grandes sarilhos. Contudo esses sarilhos são extremamente hilariantes, não só pelo facto de que ela posteriormente faz das tripas coração para tentar melhorar as coisas, como o simples facto de que ela nunca o faz por maldade. A Lizzie deve ser das personagens que até hoje li com o coração mais inocente. Acredita sempre no melhor das outras pessoas, pensa sempre que a culpa é dela, que está a inventar ou a projectar, coloca sempre o bem estar dos outros em primeiro lugar. Podia tornar-se algo irritante, mas complementado com o facto de a Lizzie estar sempre a meter-se em trapalhadas a verdade é que resulta bastante bem.

Ao longo dos três livros existe uma grande evolução da personagem principal, no primeiro livro a Lizzie é uma pessoa completamente sem rumo,  que tem pouco confianças em si própria e nas suas capacidades e cuja sua única certeza é que adora reparar roupa vintage e que conheceu o seu príncipe encantado, Luke. Já no segundo livro Lizzie cresce e com ela a sua relação com Luke. Começam os dois a viver juntos, Lizzie descobre que nem sempre é fácil seguirmos os nossos sonhos e que por vezes temos que saber balançar o que amamos com aquilo que é necessário fazer. Basicamente neste segundo livro vemos uma Lizzie que aprende a lutar por aquilo que quer. Ao mesmo tempo começamos a ver que talvez Luke não seja bem o príncipe encantado que se acreditava. 

Este segundo livro será aquele onde mais revelações acontecem, descobrem-se verdades acerca da melhor amiga da Lizzie, a Shari. Revelações essas que achei um pouco caídas do nada, pelo menos para o leitor, visto que a própria Lizzie indica que pensando bem nas coisas já existiam indícios anteriores. Ao mesmo tempo descobre-se que o Chaz está apaixonado pela Lizzie, o que é um bocado estranho visto ao longo do primeiro livro e durante o segundo não existir qualquer indício de que este possa ter alguma pancada por ela, até porque na altura o Chaz tem namorada. Acho que a autora me teria convencido mais se tivessemos tido direito a momentos fofinhos que os aproximassem.

No terceiro e último livro continuamos a ver a evolução de Lizzie, não só como pessoa, mas também na sua carreira. O seu trabalho como recuperadora de vestidos de noiva vai de vento em popa, ao mesmo temo que cada vez mais pessoas pretendem criações dela. Ao mesmo tempo e apesar de estar noiva do Luke a verdade é que cada vez mais se afastam, o que acaba por deixar espaço para que a Lizzie pense se aquela relação tem futuro, principalmente depois de descobrir que o Chaz gosta dela. Foi interessante ver como a esta se debate até à última com os seus sentimentos, mas como acaba por aceitar que mudar não é mau e que temos que aceitar as mudanças que nós próprios sofremos. Que não vale a pena agarrarmo-nos a algo que um dia já foi o nosso ideal, mas que deixou de resultar. Mais vale abrir mão e procurar aquilo que atualmente nos faz felizes.

Um louvor MUITO especial para a avó da Lizzie. No geral os personagens são todos impecáveis e bastante bem caracterizados, mas a avó da Lizzie destaca-se a léguas. Uma senhora de 90 anos que tem uma língua bastante afiada, e uma paixão enorme por uma estrela de televisão e por álcool. Esta senhora é bastante perspicaz e inteligente, com conselhos bastante acertados, apesar de a forma como os transmite ser um bocado assustadora. Adorei a personalidade dela porque é toda para a frente e é impossível não sorrir sempre que ela entra em cena. Fiquei bastante comovida com o que aconteceu no final, mas foi um comovida no bom sentido, porque me fez perceber o quanto gostei desta personagem.

No geral foi uma série que adorei. Se a verdade é que após o primeiro livro fui spoilar-me e ia tendo uma apopléxia depois de descobrir determiandas coisas, a verdade é que consigo perceber o caminho que a autora tomou. Às vezes aquela pessoa que pensamos ser perfeita não o é, e acabamos por perceber que aqueles que realmente nos amam são aqueles que sempre estiveram tão perto de nós. Depois de ler os livros fiquei completamente rendida ao que a autora fez e nada chateada por ela ter tomado a decisão que tomou. Recomendo bastante.

sábado, 18 de junho de 2016

Opinião - Uprooted

Ficha Técnica:
Autor: Naomi Novik
Páginas: 465
Editor: Del Rey
ASIN: B00KUQIU7O

Sinopse:
Naomi Novik, author of the bestselling and critically acclaimed Temeraire novels, introduces a bold new world rooted in folk stories and legends, as elemental as a Grimm fairy tale.

“Our Dragon doesn’t eat the girls he takes, no matter what stories they tell outside our valley. We hear them sometimes, from travelers passing through. They talk as though we were doing human sacrifice, and he were a real dragon. Of course that’s not true: he may be a wizard and immortal, but he’s still a man, and our fathers would band together and kill him if he wanted to eat one of us every ten years. He protects us against the Wood, and we’re grateful, but not that grateful.”

Agnieszka loves her valley home, her quiet village, the forests and the bright shining river. But the corrupted Wood stands on the border, full of malevolent power, and its shadow lies over her life.

Her people rely on the cold, driven wizard known only as the Dragon to keep its powers at bay. But he demands a terrible price for his help: one young woman handed over to serve him for ten years, a fate almost as terrible as falling to the Wood.

The next choosing is fast approaching, and Agnieszka is afraid. She knows—everyone knows—that the Dragon will take Kasia: beautiful, graceful, brave Kasia, all the things Agnieszka isn’t, and her dearest friend in the world. And there is no way to save her.

But Agnieszka fears the wrong things. For when the Dragon comes, it is not Kasia he will choose.

Opinião:
Desde que este livro foi lançado que me apercebi da quantidade de pessoas que falavam bem dele. No geral foi um livro bastante bem recebido pelos leitores e que foi alvo de reviews bastante positivas. Assim sendo foi com algum entusiasmo que iniciei o livro, e se por um lado gostei bastante da premissa, achei que o desenvolvimento da mesma deixou bastante a desejar. Principalmente na recta final da narrativa. Tendo em conta que não estou propriamente dentro do folclore que foi usado como base para a história, ainda pensei que o desenvolvimento que a autora deu à narrativa poderia daí advir. Contudo começo a duvidar um pouco dessa ideia.

Basicamente esta é a história de Agnieszka. Desde pequena que ela sempre soube que a sua melhor amiga, Kasia, iria ser escolhida para ir morar durante 10 anos com o Dragão. Não só ela é bonita, como também é bastante capaz, inteligente e corajosa. Tudo aquilo que o Dragão parece admirar. Contudo no dia da escolha toda a gente é surpreendida quando em vez de Kasia o Dragão escolhe Agnieszka.

É a partir daqui que a história se desenvolve e que começamos a perceber o que se passa. Praticamente a floresta tem vida e não só "caça" pessoas como também está a começar a tentar invadir as aldeias que vivem nela. Quanto às pessoas caçadas, estas podem voltar, mas contaminadas e diferentes ou podem não voltar de todo.

Ao ir viver com o Dragão, Agnieszka acaba por descobrir qual a particularidade em si que levou o Dragão a escolhê-la. E enquanto ao início parece que ela é algo totó, a verdade é que ela simplesmente não está preocupada em agradar e nem sequer tem a noção daquilo de que é capaz. Contudo à medida que a história se vai desenrolando Agnieszka começa a crescer e começamos a perceber que na realidade ela é bastante inteligente e com uma capacidade surpreendente para se adaptar às mais variadas situações. Ao mesmo tempo é uma personagem com um coração enorme que não mede os riscos a correr desde que o seu objectivo seja ajudar os outros.

Quanto ao Dragão, é um personagem mais distante e parece algo frio e desdenhoso, contudo ao longo da narrativa e através das explicações da Agnieszka o leitor começa a perceber o seu feitio e a gostar dele. Quanto à Kasia, esta tem um papel bastante importante na história e torna-se em algo bastante especial.

A floresta em si é bastante assustadora, tanto pela maneira como age como pelos objectivos que tem. Conhecer a história do que ela é e de como foi formada foi bastante gratificante. No final fica uma sensação de tristeza pelo que poderia ter sido. Contudo ao mesmo tempo o leitor sente-se reconfortado com o final que a autora nos dá. Mostrando que o importante é a bondade, a compreensão e a aceitação.

E por tudo isto poderia ter adorado o livro, e a verdade é que gostei bastante dele até mais de metade. Contudo chegou uma altura em que achei que a autora começava a enrolar a narrativa. Isto foi a partir do momento em que Agnieszka partiu para a corte. Não só a autora começou a enrolar como a partir daí os acontecimentos foram completamente descabidos, não se enquadrando no tipo de história que estava a ser contada. Havia situações que apareciam do nada sem qualquer tipo de explicação ou sentido, o que me deixou cada vez mais frustrada porque não existia qualquer raciocínio lógico para o que estava a acontecer ou a maneira de agir dos personagens.

Assim sendo um final que poderia ter sido sublime e cheio de sentimento deixou-me algo insatisfeita porque já estava tão impaciente por chegar ao final que nem sequer consegui aproveitá-lo. Neste momento logicamente consigo ver como o final encaixa no todo da narrativa e como foi bem pensado e conseguido, mas continuo a sentir que não foi suficiente porque os meus sentimentos negativos continuam a influenciá-lo.

Só posso dizer que apesar de ter gostado, fiquei um bocado desiludida. Contava gostar muito deste livro e acabei por achar que é engraçado, mas nada de especial.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Opinião - The Problem With Forever

Ficha Técnica:
Autor: Jennifer L. Armentrout
Páginas: 480
Editor: Harlequin Teen
ASIN: B016UFWBF0

Sinopse:
From #1 New York Times bestselling author Jennifer L. Armentrout comes a riveting new story about friendship, survival and finding your voice

For some people, silence is a weapon. For Mallory "Mouse" Dodge, it's a shield. Growing up, she learned that the best way to survive was to say nothing. And even though it's been four years since her nightmare ended, she's beginning to worry that the fear that holds her back will last a lifetime.

Now, after years of homeschooling with loving adoptive parents, Mallory must face a new milestone—spending her senior year at public high school. But of all the terrifying and exhilarating scenarios she's imagined, there's one she never dreamed of—that she'd run into Rider Stark, the friend and protector she hasn't seen since childhood, on her very first day.

It doesn't take long for Mallory to realize that the connection she shared with Rider never really faded. Yet the deeper their bond grows, the more it becomes apparent that she's not the only one grappling with lingering scars from the past. And as she watches Rider's life spiral out of control, Mallory must make a choice between staying silent and speaking out—for the people she loves, the life she wants and the truths that need to be heard.

Opinião:
Eu tentei, eu juro que tentei com todas as minhas forças gostar deste livro porque além de já conhecer a autora e de no geral gostar das suas histórias deste género as opiniões que li pareciam-me boas e apetecia-me ler um livro possivelmente triste mas fofinho.

Infelizmente não foi isso que aconteceu. Não me consegui ligar aos personagens, não me consegui sentir agarrada pela história, a relação dos personagens principais não me convenceu e toda a parte dos abusos foi contada em termos um pouco vagos de modo a que não consegui sentir a dor real dos personagens.

Tanto a Mouse como o Rider estiveram numa casa de acolhimento até aos 13 anos onde eram bastante mal tratados. Devido a todos os abusos que sofreram neste momento têm várias mazelas psicológicas. O meu problema começa logo por aqui. Tudo aquilo que nos é contado acerca das suas infâncias é algo vago, não tem pormenor, consistência. Não é que seja masoquista, mas gosto de entrar profundamente nas situações e compreender completamente os personagens, os seus medos e os seus gatilhos. E nem com o Rider, nem com a Mouse consegui perceber. Ou seja, a autora contou-me uma história e as consequências dessa história, mas eu só conseguia aceitar essas consequências se pensasse de uma forma racional e analisasse as mesmas. Ou seja, a minha primeira reacção quando algo me era apresentado não era de aceitação e empatia, mas sim de dúvida. Isso também pode acontecer porque sou uma pessoa que fala pelos cotovelos e diz tudo aquilo que pensa, consequências be damned. Mas creio que não terá sido apenas isso.

Quanto ao Rider, fiquei sem saber se fui eu que passei o livro a dormir ou se a autora não fez um bom trabalho de modo a que eu percebesse o que se passava, porque só no final quando a autora me esfregou na cara qual era o problema do Rider é que eu percebi que ele realmente existia. E até faz sentido o trauma que o Rider desenvolveu, mas não haja dúvida que estava bem escondido.

Quanto aos personagens secundários, gostei dos pais adoptivos da Mouse, mas ao mesmo tempo achei-os um pouco exagerados e constrangedores ao desenvolvimento e crescimento da Mouse. Adorei o Hector e o irmão, Jayden, bem como a melhor amiga da Mouse. São pessoas bastante diferentes desta, mas que a aceitam e que a fazem sentir-se à vontade levando a que esta vá crescendo aos poucos e saindo da sua concha. Não posso deixar de referir o que aconteceu ao Jayden, juro que tive uma sensação de déjà vu enorme quando li aquelas últimas cenas. Foi uma cópia autentica de uma cena de um filme que eu vi à uns quantos anos atrás e conforme ia lendo só pensava: "Não acredito que isto me está a acontecer".

Para finalizar não posso deixar de explicar o porquê que a relação da Mouse e do Rider não me convenceu. Em quatro anos ambos mudaram, e compreendo que continue a existir um companheirismo depois daquilo tudo porque passaram e que continuem a sentir-se confortáveis na companhia um do outro, mais do que com outras pessoas. Contudo na minha cabeça faria sentido eles levarem algum tempo para se voltarem a descobrir, a conhecer, afinal de contas passaram 4 anos. O que foi feito de cada um? Não é com meia dúzia de diálogos que ficamos a conhecer o que mudou na outra pessoa, até porque eles passam a vida a dizer que o outro mudou, está diferente, mas a verdade é que nunca justificam o que é que mudou e eu sinceramente também não vejo nada de propriamente diferente entre o antes que nos é apresentado e o agora. Toda aquela situação de de repente se verem e passado meia dúzia de páginas estarem in love um com o outro faz-me alguma confusão. Nunca fui adepta desse caminho e desta vez não foi diferente. Queria mais momentos marcantes e tocantes entre eles porque os que houve, se é que me consigo lembrar de algum, foram poucos.

Enfim, dá para perceber que este livro foi uma completa desilusão para mim e que estava à espera de muito mais. Pelo menos de ter gostado do livro, o que não aconteceu visto que ficou no grupo dos "ok". Visto que está para sair o próximo livro da autora da série Wait For You espero sinceramente que a autora consiga recuperar a "fé" que eu tenho nela.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Opinião - Ventos do Norte e Presságios de Inverno

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The War With the Mein
Série: Acacia, #1
Páginas: 339 e 341
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373238 e 9789896373955
Tradutor: Maria Correia

Sinopse:
Ventos do Norte:
Um assassino enviado das regiões geladas do norte numa missão.
Um império poderoso cercado pelo seu mais antigo inimigo.
Quatro príncipes exilados, determinados a cumprir um destino.
Prepara-te, leitor, para entrar no mundo deslumbrante de Acácia.

Leodan Akaran, rei soberano do Mundo Conhecido, herdou o trono em aparente paz e prosperidade, conquistadas há gerações pelos seus antepassados. Viúvo, com uma inteligência superior, governa os destinos do reino a partir da ilha idílica de Acácia. O amor profundo que tem pelos seus quatro filhos, obriga-o a ocultar-lhes a realidade sombria do tráfico de droga e de vidas humanas, dos quais depende toda a riqueza do Império. Leodan sonha terminar com esse comércio vil, mas existem forças poderosas que se lhe opõem. Então, um terrível assassino enviado pelo povo dos Mein, exilado há muito numa fortaleza no norte gelado, ataca Leodan no coração de Acácia, enquanto o exército Mein empreende vários ataques por todo o império. Leodan, consegue tempo para colocar em prática um plano secreto que há muito preparara. Haverá esperança para o povo de Acácia? Poderão os seus filhos ser a chave para a redenção?



Presságios de Inverno:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros…
Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?

Opinião:
Decidi escrever a opinião dos dois livros em conjunto porque no original trata-se de apenas um. O primeiro livro faz-nos a introdução do mundo em que a acção de se passa. Ao mesmo tempo apresenta-nos os personagens principais enquanto o Rei Leodan é vivo, e os acontecimentos que levam à sua morte e ao separar dos seus filhos. A segunda parte passa-se essencialmente 9 anos depois da morte do Rei Leodan e mostra-nos aquilo em que os personagens se tornaram e o seu reencontro que dá início à tentativa de recuperar o poder em Acácia.

A história é contada do ponto de vista de vários personagens o que é benéfico pois ajuda-nos a ter um melhor entendimento daquilo que cada um é e da maneira como evolui ao longo do tempo. Achei que a maior parte dos personagens estava bem construído e caracterizado, sendo que cada um deles tem várias nuances, não sendo intrinsecamente bom ou mau. Isto aplica-se essencialmente a Hanish, que supostamente é o vilão. É ele que maquina a queda de Acácia e que acaba por ocupar o trono em lugar dos Akaran. Tudo isto porque os Tunishnevre pretendem voltar a caminhar sobre a terra. De certa forma é triste ver como uma pessoa tão capaz e inteligente acaba por se moldado pelas crenças e pelos desejos dos outros. As dúvidas com que ele se depara ao longo da narrativa fizeram-me sentir triste porque senti que era um personagem que tinha tanto para dar. Até ao último momento acreditei que ainda houvesse redenção para ele.

Sem dúvida que grande parte do foco acaba por ser direccionado para os filhos de Leodan, Aliver, Corinn, Mena e Dariel. De todos eles não posso deixar de dizer que a minha personagem preferida foi Mena. Desde criança que mostra uma sabedoria extrema e aquilo porque passou levou a que fosse temperada como aço. O seu percurso não foi um dos mais fáceis porque a realidade é que cresceu rodeada de desconhecidos, sem ninguém que a conhecesse ou que tivesse como função tomar conta dela. A sua personalidade e aquilo em que se transforma é simplesmente extremamente cativante no meu ponto de vista. Aliver e Dariel são outros dois personagens de que gostei. Apesar de completamente diferentes Dariel tem uma adoração enorme pelo irmão mais velho e é fácil perceber que o amor entre ambos é bastante forte. Enquanto Alive cresceu para ser um guerreiro e um líder nato, Dariel tem uma postura mais descontraída, mas que ao mesmo tempo inspira confianças e lealdade.

A única personagem de quem não consegui gostar foi Corinn. Achei-a simplesmente calculista, vingativa e alguém que apenas pensa no que é bom para si. Ignorou e desdenhou completamente daquilo que os irmãos queriam para Acácia. Apesar daquilo porque passou achei-a de uma frieza extrema, e as ideias que tem para o futuro são algo assustadoras.

Existem outros personagens secundários aos quais me afeiçoei pela sua bravura e pelo seu bom coração. Muitos deles não chegaram ilesos ao final do livro e houve até alguns que achei a morte desnecessária. 

Para finalizar posso dizer que o primeiro livro é mais parado e dá uma sensação de introdução, enquanto que o segundo livro tem muito mais acção. Ver como as jogadas de cada personagem influenciam o resultado final foi interessante, mas não achei que existisse assim tanta intriga como fui levada a crer.

Se por um lado tenho curiosidade por saber o que vai acontecer depois, por outro lado acho que este final funcionaria perfeitamente e não ficaria insatisfeita se não soubesse o que vem a seguir.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Opinião - A Cidade do Fogo Celestial

Ficha Técnica:
Autor: Cassandra Clare
Série: Caçadores de Sombras, #6
Título Original: City of Heavenly Fire
Páginas: 576
Editor: Planeta
ISBN: 9789896575687
Tradutor: Mário Dias Correia

Sinopse:
Na deslumbrante e muito esperada conclusão da série Caçadores de Sombras, Clary e os amigos enfrentam a mais terrível expressão do Mal que alguma vez tiveram de combater: o irmão de Clary. Sebastian Morgenstern está ao ataque e volta Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Com a ajuda da Taça Infernal, transforma Nefelins em criaturas saídas de um pesadelo, separando famílias e amantes enquanto engrossa as fileiras dos seus Ensombrados. Acossados, os Caçadores de Sombras refugiam-se em Idris… mas nem os poderes demoníacos de Alicante conseguem manter Sebastian à distância. E com os Nefelins encurralados em Idris, quem protegerá o mundo contra os demónios? Quando é desmascarada uma das maiores traições de toda a história dos Caçadores de Sombras, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec são obrigados a fugir – ainda que a sua viagem os leve até ao coração dos reinos demoníacos, onde nunca nenhum Caçador de Sombras fora e de onde nenhum ser humano alguma vez regressara. Haverá amor sacrificado e vidas perdidas na terrível batalha pelo futuro do mundo neste empolgante final da clássica série de fantasia urbana Caçadores de Sombras.

Opinião:
E aqui estamos nós, ao fim de seis livros, a ver-mos a derrota definitiva dos vilões (ou não, só a próxima série o dirá).

E tal como desejado este livro é melhor que o anterior. A acção já se centra um pouco mais em tentar salvar o mundo e não propriamente na relação Jace e Clary. Se bem que mais para o final voltamos àquela situação onde eles arriscam tudo para salvar os amigos e já que ali estão aproveitam para salvar o mundo. Continuo a dizer que para mim isso não funciona e devia ser exactamente ao contrário.

Para não variar o pessoal da Clave são uns tapadinhos com a mania que são muito inteligentes e que sabem como é que o Sebastian pensa e o que vai fazer. Claro que acaba por lhes sair o tiro pela culatra e se não fossem os personagens já nossos conhecidos a coisa tinha corrido mesmo muito mal.

Neste livro Simon, Izy e Maia continuam a crescer e a desenvolver-se e a tomar diferentes contornos. Gostei da maior parte das coisas que a autora fez com eles, tirando o facto de o Simon ser sempre o desgraçado que tem que se sacrificar e o facto de a Maia estar tão apaixonada no livro anterior e de repente já não estar. Ainda por cima a coisa foi tão mal explicada que não tem ponta por onde se lhe pegue...

No final da série dos Instrumentos Mortais vemos uma Tessa e um Jem a reencontrarem-se e a finalmente ficarem juntos. E finalmente neste livro descobri como é que tal foi possível. Adorei ver a ligação que ambos têm para com a família Herondale e a família Carstairs, ao mesmo tempo que fiquei toda contente com a referência que é feita ao fantasma que salva toda a gente no instituto de Londres.

Contudo a maior surpresa foi sem dúvida a Emma. Adorei esta miúda. Cheia de energia, de força de vontade, coragem para dar e vender e um coração que sente mais do que aquilo que se poderia pensar. Adorei cada cena contada do ponto de vista dela e estou bastante curiosa para ver no que ela se tornou no livro que aí vem. Vejo nela as características que mais gosto e isso faz-me ter expectativas bastante elevadas para o próximo livro. Ao mesmo tempo tenho curiosidade em saber o que aconteceu aos seus pais, e espero que essa temática seja abordada no livro que aí vem.

Para finalizar não posso deixar de referenciar Sebastian. Se no livro anterior era fácil de ver a suas necessidade e desejo em ser aceite, neste livro essa faceta ainda é maior. O final deixou-me bastante triste pelo que poderia ter sido. Ao fim e ao cabo, o Sebastian não tinha propriamente culpa daquilo que era e só no final é que se apercebe disso e se tenta redimir.

Um livro que é um bom final para a história que a autora pretendia contar.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Opinião - Noite Silenciosa

Ficha Técnica:
Autor: Sherrilyn Kenyon
Título Original: One Silent Night
Série: Dark-Hunter, #15
Páginas: 224
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789897101120
Tradutor: Rita Carvalho e Guerra

Sinopse:
No mundo dos Predadores da Noite, o inferno está prestes a chegar…

Stryker já avisou que está a reunir as suas forças. Enquanto o mundo avança inconsciente, Stryker, que lidera um exército de demónios e vampiros, conspira para lançar uma ofensiva contra os seus inimigos — que, infelizmente para nós, incluem toda a raça humana.

Para vingar a sua irmã, Stryker prepara-se para aniquilar os Predadores da Noite. Mas as coisas começam a correr mal quando o seu inimigo mais antigo regressa. Eis que chega a sua ex-mulher, Zephyra. Precisamente quando achava que nada o poderia parar, vê-se embrenhado numa guerra secular com uma mulher que dá um novo significado à palavra «dor».

Estão a ser traçadas novas linhas de batalha, enquanto os Predadores da Noite se reúnem para uma novo confronto, numa NOITE SILENCIOSA.

Opinião:
Ora portanto, cá estamos uma vez mais a comentar um livro da série Dark-Hunter da Sherrilyn Kenyon. Ao fim de 16 livros (incluindo o Amante de Sonho) a verdade é que já não existe muito que se possa dizer. A maneira de escrever e contar a história da autora permanece a mesma, e por isso quem gosta deste aspecto da autora não vai ficar decepcionado.

Quanto à história deste livro, esta roda em torno de Stryker e Zephira. Assim sendo ficamos a conhecer a história que o tornou naquilo que é actualmente. Neste momento não considero que o Stryker seja uma má pessoa em si, ele tem um código de honra próprio e que respeita e não deixa para trás ninguém. Não deixa de ser um inimigo para Acheron, por razões um bocado parvas, mas não o considero uma má pessoa, ou uma pessoa sem escrúpulos. Quanto à Zephira, ela é um bocado cabra, mas dá para perceber o porquê da sua atitude e a verdade é que gostei da sua personalidade porque ela não se submete a ninguém nem papa grupos de quem quer que seja.

Contudo o mais interessante no livro não é a história destes dois, mas sim todos os acontecimentos que advém do facto de Stryker libertar a Guerra para que esta possa matar Acheron e Nick. Isto leva a que sejam postas em movimento novas forças até ao momento desconhecidas, forças essas que acredito terão bastante significado nos próximos livros. Ficamos então a conhecer Jared e uma nova faceta de Nick. Faceta essa que espero ver ser desenvolvida nos próximos livros. Espero também que com tudo o que aconteceu Nick seja capaz de chegar a um entendimento com o Acheron, afinal de contas ambos têm culpas no cartório. Outro aspecto que achei emocionante é o facto de os daemon terem descoberto uma forma de ultrapassar as barreiras que os impedem de sair à rua durante o dia, ao mesmo tempo que descobrem como sobreviver sem terem que se alimentar de humanos. Acho que estas situações irão trazer muitas mudanças para os próximos livros. Outro ponto positivo do livro que não podia deixar de referir é o facto de termos direito a ver uma Apollymi, capaz de mostrar sentimentos para com mais alguém além do seu filho. Gostei de ver este seu lado mais terno e desprotegido.

Algo de que me arrependo é de não ter lido os livros por ordem. tenho a sensação que houve algumas coisas relativamente à mitologia que me escaparam, nomeadamente a ordem em que os Panteões funcionam bem como quem é que policia quem e quem é que criou quem. A ver se descubro por aí algures alguma informação acerca disto.

Assim sendo considero que este foi um bom livro para o desenvolvimento da história, com muitos acontecimentos que irão influenciar grandemente o que por aí há-de vir. Gostava apenas de ter tido oportunidade de ver um pouco mais dos predadores que foram apresentados nos primeiros livros porque tenho a sensação que não sei nada deles há imenso tempo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Opinião - Genesis

Ficha Técnica:
Autor: Karin Slaughter
Série: Will Trent, #3
Páginas: 562
Editor: Cornerstone Digital
ASIN: B0031RSAEC

Sinopse:
Three and a half years ago former Grant County medical examiner Sara Linton moved to Atlanta hoping to leave her tragic past behind her. Now working as a doctor in Atlanta's Grady Hospital she is starting to piece her life together. But when a severely wounded young woman is brought in to the emergency room, she finds herself drawn back into a world of violence and terror. The woman has been hit by a car but, naked and brutalised, it's clear that she has been the prey of a twisted mind.

When Special Agent Will Trent of the Criminal Investigation Team returns to the scene of the accident, he stumbles on a torture chamber buried deep beneath the earth. And this hidden house of horror reveals a ghastly truth - Sara's patient is just the first victim of a sick, sadistic killer. Wrestling the case away from the local police chief, Will and his partner Faith Mitchell find themselves at the centre of a grisly murder hunt. And Sara, Will and Faith - each with their own wounds and their own secrets - are all that stand between a madman and his next crime...

Opinião:
Este livro foi lido para o Monthly Motif Reading Challenge.

Karin Slaughter é uma das autoras de policiais que não dispenso seguir. Assim sendo vou-me mantendo a par do que vai saindo cá por Portugal e vou seguindo a série em inglês ao mesmo tempo. Vito o livro Génesis já ter sido editado por cá achei que seria uma excelente escolha para o desafio deste mês e a verdade é que não saí nada desapontada.

Mais uma vez seguimos Will Trent e a sua colega Faith enquanto investigam um crime. E podem crer que este crime é bastante doentio. Alguém anda a raptar mulheres de sucesso e com mau feitio prendendo-as e torturando-as de várias maneiras. Tanto as torturas como os sítios onde as vítimas são mantidas são completamente arrepiantes!

Mas não só de coisas assustadoras é feita a história, uma nova personagem é introduzida na trama, a Sara, e estou ansiosa para ver como é que ela vai contribuir nos próximos livros. Achei-a bastante bem caracterizada e interessante. Uma personagem que carregar uma inegável dor e tristeza na forma do marido falecido. Gostei bastante de a ver desabrochar enquanto ajudava Will e Faith a apanhar o assassino. E espero sinceramente que ela venha a substituir a Angie, porque o Will merece alguém que goste realmente dele, alguém bondoso e que o compreenda.

A Faith está a passar por alguns momentos complicados, e apesar de para o final parecer estar a endireitar-se a verdade é que espero ver algumas recaída durante os próximos livros. Acredito que a luta dela não vá ser fácil. Mostrar-se capaz de continuar a exercer as suas funções tendo em conta aquilo que lhe está a acontecer vai ser um desafio, mas acredito que com a ajuda de Will e Amanda as coisas corram pelo melhor.

Quanto ao caso, minha nossa. Tanto os suspeitos como as testemunhas são deveras estranhos. Mas nada comparado com o perpetuador. Não estava nada à espera nada apontava para ele e quando se descobre quem é não pude fazer mais nada a não ser ficar abismada com o quão doentio ele era, ao mesmo tempo que fiquei parva com o quão cegas as pessoas podem ser para aquilo que é certo e errado. Principalmente quando se ama alguém.

Ao mesmo tempo este livro aborda o fanatismo religioso e como ele pode controlar uma pessoa. De como a religião pode ser deturpada para encaixar naquilo que queremos e praticarmos as maiores atrocidades sem receio de retaliação.

E se por um lado Will é normalmente alguém bastante calmo e pacífico, neste livro vimos um lado mais selvagem dele. Afinal existem determinados acontecimentos que o fazem reviver o passo e que funcionam como o gatilho para que este perca o controlo. Espero que tal não volte a acontecer porque o Will é bom e tem resultados ao ser calmo e ao ser diferente dos outros policiais e detectives.

Assim sendo aguardo ansiosamente pelo próximo caso e pelo desenvolvimento destes personagens que adoro.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Desafios da Joana: 2016 Monthly Motif Reading Challenge

Mais um ano, mais uma rodada de Monthly Motif Reading Challenge. Adoro este desafio bem como o seu parceiro, o Key Word Reading Challenge. Gosto principalmente de tentar combinar os dois e gosto ainda mais porque ambos me fazem pegar em livros que tão depressa não leria ou a descobrir novos autores que passo a adorar. Os temas para este ano são:

JANUARY- Who Dunnit?
Crack the case and solve the mystery with your first book of the year.

FEBRUARY- New Releases
Read a book released in the last year.

MARCH- Take a Trip
Time Travel or read a book set in a country different than where you live

APRIL- Best of the Best
Read a book that has won recognition or a literary award

MAY- Story of Survival
Make it out alive, beat the odds, save yourself stories. Try thinking beyond the typical wilderness survival. Surviving high school? Surviving a family road trip? Yep- those count too! PS. Dystopians would work great in this motif too.

JUNE- Girlxoxo Recommends
We’ve read a lot of great books. Check out our archives and pick one of our recommendations off our book lists.

JULY- LOL
Hilarious memoirs, silly chick lit, comedic scifi. Pick a book that is guaranteed to make you laugh out loud.

AUGUST- Genre Jumble
Read from a genre that you don’t normally read from

SEPTEMBER- Steampunk, Science Fiction, and Fantasy
Pretty self explanatory and loads of great books to pick from in this motif.

OCTOBER- Things That Go Bump in The Night
Cozy mystery ghost stories, paranormal creeptastic, murder mystery- it’s up to you!

NOVEMBER- Fiction Takes A Break
It’s all about Nonfiction November this month!

DEC- That’s a Wrap
Finish a series you’ve been meaning to finish or read the next book in a series you started but never finished.

E em baixo poderão ver quais os livros seleccionados para cada mês.

(original daqui)

Janeiro: Karin Slaughter - Undone, Will Trent #3
Fevereiro: Sherrilyn Kenyon - Noite Silenciosa, Dark-Hunter #15
Março: Cassandra Clare - A Cidade do Fogo Celestial, Caçadores de Sombras #6 
Abril: David Anthony Durham - The War With the Mein, Acacia #1 
Maio: Jennifer L. Armentrout - The Problem With Forever
Junho: Naomi Novik - Uprooted  
Julho: Meg Cabot - Queen of Babble
Agosto: Tony Sandoval - As Serpentes de Água e Mil Tormentas
Setembro:  Stephen Hunt - A Corte do Ar, Jackelian #1
Outubro: Patricia Briggs - Night Broken e Fire Touched, Mercy Thompson #8 e #9  
Novembro: Eula Biss - On Immunity: An Inoculation
Dezembro: J. R. Ward - Blood Vow - Black Dagger Legacy, #2