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domingo, 22 de outubro de 2017

Opinião - O Reino Mais Além das Ondas

Ficha Técnica:
Autor: Stephen Hunt
Título Original: The Kingdom Beyond the Waves
Série: Jackelian, #2
Páginas: 492
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373962
Tradutor: Alberto Simões

Sinopse:
A Professora Amelia Harsh está obcecada em encontrar a civilização perdida Camlante, a cidade lendária cuja sociedade perfeita terá acabado com a fome, guerra e doença. Mas quando regressa a casa de uma aventura arqueológica fracassada, descobre que a Universidade a despediu em retaliação pela sua investigação herética.
Sem fundos oficiais, Amelia não tem escolha senão aceitar o auxílio de um homem que culpa pelo suicídio do seu pai, o incrivelmente poderoso Abraão Quest. Este acaba de encontrar provas de que as ruínas camlantes poderão estar enterradas sob os estranhos lagos das selvas de Gelileão
Amelia embarca então numa expedição ao coração negro da selva, na companhia de velhos amigos e uma tripulação de caçadores lunáticos, mulheres mercenárias e presidiários. Mas o que ela desconhece é que a busca pela sociedade perfeita pode levar à destruição do seu próprio mundo…

Opinião:
Este é um daqueles livros que provavelmente iria ficar eternamente na estante caso não tivesse a sorte de se enquadrar num dos meus desafios literários. Isto acontece, essencialmente, porque o primeiro livro não me cativou minimamente e foi uma dor de cabeça tentar perceber o que quer que fosse que estava a ler.

Não haja dúvida que este livro continua a ser uma grande bagunça. Vários povos e mitos são apresentados ao leitor, sem contudo existir uma explicação racional ou um contexto, ou seja, mais uma vez cai-nos tudo de pára-quedas no colo e o leitor não tem nenhuma base para se tentar situar na narrativa. Basicamente andei à cabeçada aí com 1/3 do livro até decidir que não valia a pena o esforço de tentar contextualizar aquilo que estava a ler e tentar perceber as relações entre os personagens a leitura começou a correr ligeiramente melhor e a tornar-se ligeiramente mais interessante.

Dois dos personagens principais entraram no livro anterior, e, para mal dos meus pecados, só me lembro de um deles. Basicamente só me lembro da Professora Harsh, talvez por causa da sua profissão ou da característica estranha dos seus braços. O outro personagem, tenho a ideia de ter tido um papel até importante no livro anterior, mas sinceramente não me consigo lembrar de nada. Ao mesmo tempo sinto que me faltam algumas referências e existe um personagem que eu não consigo localizar e que tenho a sensação que deveria ser capaz de o fazer.

Foi interessante ficar a conhecer um pouco mais da história deste mundo, ao mesmo tempo que o autor explora a questão se a guerra alguma vez é resposta e se é mais importante morrer pelos nossos ideais ou ir contra ele de modo a poder mantê-los.

O vilão é bastante interessante. Ao início não se percebe muito bem o que ele quer e quais os seus motivos, mas ao longo do tempo acabamos por perceber o quão deturpada a sua maneira de ser é. Acho que o autor fez um trabalho ligeiramente melhor neste livro. Ao contrário do anterior eu consegui relacionar-me com os personagens e gostar deles, o que não aconteceu no livro anterior. Pode ser que isso faça com que numa próxima leitura me consiga lembra de um pouco mais deste mundo.

domingo, 25 de setembro de 2016

Opinião - A Corte do Ar

Ficha Técnica:
Autor: Stephen Hunt
Título Original: The Court of Air
Série: Jackelian, #1
Páginas: 507
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896372934
Tradutor: Alberto Simões

Sinopse:
Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, o seu primeiro instinto é o de correr de volta para o orfanato onde cresceu. Ao chegar e encontrar todos os amigos mortos, apercebe-se de que era ela o verdadeiro alvo do ataque... pois o sangue de Molly contém um segredo que a torna um alvo a abater para os inimigos do Estado.

Oliver Brooks levava uma existência tranquila na casa do tio, mas quando é acusado da morte do seu único familiar é forçado a fugir para salvar a vida, acompanhado por um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver vê-se na companhia de ladrões, foras-da-lei e espiões, e aprende mais sobre o segredo que destruiu a sua vida.

É então que Molly e Oliver são confrontados com uma ameaça à própria civilização por um poder antigo que se julgava derrotado há milénios. Os seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de acção, drama e intriga.

Opinião:
E mais um desapontamento. Lembro-me que na altura em que este livro foi editado em Portugal toda a gente falava bastante bem dele, o que levou a que tivesse uma grande curiosidade acerca do mesmo. Infelizmente ainda não se tinha proporcionado a leitura do mesmo, o que acabou por acontecer este mês. Só posso dizer que fiquei bastante desiludida.

A história é interessante, o mundo é interessante, o problema? Os personagens são muito pouco desenvolvidos, não houve um único que tenha tido pena de ter morrido, e apesar de o mundo onde se passa a história ser interessante, para mim não passou de uma grande amálgama.

Há magia a dar com um pau neste mundo, mas ela é explicada? Não. O leitor cai completamente de pára-quedas no meio deste mundo que achei extremamente complexo, cheio de diferentes raças e diferentes estatutos sociais, e em momento algum o autor se digna a explicar para que é que cada um serve, de onde vem e para onde vai. O pouco que consegui perceber foi por ir fazendo ilações com a pouca ou nenhuma informação que o autor vai dando. Detestei este facto porque senti que se houvessem pequenas explicações sobre este mundo e a sua história teria gostado muito mais do livro e ele teria feito muito mais sentido. A realidade é que não existe qualquer tipo de profundidade durante toda a história, e isto inclui os personagens principais e também os secundários.

Sim, até os personagens deixaram bastante a desejar. A Molly até é engraçada e tem uma personalidade interessante, o tipo de personalidade que por norma adoro. Contudo ela não tem profundidade, parece muito mecanizada, não há nuances, não há propriamente sentimento naquilo que faz, e isso fez-me sentir completamente desapegada. O mesmo se passa com o Oliver, eu até gostava dele na maior parte do livro, mas depois de ele se encontrar com o Reverendo a sua personalidade sofre uma alteração drástica, que faria sentido, se nos fosse explicado o modo como determinado objecto funciona e influência uma pessoa, o que mais uma vez não acontece. Simplesmente sabemos que aquele objecto influência as pessoas e que lhes muda a personalidade. Mas o Oliver nem parece aperceber-se disso e isso é um bocado estranho. Quanto aos personagens secundários, os meus preferidos foram os vaporomens. Contudo até eles foram consideravelmente fracos.

Enfim... Como dá para ver fiquei bastante desapontada. É verdade que tenho o 2º livro para ler e que o irei ler, não sei bem quando mas vou. Tenho esperança que as coisas melhorem e que como já sei um pouco deste mundo que consiga absorver mais informação que consolide aquilo que já sei actualmente.