quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Opinião - Blood Vow

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Série: Black Dagger Legacy, #2
Páginas: 432
Editor: Ballantine Books
ASIN: B01CWZGA4U

Sinopse:
#1 New York Times bestselling author J. R. Ward returns as her thrilling, original spin-off series set in the world of the Black Dagger Brotherhood continues! When a brooding vampire warrior-in-training teams up with a quick-witted aristocrat to solve a deadly mystery, the only thing more dangerous than their mission is their undeniable attraction.

Trainees at the Black Dagger Brotherhood’s training center continue to prepare for the war against the Lessening Society, but fighting is the last thing on Axe’s mind. Still plagued with the guilt of his father’s death, the brooding loner finds himself battling an unlikely attraction to Peyton’s enticing, aristocratic cousin, Elise. Elise feels it, too – especially when the two are thrown together in unusual circumstances, and she must decide whether she can trust Axe as she uncovers the mystery surrounding her sister’s death.

Meanwhile, Mary and Rhage are fostering Bitty, a young pretrans orphan, and hope to adopt her… until the appearance of a young male claiming to be Bitty’s blooded uncle threatens to tear the new family apart.

Opinião:
Neste livro continuamos a seguir a história dos novos recrutas. Ao mesmo tempo continuamos a seguir o que se passa com os guerreiros da Irmandade da Adaga Negra. Neste caso ficamos a conhecer um pouco mais da história de Axe, um dos recrutas com um passado algo obscuro, e a história de Rhage, Mary e Bitty que se iniciou no livro anterior, The Beast.

Quanto à história de Axe esta não é fácil. O facto de o seu pai ter um passado trágico no que toca ao amor influência sobremaneira a maneira como Axe lida com as relações pessoais. Ao mesmo tempo Axe tem um ponto em comum com Craeg, que é o facto de os seus pais terem morrido devido ao egoísmo da glymera. Tudo isto leva a que o seu ódio por estes seja grande e seja difícil para ele aceitar que nem todos são iguais. A conexão imediata que surge entre ele e Elise, não me fez confusão. Em qualquer outro livro poderia não me ter caído bem, mas a verdade é que esta atracção imediata, a necessidade de gritar "minha" com um único olhar, faz parte do que significa ser vampiro. Há algo dentro deles que reconhece de imediato a sua cara metade.

Quanto às personalidades de ambos os personagens, gostei tanto de Axe como de Elise. De Axe já tínhamos visto um pouco e sabíamos que ele estava longe de ser perfeito. Alguém bastante amargurado que usa o sexo como escapatória não é propriamente novidade, mas Axe acaba por ir mudando aos poucos. Aceitando as suas falhas de carácter e aprendendo a lidar com os seus erros e a aceitá-los. Tornando-se numa pessoa melhor. Já Elise é bastante parecida com Paradise. Não quer ser apenas uma fêmea para procriação que fica em casa à espera que o seu destino seja decidido por outrem. A forma que Elise arranjou para se tornar uma pessoa mais independente foi ir tirar o seu curso de psicologia de modo a que no futuro possa ajudar a sua raça a ultrapassar todo o mal que lhes foi feito e tudo aquilo que perderam por causa da guerra com os lessers. Apesar de Elise já ter começado a tomar as rédeas da sua vida há muito a que ainda não se atreve, e acaba por ser a sua relação com Axe que a leva a passar a linha da qual não há volta a dar.

Quanto a Mary, Rhage e Bitty, o famoso tio finalmente aparece. E parece que o mundo vai desabar tanto para Rhage como para Mary. Ambos passam pelo inferno emocionalmente enquanto é feito uma averiguação ao tio e quando Bitty começa a passar tempo com ele. Por fim as coisas acabam por se resolver da melhor maneira. Mas foi uma jornada penosa tanto para Rhage como para Mary, jornada essa que no final acabou por os tornar ainda mais unidos enquanto família.

Não posso deixar de falar de algumas surpresas. Nomeadamente o facto de que se descobre de quem Novo gosta, de que Peyton acaba por reconhecer que tem uma atitude preconceituosa para com as fêmeas e acaba por ter uma mudança de atitude que até para ele é inesperada. O próprio tio de Bitty mostrou ser uma pessoa extraordinária. Alguém bastante calmo, mas seguro de si. Alguém que realmente só quer o bem para a sua família, e que através das suas atitudes acabou por se tornar o próprio parte de uma família bem maior do que alguma vez poderia esperar. Além de que ficamos a descobrir quem é que eventualmente vai ser o par amoroso do Saxton! Yeaaaah! Fiquei tão contente porque ambos são pessoas maravilhosas! E Lassiter, que dizer de Lassiter? Não há dúvida de que aquele anjo é algo de extraordinário. Sempre pronto a ajudar os outros e a fazer figura de parco de modo a aliviar os momentos mais difíceis. É fácil ver que apesar de tudo aquilo que diz é alguém que realmente se preocupa com toda a gente naquela mansão e que fará qualquer coisa para os ajudar a ser felizes.

Estou algo curiosa para o próximo livro da saga original visto ser com o Xcor e a Layla. Espero que finalmente tenham a sua paz e que possa tudo correr pelo melhor. O Xcor definitivamente merece, e a Layla também. Visto que merece encontrar o amor que todos os outros encontraram. Depois daquilo porque passou merece o mundo. E estou também bastante curiosa para saber quem será o próximo recruta a ter a sua história contada. Será o Peyton? A Novo ou o Boone? É esperar para ver.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Peek-a Book (Rita) - A Canção de Kali




Ficha Técnica:
Autor: Dan Simmons
Título Original: Song of Kali
Páginas: 235
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896371166
Tradutor: João Barreiros

Sinopse:
Robert Luczak, jornalista e editor, é enviado a Calcutá para recuperar um manuscrito de uma raridade incalculável. O seu autor é um obscuro poeta indiano que morreu há quase dez anos. O manuscrito, no entanto, é mais recente, e estranhos rumores dizem que o autor ressuscitou para escrever essa obra.

Aconselhado por um amigo a não aceitar a missão, Robert ignora o aviso e até leva a mulher e a filha recém-nascida. Uma decisão que o irá atormentar para o resto da vida.

Calcutá é um lugar selvagem, agressivo, imundo e infinitamente estranho. Logo que chega Robert é arrastado para as entranhas da cidade e descobre que não é o único a perseguir o valioso manuscrito. O Culto de Kali - uma temível seita que conspira para invocar a Deusa da Morte e libertá-la sobre a Terra - está disposto a tudo para o encontrar: sangue, morte e até sacrifícios humanos.

Opinião:
Shame, shame, shame! Eu sei, que vergonha, estou mais que mega atrasada com esta opinião, já para não falar de outras leituras *snif*...
Já tinha A Canção de Kali há anos e anos cá em casa por ler e posso dizer que foi com satisfação e curiosidade que vi a Joana escolher-me este livro para ler aqui para o nosso Peek-a Book.

Este livro proporciona ao leitor uma leitura no mínimo especial e, no meu caso, fez-me sair um pouco da minha zona de conforto, já que não estou habituada a thrillers e leituras estilo horror.
A narrativa é sempre sombria, com descrições cruas e tenebrosas sublimemente executadas, daquela pútrida cidade de Calcutá, que ainda hoje me traz alguns arrepios. Onde tudo é cinzento e mórbido, onde cada sombra esconde algo de sinistro, onde cada passo percorrido implica uma espreitadela por cima do ombro.

É nesta cidade maldita que reside, na minha opinião, o maior encanto desta obra. Nela e na associação da seita da Deusa Kali. Os personagens estão bem delineados, são realistas, mas são postos um pouco na sombra por aquele colosso malfadado que é a Calcutá de Dan Simmons. 

Para mim, A Canção de Kali, é um livro difícil de descrever, porque é uma obra que gostei e ao mesmo tempo não gostei de ler. Gostei porque está extremamente bem escrita, é diferente e tem muita qualidade. Não gostei, porque é daquelas histórias que nos fazem virar a cara lentamente de tão sinistras. Não é uma história bonita e agradável, daí que essa outra face da moeda do "não gostei", merece umas aspas, pois não é de facto em absoluto real. 

Confuso, não é? Eu sei, continuo com muitos sentimentos estranhos e distintos sobre este livro. Mas uma coisa é certa meus caros, vale a pena. Se puderem, dêem uma oportunidade a este livro. Saiam da vossa zona de conforto e entrem nas trevas desta sinistra Calcutá. Eu por cá, posso dizer que fiquei com vontade de conhecer mais obras de Dan Simmons. Não sei para quando será, mas pelo menos fica o interesse. Boas leituras!


domingo, 1 de janeiro de 2017

Retrospectiva de 2016

2016 foi um ano razoável. Não considero que tenha sido propriamente um ano bom a nível de leituras porque tenho a consciência que houve longos períodos de tempo em que não conseguia ler porque não tinha vontade, sendo que posteriormente lia vários livros seguidos. Preferia que as leituras tivessem sido mais constantes em vez de terem existido tantos altos e baixos.

Ao mesmo tempo este foi um dos anos em que menos li. Tenho a ideia que isso aconteceu essencialmente porque não li tantos contos como em anos anteriores, mas mesmo assim gostava de ter conseguido ler um pouco mais. Em contrapartida este ano consegui ler mais ou menos a mesma quantidade de livros no kindle e em formato físico. O que quer dizer que de certa forma dei um grande avanço à minha TBR. Indo verificar ao desafio correspondente só aparecem 25 livros lidos, porque só costumo incluir livros comprados em anos anteriores ao actual. Neste caso não inclui as BD's que comprei este ano e que já li e não contei com uma colecção de livros que tinha cá por casa. Contudo tudo somado faz metade das leituras, o que me deixa bastante satisfeita e com vontade de para o ano continuar a apostar mais nos livros antigos que tenho cá por casa e que há muito aguardam ser lidos.

Quanto aos desafios em si, consegui cumprir com todos (yeaaah), o que significa que devo mantê-los para o próximo ano. Eventualmente vou deixar de fazer o dos retellings, mas manterei os outros porque vejo que realmente têm resultado. Este ano vou continuar a focar-me em ler livros que já tenha comprado, o que significa em formato físico, e que sejam anteriores a 2017. Isto vai levar a que essencialmente vá terminar algumas séries que tinha penduradas visto o ano passado ter-me focado em comprar os livros que me faltavam para terminar algumas séries.

Quanto à qualidade das leituras, acho que no geral se mantém equivalente aos anos anteriores. A sensação que tinha é que não apanhei livros tão bons, mas no geral também li menos, daí que assim o pareça. Descobri alguns autores interessantes e que já andava para ler à imenso tempo. Consegui também comprar um livro que andava a tentar encontrar à séculos e por isso sinto-me bastante realizada!

Durante os próximos dias devo começar a postar os desafios deste ano e tenciono começar a ler dentro em breve os livros correspondentes ao mês de Janeiro.

Vamos ver o que trás 2017, espero que mais e melhores leituras que 2016...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Opinião - Inverno de Sombras

Ficha Técnica:
Autor: L. C. Lavado
Páginas: 590
Editor: Marcador
ISBN: 9789898470867

Sinopse:
“Todos ficam sujos de sangue e há sempre alguém que morre.”
Este é o lema de Danton.

Filho de dois poderosos feiticeiros, inimigos de séculos, a existência de Danton é apenas mais um golpe de guerra entre os pais. Criado e aperfeiçoado por Amauri e Goulart, é temido por todos, incluindo os próprios.

Em Lisboa, uma misteriosa Caixa detém um poder que a família Santa-Bárbara guarda há gerações.
Isadora é a última descendente de uma linhagem de Paladinos, herdeira solitária de um império cultural e um legado que desconhece. Ela e o tio, Garrett, são tudo o que resta para proteger este grande segredo.

Mas Danton está decidido que é chegada a hora do poder da Caixa lhe pertencer, e as vidas dos Santa-Bárbara vão alterar-se para sempre.

Feitiçaria, magia, segredos e uma história de amor inesquecível, percorrem alguns dos lugares mais conhecidos de Lisboa e a zona mais sinistra de Paris.
O passado colide com o presente e tudo acontece… mas não como todos esperam.

Pela escritora revelação da fantasia urbana portuguesa.
Uma história cativante que vai fazer as delícias dos leitores mais exigentes.

Opinião:
Ouvi falar bastante bem deste livro, e sendo escrito por uma autora portuguesa, mais tarde ou mais cedo sabia que o teria que ler.

No geral é um livro bastante bom. Nota-se que é um primeiro livro, mas nota-se também um grande potencial na autora, potencial esse que sendo trabalhado iria tornar os seus futuros livros ainda melhores e mais coesos.

Houve vários aspectos que gostei no livro e outros que me deixaram um pouco desiludida, como de certo modo seria de esperar. Contudo o balanço final foi positivo. Gostei bastante dos personagens e das suas personalidades. Principalmente Isadora, vê-se um grande crescimento desta personagem a nível de personalidade. Enquanto que ao início a Isadora é uma pessoa bastante calma e distanciada da vida, ao longo do livro vemos como ela se vai abrindo mais para os outros, como começa a viver mais os seus sentimentos e deixa de se proteger atrás de paredes e paredes. A sua evolução foi natural ao longo da narrativa e em nenhum momento senti que estava a lidar com uma personagem completamente diferente da inicial.

Já o Danton é apresentado como alguém intratável, mas existe sempre ali uma sombra de dúvida sobre o que realmente se está a passar, e a verdade é que essas dúvidas acabam por se tornar certeiras quando nos apercebemos do tipo de pessoa que ele realmente é. Já a Andrea, a melhor amiga da Isadora é alguém que desde o início até ao fim sabe o que quer, pelo menos na maior parte das situações, está sempre no controlo e não tem qualquer tipo de problema em mostrar o que sente ou dizer o que pensa.

As restantes personagens são também bem pensadas e construídas. Muitas delas ficamos a conhecer melhor através de flashbacks que por sinal funcionaram bastante bem e deram uma dimensão muito maior à história. História essa que teve início à mais tempo do que se poderia imaginar. Não só a autora fez um bom trabalho a incorporar os flashbacks, como também fez um óptimo trabalho com os dois clímax que deu ao livro. Já me tinha acontecido anteriormente apanhar uma situação destas que resultou pessimamente e me tirou metade do gozo à leitura. Neste caso a autora optou por "dividir" a história em livro um e livro dois e colocou um clímax em cada uma das partes. Sendo que no final da primeira ficamos mesmo a sentir que chegamos ao fim da primeira parte da história.

Não posso deixar de falar das cenas de sexo que existem, quando a primeira apareceu fiquei algo receosa como seria descrita, mas acho que foi bastante bem trabalhada. Não pareceu em nada descabida, pelo contrário, pareceu-me bastante natural tendo em conta os personagens que eram. Os diálogos estão também bastante naturais e o mundo criado pela autora está bem estruturado e é interessante.

Quanto aos pontos menos positivos, têm essencialmente a ver com determinados assuntos que foram abordados, mas que me recorde nunca chegaram a ser devidamente esclarecidos. Nomeadamente o que é efectivamente a Isadora, tudo bem que percebemos que há ali algo, mas nunca nos chegam a dizer efectivamente o que esse algo é. Ao mesmo tempo há aqui toda uma história à volta da chave e da sua relação com a família da Isadora que teve uma explicação um pouco atabalhoada. Para finalizar, a situação da transferência das memórias do Danton. Pela explicação inicial pareceu-me que automaticamente ele iria ficar sem as ditas memórias, mas depois pareceu simplesmente que tanto ele como a Isadora passaram a partilhá-las. Eventualmente também podia estar meio a dormir quando terminei o livro e me ter escapado alguma coisa. Mas se escapou é porque eventualmente não estaria muito claro.

Assim sendo só tenho a concluir que foi um livro inicial do qual gostei bastante. Soube que eventualmente poderia ter vindo a existir um livro sobre a Andrea e o Claude que não chegou a acontecer e que não sei se alguma vez virá. Se vier é com toda a certeza que o lerei e com a esperança de que as arestas que faltaram limar neste livro se encontrei limadas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Opinião - The Ugly Dutchess

Ficha Técnica:
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales, #4
Páginas: 384
Editor: Avon
ASIN: B007HB8GT2

Sinopse:
New York Times bestselling author Eloisa James gives the classic Hans Christian Andersen story of “The Ugly Duckling” a wonderful, witty, and delightfully passionate twist. The Ugly Duchess is another fairytale inspired romance from the unparalleled storyteller whose writing, author Teresa Medieros raves, “is truly scrumptious.” A sexy and fun historical romance, James’s winning tale of a glorious reawakening does not feature ducks and swans—rather it’s a charming story of a young woman unaware of her own beauty, suddenly duty-bound to wed the dashing gentleman who has always been her platonic best friend…until now.

Opinião:
Quem já conhece a autora sabe perfeitamente aquilo para que vai. Um romance histórico fofinho. Contudo este foi talvez um dos livros que menos gostei da autora.

O livro divida-se praticamente em duas partes, a primeira onde ficamos a conhecer os protagonistas e estes se casam e que acaba em desgraça, pois a protagonista descobre que o casamento que acabou de realizar não passa de uma farsa. Ainda poderia ter existido alguma volta a dar, mas a sua falta de confiança por ser chamada de patinho feio devido à sua fisionomia leva a que acredite em tudo aquilo que lhe é dito. Assim sendo acaba por existir um afastamento de 7 anos entre ela e o seu parceiro.

A segunda parte do livro pega pouco tempo antes de se finalizar este período de sete anos, onde descobrimos o que aconteceu  durante este tempo a cada um deles, Theo tornou-se uma mulher independente e dona de negócios estáveis, além de se ter tornado uma pessoa completamente fechada para os prazeres da vida e com uma pequena obsessão por organização. Já James tornou-se um pirata, ou privateer, como lhe chamam, além de se ter tornado num homem mais confiante e que sabe aquilo que quer.

Assim sendo estão lançados os dados para mais um romance onde a heróina se faz de difícil, e o herói vai fazer de tudo para derrubar as barreiras que se entre põem entre si e a sua amada. Foi interessante ver como a Theo cresceu ao longo do tempo e aprendeu a aceitar-se a si própria, apesar de algumas vezes ainda se sentir magoada com aquilo que dizem acerca dela. Contudo acabou por encontrar bons amigos que realmente a apoiam e que a ajudaram ao longo de todo o tempo que passou sozinha. Não existe nenhum drama mais para o final do livro, algo que os possa separar porque isso já aconteceu de início, o que torna o livro ligeiramente diferente do normal.

Contudo houve coisas de que não gostei. Nomeadamente não gostei que fosse tão fácil para a Theo voltar a entregar-se ao James depois de saber que ele esteve com outras mulheres após a separação. Para todos os efeitos eles eram casados, e acho que a Theo deveria ter mostrado mais o quanto isso a magoou. Sei que não é nada que não acontecesse na altura em que a história se passa e que era uma coisa aceite pelas mulheres e pela sociedade, contudo não estou habituada a que seja dada tão pouca importância a esta situação e isso fez-me distanciar dos personagens. Outro ponto negativo é a maneira como a Theo dá tanta importância ao comportamento adequado, e como dá tanta importância aos criados e às coisas mais materiais. Apesar de ter muito boa cabeça para gerir uma casa parece não conseguir fazer nada sem que tenha uma série de criados ao seu dispor. Sei que nesta época isso era habitual, mas gosto de protagonistas mais desenrascadas e capazes e esta necessidade da Theo irritou-me solenemente ao longo de todo o livro.

Foi um livro agradável para passar o tempo. Esperava um pouco mais, mas não quer dizer que não tenha servido para me entreter. Assim posto espero ler com brevidade a novela que contempla o primo de James e que fala um pouco da sua história.